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Penso rápido (69)

por Pedro Correia, em 01.09.15

PSD, PS e CDS - partidos que no seu conjunto representam três quartos dos eleitores portugueses - convergem no essencial: querem cumprir as regras definidas no quadro institucional da União Europeia. Incluindo as metas fixadas no Tratado Orçamental, sem as quais o euro não sobrevive a médio prazo.
Resta-nos sempre a alternativa de não cumprirmos essas regras e darmos enfim o grito do Ipiranga (ou do Trancão, à escala lusitana), entricheirando-nos enquanto nova Albânia do extremo ocidental da Europa, como proclamam as forças eurofóbicas, minoritárias em Portugal. Sem euro, seguramente. Sem inflação nem juros baixos. E também sem Erasmus, sem livre circulação no espaço Schengen, sem Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Tudo a quanto já nos habituámos em matéria de cidadania europeia. Orgulhosamente sós, como pretendia Salazar.

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74 comentários

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De jo a 20.12.2014 às 12:47

Há também aquele pormenor de as regras do Tratado conduzirem a situações impossíveis de cumprir.
Mas isso com um pouco de hipocrisia e algum saque da população resolve-se.

Tem que compreender que a questão não é se se pode cumprir ou não o tratado (é impossível). É começar a pensar o que é que estamos dispostos a pagar por não o cumprirmos. Porque vai nos ser cobrado o mais possível até ao dia em que um dos grandes países entre em incumprimento e o Tratado seja rasgado (basta pensar no que aconteceu com o limite do défice quando a Alemanha e a França não o cumpriram).
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De Pedro Correia a 01.09.2015 às 21:38

Rasgar o tratado e outras modernices para regressar enfim ao bom velho escudo, à enxada e à luz da candeia. O doutor Garcia Pereira não diria melhor.
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De William Wallace a 02.09.2015 às 16:17

Pelo trilho que vamos chegaremos lá mais depressa do que muita gente pensa, inclusive aquela que está a servir de capataz.

Portugal nunca teve uma visão Europeísta, sempre procurou (e conseguiu) fora da Europa os seus maiores desideratos e quando á mesma cedeu foi aí que teve as maiores perdas.

Que a maçonaria tenha entalado o País com a adesão á CEE só um fanático não poderá admitir, que muita gente tenha ganho milhões á custa do empobrecimento do País e da destruição da sua capacidade produtiva só um fanático não poderá admitir.

Portugal e os Portugueses neste momento vivem de esmolas que ainda por cima pagam com elevados juros.

Eu pergunto : alguém desistiria do seu emprego (sustento) em troca de um empréstimo a longo prazo mesmo com juros baixos e em que o uso desse dinheiro estava limitado a actividades NÃO geradoras de riqueza no futuro ?

Antes só que mal acompanhado !
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De Pedro Correia a 02.09.2015 às 17:53

Orgulhosamente só, como diria o doutor Salazar.
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De jo a 03.09.2015 às 00:17

Quem lhe disse que era Portugal que ia rasgar o Tratado?

Será rasgado pela Alemanha e pela França quando não lhes convier (na minha opnião já não falta tanto como isso).

Portugal não tem nada a dizer neste particular. Diz "sim senhor" porque é isso que lhe mandam.
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De Pedro Correia a 03.09.2015 às 12:44

E a sua alternativa qual é? A do desengravatado engenheiro Tsipras, que em Janeiro proclamou o fim da austeridade e em Junho disse "sim senhor" ao Banco Central Europeu, à Comissão Europeia e ao Fundo Monetário Internacional"?
Podemos sempre transformar Portugal na aldeia do Astérix, combatendo valorosamente as legiões romanas. Mas falta-nos a poção mágica.
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De João Pedro a 20.12.2014 às 13:30

Como é que um país, paga dívidas sem ter com quê? Como é que outros países, da UE, têm dívidas colossais e ninguém lhes diz, nem faz nada e a nós tudo exigem? Como é que um país que vendeu tudo que dava lucro, para pagar a dívida e até hoje não pagou nada a não ser juros, paga ou vai pagar a dívida? Como é que um país, onde se fazem falcatruas "submarinos, porto calem, BES, BPN..........." e os cidadãos que paguem o que esses amealharam? Jamais, Portugal, pagará algo, sem uma restruturação porque não se pagam dívidas com o sol ou o ar e mesmo esses, por este andar qualquer dia só poderemos respirar e apanhar sol, o mínimo para sobrevivermos. Quanto ao Erasmus, tem muito que se lhe diga, muito mesmo. Erasmus, seria bom, se esses estudantes tivessem de fazer o que os do próprio país fazem, mas não é assim e aqui falo com experiência de causa.
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De Pedro Correia a 01.09.2015 às 21:40

