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Penso rápido (79)

por Pedro Correia, em 04.07.16

Cada vez questiono mais a qualidade das sondagens que se vão produzindo e que - não tenhamos medo das palavras - condicionam seriamente a opção dos eleitores. Isto ficou bem evidente nas últimas duas semanas com os estrondosos falhanços da maioria das sondagens que vaticinaram os resultados do referendo britânico e de todas as pesquisas de opinião sobre as legislativas em Espanha.
Não são casos virgens, como bem sabemos por cá. Há em Portugal uma empresa do ramo que, embora trabalhando para órgãos de informação credíveis, tem um péssimo currículo na matéria: errou muito mais do que acertou. Alguns desses erros são de antologia e fazem parte do anedotário político nacional.
Incrivelmente, essa empresa jamais é penalizada: os tais órgãos de informação continuam a encomendar-lhe sucessivas sondagens como se nada tivesse acontecido e não se importassem de perder credibilidade por manterem tão insólita relação contratual.
Um típico fenómeno de "não-inscrição", como salienta o filósofo José Gil, para caracterizar esta evidência tão portuguesa: nunca ninguém parece extrair conclusões dos erros cometidos de forma persistente e reiterada.

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20 comentários

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De ali kath a 04.07.2016 às 11:38

até lhe chamam
'errosondagem'
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De Pedro Correia a 04.07.2016 às 13:00

Designação sem margem de erro.
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De da Maia a 04.07.2016 às 12:01

Parece-me só um problema de expectativas.

Uma sondagem pode ter algum significado, mas só com margens de (pelo menos) 10% de erro. Por sorte, podem acertar melhor ou pior, mas os resultados publicados às vezes até com décimas, são uma paródia televisiva.

O maior erro é julgar que essas margens podem ser menores. Se forem menores, é porque há um condicionamento excessivo da opinião. Numa ditadura podemos ter sondagens que acertem mais... mas valerá a pena aí fazer sondagens?
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De Pedro Correia a 04.07.2016 às 12:57

Algumas erram sempre. Confirmando todas as expectativas.
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De da Maia a 04.07.2016 às 14:21

Entendo a concretização, mas ROC não almejaria outros resultados?
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De Pedro Correia a 04.07.2016 às 16:57

Se fosse o caso, não seria circunstância atenuante. Seria agravante.
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De am a 04.07.2016 às 12:07

Caro Sr.Pedro Correia

para que me ajude a "extrair conclusões dos erros cometidos", seria útil dizer o nome da tal empresa "tarologa "

Cumprimentos
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De Pedro Correia a 04.07.2016 às 12:59

Erra para os dois lados - seja política, seja futebol. Na eleição para a presidência do Sporting, em Março de 2013, atribuiu a vitória ao adversário de Bruno de Carvalho:
http://www.futebol365.pt/artigo/80141-banca-de-jornais-couceiro-parte-a-frente-o-jogo/
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De l. rodrigues a 04.07.2016 às 12:42

Não "extrair conclusões dos erros cometidos" é completamente o "ar do tempo". Adinda se fosse só nas sondagens...
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De Pedro Correia a 04.07.2016 às 13:22

Sim, infelizmente tem muito a ver com o "ar do tempo". Se falhas, és promovido. Se falhas muito, és premiado.
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De Jorg a 04.07.2016 às 13:01

Nas ultimas legislativas, era "empate técnico" até á última semana - acho que só quinta-feira, 1 de Outubro, é que tais "projecções" foram "revistas"... Já antes eram memoráveis os 'gaps' entre as previsões e resultados e.g. do CDS e PC....

..eu cá parece-me que a tal empresa é mais uma "casa de estórias"... ou "narrativas" - e lá vai boiando, sem que se puxe autoclismo, porque tais pivetes dão jeito a muito canhoto "narrador" do 'beau monde'....
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De Pedro Correia a 04.07.2016 às 13:23

São erros atrás de erros, vão-se acumulando e fazem parte do anedotário político nacional.
Mas os tais títulos jornalísticos continuam a encomendar sondagens à mesma empresa, como se nada fosse.
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De Anónimo a 04.07.2016 às 14:31

Ultimamente as sondagens britânicas têm errado sempre, o que provavelmente leva as pessoas a não fazerem caso das mesmas. As nossas, não erram tanto, mas também duvido que consigam iludir alguém. Quanto a penalizações que o sejam primeiro que tudo, os nossos políticos e depois, vamos ao resto. Quando um político mente em campanha e depois faz exactamente o contrário, daquilo que disse, teria de ser severamente castigado, pagando bem caro. Isso não acontece e estamos bem longe disso. As sondagens que terão sempre margem de erro, deveriam ser penalizadas, os políticos que têm de dar sempre o exemplo de boas práticas, estão a léguas da penalização. É aos políticos que a mensagem de José Gil assenta que nem uma luva.
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De Pedro Correia a 04.07.2016 às 16:56

Olhe que não. A mensagem de José Gil dirige-se aos portugueses em geral. Os políticos não são excepção: têm as mesmas virtudes e os mesmos defeitos.
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De JS a 04.07.2016 às 14:42

Não são só as "empresas de sondagens" que apresentam erros, erros esses aliás bem pagos. Quem paga, paga para ter o resultado para o qual pagou ...

Não são só estas empresas a exibirem
errados vaticínios.
Os funcionários do dito Parlamento Europeu que há 17 anos vaiaram Michael Farrage
(o empresário que "fed up" com esta União Europeia resolveu entrar na política com o estrito fim de fazer o que fez)
e que agora o apuparam, erraram a 100%, bastantes fora de todos os intervalos.

Mais curioso é que vencedor, e tal como proclamou, retira-se da gestão política activa no partido apenas ficando a fiscalizar o referido dito PE até acabar o mandato.

Quem, contra todas as sondagens, está de malas aviadas é Juncker. Até a chefe dele perdeu a paciência ...
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De Pedro Correia a 04.07.2016 às 16:55

Geralmente, sai quem perde. Neste caso saem todos: os que perderam e os que ganharam.
Dá que pensar.
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De WW a 04.07.2016 às 22:43

É criar uma empresa publica se sondagens...

As empresas de sondagens servem para legitimar os órgãos de informação em Portugal ou outros interesses privados, nada como uma sondagem para ajudar a arrancar com certas coisas , no fundo é como os pareceres jurídicos , feitos a pedido.

É como os blogs colectivos mainstream que defendem determinados interesses e que para parecerem isentos convidam um ou dois desalinhados com a linha "programática", ou órgãos de comunicação social minados até ao tutano pelos interesses (necessidades) dos donos.

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De Pedro Correia a 04.07.2016 às 22:48

Já percebi que você ignora, mas a Espanha tem uma empresa pública de sondagens: falhou em toda a linha, enganando os espanhóis durante a campanha e ampliando o erro à boca das urnas no dia 26 de Junho.
Durante duas horas, na noite eleitoral, os espanhóis foram desinformados por esta empresa pública. Paga pelo dinheiro dos contribuintes.
Felizmente em Portugal não existe uma aberração destas.

As empresas de sondagens "são como os blogues"?!!!!
Você raramente diz coisa com coisa, mas anda a piorar. Deve ser do calor...
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De WW a 04.07.2016 às 23:16

Tem razão, é uma aberração um empresa de sondagens publica...

E sim o calor deve estar a bater nalgumas moleirinhas mais frágeis e alouradas...

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