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Penso rápido (68)

por Pedro Correia, em 02.07.15

Há sempre modelos alternativos. Na Rússia vigora um. Na Grécia há outro em marcha. Na Venezuela existe outro ainda, desde 1999. Já para não falar do cubano, muito mais antigo. Ou do norte-coreano, aliás inconfundível.
E há o chinês, o angolano, o saudita. O do Irão, o da Bielo-Rússia, o da Guiné-Bissau.
Tudo visto e somado, talvez o modelo da democracia liberal europeia seja, como dizia Churchill, o menos mau de todos.

Isto não me provoca qualquer estranheza. O que não cessa de me espantar é haver quem defenda modelos diferentes instalado no lado de cá.


82 comentários

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De Vento a 02.07.2015 às 14:42

É esta a grande diferença entre os instalados e os que desejam o progresso, isto é, entre aqueles que se sujeitam a uma vidinha a qualquer preço e os que buscam transformar a realidade custe o que custar.
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De Pedro Correia a 02.07.2015 às 14:57

Pois. Há aqueles apostados em transformar uma Grécia num Sudão, por exemplo.
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De Anónimo a 02.07.2015 às 15:46

Refere-se ao Senhor Schauble?
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De Pedro Correia a 02.07.2015 às 17:08

Refiro-me ao engenheiro Tsipras. E à 'megastar' Varoufakis, que não tarda nada demite-se de ministro da Falência e vai dar conferências internacionais pagas a peso de ouro.
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De Anónimo a 02.07.2015 às 17:35

Isso é que é adivinhar o futuro!! Ou trata-se de exprimir desejos?
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De Anónimo a 02.07.2015 às 17:40

Isso é que é adivinhar o futuro!! Ou trata-se de exprimir desejos?
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De Pedro Correia a 02.07.2015 às 17:55

"Dialogar" com anónimos é uma experiência interessante: parecem muitos, mas são só um. E às vezes gaguejam, como é o caso.
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De Vento a 02.07.2015 às 16:19

Já a transformaram há muito, aqueles que defendem o modelo de Europa que o Pedro defende.
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De Pedro Correia a 02.07.2015 às 17:09

Felizmente não sou só eu, Vento.
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De Vento a 02.07.2015 às 17:12

Eu sei, Pedro. Andam sempre em trio.
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De Pedro Correia a 02.07.2015 às 17:57

Já os ventos são quatro. A vantagem numérica é sua.
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De Vento a 02.07.2015 às 19:19

Pedro, tem de confiar na experiência. Vá por mim que ando pelos quatro cantos do mundo.
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De Pedro Correia a 02.07.2015 às 22:08

Quantificar o que já terei "andado pelo mundo", entre outras coisas, é algo que não tenciono medir consigo, meu caro.
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De Vento a 03.07.2015 às 00:24

Pois não o faça, foi você mesmo que o afirmou, Pedro.
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De Pedro Correia a 03.07.2015 às 13:21

Assim (não) farei.
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De José António Abreu a 02.07.2015 às 19:57

Lê, com certeza, mas eu coloquei o comentário em resposta ao Vento.
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De Vento a 03.07.2015 às 01:00

José, li com atenção o artigo de Tunhas. Ao contrário do José, eu leio e respondo a questões colocadas.

Sabe, concordo com Tunhas. E dou-lhe um exemplo: Pétain, um colaboracionista, que dizia que a realidade era aquela que se vivia, também propagandeou esse mito e crença da subordinação. Repare na similaridade do discurso de Pétain com o discurso de Passos/Portas, Hollande e outros mais da dita direita a parte da esquerda dita socialista europeia, isto é, na crença na resignação, na aceitação e na submissão que coloca todos de cócoras perante um governo alemão que até é de coligação.
Depois de feito este exercício recorde-se daquele De Gaulle que decidiu acreditar, mas de maneira diferente, e nos resultados dessa crença.

Mais, recorde-se da história americana, isto é, daqueles radicais que entendiam que sem representação não podia haver subordinação, melhor, "no taxation without representation"
http://totallyhistory.com/no-taxation-without-representation/
e conclua sobre o que estes radicais, provavelmente esquerdistas segundo a lógica actual, conseguiram alcançar depois que decidiram acreditar de forma diferente e negar o mito que lhes tinha sido imposto.

Mais ainda, recorde-se de Jesus nesta afirmação: "Se vos falo das coisas terrenas e não acreditais, como entenderíeis se vos falasse das coisas celestiais?".

