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Penso rápido (70)

por Pedro Correia, em 04.09.15

Por estes dias - dominados pela lógica das "redes sociais", que nada hierarquiza e descreve a realidade como um interminável plano horizontal - alguns comparam as vedações fronteiriças erguidas em determinadas zonas limítrofes do Espaço Schengen (começando pelos enclaves espanhóis de Ceuta e Melilha, em Marrocos), chamando-lhes Muros da Vergonha.

Lamento discordar, mas Muro da Vergonha só houve um: aquele que impedia os próprios habitantes de abandonar Berlim-Leste, semicidade onde ninguém queria entrar naqueles anos de chumbo da Guerra Fria. Berlim Ocidental estava sitiada por todos os lados (e teve de ser abastecida pelo ar durante anos) mas era muito mais livre do que a parte comunista da antiga capital do Reich. Onde os habitantes não tinham a mais elementar das liberdades - a de circulação.

Não percamos a memória: o Muro de Berlim foi erguido por um regime ditatorial para impedir os seus próprios cidadãos de sair do país e assassinando-os à bala, se fosse preciso (o que infelizmente aconteceu em centenas de casos entre 1961 e 1989).

Comparar seja o que for ao Muro da Vergonha é conspurcar a memória dos resistentes e dos combatentes pela liberdade. Incluindo todos quantos lá morreram, vitimados pela guarda pretoriana do "socialismo real".

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68 comentários

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De jo a 04.09.2015 às 15:59

A vergonha pode ser por outras razões mas não deixa de ser vergonha.

Ver pessoas a morrer no nosso espaço e não fazer nada é uma vergonha.

Compare a rapidez de reação e preocupação que os nossos líderes tiveram para com os bancos que faliam - horas de reuniões de emergência aos sábados domingos e feriados - e a preocupação com gente que se afoga à nossa porta - desde que seja do lado de fora está tudo bem.
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De Pedro Correia a 04.09.2015 às 18:21

Durante 28 anos esta Europa teve uma das suas principais cidades cercada com um muro - e "não fez nada", usando a sua terminologia. Quem queria transpor o muro era abatido pelas "forças de segurança". Foram vinte e oito anos, repito. Dez mil e trezentos dias.
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De l.rodrigues a 04.09.2015 às 16:13

Estamos, portanto, proibidos de nos envergonharmos com outros muros?
Ou é mesmo só uma questão de protecção da trademark? Dá para sentir mas temos que lhe chamar outra coisa?

E já agora, o que empareda Gaza é pode ser o muro do embaraço?
Ou isso é conspurcar a memória de todas as grávidas de espanha?
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De Pedro Correia a 04.09.2015 às 18:26

Gaza também já "migrou" para a Europa?
Você adopta o mesmo critério "dilatado" que leva a UEFA a incluir o Casaquistão no continente europeu e a Eurovisão a acolher os representantes de Israel no festival da canção.
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De lucklucky a 05.09.2015 às 06:07

O Muro que empareda Gaza é um excelente Muro.
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De Luís Lavoura a 04.09.2015 às 16:14

o Muro foi erguido para impedir os seus próprios cidadãos de sair do país

Mais ou menos como a França hoje em dia retira os passaportes a alguns dos seus cidadãos para os impedir de sair do país. (Enfim, podem viajar por dentro do Espaço Schengen, mas estão prisioneiros desse Espaço.)
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De Pedro Correia a 04.09.2015 às 18:27

Tudo igual, a França do senhor Hollande e a velha Berlim-Leste. Também não vejo qualquer diferença.
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De Luís Lavoura a 04.09.2015 às 16:18

Eu não vejo assim tanta diferença entre os dois tipos de muro.
Em ambos os casos, temos muros que limitam a liberdade das pessoas de procurarem uma vida melhor.
Os marroquinos que querem ir para Espanha procuram uma vida melhor. Um muro impede-os. O facto de o muro ter sido construído por Espanha ou por Marrocos é irrelevante - o seu efeito prático é o mesmo.
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De Pedro Correia a 04.09.2015 às 18:28

Tudo igual, um muro que impeça os habitantes de um determinado país de entrar e uma vedação fronteiriça que impeça estrangeiros indocumentados de entrar. Também não vejo qualquer diferença.
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De lucklucky a 05.09.2015 às 06:19

É claro que o Luís Lavoura não vê . É Marxista.

Então uma mulher impedir um homem de a violar está a limitar a liberdade dele. Já quando o homem a viola está a prendê-la (Muro de Berlim diz-lhe alguma coisa?) e assim também impedir a liberdade dela. Bela equivalência...

Para si pelos vistos não há "assim tanta diferença" entre os dois casos.

