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Penso rápido (82)

por Pedro Correia, em 09.05.17

Alguns por cá torciam pela vitória eleitoral de Marine Le Pen. Como se uma França fechada ao mundo, de fronteiras herméticas como a pequena Suíça entrincheirada entre montanhas, não fosse uma péssima notícia para nós.
Uma França encerrada a cadeado não teria sido o país de acolhimento de mais de um milhão de emigrantes portugueses e lusodescendentes, nunca seria um importante parceiro comercial do nosso país, jamais ascenderia ao estatuto de quinta economia mundial (e segunda europeia). Sem esquecer que a nação que agora terá Emmanuel Macron como Presidente é uma das raras potências atómicas do planeta e permanece como um dos cinco Estados do mundo com assento no Conselho Permanente do Conselho de Segurança da ONU. Isolar-se seria um absurdo e um risco acrescido para a paz.
Confesso que me custa perceber como existe por cá tanta gente aparentemente interessada em ver muitas Marines le Pens espalhadas por essa Europa fora, cada qual pretendendo transformar os respectivos países em estados-fortaleza, combatendo as sociedades abertas de braço dado com o fundamentalismo islâmico. Uns e outros são companheiros de luta nessa aberrante fé.

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50 comentários

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De Barão Marquês a 09.05.2017 às 11:34

A este propósito seria curioso saber se o nosso Dr. Costa entusiasmado com o presidente eleito em França, mantém o aconchego que tanto badalou com o Grego Sr. Stipras. Ou se lá se vai deitando conforme o vento que passa?
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De Pedro Correia a 09.05.2017 às 15:30

Haverá tempo e espaço para falar em Costa. Agora o que me interessa é falar na França.
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De Pedro Correia a 10.05.2017 às 00:27

E não falta assunto, como já se viu.
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De Einzturzende nebauten a 09.05.2017 às 11:51

Talvez se justifique esse gosto pelo caos com aquilo que Freud identificou como o apelo de thanatos. Eros e Thanatos, a nossa díade sagrada.
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De isa a 09.05.2017 às 11:57

Ainda não percebi se essa de "bater na tecla" do Macron e na "tecla" Le Pen é para convencer os outros ou para se convencer a si próprio porque Macron e Le Pen são, ambos, faces da mesma "moeda envenenada". Há coisas que preocupam muitos mas, com consequências futuras, do que simples nomes neste Sistema Simulado e, para além do que lhe escrevi aqui:

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/viver-habitualmente-9246748

não vou repetir outra explicação (mais terra a terra) que acabei de escrever num comentário, no poste do João Pedro Pimenta - "Nem Joana D´Arc valeu a Le Pen" 09.05.17 que poderá ler quando for publicado porque, nem todos, estão preocupados com quem ocupa "cargos" mas, quem realmente tem Poder sobre os que ocupam esses "cargos".

Mas essa de falar em "sociedades abertas"... vamos ver por quanto tempo se mantêm abertas quando as querem misturar com uma Religião que, mentalmente, não consegue ver a separação da Religião, do Estado laico. Para eles Religião ou Estado é a mesma coisa, são coisas Indivisíveis.
Se lhe faz confusão, devia ter visto umas entrevistas a muçulmanos (não fundamentalistas) em que perguntavam, no caso de haver um conflito entre as leis da sua fé e as do Estado, a quais obedeceriam... ficava logo sem metade das confusões.

A mim, o que me faz confusão é como as pessoas conseguem ter tantas certezas sem, sequer, ter investigado ou lido, opiniões diferentes das suas, analisando e investigando os argumentos contrários aos seus.
Essa do, é assim porque sim, e todos os outros só dizem disparates que nem vale a pena perder tempo... é por essas e por outras que se vai sempre de mal a pior.
Acreditar que se tem a certeza de tudo é a melhor maneira de nunca se ter certezas sobre nada.
Até lhe cheguei a dar vídeos bem explicativos mas... já sei, são "amAricanos" que, por acaso, são em mero Inglês.

Confesso que, muitas vezes, nem me apetecia comentar nada, tenho a minha vida, resolver os meus assuntos e os dos que me são próximos mas... não consigo viver com a minha consciência se vejo, para além dos que, deliberadamente, nos querem manipular, para seu próprio proveito, ainda haver mais... aqueles que acabam por deixar as pessoas mais confusas, neste Mundo de pessoas cada vez mais perdidas, à procura do que nunca vão encontrar... debaixo de "candeeiros" (os tais que lhe falei no outro comentário).

