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Pensamento da Semana

por Paulo Sousa, em 22.11.20

Há uns anos li num quadro informativo de um refúgio de montanha asturiano que a força de um grupo era exactamente igual à força do elemento mais fraco do grupo.

Será que se pode aplicar a mesma lógica para a riqueza de um país?

O que podemos aprender com o exemplo da Irlanda, que como nós é um país periférico, sem recursos naturais, com uma matriz cultural católica e que mesmo após uma recente falência das finanças públicas conseguiu criar riqueza ao ponto de o seu Salário Mínimo Nacional para 2020 ser de 1706,90€?

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana


34 comentários

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De Anónimo a 16.11.2020 às 00:21

Compare o IRC dos dois países e perceberá. O adorado, pelos eleitores, socialismo português explica o valor dos dois SMN.
Ps- A Alemanha bem que tem tentado mas os Irlandêses não são parvos nem socialistas simplórios.
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De Paulo Sousa a 16.11.2020 às 14:12

Isso e também podíamos comparar o valor do OE e o PIB, o seja o peso do Estado na Economia...
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De Silva a 16.11.2020 às 02:57

Onde grassa a corrupção não pode haver desenvolvimento, ponto final, parágrafo.
No dia em que for feita e forem criados meios para aplicar com rigor legislação eficaz que condene a corrupção, o regime acaba. Com a operação «  mani pulite » em Itália nos inícios da década de 90 acabaram os partidos todos que existiam e muitos empresários foram condenados. Segundo os autores dessa operação, hoje é impossível repetir o feito porque os políticos aprenderam a lição e a maior parte das trafulhices que eram consideradas crimes deixaram de o ser, segundo as leis em vigor actualmente. E, agora, com as leis liberticidas que vão sendo apuradas, à socapa, uma a uma, pelos países da Europa ( amanhã é discutida en França a dita Lei da Segurança Global que também cá há-de chegar) ....convém recordar o Aldous Huxley.
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De Paulo Sousa a 16.11.2020 às 14:15

Deixar a justiça funcionar sem interferências políticas é determinante, assim como não deixar que se judicialize a política. O exemplo italiano não é exemplar.
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De balio a 16.11.2020 às 15:57

Também não se pode deixar que se politicize a justiça.
E "deixar a justiça funcionar" não é nada boa solução quando a justiça não funciona como deveria, como é o caso em Portugal. Quando a justiça não tem padrões, isto é, uma jurisprudência respeitada, e cada juiz faz como lhe apetece. Vale a pena ler os recentes posts de Pedro Arroja no "Portugal Contemporâneo" sobre o assunto.
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De Marques Aarão a 16.11.2020 às 06:40

MEDIDAS SEM MEDIDA PELO NOSSO ELEMENTO MAIS FRACO
Decretam-se regras avulsas para não sair de casa, recolher obrigatório, papeis escritos para justificação de exceções, eliminar contactos com mais de cinco à esquina, não manipular ou repartir com outros qualquer tipo de objetos, e por aí fora até dizer chega.
Alguém credenciado saberá classificar e estimar o numero de infetados que podem resultar das ações contraditórias das autoridades fiscalizadoras quando trocam papeis com condutores de mãos nuas, uns e outros, sem desinfetante à vista, das televisões que invadem com os seus repórteres tudo que é sitio para ouvir declarações de mascarados ou não.
Considerar ainda ajuntamentos provocados por ações de Marcelo e ensinamentos da cartilha de Costa, ou infindáveis pregações das autoridades da saúde, antes, durante e depois das alocuções, juntando uma data de gente como conselheiros, ajudantes e assistentes.
Se não sabem mandem saber, antes que ao contrário do que se deseja andem a contribuir para disseminar a maleita.
Nem ao menos percebem que atividades politicas em democracia, não podem, nem devem ser praticadas, e não é admissível que se sobreponham a emergências de saúde publica.
É o virus irremovível da constituição seu estupido!
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De Paulo Sousa a 16.11.2020 às 14:16

- Onde vais Gestrudes?
- Comi cebolas e bacalhau.
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De Marques Aarão a 16.11.2020 às 17:30

Peço desculpa por precipitadamente ter encaixado aqui um comentário que nada tem a ver com a questão suscitada.
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De Marques Aarão a 18.11.2020 às 06:54

O elo mais fraco de aplicação única que a Gertrudes das cebolas não entende.
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De V. a 16.11.2020 às 07:18

Pensem comigo: os empresários não pagariam mais se não houvesse salário mínimo nacional, e não existisse IRS e apenas IVA?

