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Delito de Opinião

Pensamento da semana

Pedro Correia, 11.02.24

O PS passou toda a campanha eleitoral açoriana a agitar o papão do Chega, jogando a carta do medo, em vez de apresentar as suas propostas alternativas para governar o arquipélago. A estratégia saiu-lhe furada: dos dez mil novos eleitores que votaram neste escrutínio insular, em comparação com o de 2020, apenas 300 confiaram no partido do punho fechado. Os restantes tiveram outras opções - incluindo o Chega, que bem pode agradecer aos socialistas a propaganda que lhe fizeram.

Balanço: o PS recua três pontos percentuais nos Açores, perde dois deputados na Assembleia Legislativa Regional (desce de 25 para 23) e fica muito mais longe de uma solução governativa. Pior: vê desta vez o PSD - que concorreu coligado com CDS e PPM - vencer ali a primeira eleição desde o remoto ano de 1992, triunfando em seis das nove ilhas e 13 dos 19 concelhos. Há quatro anos o partido laranja só chegou ao poder formando uma geringonça à moda de Ponta Delgada.

Agora dirigentes nacionais, como Francisco Assis, já declaram que os socialistas têm a obrigação democrática de viabilizar, pela abstenção, o Executivo liderado por José Manuel Bolieiro, que à partida necessita de três deputados (elegeu 26 em 57) para fazer passar programa e orçamento na assembleia regional. Se assim for, isolam o Chega, que neste escrutínio subiu de dois para cinco lugares - enquanto o BE perdeu um, a IL e o PAN mantiveram cada qual o seu representante e os comunistas continuam excluídos do parlamento açoriano.

Serve isto de prelúdio ao que pode acontecer daqui a pouco mais de um mês a nível nacional? Talvez sim. É esperar para ver.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO DE OPINIÃO durante toda a semana

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