Quem não estiver a dar-se muito mal neste Sistema, até pode deixar andar... mas, e depois?
É assim tão mau, tentar evitar o inevitável, o irreversível... os becos sem saída?
Não é essa a diferença entre animais racionais e irracionais em que os últimos não visam um conhecimento para o futuro, mas vivem, apenas a realidade do momento?
Na verdade até seria o ideal vivermos para a realidade do momento, desde que... "meia dúzia de mafarricos" não andassem, permanentemente, a transformar futuros e, bem possíveis, "bons momentos" em momentos infernais.
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De Tiro ao Alvo a 09.05.2017 às 14:57

"(...)o que me faz confusão é como as pessoas conseguem ter tantas certezas".
Isto escrito pela isa, que só tem certezas, faz lembrar o argueiro nos olhos dos outros.
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De isa a 09.05.2017 às 17:34

Nem imagina a quantidade de coisas de que eu não falo por não ter a certeza... ou ter, apenas, 99,9% de certeza e, há coisas que aviso, ser a minha opinião.

Agora, muito a sério, a maioria anda, mesmo, sem saber absolutamente nada, especialmente, se só ouvir ou confiar nas notícias dadas... nos intervalos do futebol e respectivos programas, comentários e extras ou ouvidas da boca dos seus "presidentes" de clubes... políticos.
Como não faço parte de nenhum "clube" e não tenho ninguém que me informe, com notícias pré-mastigadas, tenho de me esforçar mais um bocadinho.
Ainda há pouco tempo, nos únicos 10 minutos que tinha a tv ligada, a da cozinha, o único sítio onde, na minha casa se liga uma televisão, foi para ouvir que o défice estava nos 130% quando, estava nos 137,19 porque, ao escrever este comentário e, para ser exacta, fui confirmar e, neste momento, já está em 137,24 % do PIB.

Aliás, se digo alguma coisa, a minha intensão é que comecem a pesquisar por conta própria e, o mais provável, pouca coisa encaixará na percepção que é vendida. Às vezes, nem está no que dizem mas, naquilo que não dizem e, informação incompleta, altera completamente a forma como ela é entendida.

Poderá pôr a questão, o que ganho com isso?
1º- Paz de Consciência.
2º - Estamos todos no mesmo barco, incluindo os nossos descendentes, portanto, sem qualquer interesse em sonegar informação, como fazem certos políticos, sei que saber é poder e, estou sempre à espera de ouvir argumentos validados com factos, porque mais importante que ter ou não ter razão, é estar bem informada, sem "paninhos quentes".

Por muito más que sejam as situações que possam acontecer, sabidas com antecedência, podem ser alteradas e, no caso disso não ser possível, o estar mentalmente preparado, é meio caminho andado para as conseguir resolver e, se reparar, os nossos políticos vão "empurrando tudo com a barriga" para, depois, as resolver da pior maneira... "em cima do joelho" e, quem paga isso?
Esta já deve saber de cor e salteado.
Eles parecem ser os nossos papás queridos, muito preocupados com o nosso bem estar, os nossos direitos... blá blá blá mas, a eles, o pior que lhes pode acontecer é perder eleições ou irem ganhar o deles noutro sítio... excepto se forem, realmente, muito incompetentes e só saibam viver, toda a vida, pendurados nos contribuintes.
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De Pedro Correia a 09.05.2017 às 22:45

Felizes as pessoas que confessam ter 99,9% de certezas. Têm tudo arrumadinho e cheio de etiquetas.
Dá sempre algum conforto.
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De isa a 10.05.2017 às 12:21

É precisamente o contrário, quanto mais se sabe, menos conforto sentimos aliás, conheço quem preferiria, se pudesse, voltar a "dormir" na confortável ignorância.
Ao ler o seu comentário, dá a sensação que, quase, passou a ser crime querer saber sempre mais, para tentar compreender as razões do Mundo estar cada vez pior, para a grande maioria.