É a própria ideia de escalão e o desequilíbrio introduzido pelo peso morto dos funcionários públicos (que não são afectados por essa praga do SMN) que impede a justa distribuição do valor do trabalho — ou é apenas a maldade natural dos empresários (como é sabido têm todos almas de bandoleiros mexicanos) que precisa de ser domesticada com uma arquitectura de punição sobre o sector privado?
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De Paulo Sousa a 16.11.2020 às 14:21

Nem os empresários são bandoleiros nem o FP são um peso morto.
Precisamos de arranjar um ponto de equilíbrio entre essas duas visões de forma que no fim das contas o estado consuma menos recursos e os indivíduos possam decidir por si próprios, que é algo que assusta muita gente.
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De Anónimo a 18.11.2020 às 12:57

Os empresários pagam IVA? Então o IVA não é um imposto sobre o consumo? Nesse caso quem paga o IVA é o consumidor, certo?
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De Francisco Almeida a 16.11.2020 às 09:51

O seu Pensamento, que agradeço, suscita-me dois comentários.
Esse conceito de grupo é expressão de uma verdade mais geral que, em contexto militar, já aqui exprimi em
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o-caso-de-famalicao-11744255?thread=95551231#t95551231
No caso da Irlanda, temos de ter presente duas coisas: falam inglês e têm uma das comunidades maiores, mais tradicionais e com franjas nas mais ricas dos Estados Unidos.
Excluindo esses dois factores que Portugal nunca poderá igualar, a diferença é toda ela responsabilidade portuguesa, designadamente da governação económica de esquerda que nos limita há 94 anos.
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De Paulo Sousa a 16.11.2020 às 21:58

Pode parecer curioso mas acho que o paternalismo salazarista ficou bem enraizado na relação dos portugueses com o Estado e que isso explica também o sucesso da lógica que sustenta a situação.
Isso também explica também que quando queremos aumentar o nosso rendimento em vez de olharmos para o espelho olhemos para o Estado.
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De Francisco Almeida a 17.11.2020 às 13:15

Não parece curioso mas apenas incompleto. A apetência pelo emprego público é muito anterior e já no séc. XIX um grande escritor a registou. Antes ainda, no séc. XVIII, a nobreza portuguesa tinha 12 ou 15 Casas ditas "puristas" que casavam exclusivamente entre si e constituíam a nobreza mais exclusiva da Europa; em compensação tinha uma nobreza de serviços (como o nome indica, serviam o Estado ou seja, tinham empregos públicos) num número sem comparação com qualquer outro país europeu.
Esta situação era tão expressiva que mereceu de um conde (não recordo quem) o desabafo que o aumento do números de nobres era tal que em pouco tempo a única distinção possível era não ser nobre e para isso era necessário não servir o Rei (o Estado) em circunstância alguma.
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De Paulo Sousa a 18.11.2020 às 20:31

Há uma expressão para os descrever. São as elites extrativas.
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De balio a 16.11.2020 às 10:45

O Paulo Sousa já pensou em quantos países gostariam de emular o exemplo da Irlanda?
Todos os países gostariam de o imitar. O problema é que ele é inimitável, porque cada país tem um conjunto de circunstâncias único.
Se o exemplo da Irlanda fosse fácil e imediato de imitar, ele já teria sido imitado por uma dezena de outros países.
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De Paulo Sousa a 16.11.2020 às 19:37

Temos então de mandar o governo embora e emigremos para a Irlanda.
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De singularis alentejanus a 16.11.2020 às 11:08

