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Penso rápido (96)

por Pedro Correia, em 27.02.20

457px-Maria_02_Portugal_1819_1853_young.jpg

 

A última mulher que figurou na posição dominante da hierarquia do Estado português foi a Rainha D. Maria II, falecida em 1853.

Mais de cem anos de república, com a sua retórica igualitária, revelaram-se incapazes de gerar o que já havia ocorrido na nossa monarquia setecentista e oitocentista: uma mulher no principal plano de representação simbólica e no principal posto de responsabilidade política.


36 comentários

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De Luís Lavoura a 27.02.2020 às 11:20

Pobre Maria II, passou a vida de rainha a parir sem parar e a engordar sem parar, até que, quando chegou ao 11º parto, não aguentou mais e morreu.

Não deve ter reinado muito. Quem reinou foi mais o marido por ela.

E a pintura que ilustra este post, em que ela aparece muito bonita, deve ter sido feita antes de ela ter começado a parir e a engordar.
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De João Brito Levandeira Silva a 27.02.2020 às 12:18

Pegar no assunto pelas especificidades de género não ajuda nada à primazia do mérito.
Quando a isso se junta uma expressão de mau gosto, então, além de não cumprirmos o presente, ofendemos a História.
Muito bom dia!


João de Brito
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De Luís Lavoura a 27.02.2020 às 15:30

Quem pegou no assunto pelas especificidades de género foi este post. Foi o post quem pegou na questão da "posição dominante da hierarquia do Estado português" a partir do ponto de vista do género, em vez de se focar na primazia do mérito. O post apenas faz referência ao género da "posição dominante da hierarquia do Estado português", em vez de se concentrar no mérito dessa figura.
Eu concordo plenamente com o post. Se o João de Brito discorda do meu comentário, também deve discordar do post.
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De João Brito Levandeira Silva a 27.02.2020 às 15:52

Com certeza!

João de Brito
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De Isabel Paulos a 27.02.2020 às 16:25

Imagino que o número de senhoras(es) dispostas(os) a candidatar-se (comentário infra) é proporcional ao número de manifestações rudes do Lavoura.

Devo dizer que é uma desilusão; Luís é um belo nome e Lavoura poderia ser tão só sinónimo de apego à tradição e valorização da terra.
Que nome tão desvirtuado, caramba. Calha melhor Louis Jacinto Farmer.
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De Isabel Paulos a 27.02.2020 às 18:48

*inversamente proporcional.
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De Pedro Correia a 27.02.2020 às 21:49

Desilusão ou confirmação?
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De Isabel Paulos a 27.02.2020 às 22:39

É desilusão da confirmação de que os nomes não jogam com as ideias.
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De o cunhado do acutilante a 27.02.2020 às 22:19

A gente percebeu na mesma.
:)
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De Isabel Paulos a 27.02.2020 às 22:43

A bem dizer, não devia ter rectificado. Tanto preciosismo é contraproducente.
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De Antonio Vaz a 27.02.2020 às 22:40

Isabel Paulos, o que tanto a indignou na intervenção desse "alter ego" do PC que é o Luís Lavoura, que não a incomodou no "post" do PC?
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De Isabel Paulos a 28.02.2020 às 00:02

Caro António Vaz, antes de mais deixe-me agradecer pelas suas singelas duas linhas. Quase não o reconhecia.

Quanto à pergunta, não me incomoda que se constatem factos, pelo contrário, agrada-me. O que não aprecio é o mau gosto.

E, já agora, devo confessar uma coisa, não fosse ter uma vaga ideia de que o caro Luís Lavoura já comentava antes de existir Delito de Opinião e também estava tentada a acreditar, não que fosse o alter-ego, mas sim um pseudónimo do Pedro Correia, que permitisse criar mais frisson no blogue.

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De anónimo a 28.02.2020 às 13:02

Dear António Vaz. Não pode imaginar o desassossego em que precipitou a minha alma. Estou apavorada com a sua perspicácia porque se escrutinar com a mesma lucidez como o tem feito com o Luís Lavoura, vai ver que sou o Pedro Correia lesbicamente transvertido.