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De William Wallace a 04.09.2015 às 19:20

Isto deve ser a luz ao fundo do túnel que o Pedro Correia anda aqui a querer vender.
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De Pedro Correia a 04.09.2015 às 19:41

Confundir muros com túneis não é muito recomendável.
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De Anónimo a 04.09.2015 às 20:03

Deplorável, vergonhoso, inimaginável numa UE que fala de valores humanos, mas que de humanismo nada sabe e nada tem.
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De Pedro Correia a 04.09.2015 às 22:35

Deplorável e vergonhoso é países como a Rússia e as monarquias islâmicas inundadas de petrodólares não deixarem entrar um só destes refugiados.
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De Anónimo a 05.09.2015 às 00:47

Quando é que esteve aqui em discussão esses países? Isso mostra-nos que os refugiados também não confiam neles, por isso, procuram aqueles que eles julgam, civilizados e depois, é o que se vê. O que se tem discutido é a Europa e a UE que se estão a portar mal, mal, mal. A Hungria tem tido um comportamento deplorável e inimaginável numa UE.
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 01:01

Você mete a cabeça na areia, como a avestruz, e recusa debater esta questão essencial: a Rússia, situada bem perto do Médio Oriente, não acolheu até hoje um só refugiado. Quanto aos estados do Golfo Pérsico, com a Arábia Saudita à cabeça, idem aspas.
Diz você que a UE se "tem portado mal". Acha que mostrar disponibilidade para acolher um milhão de refugiados de guerra (800 mil só na Alemanha) é "portar mal"?
A melhor prova, aliás, de que essa tese não tem pés na cabeça e serve apenas para alimentar a retórica extremista é-nos dada diariamente pelos próprios refugiados. Veja lá você que eles, certamente por masoquismo, continuam a preferir rumar à União Europeia. Deve ser por se sentirem mal aqui...
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De Anónimo a 05.09.2015 às 01:55

Pois, é isso mesmo que eu disse. Eles querem vir para a UE. Está a dar-me razão. A UE, é que não se tem portado à altura, daquilo que eles pensam dela.
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 10:57

Se você tivesse um pingo de razão, anónimo, eles já tinham invertido em marcha. E tinham rumado a um qualquer paraíso, daqueles que você idolatra. Já os imagino até em marcha acelerada rumo à Coreia do Norte, por exemplo.
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De Anónimo a 05.09.2015 às 16:50

Já idolatrei algum? Coreia do Norte! Essa não, só pode estar a brincar com coisas sérias e a desviar o assunto. Mencionar, neste contexto, a Coreia do Norte é demais... Não desconverse e leia o que o anónimo escreve.
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 17:40

"Leia o que o anónimo escreve." Você tem um sentido de humor muito apurado. Então o anónimo não é você?
(Se vivesse na Coreia do Norte não escrevia nada nem sequer teria acesso à net...)
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De Anónimo a 05.09.2015 às 22:17

Agora deu-lhe para desconversar e como tal, traz a Coreia do Norte à baila. Tem razão, tem de ser o bom humor que ainda me faz sorrir perante tanta maldade...
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 22:43

No mundo actual, quando se fala em muros, começo sempre por lembrar-me da Coreia do Norte. Vá-se lá saber porquê.
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De lucklucky a 05.09.2015 às 06:23

A Hungria é o único país que tem tido um comportamento responsável na UE.
Percebem o que é uma invasão.
Percebem o que são incentivos perversos.
Percebem o que é um suicídio civilizacional.

Mas você não vê porque é apenas uma criação mediática. Não pensa.


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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 22:45

A Hungria, no essencial, tem cumprido as directivas europeias sobre a gestão do acesso de multidões indocumentadas ao Espaço Schengen. Nunca se sabe se nessas multidões virão infiltrados do pseudo-estado islâmico.
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De Anónimo a 04.09.2015 às 22:12

Tudo aquilo que impeça alguém de se mover seja ele muro, vidro, arame farpado... é um empecilho à liberdade de qualquer um. O muro de Berlim não deixava sair, o muro de arame farpado não deixa entrar. Tem de se comparar porque apesar de tudo, esse muro, não ensinou nada porque os direitos humanos continuam a não ser respeitados e os muros continuam a existir. Esta é a realidade que temos à frente e bem visível por quem queira ver.
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De Pedro Correia a 04.09.2015 às 22:36

São realidades incomparáveis. Pretender confundi-las é desonestidade intelectual. A mesma que leva alguns a pôr democracias e ditaduras no mesmo saco.
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De Anónimo a 05.09.2015 às 01:09

Desonestidade intelectual é não querer ver o óbvio e o óbvio está aí, à nossa frente. Gente que desesperadamente morre e clama por ajuda porque já não conseguem viver no seu país, nas suas casas e que deixam tudo o que tinham em busca da paz e que quando a procuram barram-lhes a passagem. Por mais que argumente, as provas, estão aí e mostram uma crueza indiscutível.
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 01:15

