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Pensamento da semana

por Cristina Torrão, em 24.05.20

Quanto vale a vida de uma criança?
Quanto vale a palavra de uma criança?

O valor que os pais lhe queiram dar.

 


Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana


18 comentários

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De Anónimo a 18.05.2020 às 09:28

Os pais, ou um juiz.
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De Cristina Torrão a 18.05.2020 às 12:00

A primeira responsabilidade é dos pais. No geral, quando chegam ao juiz, já pensaram mais neles próprios (pelo menos, um deles) do que na criança.
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De o cunhado do acutilante a 18.05.2020 às 13:50

Vale nada. Se valesse, pelo menos para as crianças referenciadas, as entidades responsáveis protegiam-nas um pouco mais.
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De Cristina Torrão a 18.05.2020 às 18:05

Se os pais lhe derem valor, vale.
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De o cunhado do acutilante a 18.05.2020 às 19:16

Claro: Se os pais lhes derem valor, não há ouro no universo que lhes pague um cabelo.
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De o cunhado do acutilante a 18.05.2020 às 22:58

Ri criança, olha o sol, olha as árvores, vê os pássaros. Vês como riem também? É para ti. Ri menina, voa com eles, voa como eles; fecha os olhos, abre os braços, vês como te elevas? Vês como voas também?
Corre menina, calca a relva, colhe a flor, abraça o teu universo. Ri, ri sempre; ela caminha rapidamente para ti e amanhã quando a conheceres vai apagar o belo riso da tua formosa face.
Olha! tenho uma ideia, vamos enganá-la. Guarda tua pequenina mente, no teu virgem coração os momentos felizes de agora e, quando má ela chegar e te fizer chorar, viverás recordando horas felizes que o tempo levou.

Infelizmente, nem todas mesmo chorando, lhes é permitido viver.

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De jo a 19.05.2020 às 00:05

As crianças têm valor por si próprias, e não é pouco, mal seria se as crianças só valessem através dos pais.

Nesse caso as crianças sem pais não valeriam nada.
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De Cristina Torrão a 19.05.2020 às 11:42

Essa é a teoria (com a qual concordo).

O pior é a prática.
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De Anónimo a 19.05.2020 às 03:35

Só tiros ao lado.

A questão é: que penas tem a justiça portuguesa adequadas à perversidade deste crime?
Psicopatas destes são reabilitados após 20 anos no nosso sistema prisional?

E quando alguém matar umas dezenas de concidadãos após ter publicado nas redes sociais manifestos de extrema direita e ainda reconhecer orgulhosamente a autoria do crime? 25 anos e fica pronto para aos 50 ainda aviar mais uns quantos?

Mas afirmar isto em Portugal é ser logo rotulado de fascista.

As forças de segurança têm passado um mau bocado às mãos de energúmenos que se julgam acima de todos os valores e o que é que o BE e o PCP dizem? Só falta o Marcelo ir tirar uma selfie com o carrasco da criança e beber uma cerveja com os facínoras das festas de bairro nocturnas.

Mundo perdido.

José de Bêtum
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De El Profesor a 19.05.2020 às 12:10

O meu caro tem de facto razão em apontar as sentenças reduzidas para crimes como este.
Um indivíduo que assassine uma pessoa, arrisca-se a ser condenado a 25 anos... e um que assassine 150 pessoas... arrisca-se a ser condenado a... 25 anos, pois claro.
Aqui faz-se uma coisa gira, apesar de poder haver um concurso de crimes, ou seja, um indivíduo praticar 50 crimes, mesmo que condenado a 10 anos anos de cadeia por cada um, nunca poderá cumprir mais de 25 anos, ou seja, é condenado a 6 meses de prisão por cada crime. Aos 8 tem precárias e aos 16 liberdade condicional.
A nossa CRP tem de facto conceitos muito bons, nomeadamente no que concerne aos princípios sociais, o problema é o resto.
Nesta constituição temos o direito à privacidade, à paternidade, à liberdade de expressão, à propriedade, à vida, etc... e fazemos uma coisa curiosa, qualificamos esses direitos de forma igual. O direito à vida é tão válido como o direito à privacidade. Não podemos violar o direito à privacidade, de forma a proteger a vida. Não quero com isto dizer que aceito um big brother, não. Mas aceito poder filmar a entrada da minha casa, aceito poder filmar a via pública, aceito que a justiça alargue os pressupostos e os crimes passíveis de escutas telefónicas, aceito que um criminoso seja monitorizado através de GPS.
Coisas tão simples que as pessoas pensam que já existem.
Um terrorista, um assaltante, um pedófilo, não pode ser monitorizado através de um GPS, porque viola o seu direito à privacidade, previsto na constituição. Absurdo.
Se eu colocar uma câmara de filmar no exterior da minha casa a filmar o passeio e um assaltante lá entrar, espancar a minha mulher e os meus filhos e me roubar as economias, não havendo outra forma de o colocar naquele sítio, àquela hora e de o identificar, sem ser com recurso às imagens, vejo o criminoso sair em liberdade, porque o direito à privacidade dele, que não autorizou ser filmado, é igual ao meu direito à vida, ou integridade física.
Deixo aqui um comentário escrito noutro post:

Este é mais um exemplo de que o direito à liberdade de uma pessoa, é igual ao direito à integridade física, ou até à vida de milhares.
Um país que iguala direitos constitucionais, como o caso dos infetados, em que as autoridades não têm acesso às suas identificações de modo a verificarem se cumprem com o dever de confinamento.
Porque o seu direito à privacidade é igual ao direito de milhares à sua integridade física e à sua vida.
A Valentina é outro. O direito de um pai em ter a guarda partilhada da filha, é igual ou superior ao bem estar da criança.
O pai que caga para a criança durante 8 anos e depois se lembra que quer a guarda partilhada para poder usufruir de mais uns euros de abono e de rendimento mínimo.
Pois esse direito de pai é superior ao interesse da criança, ao ponto de ninguém querer saber quais as verdadeiras razões para exigir a guarda, nem se tem condições de habitação, pelos vistos a criança dormia numa sala, nem se acompanhava devidamente a filha na escola.
País que não define hierarquias sobre direitos constitucionais é um país cego e que não quer ver que 2020 não é 1975.
País que tem um problema crónico com a violência doméstica, mas que não permite escutas telefónicas na investigação desses processos, porque o direito à privacidade está ao nível do direito à integridade física.
País que não define como maus tratos o impedimento de uma criança frequentar a escola, com casos múltiplos na comunidade cigana ou romena.
País que permite o incumprimento da lei, sob a desculpa da liberdade de expressão e de tradições e que ao mesmo tempo fomenta o não cumprimento da igualdade, pois exige o cumprimento de regras a certos cidadãos, não exigindo a outros com a desculpa do direito às tradições.
País que não permite a videovigilancia nas cidades com epicentros de crime, pois o direito à privacidade vale tanto como o meu direto à propriedade, ou à vida. Eu posso ser assaltado, o criminoso é que não pode ser filmado.
País que a viver uma pandemia, não consegue obrigar um cidadão com suspeita de infeção a ser testado, como acontece com várias pessoas, que se recusam a fazer o teste, alegando o seu direito à privacidade, que pelos vistos vale tanto como a saúde ou a vida dos seus vizinhos, ou colegas de trabalho.
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De Fernando Gomes a 19.05.2020 às 14:34

É de facto um país de criminosos, para criminosos.
Conto outra que tive a infelicidade de ter conhecimento à uns dias.
Pelos vistos na minha casa ou minha empresa não posso ter um alarme silencioso.
Fui vítima de vários roubos na minha empresa e verificando que o alarme instalado não servia para nada, tentei instalar um alarme silencioso.
Não posso. Constitucionalmente não posso ter esse alarme, porque alegam ser uma forma de facilitar o crime, não dando ao criminoso a possibilidade de desistir de o praticar. Que palhaçada.
Nem tão pouco posso pedir para o ligar diretamente à esquadra de polícia, tenho de o ligar ao meu tlm e a uma empresa de segurança, que por sua vez liga à polícia.
O objetivo não é apanhar ladrões, é o contrário. E com isto fica lesado o contribuinte honesto, ganham as seguradoras, as empresas de segurança etc e tal.
Nem sequer posso colocar câmaras escondidas, tenho de colocar um placard em local bem visível a avisar que há câmaras.
Não é de admirar que não haja um preso estrangeiro a pedir para cumprir a pena no seu país e existem centenas de presos portugueses lá fora a pedir para virem cumprir aqui, nas nossas colonias de férias com direito a saídas precárias e condicionais ao fim de meia dúzia de anos.
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De Anónimo a 19.05.2020 às 13:25

Concordo
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De Antonio Vaz a 19.05.2020 às 23:43

- «Quanto vale a vida de uma criança?»
O mesmo que vale a vida dos seus pais e avós... e etc...
- «Quanto vale a palavra de uma criança?»
A que, para já, lhe possa ser atribuída como válida...