Tunhas refere-se a si, ao Pedro, ao Luís e outros tantos, que por aqui e por ali andam, que decidem acreditar que a mentira é a verdade, e fazem disto um mito.

Por último, Tsipras e Varoufakis revelaram a esta Europa que vale a pena acreditar. Mas nesta luta sujeitam-se a perseguições e a tentativas de golpe de estado. Se no Eurogrupo o resultado é sempre 18-1 isto indica-me na realidade um diktat.
De Gaulle, os americanos e tantos mais na história social, sem esquecer em particular Jesus e na proposta que lhe subjaz, revelam-me que só os que acreditam na verdade que é Verdade podem mudar a história.
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De Tiro ao Alvo a 03.07.2015 às 09:20

Como é possível escrever uma coisa destas? "Tsipras e Varoufakis revelaram a esta Europa que vale a pena acreditar". Mas acreditar em quê? Na estupidez? Na vaidade? No amadorismo? Na demagogia? Na ignorância atrevida?
Ninguém é dono da Verdade e, por isso, não se deve evocar o nome de Deus em vão...
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De José António Abreu a 03.07.2015 às 11:25

1. Tsipras e Varoufakis revelaram que vale a pena acreditar – em quê exactamente? Depois de todas as experiências do séc. XX (várias ainda em curso) e levando em conta os modelos do Syriza, sabemos onde tudo acaba. Acaba mal. Defender o contrário é, no mínimo, miopia bem-intencionada. No limite… enfim, Paulo Tunhas explica.

2. 18-1 é um diktat; 1-18 seria democracia. OK. (E isto não significa que a maioria tenha sempre razão; mas pretender o contrário…)

3. Cansa-me estar sempre a escrever o mesmo, em especial quando vejo uma contradição insanável: parece entender-se a necessidade de reduzir o nível de endividamento mas, em simultâneo, recusam-se reformas que, ainda que a prazo, o podem fazer descer. (Com essas reformas, eu nem sou contra eventuais alívios da dívida – mas convém perceber que dívida perdoada a uns é dívida acrescentada a outros e, mesmo que ela seja privada, isso traz consequências que extravasam os directamente implicados.)

4. Não respondo a todos os comentários, particularmente quando são numerosos e/ou mais ‘exigentes’, porque nem sempre disponho de tempo (ou, ocasionalmente, paciência) para o fazer de forma adequada. Tenho vida para além do blogue.
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De Vento a 03.07.2015 às 14:47

A contradição que vê é aquela mesma que molda seu pensamento. Você entende unanimidade com maioria e entende que a uniformidade é o padrão que deve reger as negociações.

Esta é característica de ditadores e não dos Homens livres.

Mas repare bem, José, eu não tenho nada contra si e até gosto de si mesmo sem o conhecer. O que nos distingue são exactamente as posições, mas estas não nos dividem ou separam.
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De José António Abreu a 03.07.2015 às 12:15

Em da visão de Paulo Tunhas, talvez prefira a de um grego que não escreve em abstracto:
http://www.ekathimerini.com/198861/opinion/ekathimerini/comment/the-world-according-to-tsipras
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De Vento a 03.07.2015 às 14:40

Compreendo o seu embaraço, José. E também compreendo que desvie o tema através de outros temas para argumentar o que não argumenta. Ofereceu-me Tunhas, e eu respondi de acordo com o que Tunhas tinha exposto.

Sei que pretende argumentar, ali acima, que não tem tempo para blogues. Olhe, eu não só tenho tempo como um PC é um dos meus instrumentos de trabalho. E estou felicíssimo com estas tecnologias, que as uso desde seu início, no que respeita a mobilidade. Em qualquer parte do mundo, por satélite, por cabo e até mesmo por cobre, é possível manter o contacto.

Eu já respondi sobre Tsipras. Uso argumentos meus para defender os gregos e não os que outros argumentam. A resposta foi dada. Sim, é possível acreditar a todos os homens e mulheres de boa vontade.
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De lucklucky a 02.07.2015 às 18:33

"...os que buscam transformar a realidade custe o que custar."