Morre gente, sim. Na guerra civil síria, fomentada pelo ditador Assad, já morreram 240 mil pessoas desde 2011. Repito: duzentas e quarenta mil pessoas.
Nem uma só lágrima, sequer de crocodilo, você e outros tantos verteram por esses mortos.
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De Anónimo a 05.09.2015 às 17:09

O ditador matou e os gananciosos, alimentavam essa guerra, com a venda de armas. Não julgue os sentimentos dos outros porque quem é humano e tem um pingo de sensibilidade, sente-se com a dor alheia. Estamos a discutir homens, mulheres, crianças, bebés e grávidas em fuga, em busca da paz, dum pouco de aconchego. Estão famintos, extenuados, de rastos e nós temos como missão, enquanto pessoas de bem, de lhes dar a mão. Quanto aos loucos que matam e destroem tudo por onde passam era bom que os políticos a nível mundial se juntassem e parassem com a venda de armas e compra de petróleo a loucos que estão a ser alimentados pelos países ditos civilizados. Esta é uma realidade que ninguém discute nem mostram interesse.
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 17:45

A sua tese de que o ditador Assad matou largos milhares de sírios por culpa dos fabricantes de armas faria sorrir se não fosse um disparate demasiado sério.
Mutatis mutandis seria o mesmo que alguém dizer que a PIDE, no tempo do Salazar, matou pessoas. Mas a culpa não foi dela, mas dos fabricantes de armas...
Já viu bem o ridículo do seu raciocínio?

Quanto aos refugiados, se existe algum político por quem manifestam apreço e a quem não regateiam elogios é à chanceler alemã. Como bem se comprova aqui:
http://www.elmundo.es/internacional/2015/09/05/55e9eb4dca47414d7e8b4596.html
Leia, que vale a pena.
Não por acaso, quase todos eles pretendem chegar à Alemanha.
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De lucklucky a 05.09.2015 às 06:41

"Gente que desesperadamente morre e clama por ajuda porque já não conseguem viver no seu país, nas suas casas e que deixam tudo o que tinham em busca da paz e que quando a procuram barram-lhes a passagem. Por mais que argumente, as provas, estão aí e mostram uma crueza indiscutível."

Sim, barram-lhes a passagem muito bem, muitos são de culturas especialmente violentas. Muitos serão do lado derrotado, ex.combatentes.
Certamente haverá também milhares de boas de pessoas mas não é possível julgar.

Você como Pós Civilizado-já se esqueceu do constrói uma civilização- quer importar a cultura que o pode matar, tudo devido à culpa que carrega por gerações de doutrinação marxista via jornais.
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De Anónimo a 05.09.2015 às 22:26

Então a Merkel endoideceu. Ela quer 800 mil. A sua vidência já viu que é tudo violento. Tem de avisar a Alemanha para eles se acautelarem. É triste, mas é real, o que se escreve por aqui. Enfim é que temos...
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De João Pedro a 08.09.2015 às 02:12

Lucklucky, com essa obsessão de ver marxismo em toda a parte confunde tudo. Desde quando é que as civilizações são estanques ou imutáveis? Os povos da Europa nunca mudaram, é? As civilizações sempre se tornaram decadentes quando se fecharam totalmente.

E quanto aos refugiados, quer que lhes façam o quê? Que os deixem afogar no mar ou morrer de sede no deserto? Ou que fiquem entre não sei quantos fogos, na Síria? Claro que vêm de uma cultura violenta: vêm de um país em guerra, uma terrível guerra civil de que não há fim à vista em que inúmeras facções combatem entre si. E é disso mesmo que fogem. Ou tem assim muita dificuldade em perceber isso?

Se estivesse no lugar de um destes milhares de fugitivos, queria ver se gostava que o obrigassem a voltar para trás.
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De Vento a 04.09.2015 às 23:17

Pedro, devo dizer-lhe que faz uma retrato real do que ocorreu para lá da cortina de ferro.
Mas o que me surpreende em si é que pretenda justificar a cortina de fumo que se pretende lançar em torno dos refugiados ou migrantes com a cortina de ferro.

O Pedro, no nosso diálogo ali num outro post, referia a questão da Alemanha ter recebido 200 mil refugiados e pretender aceitar mais 800 mil. Mas não disse que esses 200 mil, onde se incluem palestinos refugiados anteriormente no Líbano, estão sujeitos a um processo de recondução ao ponto de partida.
Eu sou forçado a colocar a questão sob o ponto de vista alemão porque tem sido a Alemanha a pretender marcar a política em termos europeus.