Compreendo a ingenuidade de querer "pintar" as crianças como anjos ingénuos mas na realidade, muitos deles até poderiam ser pintados com diabos
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De Cristina Torrão a 20.05.2020 às 14:48

Claro que a vida de uma criança vale o mesmo que a vida dos pais e avós e etc. Só que há uma grande diferença entre uma criança e um adulto: este pode defender-se sozinho, a criança não. A criança depende totalmente dos adultos encarregados da sua educação, não pode sair de casa, ou mudar de vida, se for maltratada. Nem sequer pode ir beber um copo sozinha, para desanuviar. Se ainda não reparou, uma condição destas apresta-se a muitos abusos por parte de adultos cobardes.

Sim, há crianças que são verdadeiros diabinhos. Mas vou-lhe dizer outra coisa que, pelos vistos, não sabe: uma criança espelha o que se passa dentro de sua casa.

Afinal, quem é aqui ingénuo?
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De o cunhado do acutilante a 20.05.2020 às 17:14

Isso mesmo, Cristina. Não há nada de tão verdade.
Os filhos, todos os filhos independentemente dos seus próprios caracteres e personalidades, espelham sempre nas suas acções enquanto crianças e quando adultos, o reflexo do comportamento dos pais.
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De Antonio Vaz a 21.05.2020 às 00:44

Cara Cristina Torrão, limitei-me a responder, “tout court”, às questões que colocou no seu “post”… e confesso que até nem nunca me passou pela cabeça que elas exigissem todo esse rol de “grandes diferenças” de que, acredite-me, V. até nem é a mais conhecedora delas…
Aparentemente, o seu “post” foi escrito em código para alguns dos habituais iniciados deste blogue – o que não é o meu caso e posteriormente, pelos comentários de alguns deles, até me apercebi-que ele se referia a um qualquer caso de justiça que tinha ocorrido em Portugal. Não faço ideia de que caso se trata e, mesmo que até o fizesse, não é costume meu comentar casos que não conheço pessoalmente. A única vez que o meu nome apareceu num jornal do território onde vivi 38 anos, foi para me dar como um criminoso que se encontrava escondido no exterior e que tinha defraudado a administração local…
Quando me referi ao facto de que muitos desses “anjos ingénuos” «até poderiam ser pintados com(o) diabos» não só apenas me referia aos seus que «uma criança espelha o que se passa dentro de sua casa» mas até a muito mais do que isso: há crianças que matam outras crianças e até pertencem a núcleos familiares ditos “normais” ou “estáveis” para já não falar dos que se tornam em guerrilheiros… ou até das muitas crianças que, por exemplo, logo a seguir à independência de Angola, eu vi tornarem-se em verdadeiros diabos mesmo apesar de pertencerem a famílias ditas “normais”. Infelizmente tenho um caso desses na minha família.
Como lhe disse, apenas abordei o seu “post” como matéria abstracta. Por mera curiosidade, também lhe devo dizer que na mesma noite em que o fiz, alguém até me enviou um “post” em que a sua autora advogava para os criminosos que matam crianças, pedófilos e sei lá mais o quê («Para assassinos de crianças, violadores e pedófilos. Tão simples!») a pena de empalação. Foi aí que me apercebi que algo até tinha acontecido… evidentemente, até me escuso a comentar um “post” que advogue a pena de empalação
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De Cristina Torrão a 21.05.2020 às 15:54

O meu post não foi escrito em código para ninguém, cada um interpreta à sua maneira, como é costume com os pensamentos da semana aqui publicados.

Também não se refere a um caso único. É verdade que esse caso recente serviu de inspiração, mas apenas isso.

As expressões "famílias normais ou "famílias estáveis" nada dizem. Quem sabe o que se passa dentro de quatro paredes?

Apesar de abominar certos crimes, sou contra a tortura e a pena de morte.

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