Se na crise económica de 2008, havia umas 6 dezenas de pessoas que tinham uma fortuna equivalente à possuída por metade da população do Planeta, presentemente, apenas 8 pessoas conseguem ser donas dessa metade e, como as outras também aumentaram as suas fortunas, mostra que para 8.000 a 8.500 pessoas, a ideia é ficarem com, absolutamente, tudo e, finalmente, começo a desconfiar da razão de não se importarem de destruir o Planeta e quererem "sugar" tudo, aos restantes seres humanos e, depois, de mais umas quantas pesquisas, andam por aí, alguns, a ajudá-los, sem imaginar que a ideia deve ser, "fazer as malas" e, partir daqui para fora, com a ajuda de tecnologia, inimaginável para o comum dos mortais... entretidos com, cada vez, "menos pão e mais circo".
Começo a perceber, o desinteresse, a nível global, de ninguém ligar nenhuma ao derrame de Fukushima que desde 2011 até hoje, continua a poluir os oceanos com produtos radioactivos.
Em parte por ter lido um artigo de uma conferência dada por Stephen Hawking

"Stephen Hawking is giving humanity a tall order: Colonize Mars in the next century or watch as life on Earth fizzles out. After last year claiming that humans have 1,000 years left on Earth, Hawking says in a new documentary that we instead have about 100 years until we'll need to jump ship as Earth is overwhelmed by overpopulation, climate change, disease, and artificial intelligence."

A treta do aquecimento global, para criar mais uma taxa lucrativa, quando o Sol está a entrar em mínimos, equivalente a períodos que provocaram as Eras Glaciares, o que explica a recente entrada em actividade de dezenas de vulcões que estavam adormecidos há milhares de anos, o aumento da actividade sísmica, fenómenos atmosféricos extremos, o lento amalgamar das estações do ano, perda de colheitas... basta ver o que se tem passado nos últimos meses, em certas áreas do globo onde a grande produção de trigo, árvores de fruto... tem sido uma autêntica razia porque, com temperaturas que oscilam com grandes amplitudes térmicas, matam flores e rebentos, cheias ou geada que afogam ou queimam e, com terra onde não se consegue semear uma 2º colheita, vamos começar a assistir, apenas, ao início das provações, nossas, de filhos e netos.

Se for a Natureza a comandar o nosso destino, pouco haverá a fazer mas, se isso acontecer, há por aí, umas gerações de políticos gananciosos, a nível global que, em vez de servirem os cidadãos que os elegeram, estão mais preocupados com futuras carreiras e promessas, sempre ao serviço dessa minoria, imagino a sua cara de desapontamento quando as coisas começarem a correr mal ou, no final, os deixarem abandonados à mesma sorte do comum dos mortais porque, com lotação reduzida, para que iriam precisar, daqueles que só servem para concretizar os seus objectivos, de psicopatas e, mal possam, não vão esperar 100 anos. Entre clones para substituir "peças", tudo garantido por tecnologia que, na próxima década, lhes pode substituir praticamente tudo. (Tentei encontrar o site com o preçário mas, se o encontrar, volto para deixar o link... agora percebo não lhes ser suficiente triliões porque, em comparação com os preços das novas tecnologias, os 7 corações que David Rockefeller transplantou até foram baratos.)

Apenas e só, uma pequeníssima amostra, daquilo que faz parte dos "99,9% de certezas" e, essa do "sempre dar algum conforto" ficar, comprovadamente, muito longe da verdade. A única coisa que pode dar, talvez seja um maior incentivo para, nesta nossa breve ou brevíssima passagem, viver mais conscientemente, dando valor às pequenas coisas e às verdadeiras alegrias da vida que nem sequer custam dinheiro.
"We buy things we don't need with money we don't have to impress people we don't like" - Dave Ramsey

Ao escrever este comentário, como todos os outros, não o faço por acaso, faço-o conscientemente, gastando tempo precioso mas, bem longe de qualquer intensão materialista.
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De Pedro Correia a 10.05.2017 às 12:40

Longe de mim pensar que possa ter alguma intenção materialista.
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De isa a 10.05.2017 às 13:38

Pelo meu lado, pode esperar o mesmo, longe de mim, pensar que o seu comentário tenha sido temperado com uma pitada de hipocrisia.
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De kika a 09.05.2017 às 13:20

Sendo um país pequeno a Suíça sempre acolheu inúmeros refugiados.
As fronteiras no que diz respeito aos cidadãos europeus não são
herméticas . A Suíça não é um país fechado ao mundo. O controle nas
fronteiras é uma simples formalidade.
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De Pedro Correia a 09.05.2017 às 15:35

