Penso rápido (115)
Andam de novo agora como andaram todos estes anos: a medir pilinhas. A ver qual é a força verdadeiramente "revolucionária" e mais fiel à cartilha dos mestres pensadores. A ver qual é o maior ponta-de-lança na modalidade do "combate aos ricos" - ou seja, toda a classe média que os seus parceiros ideológicos destruíram um pouco por toda a parte mal atingiram o poder.
Tão envolvidos andam nesta competição muito particular que se esquecem de olhar para fora da muralha: o mundo mudou por completo, estamos no século XXI - nada a ver com aquele século XIX cheio de ideólogos tornados múmias que continuam a servir-lhes de referência.
Vão despertar, uma vez mais, para a realidade. Quando repararem que tiveram o maior desaire da nossa história democrática. Porque o "povo" concreto de que tanto falam em abstracto nada quer saber do que propõem - receita infalível para o desastre, já comprovada noutras latitudes.
Despertam, mas só por um par de semanas. Depois voltam ao mesmo. Vivem numa realidade paralela, incapazes de perceber que a roda do tempo continua a girar, com eles estacionados num apeadeiro que há muito ficou para trás.
Não esquecem nada, não aprendem nada. De "vitória" em "vitória" até à derrota definitiva.