Ora, com excepção para a Grécia, UK e a França, que à última hora fez capitular a Alemanha e mandou calar o senhor Schauble nas suas intenções relativamente à Grécia, diga-me qual é o país da UE que não "construa" um muro - ou sirva de muro - aos refugiados para atrasar a sua chegada aos pontos para onde desejam ir: Alemanha, Holanda, França e Inglaterra.

Mas o mais surpreendente em tudo isto é o facto de se estar a fazer desta crise humanitária um fait-diver para mão enfrentar as causas que a origina.
Se as forças da coligação tivessem tido mais juizinho não teriam acrescentado ao problema do Iraque o problema Sírio. E se não se tivesse originado o problema ucraniano talvez hoje não estivéssemos a assistir a esta catástrofe.

A Europa só é vista como um todo quando parte desse todo está mais sujeita a certas contingências: sejam as contingências da vaga dos refugiados sejam as da renegociação das dívidas.
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De Pedro Correia a 04.09.2015 às 23:56

Não vejo "muro" na União Europeia. Pelo contrário escutei hoje várias vozes na Europa - incluindo David Cameron e Passos Coelho - deixando claro que haverá acolhimento para os refugiados de guerra, designadamente os sírios.
Hoje mesmo também o presidente da Comissão Europeia afirmou que pelo menos mais 120 mil refugiados serão acolhidos em território europeu. Angela Merkel, como é sabido, abriu as portas da Alemanha a 800 mil - somados aos 200 mil que os alemães já acolheram em 2014.
Se você chama "muro" a isto não sei como denominará a atitude dos russos ou dos estados do Golfo Pérsico. Nem uns nem outros demonstraram até ao momento a intenção de receber refugiados. Nem um só para amostra.
No caso da Arábia Saudita e reinos vizinhos, de resto, isso seria quase impossível pois muitos dos que fogem da guerra na Síria fazem parte da minoria cristã (cerca de 10% do total de habitantes do país).
Os muros estão desse lado, não deste.
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De Vento a 05.09.2015 às 00:24

O Pedro, finge não perceber o que escrevo. Mas eu respondo a suas questões.

Você disse que escutou "Hoje". Há quanto tempo ocorre esta questão dos refugiados?
Merkel não abriu a 800 mil. Anunciou estar disposta a receber 800 mil. E eu disse-lhe que os 200 mil que tinha acolhido estão sujeitos a recondução para o ponto de partida (sic). quer provas?

"A UE anunciou", refere. Schultz também tinha anunciado antes das eleições gregas um plano de ajuda humanitária ao povo grego. Parece-me que pelo facto de terem dito não a oferta caducou.

Não tenho conhecimento de qualquer muro ou cortina lá para as bandas da Rússia ou Arábia Saudita. Pode dar-me elementos para consulta?
A Turquia está a receber refugiados há bastante tempo.
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 00:30

Verifico que confirmou os dados que aqui lhe deixei sobre o generoso acolhimento da Alemanha aos refugiados - que aliás vai constitui um padrão a seguir pela generalidade dos países da UE. Não por acaso a chanceler Merkel está a ser elogiada pelos comentadores mais insuspeitos.
Veja-se, a título de exemplo, este editorial do 'Guardian':
http://www.theguardian.com/commentisfree/2015/sep/01/guardian-view-on-europe-refugee-crisis-leadership-at-last-angela-merkel

Quanto ao resto: falei-lhe da Rússia e da Arábia Saudita e restantes monarquias do Golfo.
Você responde-me com a Turquia.
O que tem uma coisa a ver com a outra?~
Também a Jordânia já acolheu milhares de refugiados. E o Líbano, acima de qualquer outro país.
Mas volto ao início: a Rússia não recebeu nem manifestou a intenção de receber nenhum. E não é certamente por falta de espaço.
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De Vento a 05.09.2015 às 00:45

Meu caro, quando escrevo procuro levar a verdade e imprimir credibilidade ao que escrevo. Já lhe dei provas mais que suficientes sobre tal matéria. O que me anexa do Guardian, nem perco tempo para além de dizer-lhe que esse artigo é de 1 de Setembro. E o processo, o dos 200 mil refugiados, que refere ter sido levado a peito por Merkel já foi debatido há mais tempo por vários departamentos da chancelaria. E foi precisamente por ela ter levado a peito o assunto que a recondução estava e está em campo.

Meu caro, você anda obcecado com a Rússia. E eu só lhe pedi provas sobre os tais muros na Rússia e Arábia Saudita.