Beijinhos doces.

Violeta Gina dos Prazeres e Morais
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De Anónimo a 27.02.2020 às 12:30

Quelasse, Lavoura, muita quelasse!
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De Pedro Correia a 27.02.2020 às 15:17

Misoginia em estado bruto. Ao nível dum calhau.
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De Luís Lavoura a 27.02.2020 às 15:33

"Misoginia" no dicionário Priberam online:

1. Aversão às mulheres.

2. Repulsão patológica pelas relações sexuais com mulheres.

Não vejo nada disso no meu comentário.
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De Pedro Correia a 27.02.2020 às 15:43

Agora cita o Priberam?
Nem parece o mesmo que há dez dias apareceu aqui a desqualificar esse dicionário:
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/urro-racista-agora-e-cantico-11339167?thread=90934943#t90934943

Enfim, parafraseando o outro, dez dias é muito tempo...
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De Luís Lavoura a 27.02.2020 às 15:59

Outro dicionário online diz de misoginia:

"Sentimento de repulsa e/ou aversão às mulheres. Repulsão excessiva do contato sexual com mulheres."

Ou seja, basicamente a mesma coisa.

É que, misoginia é isso mesmo. O Pedro Correia, que tanto gosta de defender a língua portuguesa, é que usa essa palavra com um sentido errado.
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De Pedro Correia a 27.02.2020 às 20:49

"Contato"? Chiça...
Onde é que você anda à cata de dicionários? Em depósitos de lixo?
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De Luís Lavoura a 27.02.2020 às 11:38

Mais de cem anos de república revelaram-se incapazes de gerar

Dei-me ao trabalho de ver as candidaturas em todas as eleições presidenciais desde o 25 de Abril. Candidataram-se (eliminando candidatos que desistiram e candidaturas anunciadas mas não concretizadas) 44 homens e somente 3 mulheres. Ou seja, somente 6% do total de candidatos foram mulheres. É vergonhoso. É repelente.

Mas há um sinal de esperança: duas das três candidatas foram-no na última eleição. O que quer dizer que houve um súbito progresso. Oxalá prossiga.
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De sampy a 27.02.2020 às 12:56

Que saudades do outro Lavourinha, sempre disponível para proclamar a sua ignorância e incapaz de consultar a Wikipédia. Um autêntico trengo; mas, ao menos, autêntico.
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De V. a 27.02.2020 às 14:33

O progressismo de um labrego é sempre igual à indolência de um cavalheiro
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De Pedro Correia a 27.02.2020 às 15:13

Caminham em vias paralelas, que só se cruzam no infinito.
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De Anónimo a 27.02.2020 às 16:53

Vá lá passados 100 anos.
Os 800 e tal foi um fartote delas, a encher conventos coitadas.
A imagem da Maria menina.
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De Pedro Correia a 27.02.2020 às 21:46

110 anos. Sem uma mulher na presidência.

Não apenas na Presidência da República.
Nem uma mulher na presidência da Câmara de Lisboa. E na presidência da Câmara do Porto. E na presidência da Câmara de Coimbra. E na presidência da Câmara de Faro. E na presidência do Governo Regional dos Açores. E na presidência do Governo Regional da Madeira. E na presidência do Supremo Tribunal de Justiça.

E muitos etc...
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De Manuel Sousa a 27.02.2020 às 19:51

Monarca, que Deus haja, de mui boa lembrança.
Sobretudo, por ter sido figurada - em saudosa nota de conto de reis.
De resto, prolífica parideira.

