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Delito de Opinião

Pensamento da semana

Pedro Correia, 15.02.26

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António José Seguro conseguiu um extraordinário resultado nesta eleição presidencial disputada a duas voltas - a primeira desde 1986. Foi uma vitória pessoal com várias etapas desde que iniciou este percurso, há oito meses, quando as sondagens lhe atribuíam só 6% das intenções de voto. Os primeiros obstáculos que superou vieram do próprio PS, onde não faltaram vozes a menosprezá-lo. Como ecos daquele que em 2014 lhe lançou uma frase assassina ao declarar que a vitória socialista no sufrágio para o Parlamento Europeu tinha sido "poucochinha".

Doze anos depois, com determinação e persistência, Seguro devolve a tal frase ao remetente, que hoje mora em Bruxelas e terá de levar com ele: é bom que se habitue.

Há nesta história com final feliz uma inegável justiça poética. O tal político só capaz de "poucochinho" emerge agora das urnas com o mais expressivo resultado de sempre nos escrutínios presidenciais em Portugal. Com mais votos até do que os alcançados por Mário Soares na reeleição de 1991.

É património dele, com o livre aval dos eleitores - não de siglas ou emblemas. O que faz toda a diferença, como o futuro demonstrará. 

 

Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

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