Ao referir-lhe a Turquia pretendi indicar que a direcção é essa porque através da Turquia eles chegam à Grécia e por aí adiante até onde pretendem ir. As pessoas na realidade querem ir para a Alemanha, França, Holanda e Inglaterra. E volto a repetir: só é um problema Europeu porque eles estão em direcção desses países. Enquanto a Itália servia de cativeiro ninguém se preocupou.
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 01:04

Pois, já percebi que você só lê o que lhe interessa. Por isso recusa ler o nsuspeito editorial do 'Guardian' que elogia a chanceler Merkel e a aponta como modelo a seguir na UE nesta questão.
Quanto aos refugiados, eles sabem bem para onde se dirigem. Não há um que marche para Moscovo ou para Teerão ou para Riade. Vêm todos rumo à União Europeia. Porque sabem que aqui serão tratados como pessoas, não como seres infra-humanos.
E não precisam de guias nem de gurus a apontar-lhes o caminho. Eles sabem muito bem.
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De Vento a 05.09.2015 às 01:25

Já percebi que o Pedro vive infeliz por não ser alemão. Eu li o que me anexou, disse somente que não avançaria mais para além de dizer que foi elaborado em 1 de Setembro.

Merkel quando tomou contacto com o dossier sobre os 200 mil refugiados já existentes em solo alemão também ficou a saber que uma grande parte desses já se encontrava na Alemanha há mais de 4 anos, e também alguns com filhos que estudam nas escolas alemãs e que dominam a língua alemã. Mas que, não obstante estarem há mais de quatro anos, eles não podem trabalhar por falta de vistos de residência, muitos deles operários especializados.
E estes, volto a referir, serão reconduzidos.

Quero dizer-lhe com o que vai referido no anterior parágrafo que o artigo do Guardian que anexou, perante a realidade, não passa de lengalenga. E olhe que o Guardian tem muita lengalenga.

Eu já percebi que o Pedro funciona como aqueles que diz funcionarem mal, em particular o que me dava conta ali abaixo sobre o PCP.
Eu tenho uma visão mais desprendida e distanciada das situações. Não me deixo prender nem estigmatizar por lugares-comuns e propagandas venham de onde vier. Mas nem sempre fui assim como afirmo.
Compreendo que possui alguns traumas em relação a países e geografias e lamento tudo quanto sente que de mau lhe possam ter originado. Mas é um problema que lhe diz respeito em particular e só por isto lhe presto alguma solidariedade. Mas não deve distorcer a realidade por causa disso.
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 11:02

Tudo quanto não funciona segundo os seus critérios ideológicos e os seus parâmetros mentais, Vento, é lengalenga. Assim é demasiado fácil debater. Mas eu garanto-lhe que os editoriais do 'Guardian' - um dos mais prestigiados diários à escala europeia e até mundial - não são lengalenga.
Garanto-lhe também que não adoptarei a sua dialéctica. Não irei dizer que toda a sua argumentação é mera lengalenga.
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De Vento a 05.09.2015 às 12:16

Ei li e volto a afirmar que é lengalenga, e demonstrei-lhe a lengalenga. E o Guardian tem muita lengalenga. E se quiser saber qual é a lengalenga que muitos jornais por esta Europa têm eu fico a aguardar o seu interesse na mesma resposta. Faça perguntas a respeito de minhas afirmações e eu respondo.

Fico também à espera que consubstancie meus critérios ideológicos e meus parâmetros mentais. Tenho a certeza que o nosso diálogo será interessante se o fizer. Fico a aguardar.

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De Vento a 05.09.2015 às 18:33

O Pedro Correia é muito meu amigo. E agradeço a mão que me dá para bater no Pedro Correia.
E eu vou bater no Pedro Correia com esta transcrição:

Decisión inesperada

La decisión del Gobierno húngaro de última hora de fletar autobuses fue inesperada y contradictoria, pues mientras tanto había bloqueado las salidas de los trenes con destino a Europa occidental, lo que hubiera impedido el insalubre campamento de la estación de Keleti, en el centro de Budapest.

El primer contingente de refugiados, formado por unas 400 personas, entre ellas muchas mujeres y niños, desembarcaron en plena noche, bajo la lluvia y cruzaron a pie la frontera, según la agencia AFP. La "situación de emergencia" ha movido a las autoridades de Austria y Alemania a facilitarles el paso y ayudarles en su objetivo. Esta oleada de migrantes ha llegado al corazón de Europa atravesando varios países (Turquía, Grecia, Macedonia, Serbia y Hungría) y en el camino, aparte de todo tipo de impedimentos, han sido víctimas de traficantes de personas.

Aqui:http://internacional.elpais.com/internacional/2015/09/05/actualidad/1441432474_210971.html

Sabe o que está a ocorrer, Pedro Correia? Os migrantes puseram-se A PÉ e atravessando estradas e pontes e cascalho e o que quer que seja dizem: "Continuaremos a avançar para onde queremos ir. Vamos para a Áustria e depois para a Alemanha. Já ninguém nos impede".

Ganda homens e mulheres, Pedro! Você acha mesmo que a Alemanha ou qualquer outro conseguirá parar tal determinação?

