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Delito de Opinião

Pensamento da semana

Teresa Ribeiro, 02.01.22

Sempre desconfiei da “felicidade que se constrói”, embora reconheça que há pessoas que são felizes por uma questão de sobrevivência. Falo de  casos em que os motivos de infelicidade são tão avassaladores, que se fossem assimilados, tornar-se-iam incapacitantes. Mas esses são exemplos extremos e em todo o caso não estamos a falar de verdadeira felicidade, mas de terapia de choque. Acredito que a regra é as pessoas realmente felizes serem-no por circunstâncias que não controlam: como terem níveis elevados de serotonina no cérebro ou simplicidade de espírito, factores que as predispõem para ver a vida sob o melhor ângulo.

Aquela emoção a que chamamos felicidade, aquela que depende da satisfação de desejos, é sempre fonte da angústia residual que consiste no medo da perda, no medo que se cumpra o destino transitório de tudo. Portanto na prática, a felicidade em estado puro não existe. E muito menos se constrói, como se fosse um lego. Isso é fantasia inventada pela Psicologia Positiva para vender livros de auto-ajuda.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

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