Pensamento da semana
Agora que acabou a bola, a malta cá no rectângulo há-de reparar que se tem andado a discutir a eutanásia, mais uma vez e espero que pela última vez. Sem surpresa, nesta discussão sobre "direitos fundamentais" ou "causas fracturantes" (a designação depende do ponto de vista) a posição "conservadora" esquece-se de um detalhe: aqui, como na questão do aborto, o que está em causa não é o direito à eutanásia para a população, mas sim para a população desfavorecida. Quem tem "meios", poderá sempre fazer o que bem entender (independentemente daquilo que defende em público). Quem não tem, ou toma o assunto nas próprias mãos enquanto pode, como tantos homens no Outono da vida fizeram na minha terra há vinte ou trinta anos, ou ficam à mercê do sofrimento.
Sobre o tema, um último contributo: o documentário de 2011 da BBC2 com Terry Pratchett, um dos maiores e mais populares escritores ingleses dos últimos cinquenta anos, que deu voz ao direito à morte assistida após o diagnóstico de uma forma rara e precoce de Alzheimer que o levou demasiado cedo. Fica o link.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