Meu caro, eu estou com razão no que lhe tenho transmitido desde o início. Dê as voltas que der os argumentos que me apresentar só consolidam o que antecipadamente lhe dei conta.

Mas como sou um gajito de lengalengas vou continuar com minhas lengalengas para demonstrar o quão erradas estão e estavam as lengalengas daquilo que defende.
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 18:58

E lá vão eles, de facto, rumo à Alemanha da tenebrosa "senhora Merkel" que tantos comentadores bem instalados nos sofás lusos diabolizam.
Chamam-lhe "mãe", como refere o jornalista Alberto di Lolli, enviado especial do 'El Mundo'.
Confirma-se o que desde o início lhe apontei e o deixou sem réplica: não há um só destes refugiados que se encaminhe para o "paraíso" do czar Putin, não existe a mais remota hipótese de algum deles chegar a chamar-lhe "pai".

Quanto à Hungria, aconselho-o a começar por ler as reportagens em directo que o meu colega de blogue Luís Naves tem vindo a escrever aqui no DELITO. Não de cor nem à distância: ele está lá.
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/cronicas-da-fronteira-1-o-motim-7717840
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/cronicas-da-fronteira-2-confusao-7718494
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/tag/mosaico
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De Vento a 05.09.2015 às 22:02

Meu caro, você pretende aliviar o seu dogmatismo com a tentativa de criar um que me possa imputar.
Caríssimo, a Rússia tem toda a razão na forma como reagiu perante o abuso e o atrevimento do Ocidente em questões que lhe são vitais. E isto é um facto que hoje é comprovado através do recuo das potenciais ocidentais às exigências russas. Ponto Final.

Continuando. Eu também não vejo nenhum refugiado ou migrante dirigir-se para Portugal. Na sua óptica isso dever-se-á ao facto de que não exista a mais remota hipótese de algum deles chegar a chamar "pai" a Passos Coelho.

Seguindo. Afirmarei até à exaustão que a Europa enquanto os refugiados e/ou migrantes se encontravam em cativeiro nas periferias europeias não reagiu, porque sabia antecipadamente que o destino desses migrantes era a França, Alemanha, Holanda e Inglaterra. E a senhora Merkel e a outra Europa só começaram a reagir depois de não terem outra alternativa.

Mantendo o rumo. A senhora Merkel com refugiados há mais de 4 anos em seu país, muitos deles com filhos linguisticamente integrados e frequentando escolas, a grande maioria refugiados palestinos que se encontravam anteriormente no Líbano, está a reconduzi-los ao ponto de partida.
Significa isto que a decisão de acolher os actuais não passa de uma inevitabilidade a que não pode fugir. Porque repatriar outros nas condições referidas e receber estes só indicia tal inevitabilidade.

Folgo muito que seu colega já tenha conseguido um emprego. E as notícias que nos envia, que tenho acompanhado, não contrariam nenhum ponto da matéria que tenho versado.

Gostaria de concluir, meu caro Pedro, dizendo-lhe que em matéria de conhecimento e certeza de minhas afirmações nem que um comboio carregado de explosivos me passe por cima me fará recuar. Sei mais do que você e do que o seu colega reporta nesta matéria, mas não só.
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 22:53

Eheheheh...
Quando alguém, num debate de ideias, deixa claro que "em matéria de conhecimento e certeza nem que um comboio carregado de explosivos [lhe] passe por cima [o] fará recuar", o resultado só pode ser um: o fim do debate.
Perante alguém assim, presta-se vénia em homenagem à sapiência alheia e bate-se pala em tributo ao conhecimento superior.
E o debate termina.
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De Vento a 05.09.2015 às 23:41

E faz bem em bater a pala. Os argumentos que utiliza não são parte de um debate que revele conhecimento na matéria. São assimilações de dogmas e catequeses que presume estarem na esfera do conhecimento e saber.

Depois usa notícias repescadas na net para fazer querer que relatos sobre afirmações consubstanciam uma verdade universal.

Neste sentido o que afirmei mantenho. Mas não o disse por mim mesmo, foi pelo que me revelou.
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De William Wallace a 05.09.2015 às 05:26

Retenho esta sua frase Vento

"Enquanto a Itália servia de cativeiro ninguém se preocupou"

O Cameron apelidou de praga as dezenas de refugiados que estão em Calais e todos os dias tentam chegar ao UK .

Enquanto serviu ao UK manter as benesses sociais para os migrantes e pressionar as fronteiras de schenguen , agora como o fluxo já é incontrolável, optou por dizer que são uma praga.

QUEM CRIOU O PROBLEMA QUE O RESOLVA !