Antes é que estávamos bem, quando o doutor Salazar tinha a mão firme no leme. Havia finanças sãs, condicionamento industrial, rendas congeladas e províncias ultramarinas.
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De Maria Dulce Fernandes a 20.12.2014 às 13:53

normalmente quando saimos de casa sem um plano definido ou uma estratégia de futuro que nos ponha pelo menos um telhado sobre a cabeça e dua ou três côdeas na mesa, acabamos tristemente num banco dum jardim qualquer, ou se tivermos sorte, debaixo de alguma arcada embrulhados em cartão e papéis velhos, enquanto o mundo nos passa ao lado e nos ignora, pela nossa pequenez, invisibilidade e pouca importância. Restar-nos-à o consolo de termos dito Basta! de termos feito a diferença, de termos rompido com o declínio que nos consumia. Grande consolo ...
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De Pedro Correia a 01.09.2015 às 22:35

Há quem persista em acreditar que deve ser a realidade a adaptar-se à utopia em vez ser esta a ceder terreno à realidade.
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De Penso higiénico a 29.12.2014 às 14:26

Veremos agora o que acontece à Grécia, no caso de as sondagens se confirmarem.

Se vai um ser exemplo para outros em dificuldades, se cai numa situação ainda pior que a actual e passa a constituir uma espécie de vacina. Ou, ainda, se os prováveis ganhadores chegam ao poleiro, tomam consciência do barbicacho em que se meteram, e se põem às arrecuas.

Por mim, acho que uma vacina seria bem-vinda. Acabavam-se as maluqueiras (até ver, que maluqueiras é o que mais nasce).
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De Pedro Correia a 01.09.2015 às 22:36

A Europa faz sempre parte da solução. Mais Europa. Porque se houver menos Europa deixa de haver solução. E passa a haver um enorme problema. Como os gregos aliás bem têm percebido ao longo deste ano.
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De l.rodrigues a 02.09.2015 às 13:02

A questão nunca foi nem nunca será a quantidade de Europa mas a qualidade da mesma.
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De Pedro Correia a 02.09.2015 às 13:27

A qualidade da mesma é inquestionável. Basta ver: largos milhares de deserdados da terra procuram-na todos os dias, em vagas imparáveis.
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De l.rodrigues a 02.09.2015 às 14:12

Bravo, conseguimos ser melhor alternativa, aos olhos de quem foge da morte, da miséria absoluta e da fome, do que o frio império que foi a Rússia, ou do que o distante sonho americano...
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De Pedro Correia a 02.09.2015 às 14:19

Que esse facto indesmentível constitua para si não motivo de orgulho mas motivo de escárnio acrescido em relação ao espaço onde vivemos é para mim totalmente incompreensível.
Sorte a sua, não ser sírio. Ou eritreu. Ou afegão. Ou etíope. Ou iraquiano. Ou paquistanês. Ou maliniano. Ou líbio. Ou iemenita. Ou sudanês.
Você detesta Angela Merkel. E David Cameron. Mas é para a Alemanha e o Reino Unido que eles se encaminham. Eles sabem muito bem o que querem e para onde vão.
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De l.rodrigues a 03.09.2015 às 11:21

Puxar para aqui a questão dos refugiados foi a sua desconversa. O assunto era a Europa e a forma como se organiza internamente.

É evidente que eles procuram a Alemanha e a Inglaterra. São o centro do Império, onde a riqueza se acumula. Que isso para si nem seja motivo de reflexão é para mim completamente incompreensível.
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De Pedro Correia a 03.09.2015 às 12:53

Puxar a questão dos refugiados quando se fala em Europa, nos dias que correm, é "desconversa"?
Motivo de reflexão é para mim que o fluxo de refugiados ocorra sistematicamente de Leste para Ocidente. Há todo um simbolismo nisto: o sol põe-se primeiro no Oriente; quem pouco ou nada tem procura um lugar ao sol. Não há movimentações no sentido inverso.
É significativo que, para si, o facto de a Alemanha da detestável senhora Merkel e do execrável senhor Schäuble ser o destino procurado por estas multidões em fuga acabe arrumado numa curta frase: "São o centro do Império, onde a riqueza se acumula."
Tantas certezas poupam sempre muito nos porquês. Mas nada se explica nem nada se entende sem eles. Os porquês.
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De l.rodrigues a 03.09.2015 às 12:58