Com custo o que custar de milhões de mortos tivemos várias experiências dessas no século XX.
União Soviética, China Comunista, Coreia do Norte, Vietname - e milhões fugiram quando chegou a paz comunista, Cambodja, Jugoslávia, Alemanha Nazi, vários países "libertados" em África, etc, etc...
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De Anónimo a 02.07.2015 às 14:58

"quem defenda modelos diferentes instalado no lado de cá"

Não se pode sugerir melhorias, alternativas melhoradas do que já existe? Chegámos à perfeição? Estamos no Paraíso na Terra como os Soviéticos ou será no Nirvana?
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De Pedro Correia a 02.07.2015 às 17:10

Não foi nada disso o que eu escrevi. Vivemos apenas no pior dos sistemas, com excepção de todos os outros. Como Churchill lapidarmente nos ensinou.
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De Vento a 02.07.2015 às 17:14

Essa, Pedro, continua a ser uma justificação que em nada reflecte o seu comentário. Lugares-comuns são lugares-comuns. É necessário desenvolver a ideia.
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De Pedro Correia a 02.07.2015 às 17:57

Churchill, como sabemos, só proferia lugares-comuns.
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De Vento a 02.07.2015 às 19:22

Pedro, não me diga que a sua visão do mundo e da transformação deste parou em Churchill?
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De Pedro Correia a 02.07.2015 às 22:09

Vento, não me diga que a sua visão do mundo ainda não chegou a Churchill...
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De Vento a 03.07.2015 às 00:28

Volto a colocar-lhe a mesma questão, Pedro. Se parou em Churchill, você perdeu um tempo enorme na sua vida.
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De Pedro Correia a 03.07.2015 às 13:22

Pois eu espero que ainda disponha de muito tempo para chegar a Churchill. Verá que compensa.
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De Vento a 03.07.2015 às 14:51

Meu caro, volto sempre ao passado para melhor avançar. Nunca me permito permanecer no passado.
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De jj.amarantei a 02.07.2015 às 14:59

"quem defenda modelos diferentes instalado no lado de cá"

Não se pode sugerir melhorias, alternativas melhoradas do que já existe? Chegámos à perfeição? Estamos no Paraíso na Terra como os Soviéticos ou será no Nirvana?
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De Pedro Correia a 02.07.2015 às 17:11

Remeto para a resposta acima.
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De da Maia a 03.07.2015 às 01:07

À conta dessa frase de Churchill ser tão proferida, eu só lembraria que apesar de governar a Índia, o sistema democrático quase-perfeito de Churchill, não lhe permitia colher nenhum voto indiano.
Porque esse "sistema perfeito" tinha a Índia como colónia, e "todos eram iguais", mas "uns mais iguais" na Inglaterra votavam... e os outros na Índia não.

É claro que os 3 milhões de indianos que morreram de fome em Bengala, não votaram, e poderiam reconhecer outra frase de apreço de Churchill a Gandhi e à sua situação.
Solicitado sobre a urgência de auxílio, Churchill duvidou e respondeu com o seu requintado humor britânico:
- "Então, por que Gandhi ainda não morreu?"


What Leopold Amery denounced as Churchill’s “Hitler-like attitude” to India manifested itself most starkly during a famine, caused by a combination of war and mismanagement, that claimed between one and two million lives in Bengal in 1943. Urgently beseeched by Amery and the Indian viceroy to release food stocks for India,
Churchill responded with a telegram asking why Gandhi hadn’t died yet.

http://www.newyorker.com/magazine/2007/08/13/exit-wounds?currentPage=3
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De Costa a 03.07.2015 às 10:49

A Índia não foi uma parte brilhante da vida política de W. Churchill. Não foi uma página brilhante do império britânico, ainda que dele tenha sido a jóia. Mas talvez seja de não ir por aqui. Por cruéis que tais comparações possam ser, outros grandes líderes mundiais da primeira metade do século XX, ainda hoje pontificando no catálogo de santos da esquerda e dos libertadores dos povos, mataram ou deixaram morrer muitíssimo mais gente.

E dos seus próprios povos, não de distantes colónias (contextualize-se o que escrevo: era um tempo em que o colonialismo era coisa em regra pacificamente aceite; ainda a anos da afirmação, no seio da próprias potências colonizadoras, do pensamento de autodeterminação e independência).

Armários com esqueletos sempre os encontraremos na vida dos homens que um dia tiveram em suas mãos o poder. Uns armários, todavia, são muito maiores - ou estão muito mais cheios - do que outros.

Costa
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De da Maia a 03.07.2015 às 14:55

Concordo consigo, Costa.
Mas por isso mesmo, é preciso ter algum cuidado quando trazemos o peso de um personagem antigo numa frase. Agarrado está não só o prestígio, mas também estão os excessos. A frase é dita num contexto, e a democracia liberal de Churchill admitia povos colonizados sem direito a voto na governação imperial. Não é esse o entendimento que temos hoje da "democracia liberal" a que Churchill se referia. (Tal como a antiga democracia grega coabitava com a noção de escravatura.)