A Suíça é um país fechado no sentido de que recusa integrar-se em blocos políticos transnacionais.
E até demorou 57 anos a aderir à ONU.
É também um país tradicionalmente pouco ou nada receptivo à integração de estrangeiros sem contas bancárias chorudas.
Hermético, claro: é um dos segredos do sistema bancário helvético.
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De Anónimo a 09.05.2017 às 17:55

Se a Suíça é mais ou menos aberta não é o que mais valorizo.
O que mais valorizo é que a Suíça, para decidir essas e outras questões verdadeiramente importantes, consulta o Povo em referendos.
Por outras bandas, delegam-se os assuntos em parlamentos constituídos por partidos, que há muito se estão nas tintas para a opinião e para os interesses dos cidadãos que os elegem e que, por isso mesmo, fogem dos referendos como o diabo da cruz.
Essa é que é essa!
João de Brito
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De Pedro Correia a 09.05.2017 às 22:50

Os suíços têm uma democracia plebiscitária e um sistema federativo e cantonal muito próprio.
Não me parece ser um modelo exportável. Nem sequer considero desejável que o fosse.
De resto, os portugueses estão-se nas tintas para os referendos. Os três referendos nacionais realizados até hoje tiveram sempre índices de participação inferiores às eleições legislativas e não chegaram sequer a reunir percentagem mínima para se tornarem vinculativos.
O mesmo ocorre com os referendos locais. Até hoje nenhum deles suscitou adesão maioritária das populações.
Aqueles que andam a clamar por referendos deviam conhecer melhor o País.
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De Pedro Correia a 10.05.2017 às 00:29

Porque o País - como é patente - não clama por referendos.
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De isa a 09.05.2017 às 18:34

Não me interessam as contas bancárias chorudas mas, como vivem os cidadãos porque, nós "tão bons" que somos 10,374,289 portugueses temos uma Dívida de 137,24% do PIB, os Suíços, "tão maus", são 8,237,060 e têm uma Dívida de 33.31% do PIB e, nem se compara o nível de vida, entre eles e nós, portanto, isto de dizer o que eles fazem de mal, na prática, seria mais importante, saber o que nós estamos a fazer de mal e, aqui, até desconfio porque, isto de darmos muitos poderes aos políticos, mostra bem o resultado porque, por lá, a Constituição manda fazer Referendos, por cá, nem se dignaram fazer Um para entrar na U.E. talvez, por os nossos políticos nos tratarem, a todos, como se fossemos estúpidos e, até têm a ajuda de alguns, não só para nos tentarem estupidificar mas também, nos convencerem de que somos estúpidos e temos de confiar, cegamente, nos "iluminados" que, a grande maioria, nunca geriu nem uma tasca, quanto mais um País.
Isto, para não dizer que sabem gerir, só para eles próprios, amigos, filhos, compadres e afins porque, só há duas alternativas, incompetência ou outro tipo de "competência".
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De V. a 09.05.2017 às 19:27

Melhor explicação do que comparar PIBs e dívidas é: os Suíços são de estirpe alpina e europeia, e nós por cá deixámos mouros e sub-saarianos entrar por aqui adentro e dái o vírus da bandalheira e as células cancerosas que são responsáveis pela atracção por barracas, religiões do deserto, mármores e futebol.
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De isa a 10.05.2017 às 15:12

V
A questão principal está na independência e, aquilo que venho lentamente a explicar e, sei, ser difícil de aceitar é que, depois da 2ªGuerra Mundial, um grupo, há muito tempo, interessado em Governar globalmente, acima de todos os governos, para além de ter começado por desviar dinheiro dos contribuintes americanos, criou o seu próprio império, estendendo os seus tentáculos, daí a necessidade de centralizar poder na Europa, controlando a política de todos os países simultaneamente e, não é por acaso, "visitas" ou "convites", para as reuniões do Bilderberg Group.
Quanto a Guerras (basta consultar a Wikipédia), nunca houveram tantas desde 1945 e, todo o tipo de conflitos, criados, propositadamente por este grupo para, cada vez, ter mais Poder, não só de "fabricar" dinheiro "do ar" (por isso foi preciso acabar com o padrão ouro), como Bancos Privados, BCE, FED, World Bank... FMI, interferindo nas políticas dos países e, no topo de todas essas instituições por eles criadas, estão o CFR (Council on Foreign Relations) e o "military–industrial complex", este último, um nome dado por certos presidentes americanos que ousaram falar deste assunto e, se calaram ou acabaram mal.