Tenho a certeza absoluta de que os refugiados procuram a Alemanha por confiarem na sageza da liderança de Merckel e pela brilhante política económica do Dr. Schauble.
Aliás, acho que é isso que dizem aos filhos pequenos quando os metem nos barcos.
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De Pedro Correia a 03.09.2015 às 13:00

Olhe que não, olhe que não. Provavelmente recomendam-lhes que vão assistir às prelecções de Teoria Económica do Professor Varoufakis.
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De Things Change a 29.01.2015 às 13:29

Isso era antes de o Tó Luís ter tomado o lugar do Tó Zé.

E muito antes de o Zé Carvalho ter ido, cheio de rapapés, mostrar o PEC IV a Frau Merkel.
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De Pedro Correia a 01.09.2015 às 22:39

Isto resolve-se com duas proclamações do professor Boaventura e três discursos do professor Nóvoa.
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De Vento a 29.01.2015 às 13:40

Sim, representam 3/4 dos eleitores, mas não a totalidade da população eleitoral onde se inclui o maior partido desta nação: os abstencionistas.

O Pedro romanceia em torno das metas. Isso das metas é cantiga que adormece quem quer ser adormecido por elas. Não há metas nenhumas, porque o que está proposto em termos de equilíbrios orçamentais jamais terá fim. O único coelho que conheço que gosta de correr atrás de uma cenoura que nunca alcançará é o Passos. E a Maria está lá só para fazer jeito aos alemães em Bruxelas dizendo que quer pagar uma dívida ao FMI contraindo outra e escudando-se no que sobejou do pacote para a banca nacional.

Já vai sendo tempo de se pensar que há gente adulta em Portugal e que existem problemas sérios para resolver não só em Portugal como na Europa. Se Bruxelas não tem competências, e não revela ter, é altura de se tomar consciência que eles andam a preparar a implosão do sistema aceitando ser mordomos da Alemanha com conivência de Hollande.

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De js a 01.09.2015 às 19:21

Sim para Pedro C a metade do eleitorado que nāo alinha na mentira eleitoral, nāo existe.
Só um referendo permitiria semelhantes conclusões.
Cheira a erasmos.
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De Pedro Correia a 01.09.2015 às 22:41

Um referendo à moda grega? Para quê? Para ser rasgado no dia seguinte, como o engenheiro Tsipras fez?
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De Vento a 01.09.2015 às 22:44

Com um comentário desta natureza e envergadura eu fico bastante satisfeito em ver que tenho um admirador que até usa o meu nick e vai reproduzindo o que por aqui concentradamente ou espaçadamente tenho comentado.

Acrescento somente que o Pedro Correia fez um exercício bastante imaginativo para tentar colar o PS às políticas que o PSD/CDS implementaram, em tudo idênticas ao seu líder ou guru que foi José Sócrates.

O Pedro Correia, que muito estimo, foi imaginativo ao ponto de reproduzir um pensamento similar ao de António Barreto quando este afirmou que o PS não teria uma política diferente da que foi seguida por PSD/CDS.
Acontece, meu caro Vento por usurpação de nick, que António Barreto está equivocado, e o Pedro Correia também. Porque foi o PSD/CDS que imitou e enalteceu a política de Sócrates, ao adoptá-la, e não este PS que já revelou ao que vinha, diferentemente do partido Sócrates/PSD/CDS, apesar destes últimos, PSD/CDS, desancarem no primeiro, Sócrates, só para fingirem que em tudo estão contra ele.
E ao que vinha o PS significa, para além das propostas conhecidas, que nas instâncias e estâncias (sim, porque o Parlamento Europeu é uma estância que não legisla, mas que dá jeito em matéria de carreiras e reformas e simplesmente aprova o que não debate e não legisla) competentes procurará mudar o que necessita ser mudado.

