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Penso rápido (90)

por Pedro Correia, em 21.05.18

Os novos censores usam as "redes sociais" como pelourinhos. E já há governos tornados censores usando as "redes sociais" como alibi.
Esses que andam a levantar os novos pelourinhos ainda não perceberam a perversidade da coisa. Alguns acabarão também pendurados neles. Novos Dantons, novos Robespierres: a criatura acabará por ganhar autonomia, virando-se contra os criadores. Seguindo o exemplo da guilhotina, sua feroz mana mais velha.


16 comentários

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De Meister Von Kälhau a 21.05.2018 às 12:32

Outrora a Razão como luz da boa governação.

Hoje a governação atenta não ao conteúdo que a razão promete, mas à explosão que a emoção diverte.

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De Pedro Correia a 21.05.2018 às 16:55

É isso.
Espuma. Só espuma.
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De Sarin a 21.05.2018 às 12:35

A liberdade de proibir é apelativa, até porque mais fácil de gerir do que a liberdade de escolher.

E agora está na moda validar tendências via redes sociais - era questão de tempo, até à confusão com sufrágio.
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De Pedro Correia a 21.05.2018 às 16:57

Confundir as opiniões mais tonitruantes e trauliteiras com a opinião pública: eis um dos grandes riscos do nosso tempo.
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De Sarin a 21.05.2018 às 17:16

Há que riscar esse risco!

É isso que, de algum modo, vamos rabiscando aqui e ali, não?

E digo rabiscando porque ver debates sérios e a sério é cada vez mais raro, mais raras ainda as oportunidades de neles participarmos. Sim, 'tá bem, discussão pública de projectos de lei blablabla... pois, como se confundíssemos rebuçados com banquete.
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De Pedro Correia a 21.05.2018 às 22:36

O problema é que cada vez há menos debates.
As pessoas tendem a falar só para a sua trincheira, pregando aos convertidos.
E não querem sair dessa bolha. Fazem questão em permanecer nela.
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De Sarin a 22.05.2018 às 00:08

Pior ainda quando, em vez de falarem para a sua trincheira, se entrincheiram em certezas, assumpções e presunções que obstam ao debate... mas enfim, costumo dizer que se tenta até ao limite só que este é móvel :)

Falar para os convertidos é fácil.
Ou, em gíria moderna, dá likes.
Mas quem quer afagos de ego mais vale arranjar espelhos, debate é de ideias.
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De Pedro Correia a 22.05.2018 às 09:29

"Certezas" sem exercício de contraditório: as grandes ditaduras começam assim. Com pequenos passos.
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De Sarin a 22.05.2018 às 13:02

A certeza entra no domínio da fé - seja num deus seja num umbigo. Não há contraditório possível.


Por isso eu não discuto com enfezados. :D
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De rão arques a 21.05.2018 às 18:10

"Muitos combatem uma ditadura para implantar a sua"
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De Pedro Correia a 21.05.2018 às 22:37

Dava um bom Pensamento da Semana.
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De Anónimo a 25.05.2018 às 16:49

"Muitos combatem uma ditadura para implantar a sua"
Isso recorda-me o que aconteceu no Iraque em 2003, na Líbia em 2011 ou na Síria actualmente. Quando a URSS colapsou aconteceu o mesmo.
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De rão arques a 25.05.2018 às 17:06

Bem lembrado. O rosto da democracia tapa muita patifaria.
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De jo a 21.05.2018 às 19:21

Também se nota crescentemente que se anda a confundir crítica com censura.
Há que se ache com direito a gritar aos quatro ventos as opiniões mais controversas, mas desata a gritar "aqui d'el-rei" se surgem críticas vindas de todo o lado.
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De Pedro Correia a 21.05.2018 às 22:39

Concordo. Essa intolerância abre muitas vezes o caminho à institucionalização de formas de censura.
Primeiro, censuras inorgânicas. Depois, censuras formais. Com a chancela do poder político.
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De Rita Proença a 22.05.2018 às 09:22

"Há que se ache com direito a gritar aos quatro ventos as opiniões mais controversas"

É natural, porque as pessoas têm, de facto, o direito a gritar aos quatro ventos as opiniões mais controversas.

E o problema não são as críticas a essas opiniões, como bem sabe. O problema surge quando se pretende punir essas opiniões controversas. Não sei se já reparou, mas vivemos num país em que um organismo do Estado apresenta queixa no DIAP porque um cidadão considera que determinadas deputadas são esganiçadas e porque outro escreveu uma crónica contra a transexualidade.

Isto não são críticas, são tentativas de punir criminalmente uma opinião. Ora, em democracia, as opiniões, por mais estúpidas que sejam, não devem ser punidas. Suportar opiniões estúpidas é o preço a pagar por viver numa sociedade livre.
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De Pedro Correia a 22.05.2018 às 09:32

Novas censuras emergem por aí, a todo o passo. Alguns dos que mais gritam desejam criminalizar as opiniões.
Já estiveram mais longe de o conseguir.

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