Quem instigou as revoltas na Síria que acolhia dezenas de milhares de iraquianos fugidos do caos instalado no Iraque, na líbia que acolhia dezenas de milhares de migrantes que aí encontravam paz e trabalho, quem forneceu E FORNECE armas á oposição Síria e da Líbia e só não fez raides aéreos (como aconteceu na Líbia ) porque os russos não permitiram ?

A Arábia Saudita tem milhares de migrantes de vários países, a Jordânia tem milhares de refugiados, aliás todo o país é um campo de refugiados desde há mais de 50 anos por sinal, duas monarquias.

O Pedro Correia dizia num outro post que ninguém queria ir para a Rússia do Czar e agora indigna-se por este não querer receber ninguém, em abono da verdade ele já lá tem muitos nomeadamente das ex-republicas da URSS e além disso tendo o seu país sido desrespeitado inúmeras vezes no passado muito recente e estando sujeito a duras sanções económicas que diga-se está a ultrapassar com mestria tem mais é que fazer um manguito ás BESTAS que criaram o caos que originou a fuga desesperada destas populações.

P.S. - Em relação á Rússia ninguém a ajudou (antes pelo contrário) a esmagar os insurgentes e terroristas tchetenos que cometeram actos bárbaros equivalentes aos do EI.
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 11:09

WW revela aqui a sua verdadeira face ideológica: sob o fino verniz de aparência democrática surge enfim o denodado defensor das ditaduras. Ei-lo empenhado em reduzir a ciência política ao estatuto de história da carochinha. Kadhafi era um gentil protector do povo imigrante, o suavíssimo reino da Arábia Saudita é um exemplo de 'melting pot', as massas populares só se insurgiram em rebelião contra o preclaro ditador Assad ao serem instigadas pelos tenebrosos vilões do Ocidente.
Só lhe faltou, nesta intrépida defesa das ditaduras como sistema de governo ideal, aludir também ao doutor Salazar, que durante aquelas benévolas décadas do seu mandato, de excelente memória, tão bem pastoreou os destinos desta pacata nação.
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De William Wallace a 05.09.2015 às 13:48

Em relação ao Dr. Salazar e ás suas politicas já o referi abertamente em outros post's e dizer que o seu regime era uma ditadura é muito básico, era um regime NACIONALISTA que é o que nos faz falta, além de que não sou só eu que o elogio, por acaso ou não, foi eleito por inquérito o português mais importante do séc. XX, tendo morrido na miséria não tendo sequer arranjado meios de subsistência para os da sua família , que a maçonaria e os actuais neocomunistas (das ditaduras de mercado) não gostem dele e o queiram diabolizar e apresentar como espantalho eu percebo, aliás é preciso incutir medo na população para poder continuar a DELAPIDAR a Nação e ROUBAR o próximo.


Quanto ao resto defendo o direito dos povos á autodeterminação e a NÃO INGERÊNCIA de umas nações sobre outras, obrigado por não conseguir contra-dizer-me nas afirmações que fiz.

Mais felizmente as pessoas estão a acordar e a reconhecer os causadores de toda esta tragédia por muito que isso incomode a maçonaria que se vai alternando no poder.
Só um ultimo pormenor esqueci-me de falar no Kosovo e nas repercussões que a atitude de ingerência ali teve.

P.S. Defendo que a China deve ser governada como é que isso da democracia é muito lindo mas é para povos evoluídos em que seus lideres não são corruptos por Natureza cedendo a interesses particulares em desfavor do resto da população.

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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 22:54

O doutor Salazar era um cavalheiro de brandos costumes, como de resto são os actuais dirigentes chineses.
Tudo boa gente.
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De William Wallace a 06.09.2015 às 06:38

O Dr. Salazar não sei quão brando seria, em relação aos chineses é perguntar ao dr. pintelho, ao mexia e ao espirito santo bom (o ricciardi) que eles poderão informá-lo directamente.

QUEM CAUSOU ESTE SOFRIMENTO QUE NOS ENTRA PELOS OLHOS QUE O RESOLVA.

Eu pela minha parte NÃO QUERO CÁ NINGUÉM além dos refugiados nacionais que já cá estão e catam comida nos contentores do lixo, isto para não falar do 350 mil ou mais que foram OBRIGADOS a EMIGRAR porque o País onde nasceram é "governado" por CORRUPTOS da estirpe do relvas (vai estudar), do sr. Tecnoforma (que não paga impostos), do feirante irrevogável e não poderei esquecer obviamente o ex-cela 44.