Os tempos mudaram, e se a "história" achou por bem ilibar Churchill e De Gaulle, sempre por razão do seu contexto, não deixou de manter "maus de serviço" sem direito a qualquer contexto desculpante...
Um dos quais é Salazar, que apesar da sua visão "provinciana" (os alfacinhas, especialmente de esquerda, adoram esta posição colonial de Lisboa), coabitou a mesma época, e não se conhecem esqueletos no armário minimamente similares aos dessas democracias liberais... colonizadoras.

Aliás, tenho muitas dúvidas se há algum regime político durante o seu período (anos 30 a anos 60), cujo balanço de vítimas directas da sua governação seja tão reduzido.

Não tenho nenhuma nostalgia do tempo tacanho da "velha senhora", que aliás vivi apenas enquanto criança, mas é falta de rigor e contexto, não ver Salazar como grande líder político do Séc.XX, a par de outros fanáticos colonialistas, igualmente cheios de defeitos, como Churchill e De Gaulle.
As desculpas dadas a uns e negadas a outros, tem apenas a ver com heranças das famílias políticas actuais e não com o contexto histórico.
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De Costa a 03.07.2015 às 16:56

A história será por norma a dos vencedores e tenderá a ser implacável, sobretudo se é construída a partir de conflitos violentíssimos ou do fim de regimes que mais do que sucedidos são derrubados.

O que diz é certo e não deixaria de juntar, a esses colonialistas que invoca, o poder do nosso regime republicano saído de 1910 (tão endeusado, desde logo por certa facção política destes dias, que dele se proclama directa herdeira, como pouco recomendável) e por tempo não desprezível a oposição dita republicana ao Estado Novo.

O tempo foi tacanho, como escreve, e a sua visão colonialista - bem mais do que económica - providencialista, fundada em destinos e missões tidas por sagradas, históricas, imutáveis e indeclináveis. Isso (também) o terá perdido.

Costa
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De da Maia a 03.07.2015 às 19:04

Concordo, meu caro, concordo.
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De José António Abreu a 02.07.2015 às 15:05

No conforto do «lado de cá», perante algo que não é perfeito - nem nunca poderá ser -, não custa defender outros modelos, Pedro. Ainda que, por falta de exemplos concretos de sucesso, seja preciso apontar à utopia.
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De Anónimo a 02.07.2015 às 15:44

"No conforto do «lado de cá»," A quem se refere? A si ou a mim? Cuidado com as palavras.
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De José António Abreu a 02.07.2015 às 19:59

Vá para qualquer dos modelos referidos pelo Pedro Correia e veja quão confortável é contestá-los.
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De Vento a 02.07.2015 às 16:22

José, a utopia está para a acção social da mesma forma que a experiência esta para a ciência.

Qualquer mente racional e científica sabe que é assim.
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De José António Abreu a 02.07.2015 às 20:01

A ciência aproveita o que funciona e não insiste no que já se provou estar errado.
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De Vento a 02.07.2015 às 20:36

Ao que se refere?
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De cristof a 02.07.2015 às 15:38

Causa mas não devia; onde é que o jovem se mostra mais contestatário? é antes ou depois de sair de casa dos pais?
Quem saõ os grandes "defensores" do pleno emprego e das greves?
quem tem um sindicato ou um emprego pago por todos nós.
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De Pedro Correia a 02.07.2015 às 17:12

E no entanto os refugiados e os desesperados do mundo inteiro rumam nesta direcção. Não rumam na direcção oposta.
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De Francisco a 02.07.2015 às 16:01

Desonestidade intelectual (ou ignorância) infinita.
Pergunto, a Russia após a queda da URSS viveu formalmente no tal regime Liberal blá blá, esses anos 90 em regime liberal quando comparados com o actual e o anterior acha que foram melhores? Que avaliação disso faz o povo Russo? O facto da idade média de vida ter caído 5-10 anos diz-lhe alguma coisa?
Não é possível comparar a "bondade/eficácia" de um regime sem ter em conta o tempo e o espaço. Claro que para um "idealista/moralista" isso são apenas promenores...
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De Pedro Correia a 02.07.2015 às 17:12

No tempo do Brejnev é que era bom. E no tempo do Estaline era melhor ainda.
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De lucklucky a 02.07.2015 às 18:38

É preciso não ter vergonha na cara para falar de um regime liberal na Rússia pós queda do Comunismo. Nunca houve liberalismo na Rússia e é duvidoso que alguma vez tal aconteça sem uma mudança cultural significativa. Homens fortes e compadrio sim.