Explicar como o conseguiram fazer, ao longo de tanto tempo é difícil mas, quem estiver interessado, pode começar por investigar: Como é criado o dinheiro, "Deep state" e "black budget" o que, se tornou num problema a nível global e, pode começar por Catherine Austin Fitts, é uma das pessoas que pode ouvir e, qualquer artigo ou vídeo, onde ela escreva ou fale, é sempre proveitoso. Posso deixar um dos mais recentes, sobre coisas recentes.
Autores como G. Edward Griffin podem ajudar a esclarecer, historicamente, muitos factos, incluindo as raízes, da criação deste grupo.

https://www.youtube.com/watch?v=Pc_Ofg3gGHE
Catherine Austin Fitts-They're Trying to Centralize Control
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De Luís Lavoura a 09.05.2017 às 13:32

de fronteiras herméticas como a pequena Suíça entrincheirada entre montanhas

Tanto disparate numa só frase.

O principal disparate é que a Suíça não tem fronteiras herméticas - ela faz parte do espaço Schengen, tal e qual como Portugal. Pode-se sair e entrar na Suíça sem se mostrar o passaporte nem ser-se revistado. Montes de estrangeiros vivem na França ou Alemanha e todos os dias entram na Suíça para trabalhar.

Depois, a Suíça não é pequena. Tem mais de 2/3 da área de Portugal, e a população é 4/5 da portuguesa.

Finalmente, a Suíça não está entrincheirada entre montanhas. A grande maior parte da população suíça vive num planalto - o "planalto suíço" - cuja altitude média é bem menor que a de Portugal e onde não há montanhas nenhumas.
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De Pedro Correia a 09.05.2017 às 15:44

Tem razão. Se Portugal é um país pequeno, como ouvimos e lemos todos os dias, então a Suíça - com uma superfície menos de metade da portuguesa - deve ser gigantesca.
Quanto às montanhas, o seu comentário faz-me lembrar a cena final do 'Astérix Entre os Helvécios'. Quando perguntam ao Obélix, no regresso à aldeia gaulesa, como era a Suíça, ele responde: "Plana."
Perante a risota geral.
Não sei porquê. Toda a gente sabe que a Suíça é uma espécie de Alentejo. Com mais vacas e menos borregos.
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De Luís Lavoura a 09.05.2017 às 16:57

É verdade que na Suíça há muitas e altas montanhas, mas metade da superfície do país é basicamente plana, e é nessa metade que vive a grande maior parte dos suíços. As principais cidades suíças são totalmente planas, em gritante contraste com a maior parte das cidades portuguesas. Para efeitos práticos das pessoas que nela vivem, a Suíça é, de facto, bastante plana. Portugal, pelo contrário, é "aeusserst gebirgig" (= extraordinariamente montanhoso), na descrição que dele vi feita por dois alemães.
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De Pedro Correia a 09.05.2017 às 17:16

É subjectivo. Em Lisboa, por exemplo, quase todos chamam "serra" à elevação de Monsanto, que tem apenas 227 metros de altitude máxima.
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De Luís Lavoura a 09.05.2017 às 17:22

227 é um número muito objetivo. Não é nada subjetivo. A maior parte do planalto suíço fica, grosso modo, a esta mesma altitude - 200 a 300 metros acima do nível do mar. É a essa altitude que a grande maioria dos suíços vive. Genebra, Basileia, Zurique, Berna ficam todas a essa altitude, e são todas elas genericamente planas - não têm nada que se pareça ao elevador da Glória no centro de Lisboa.
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De Pedro Correia a 09.05.2017 às 17:39

Não acredite em tudo quanto lhe dizem.
Zurique fica a 408 metros de altitude.
Genebra, a 375m.
Lausana, a 495m.
Berna, a capital, a 542m.
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De Luís Lavoura a 09.05.2017 às 17:54

Tem razão, enganei-me nas altitudes.
Mas a minha afirmação básica mantem-se: a maior parte dos suíços não vive "entricheirada entre montanhas", mas sim em cidades planas situadas num planalto. Planalto aliás muito visível numa fotografia na wikipedia ("Swiss Plateau").
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De V. a 09.05.2017 às 19:34

Tanto disparate. Zonas planas são no máximo 25% do território. Só 60% é alta montanha, fora zonas de transição (por exemplo, pastos) e floresta.
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De Pedro Correia a 09.05.2017 às 22:52

