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Pensamento da semana

por João André, em 18.02.18

Um mundo completamente ligado electronicamente permite-nos partilhar a nossa vida. Mostramos viagens, sorrisos, festas, roupas, carros, concertos, sucessos profissionais. Fazemos likes aos outros na esperança que façam o mesmo a nós e invejamos. Invejamos o sucesso, o dinheiro, os parceiros, os amigos, a disponibilidade, os corpos, os brinquedos, a família. Invejamos a vida.

 

A vida toda? Não. Apenas metade dela. A outra, a que não vemos e que nos ajuda a crescer para podermos, saibamos aprender e tenhamos sorte, ter aquela que mostramos aos outros. Pena então que a vida que mostramos não seja aquela que melhor serviria os outros. Que tragédia tão electrónica. Que tragédia tão humana.

 

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11 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 11.02.2018 às 14:18

Recordando, penso que Sade:

O prazer de ter reside em poder mostrar aos que não têm.
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De Vlad, o Emborcador a 11.02.2018 às 15:47

A nossa felicidade é tão mais intensa quanto maior sabermos ser a infelicidade dos outros. Aquecemos os pés ao calor do infortúnio alheio. E por isso comemos defronte da televisão. E no meio de gritos, arrotamos.
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De V. a 18.02.2018 às 08:25

Credo, é possível gritar e arrotar ao mesmo tempo?
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De Anónimo a 12.02.2018 às 00:45

Não consigo entender o afã de mostrar o que se faz, onde se vai, o que se come ao almoço ou ao jantar. E o proveito que tira quem expõe e é exposto e quem cusca. Parece-me quase uma geral perda de tempo. Satisfaz-se a curiosidade que está tornar-se mórbida e exige constante amostragem.
Pergunto-me se tal trabalho de exposição pessoal não afecta a outra metade da vida. Embora não veja o que ganhariam as pessoas em expôr esse lado sem glamour, ríspido e até soturno que as acompanha no resto do tempo em que não se fotografam nem escrevem sobre as mil ninharias de importância nenhuma.
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De Maria Dulce Fernandes a 12.02.2018 às 20:35

Puerilidades... meninos a mostrar que o deles é maior/ melhor/ mais forte.
Nunca vos passou pela cabeça que o que somos, o que alcançamos e o que temos é o que nos realiza como pessoas, que acalenta a nossa autoestima e nos faz ser pessoas boas, boas pessoas, melhores seres humanos,sem a necessidade sádica de esfregar as nossas realizações pessoais, sociais, laborais ou familiares na cara seja de quem for.?
Ter orgulho em si e no seu circulo de vida é saudável e estimulante e não tem rigorosamente que se adubar, crescer e alimentar de infortúnios e mesquinhices.
É triste pensar tão mal do próximo...
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De Vlad, o Emborcador a 13.02.2018 às 10:53

O que é lixado é que não raras vezes são os piores os melhores exemplos.
As Estátuas levantam-se sobre o peso de muitos
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De Teresa Ribeiro a 14.02.2018 às 18:02

Muito bom, João!
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De Graça Sampaio a 16.02.2018 às 21:37

Belo texto!!! Parabéns!
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De Maria Antonieta a 17.02.2018 às 20:50

Só será uma tragédia, electrónica e humana, se se mostrarem futilidades e vaidades de vivências duvidosas, ao invés de se partilharem experiências válidas, onde todos pudessem aprender uns com os outros e, assim, se sentirem mais próximos e unidos.
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De Sarin a 19.02.2018 às 16:57

Acho que o problema começa exactamente na classificação de futilidade ou de validade... não há definição universal e isso dá cabo de qualquer retórica.
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De Tric.Lebanon a 18.02.2018 às 01:12

Um mundo completamente ligado electronicamente permite-nos partilhar a nossa vida. Mostramos viagens, sorrisos, festas, roupas, carros, concertos, sucessos profissionais.

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