Inventou-se-lhe intimidades com o Sr Marquês de Tomar, que Deus tem.
Aleivosias de liberais, avessos ao trono e ao altar.
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De Pedro Correia a 27.02.2020 às 21:48

D. Maria da Glória, filha dilecta e herdeira de D. Pedro IV, foi certamente mais sujeita às aleivosias de talassas, fiéis súbditos de seu tio Miguel.
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De Manuel Sousa a 28.02.2020 às 20:52

Pedro e miguel, dois rasos gabirus. Um perdeu. Pais nada ganhou. Eram os tempos. Importados.
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De Pedro Correia a 01.03.2020 às 09:49

Ainda andam por aí alguns. Talassas e malhados.
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De Costa a 27.02.2020 às 23:59

Malhadismo, enfim.

Costa
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De Pedro Correia a 28.02.2020 às 08:37

Talassas e malhados, relíquias vocabulares daquele sinistro tempo que ficaria marcado por uma guerra civil travada entre dois irmãos de sangue. Uma guerra cujo lastro perdurou através das gerações.
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De Antonio Vaz a 27.02.2020 às 21:38

Uau! Confesso-me rendido com esta suposta nova faceta feminista do PC… «Mais de cem anos de república, com a sua retórica igualitária, revelaram-se incapazes de gerar o que já havia ocorrido na nossa monarquia setecentista e oitocentista: uma mulher no principal plano de representação simbólica e no principal posto de responsabilidade política.»
Infelizmente, parece-me, o “novo descoberto” feminismo do PC, até nem lhe parece permitir pintar correctamente o quadro histórico em que existiu o tal «que já havia ocorrido na nossa monarquia setecentista e oitocentista»: é que, Maria II, Isabel Maria de Bragança, Maria I e Luísa de Gusmão apenas foram recursos (marionetes) criadas para servir os propósitos dos “marialvas” que, de facto, ambicionavam deter o poder (quer «no principal plano de representação simbólica», quer «no principal posto de responsabilidade política») em circunstâncias que, ou não lhes eram favoráveis, ou apenas lhes eram impossíveis, de assumir.
Na verdade, o PC até pode pintar o quadro que deu origem ao seu argumento, a fuga da corte para o Brasil, como a primeira e única manifestação de anti-colonialismo de uma potência colonial… alucinado por 10, alucinado por mil!
A verdade é que a «nossa monarquia setecentista e oitocentista» viveu momentos terríveis que se podem (devem!) associar à sua decadência, cobardia e, claro, a lutas intestinais no seu próprio seio…
PS. Julgo que o PC até pode ser inocentado quanto a possíveis “interpretações” da nossa História: dizem que a História é tudo o que ficou para trás do que a nossa consciência consegue alcançar… terá sido por isso que ele se esqueceu da Maria de Lourdes Pintasilgo?
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De Costa a 28.02.2020 às 00:06

Quanto ao ps, é reler os pressupostos. Basta este: "posição dominante da hierarquia do Estado português" e fazer a óbvia analogia entre monarca e presidente da república. Pintasilgo, não foi nem uma nem outra coisas.

Costa
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De o cunhado do acutilante a 28.02.2020 às 10:34

Ajuda muito para uma correcta interpretação da História, que salvo raríssimas excepções, onde verdadeiramente a mulher deseja reinar e na sua toilette
Esse sim! o poder que verga o mundo.
Porque de resto, faz-lhes tanta falta o poder político como uma bicicleta a um peixe.
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De Pedro Correia a 01.03.2020 às 09:50

Você anda a abusar da sorte, mesmo num blogue intitulado Delito de Opinião.
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De o cunhado do acutilante a 28.02.2020 às 11:47

Isto porque, - a menos que o iluminado Vento venha desmentir, - no reino da beleza a competição é feroz e levada até ao limite. Quer lá ela saber do poder político que alavanca a masculinidade.
Toda a mulher quando se veste, se calça, se penteia, se perfuma, se maquilha e alinda a preceito, não é a pensar no marido ou namorado, e muito menos a ambições políticas a quem dedica tantos e profundos cuidados. Esses estão muito longe das suas cogitações.
Fá-lo para mostrar àquela convencida da amiga que tem a mania que é boa, que ela, se quiser, a arruma para fora de campo em dois tempos.

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