Começo a sentir vertigens com tanta altitude.
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De V. a 10.05.2017 às 01:25

Uns alavancam, outros avalanchem!
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De Pedro Correia a 10.05.2017 às 08:33

Estou quase soterrado.
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De tric.Lebanon a 09.05.2017 às 14:22

em Portugal a maioria torce pela Islamização da Europa e do Euro...o Euro é a moeda mais fraca que Portugal alguma vez teve...o Euro é a moeda mais forte dos Mecas, nunca os mohameds tiveram uma moeda tão forte na Europa, até compram estados...
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De Pedro Correia a 09.05.2017 às 15:46

Esse seu argumentário é tão infantil que você ainda se habilita a que lhe chamem Ali Bebé.
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De tric.Lebanon a 09.05.2017 às 16:52

até pode ser infantil, mas não é desfasado da realidade...
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De Pedro Correia a 09.05.2017 às 17:17

Eu se fosse a si, de qualquer modo, acautelava-me com os 40 ladrões.
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De tric.Lebanon a 09.05.2017 às 19:26

eu se fosse a si nunca diria que não existe um processo de islamização na Europa...nem diria que Jacobinismo=Laicismo Islamico não se casam...
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De Pedro Correia a 09.05.2017 às 22:53

Cuidado, não coma febras de porco. Nem favas com chouriço.
Deve precaver-se, dado o "processo de islamização" em curso.
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De Maurício Barra a 09.05.2017 às 16:47

https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8893965651067267636#editor/target=post;postID=9155319678840659670;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=1;src=link
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De Pedro Correia a 09.05.2017 às 22:54

Tanto algoritmo é demais para mim. Fiquei na mesma.
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De Maurício Barra a 10.05.2017 às 06:55

É o algoritmo de um post que publiquei no Grande Hotel.
Aqui vai i texto

O Novo Centro. Desejo e Prognose.
Com 66%dos votos, a França elegeu Macron para o Eliseu.
E elegeu um potencial novo modelo político que os franceses querem acreditar que Macron tenha capacidade de liderar: o novo centro que rejeita o "sistema" dos partidos tradicionais de poder.
Um novo centro que é social e liberal, que coloca as pessoas e a economia à frente do sistema financeiro e das capturas de poder dos grandes grupos económicos, que não tem complexos de esquerda nem de direita ( por exemplo, se for necessário serem inclusivos e securitários ao mesmo tempo não há problema nenhum ), e coloca o humanismo e a qualidade de vida das pessoas acima dos dogmas ideológicos que acantonaram a política em grupos que usam os partidos para se revezarem no poder. E visa conter e eliminar quaisquer projectos anti-democráticos, venham eles da direita ou da esquerda. E é o programa político que, colateralmente, garante o reforço da União Europeia e do Euro, sobrevalorizando objectivos comuns acima da diversidade das idiossincrasias nacionais que a compõem.

Já havia indícios anteriores desta deslocação dos eleitorados para novas políticas ao centro, ultrapassando os partidos tradicionais e os projectos de violência nacionalista e social da extrema direita e extrema esquerda.

Na Áustria, o país com o eleitorado mais à direita da Europa, rejeitou in extremis a deriva radical para a presidência da sua república.
Na Holanda, ganhou um projecto centrista multi-partidário.
Em Portugal, foi eleito um Presidente centrista que abafou o "centrão" tradicional, abrigando e dando voz a um centro direita e um centro esquerda, que estão sem representação política ( desde que o PSD reduziu a sua visão de futuro a indicadores económicos, e do PS que quer confundir os portugueses com tácticas de ocupação de poder conjunturais com amanhãs que nunca existirão).
No Canadá, Justin Trudeau foi eleito out-of-the-box contra as correntes políticas que faziam das opções político-linguísticas factor de divisão do país.
Na Alemanha, seja quem ganhar vai manter o essencial da política da fundadora a outrance deste Novo Centro que se vai desenhando pela Europa fora : Merkel, que aliou rigor económico a política sociais, que compatibilizou política de inclusão com políticas securitárias.
E já tínhamos os exemplos da Grécia, onde o Syriza foi obrigado pelo eleitorado a governar ao centro, dentro do Euro e da União Europeia.