Uma vez mais, agradeço-lhe o apreço e admiração que por mim revela pela adopção do meu nick.
Não se exceda demasiado para não baralhar as mentes, porque necessita estar atento a outros pormenores do Vento original para o poder reproduzir integralmente. As pessoas são únicas, os nicks podem ser semelhantes mas não revelam a igualdade.
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De Pedro Correia a 02.09.2015 às 00:26

Um abstencionista é isso mesmo: um abstencionista. Se não se manifesta na urnas, porque não lhe apetece ou se está nas tintas para a democracia representativa, não é legítimo que depois alguém tente usar esse não-voto numa direcção ou noutra.
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De lucklucky a 02.09.2015 às 02:11

Os abstencionistas deveriam ser lugares vazios no Parlamento para dar possibilidade aqueles que não querem a política ou que acham que o nível que existe já é suficiente.
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De Pedro Correia a 02.09.2015 às 11:33

Os abstencionistas são, eles próprios, um vazio. Transpor esse vazio para o Parlamento seria um escárnio à democracia representativa. Só defendido por quem odeia este sistema político - o pior de sempre, exceptuando todos os outros.
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De js a 02.09.2015 às 17:46

Enfim um democrata eleitor feliz com quem o representa na AR. Uma minoria, percebe?.
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De Pedro Correia a 02.09.2015 às 17:52

Satisfeito por termos uma democracia representativa. Houve gerações de portugueses que lutaram por ela.
Já pensou que estas centenas de milhares de pessoas que acorrem por estas semanas à Europa, pedindo refúgio, fogem de países e regimes onde não vigora a democracia representativa?
Por algum motivo querem viver entre nós.
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De Luís Lavoura a 01.09.2015 às 16:11

Não querer cumprir as regras do Tratado Orçamental não significa ser eurofóbico. O Tratado Orçamental apenas se aplica à Zona Euro, não se aplica a toda a União Europeia.
Com ainda mais razão, não cumprir essas regras não implica não ter Erasmus nem livre circulação no Espaço Schengen. Pois que o Erasmus é um atributo da União Europeia que nada tem a ver com a pertença ou não-pertença à Zona Euro. Quanto ao Espaço Schengen, até países como a Suíça, que não fazem parte da União Europeia, fazem parte dele.
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De Luís Lavoura a 01.09.2015 às 16:13

Eu ainda recentemente fui a Suíça, país no qual entrei e do qual saí sem passar por qualquer controle aduaneiro, uma vez que a Suíça faz parte do Espaço Schengen. Mas tive que trocar de moeda - em vez de euros utilizei francos suíços. Porque o Espaço Schengen nada tem a ver com a utlização do euro ou de qualquer outra moeda.
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De Luis Moreira a 01.09.2015 às 16:35

A maior parte destes comentadores deviam ser levados a conhecer Portugal do antes União Europeia e do Euro. Como julgam eles que Portugal se tornou num país moderno ? Com um SNS dos melhores do mundo ? Com uma qualidade de vida entre as melhores ?
A vida é injusta e estes senhores não fazem ideia nenhuma do que dizem...
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De beirão a 01.09.2015 às 18:29

Apoiado.
A maior parte dos caramelos que aqui botaram faladura, não só não topam nada do Portugal do antes da União Europeia e do Euro, como, coitaditos, parecem não se incomodar que o maralhal se ria das suas baboseiras. Mas isso é lá com eles.
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De Pedro Correia a 01.09.2015 às 22:43

No tempo do Júlio Dinis o povo português era mais feliz.
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De lucklucky a 02.09.2015 às 02:07

Deve estar a gozar. Um SNS dos melhores do mundo *? Por exemplo vá ver a linha estatísticas das crianças até um ano mortas prematuramente.
Não vê um átomo do impacto do SNS, a linha vem a descer acentuadamente nos anos 55-70 sem SNS e o SNS que começa em 79 já está numa descida mediana-fraca.

* Sou muito ceptico em relação aos sistemas de saude mundiais, estão todos protegidos, justidicados pelos jornalistas-politicos, logo estão-se nas tintas, não investigam mortes prematuras, taxas de infecções, nada de nada.
É a censura total. Seja cá, seja lá fora. Tabu. Não sabemos.
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De as saudades qeu já tenho a 01.09.2015 às 18:02

Ter a carteira cheia de notas.Muitas.Isto com euros não vai lá,nem se chega a vê-los.Ganho 600 euros,se fosse écus eram pelo menos 1000 ecus.Já viu o que eu comprava?E quantas mais notas melhor!Notas nacionais,nossas!Podíamos fazer as
que quiséssemos!Isso é que era ir pro Varadeiro,pro Cãcun,ele era jipes e iátes,
o mundo era nosso com as nossas notinhas nacionais.Ná,nada de euro!Vão por mim.
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De Pedro Correia a 01.09.2015 às 21:31

Eu pagava já dez paus pelo regresso ao escudo. Ou mesmo vinte palhaços.

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