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Penso rápido (46)

por Pedro Correia, em 01.09.14

Tempo de liberdade condicionada: enchemos a boca com direitos proclamatórios mas vivemos rodeados de "correctores". Reparo agora mesmo: tenho um telemóvel que me "corrige" as palavras. Estou proibido de escrever face, uma das palavras mais bonitas da língua portuguesa. O "corrector" emenda-a automaticamente para facebook. Algo que não tenho nem tenciono vir a ter. Volto à face, o aparelho volta a impor-me o face norte-americano. Não por acaso, o vocábulo já anda a ser pronunciado feice, entre nós, um pouco por todo o lado.

Liberdade condicionada: avança aos poucos, pé ante pé, e vai-nos cercando no dia a dia. Toma cautela com o que escreves. Há sempre um "corrector" para te emendar a prosa.

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12 comentários

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De Hidrocolóide a 01.09.2014 às 17:52

Será que Guterres tem feicebuque? Se calhar tem, via Jorge Coelho...

Marcelo não tem, jurou ele ontem.

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De Pedro Correia a 02.09.2014 às 00:09

Qualuer dia faço aqui um inventário de figuras públicas sem Facebook. Tenho particular consideração por todas elas.
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De Teresa Ribeiro a 01.09.2014 às 19:42

E uma câmara a vigiar-te os passos...
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De Pedro Correia a 02.09.2014 às 00:08

Em todo o lado, Teresa. Em qualquer cruzamento de rua.
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De Carlos Cunha a 01.09.2014 às 20:59

e no meio disso tudo, nem dá para apurar esta questão fundamental: agora com a divisão do bes, quem assegura os patrocínios aos congressos do sindicato dos magistrados do ministério público (smmp) e da associação sindical dos juízes portugueses (asjp)? o bes (mau), o novo banco ou ambos os dois?

http://www.tvi24.iol.pt/aa---videos---sociedade/banco-dciap-ministerio-publico-smmp-congresso-patrocinio/1331827-5795.html

http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/magistrados_obrigados_a_explicar_patrociacutenios_do_congresso.html

http://www.asjp.pt/wp-content/uploads/2011/05/cartaz_9CONGRESSO.jpg

http://nonocongresso.smmp.pt/

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De Pedro Correia a 02.09.2014 às 00:08

Ora aí está uma questão muito interessante.
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De Maria Dulce Fernandes a 02.09.2014 às 12:08

Escrever num smartphone ou num tablet e publicar sem ler, põe-nos a sanidade mental em risco :) :)
Ainda não temos helicópteros negros por aí a planar, silenciosos e prenhes de tipos letais, vestidos de preto e a descer por cabos. Se os comprarmos a quem nos vendeu os submarinos o mais certo é datarem da WW1, em "bom estado" e com algumas adaptações aparafusadas ao tablier.
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De Pedro Correia a 02.09.2014 às 17:44

Os nossos submarinos têm uma particularidade, Dulce: só submergem, não emergem.
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De rmg a 02.09.2014 às 23:13


Essa era uma excelente piada que se contava dos que tínhamos há uns bons anos, estes agora fazem infelizmente as duas coisas e digo infelizmente porque cada vez que o fazem isso custa uma "pipa de massa" em custos variáveis.

Quanto a helicópteros da 1ª Grande Guerra é difícil ...só no fim dos anos 50 é que começou a haver aparelhos desses dignos desse nome.
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De Maria Dulce a 02.09.2014 às 23:44

Ora rmg, nós somos pródigos em bons negócios com excelentes contrapartidas!
Vai ver, se não forem os helicópteros, há-de ser a passarola do Bartolomeu de Gusmão.
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De Ssalgueiro a 02.09.2014 às 14:19

“A roda inventou-se e ficou logo ali inventada para todo sempre, enquanto as palavras, aquelas e todas as mais, essas vieram ao mundo com um destino novoento , difuso, o de serem organizações fonéticas e morfológicas de carácter eminentemente provisório, ainda que, graças, porventura, à auréola herdada da sua auroral criação, temem em querer passar, não tanto por si próprias, mas por aquilo que de modo variável vão significando e representando, por imortais, imorredouras, ou eternas, segundo o gosto do classificador. Esta tendência congénita, a que não saberiam nem poderiam resistir, tornou-se com o decorrer do tempo, em um gravíssimo e se calhar insolúvel problema de comunicação, quer a colectiva de todos, quer a particular de tu a tu, que foi o acabarem por confundir-se os alhos e os bugalhos, as tornas e as deixas, usurpando as palavras o lugar daquilo que antes, melhor ou pior, pretendiam expressar, do que resultou, finalmente, bem te conheço ou máscara, esta atroadora algazarra de latas vazias, este cortejo carnavalesco de latões com rótulo mas sem nada dentro, ou apenas , já desvanecendo-se, o cheiro evocativo dos alimentos para o corpo e para o espírito que algum dia contiveram e guardaram.”

José Saramago em O Homem Duplicado

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