A ver vamos se esta tendência se confirma com as eleições legislativas francesas e alemãs.
Para que o desejo de uma nova política centrista corresponde à prognose que os acontecimentos vão suscitando.
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De Pedro Correia a 10.05.2017 às 08:30

Cumprimento-o pela reflexão, Maurício. Estou inteiramente de acordo e vem ao encontro do que escrevi.
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De Buiça a 10.05.2017 às 00:48

Sempre bom recordar que há extrema-direita e também há extrema-esquerda. Ambas igualmente prejudiciais a uma vida tranquila, próspera, livre.

Os insultos ridículos à Suiça já acho menos interessantes. Da Suiça sabem os suiços e não consta que se queixem. E quando a UE for obrigatória ou imposta a algum país é hora de pegar em armas.
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De Pedro Correia a 10.05.2017 às 08:28

Ridículo é querer transformar a Europa de mais de 500 milhões de pessoas numa gigantesca Suíça.
Como se isso fosse possível.
Quanto aos extremismos, a velha dicotomia esquerda-direita é cada vez menos aplicável à realidade. Como esta eleição em França bem demonstra. A clivagem essencial ocorre entre soberanismo e globalismo, proteccionismo e liberalismo, nacionalismo e internacionalismo.
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De Buiça a 10.05.2017 às 22:44

Não faço ideia quem quer transformar o quê em quê ou que interessa se a Suiça é plana ou montanhosa. Como país bem gerido que é (uns cantões melhor que outros), tem muitos e bons exemplos com os quais se pode aprender e outros menos extrapoláveis, só isso.
Por exemplo se estivermos a falar de organização administrativa, sendo uma confederaçã que funciona melhor que qualquer outra que se conheça tem muitissimo que se aproveite para quem defender uma europa federal. Mas é apenas um exemplo e o importante aqui não era a Suiça.
Não vejo a minima incompatibilidade entre prezar a soberania da sua região/país e estar integrado na aldeia global em que vivemos. O texano é "soberanista", os EUA são o principal promotor da globalização e a experiência fronteiriça de entrar lá é a que se sabe.
Voltando ao ponto principal, só me faz confusão na europa um Viktor Orban ser equiparado a LePen e ambos a nazis e raramente se ouvir criticar quem defende soluções venezuelanas ou soviéticas em pleno sec.XXI. Por isso gostei do post original que interpretei como um alerta para as semelhanças entre os programas económicos de FN e berloques de esquerda, PC's vários e melanchons. Uns querem fechar fronteiras económicas e étnicas, outros só as económicas, de resto pouco muda na retórica imbecil.
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De Maria Dulce Fernandes a 10.05.2017 às 13:12

Como escreveu o poeta, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades e os erros que se cometem são os melhores professores do mundo, para quem tem a hombridade de reconhecer que os cometeu. Perguntem aos americanos..
Diz o povo que nas costas dos outros vemos nós as próprias... Discursos patrióticos inflamatórios já nã passam sem arrancar sorrisos incrédulos desde 1938, pelos menos nos países ditos do primeiro mundo. Como os extremos se tocam, , são sempre os mesmos, ou porque demasiado à esquerda ou demasiado à direita, a encarar estas victórias ( como a de Macron) mortas à chegada, sem lhes dar algo que todos necessitamos mas nos provar, e que é tempo.
Eu pessoalmente desacreditei a geringonça, que presa por cordéis lá se tem provado, com um ínfimo grau de eficiência, mas que por mais ínfimo que seja, existe.
Macron, teve a vitória que os franceses decidiram. Le Pen, afogou-se no seu próprio extremismo que nem a bóia de cerca de 35% de votos conseguiu manter à tona de água. .
Aguardemos pois que os resultados confirmem as expectativas e Macron seja o melhor presidente francês de todos os tempos. A França merece.
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De Pedro Correia a 10.05.2017 às 15:53

A França merece, sim, Dulce. E a Europa também. Contra os extremismo e o sectarismo daqueles que gostariam de ver o continente incendiado outra vez.
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De lucklucky a 10.05.2017 às 14:41

Significativa a "fobia" a Suíça por parte de um Unionista "Extremista".

Significativo ainda o argumento binário, sem graus entre Globalismo, Isolacionismo.
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De Pedro Correia a 10.05.2017 às 14:42

Como escreveu Graham Greene, o grande contributo da Suíça para a história da humanidade foi o relógio de cuco.
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De Miguel a 11.05.2017 às 18:52

https://www.youtube.com/watch?v=LDplfsZxrbg

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