E ainda mais vergonha para colocar a esperança de vida russa no que veio depois. Quando foi a decadência funcional do comunismo russo a todos os níveis, e a percepção que os russos tiveram dessa decadência é que provocou a sua queda. Já nada funcionava.
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De Pedro Correia a 02.07.2015 às 22:11

O rótulo "liberal", para alguns, serve para designar tudo e nada ao mesmo tempo. Outros fazem o mesmo com o rótulo "socialista". E enquanto não formos além dos rótulos é impossível haver verdadeiros debates de ideias.
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De lucklucky a 03.07.2015 às 17:15

O liberalismo tolera a opinião do outro, deixa-o seguir o seu caminho.

O socialismo não.

Um socialista pode ser socialista numa sistema liberal, um liberal não o pode ser num sistema socialista.
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De Pedro Correia a 03.07.2015 às 23:40

Voltamos aos rótulos.
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De rmg a 02.07.2015 às 16:11


Meu caro

Curioso ter falado em Angola pois um dia destes aconteceu-me algo que não resisto a contar.

Estando aqui pela sede de concelho beirã de não mais que 5 mil pessoas, entro no habitual local para beber o café da manhã e deparo-me com um exemplar desse mesmo dia deste novo semanário angolano

http://www.meiosepublicidade.pt/2015/04/media-rumo-lanca-novo-semanario-economico-em-angola/

Pelos vistos sai no mesmo dia nas bancas de Luanda e nas tabacarias do interior de Portugal, o que diz muito deste admirável mundo novo que os anquilosados mentalmente teimam em não aceitar, preferindo-lhe as suas "idées reçues", como diría Flaubert(*), nas quais se embalam confortávelmente distanciados do mundo que os rodeia.

Claro que me pus logo a folheá-lo, eu que não folheio nenhum nacional.

E dou de caras com um editorial e várias notícias que, se fôsse num jornal daqui, seriam apodadas de tudo e mais alguma coisa pelos "... úteis" do costume.

http://jornais.sapo.pt/internacional/africa/angola/10035

(*) O "Dictionnaire des idées reçues" de Gustave flaubert aparece habitualmente como anexo ao romance "Bouvard et Pécuchet" (também ele um conjunto de ideias feitas e mostra como o políticamente correcto vem de longe.
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De Pedro Correia a 02.07.2015 às 22:12

Grato pela achega, meu caro.
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De Tiro ao Alvo a 02.07.2015 às 16:20

O que mais me espanta é essas pessoas (que tomam por modelo os exemplos que referiu) considerarem-se pessoas inteligentes, bem formadas e bem informadas. Tenho para mim que, se as coisas mudassem, seriam eles os primeiros a arrependerem-se pois, parece-me, apenas mantêm tal posição por que, assim fazendo, são notados e admirados por uns quantos, ganhando com tal atitude não só prestígio (aparente) como, frequentemente, outros proveitos.
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De Pedro Correia a 02.07.2015 às 17:18

Uns fazem-no por mera estupidez, outros por ignorância atrevida, alguns por má-fé, outros ainda por obstinação ideológica: sustentam a todo o momento a tese de "quanto pior, melhor".
Há ainda alguns - poucos - que são idealistas. E acreditam mesmo que o paraíso se encontra algures, mas sempre do lado de lá.
Só estes merecem o meu respeito. Desde que não utilizem Kalashnikovs para imporem à força as ideias que defendem.
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De Que ela vá... a 02.07.2015 às 17:11

Sim sim, a alucinada Martins, a esta hora, já devia estar na Praça Sintagma a berrar - coisa em que é mestre - pelo "não". E com reserva para lá ficar durante os próximos meses.
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De Anónimo a 02.07.2015 às 21:28

Não vale a pena chamar nomes àqueles de quem discordamos.
Eu também poderia dizer ... é melhor não dizer nada pois na direita há tanta gente que daria boas anedotas (Cavaco, Machete, Relvas, aliás Dr. Relvas, Paula Teixeira da Cruz).
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De A ti topo-te eu a 03.07.2015 às 09:30

Já percebi que o 44 para ti não dá boas anedotas.
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De Tudo Numa Boa a 02.07.2015 às 17:15

Parece que o Costa, que não faz a mais pequena ideia sobre que posição há-de tomar, para além de largar inanidades, acha que o Syriza foi de uma profunda imprudência, enquanto lá por casa uns se dividem pelo SIM e outros pelo NÂO. Melhor é ficar pelo Intendente.

Agora, até o presidente da agremiação já nem sabe se o PS irá apoiar o Sampaio da Nóvoa ou não...

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