Os corruptos políticos, banqueiros, CEOs, etc, na Irlanda ou não existem ou estão presos. A estarem em liberdade o Estado foi-lhes sacar o que roubaram. O que não acontece nesta espécie de País. É para mim a única razão lógica do seu sucesso.
Que vontade tem um trabalhador para render alguma coisa, para ganhar o mísero ordenado mínimo nacional, quando vê os corruptos serem intocáveis, e vê ao seu lado parasitas, RSI, que nada fazem e pouco menos que ele ganham?
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De Paulo Sousa a 16.11.2020 às 19:39

O objectivo de um governo deveria passar por não existirem pessoas a necessitarem de subsídios. Quantas mais necessitam, quantos mais pobres existam maior é o falhanço dia governantes.
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De Anónimo a 16.11.2020 às 11:43

Há 10 anos:
https://sol.sapo.pt/artigo/5286/irlanda-sobe-iva-para-24-e-reduz-salario-minimo
"Irlanda sobe IVA para 24% e reduz salário mínimo
O Governo irlandês apresentou hoje o Plano Nacional de Recuperação para os próximos quatro anos, que prevê o despedimento de 25 mil funcionários públicos, cortes de três mil milhões de euros nos benefícios sociais e um aumento generalizado de impostos."
Ainda assim tiveram que chamar a Troika.
Se Sócrates tivesse sugerido o mesmo em 2010, contaria com o apoio do BE e PCP?
A Irlanda conseguiu no acordo com a Troika manter um estatuto especial que lhe dá vantagens significativas para captar empresas fora da UE, mais, desde o Brexit que muitas empresa Inglesas mudaram a sede para lá.
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De Paulo Sousa a 16.11.2020 às 19:40

Mas cá fizemos uma Web summit tão bacana... porque é que não vieram todas para cá?
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De Anónimo a 16.11.2020 às 12:12

Dados PORDATA
2007, SMN Portugal 470,17€, Irlanda 1461,9€
2010, SMN Portugal 740,83€, Irlanda 1681,6€
Aumento em Portugal 57,56%, Irlanda 15,02%
Concluam...
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De Francisco Almeida a 16.11.2020 às 14:31

Entre 2007 e 2019 a economia irlandesa subiu mais de 90% enquanto a portuguesa subiu menos de 37% e a produtividade pouco mais de 26% (a 7ª mais baixa produtividade de Europa enquanto a Irlanda. Luxemburgo e Dinamarca ocupam os primeiros lugares).
Conclui-se que o SMN em Portugal não é fixado apenas por critérios económicos mas também por critérios sociais (ou talvez eleitorais) e assim não é directamente comparável com outros países.
Dito de outra forma, os governos de Portugal têm integrado uma prestação social disfarçada no SMN ou, se preferirem, vem cobrando a algumas empresas um imposto não identificado nem aprovado como tal.
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De Anónimo a 18.11.2020 às 02:47

SMN é o salário mínimo ou salário médio?

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De Anónimo a 18.11.2020 às 02:57

Em que PORDATA está isto?
Actualmente o nosso SMN é 630 € vá que seja x 14/12 dá 735 o que é inferior ao de 2010.
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De Francisco Almeida a 18.11.2020 às 15:16

O seu parente Anónimo teve um erro de digitação e era bem 2020 com o valor de 635€.
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De Anónimo a 19.11.2020 às 00:55

Erro de digitação? Com cálculo da % e tudo, então não "via" que não podia ser.
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De Anónimo a 16.11.2020 às 14:18

Na Irlanda estabeleceram-se muitas multinacionais do sector tecnológico, por:
- vantagens de instalação e de impostos;
- facilidade de comunicação, de logística e de relacionamento com a UE; a UK e outros países europeus não pertencentes a estes organismos;
- a grande emigração irlandesa e seus laços com a USA, o Canadá, a Austrália;
- o nível cultural do povo.
João Moreira
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De Paulo Sousa a 16.11.2020 às 19:43

Vantagens de instalação e impostos.
A língua portuguesa tem uma menor PIB que a inglesa mas não deixa de ter um potencial desaproveitado de criação de riqueza.

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