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Penso rápido (87)

por Pedro Correia, em 08.12.17

O ano jornalístico, por cá, começou com um Congresso de Jornalistas. O primeiro do século XXI, o primeiro em 19 anos.

Nada de relevante se avançou nesse congresso. Nem sequer uma tímida proposta de auto-regulação da classe, constituída em Ordem de Jornalistas (com um quarto de século de atraso), como devia ser regra em todas as profissões alicerçadas num código deontológico.

O resultado está à vista. Nova vaga de proletarização dos quadros, novas ondas de despedimentos, novos encerramentos de títulos - alguns muito prestigiados. Há dias, segundo me informaram, o director de um dos principais jornais recebeu instruções da administração para organizar uma lista de despedimentos.

Mais uma, a somar a tantas outras. Enquanto os jornalistas que restam no activo, salvo honrosas excepções, vão escrevendo em circuito cada vez mais fechado, mergulhados nas bolhas do twitter e do facebook, formatando aí o seu imaginário social e extraindo dessas fontes as principais "notícias". Verdadeiras ou falsas, tanto faz.

Com essa tendência, impulsionada por chefias inaptas, cavam ainda mais fundo a sepultura de uma profissão que é essencial à democracia. Porque não há escolhas esclarecidas sem um jornalismo vigilante, prestigiado e competente. Precisamente aquele que mais falta nestes dias tão precários.

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6 comentários

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De lucklucky a 08.12.2017 às 13:35

Resultados da formatação política das "escolas" de jornalistas.
Ainda me lembro do programa de Extrema Esquerda da Ordem dos Jornalistas na RTP-2...ou seria Sindicato?

E isto diz tudo sobre a profissão, não existe para informar, existe para proselitismo político, fake news.

Tal como a falta de Jornalismo em Portugal levou à bancarrota Sócrates, intervenção do FMI, Troika.
Aliás o orgão de Comunicação Social "de referência" nas vésperas da entrada do FMI escreveu na primeira página em letras garrafais: "O FMI já não vem".

Poderia ter escrito: O jornalismo não existiu.

Jornalismo é só o maior problema do Ocidente. Vai levar à sua ruína.

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De Cristina M. a 08.12.2017 às 14:15

(ó Pedro..., bote lá o acento...)
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De Pedro Correia a 08.12.2017 às 16:01

Já está, Cristina.
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De Cristina M. a 08.12.2017 às 18:11

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De Anónimo a 08.12.2017 às 17:18

Sublinho: "Porque não há escolhas esclarecidas sem um jornalismo vigilante, prestigiado e competente."
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De Pedro Correia a 08.12.2017 às 20:54

É que não há mesmo.

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