E ficam dois um link's onde mais de 85% das opiniões vão contra a recepção de refugiados por Portugal ao contrário do que disse o maçon machete.

http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-09-04-A-reacao-do-primeiro-ministro-hungaro-a-crise-de-refugiados-os-europeus-correm-o-risco-de-se-tornar-uma-minoria

http://expresso.sapo.pt/politica/2015-09-05-Rui-Machete.-Portugal-apoia-proposta-franco-alema-de-quotas-obrigatorias
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De Fernando S a 05.09.2015 às 00:44

O Pedro Correia tem toda a razão : não se podem comparar muros, como o de Berlim, que se destinavam a aprisionar uma população inteira dentro do seu próprio pais, com muros, como os que a Hungria agora instala com a vizinha Sérvia , pais que não faz parte da UE, que se destinam a impedir a entrada ilegal e descontrolada de migrantes.
No primeiro caso os muros eram a marca de regimes totalitarios.
No segundo caso os muros têm apenas que ver com a implementação eficaz de uma politica de imigração controlada e restritiva necessária para impedira a entrada massiça de pessoas que desejam viver e trabalhar nestes países .
Obviamente que se pode discutir sobre a maior ou menor bondade desta politica. Mas a partir do momento em que ela é de uma imigração controlada e restritiva então, tendo em conta o problema que representa o afluxo de uma grande massa de migrantes, é perfeitamente normal e razoável que um pais procure adoptar medidas para que essa politica seja eficazmente aplicada.
No fim de contas, esta é a politica oficial de todos os países da UE.
A diferença é que apenas alguns, como a Hungria (e a Espanha em Ceuta), estão na linha da frente, confrontados directamente com o afluxo de migrantes às suas fronteiras terrestres.
Aqueles que criticam e condenam estes últimos muros tenham a franqueza e a coragem politica de dizer que defendem uma politica europeia de fronteiras externas completamente abertas à imigração e de, consequentemente, defender esta posição. Sem confundir o que não faz sentido confundir.
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 01:05

Sintonia total com o que escreve. Um abraço.
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De Fernando S a 05.09.2015 às 12:16

Ao contrario do que afirmam alguns comentários aqui em cima, a Europa não tem nenhuma responsabilidade moral no drama dos migrantes e refugiados.
Desde logo porque as migrações são fenómenos que sempre aconteceram ao longo dos tempos e que têm principalmente que ver com diferenças de desenvolvimento nos diferentes países .
Depois porque, se se trata de identificar responsáveis, os principais são aqueles que estão localmente e directamente envolvidos na má governação e nos conflitos que assolam os países de origem destas populações.
Digamos as coisas como são : os problemas de fundo destes países , que estão na origem nos fluxos migratórios e de refugiados, resultam sobretudo do facto de neles existirem e dominarem ideologias e politicas, por vezes concorrentes, que são grosso modo diferentes e até contrarias às sociedades abertas e tolerantes e às economias de mercado preponderantes nos países ocidentais. Dêem-se as voltas que se derem e vamos sempre encontrar na origem dos problemas o socialismo, o islamismo, o arcaísmo , o nacionalismo, tudo o que no fim de contas se opõe ao que é próprio da modernidade.
É verdade que os países ocidentais têm intervindo diversas vezes nalguns dos conflitos que ocorrem nestas regiões e que estas intervenções nem sempre são um sucesso.
Mas a verdade é que estas intervenções têm como objectivo principal combater e atenuar as consequencias mais negativas, nomeadamente sobre as populações, da acção daquelas forças mais retrogradas a que me refiro em cima.
E também é verdade que, sem estas intervenções, a situação geral poderia ser ainda muito pior do que é actualmente.
É um engano pensar sem estas intervenções os problemas e os conflitos se resolveriam por si e que tudo estaria muito melhor.
No fim de contas, com mais ou menos erros e contradições (onde se incluem os interesses), com sucessos e insucessos, apesar de tudo isto, as intervenções ocidentais têm servido de alguma contenção do progresso daquelas forças retrogradas e de alguma protecção às populações que sofrem directamente as consequencias da acção daquelas forças.
Tenhamos a coragem de dizer a verdade das coisas, mesmo que ela seja contrariada pela narrativa do "politicamente correcto", infelizmente tão influente sobre as diversas opiniões publicas : os países ocidentais, onde se inclui a Europa "ocidental", têm sido aqueles que mais têm feito no sentido de procurar solucionar os principais conflitos naquelas regiões e de ajudar as populações locais, quer protegendo-as in loco quer acolhendo muitos refugiados e migrantes economicos.
Este é o enquadramento geral a partir do qual se pode analisar a actual crise dos refugiados e migrantes (que importa distinguir) e se podem ponderar as medidas mais adequadas para a tratar.
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De Pedro Correia a 05.09.2015 às 22:55

Sublinho estas suas palavras, nada politicamente correctas:
«Se se trata de identificar responsáveis, os principais são aqueles que estão localmente e directamente envolvidos na má governação e nos conflitos que assolam os países de origem destas populações.»
Sublinho e aplaudo. É isso mesmo.

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