Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Pensamento da semana

por Sérgio de Almeida Correia, em 01.03.20

Agarro em meia-dúzia de jornais e revistas nacionais. Leio os títulos, depois percorro a actualidade política, um ou outro artigo de opinião, e paro. As desgraças são as habituais, as preocupações as corriqueiras. A globalização da desgraça é, há muito, um fenómeno quotidiano. O COVID-19 está aí para prová-lo. Por aqui nada de novo. Todavia, há algo mais que me faz reflectir.

Três tipos resolveram andar a 300 km/hora, colocam em risco a sua própria vida e a de todos os outros que circulam pelas mesmas vias, fazem um vídeo para mostrar o feito, e acabam em pacote de plástico. No dia seguinte fazem-lhes uma homenagem, interrompendo a circulação numa das artérias mais movimentadas de Lisboa com a compreensão da polícia.

Na Assembleia da República, de um momento para o outro e sem que tal constasse do contrato eleitoral, os deputados do PS e de mais alguns partidos aprovam cinco projectos de lei visando a despenalização da eutanásia. Sou sensível à questão. Tenho visto muita gente sujeita a um sofrimento absolutamente insuportável, gente cuja situação não se resolve com cuidados paliativos, cuidados que para algumas instituições não são mais do que uma forma de aumentarem os seus proveitos económicos, como já tive ocasião de infelizmente testemunhar. Não tenho uma posição definitiva, tenho muitas dúvidas e não sou insensível nem ao sofrimento nem ao direito de escolha. A questão, concedo, era suficientemente melindrosa, de um ponto de vista médico, ético e moral para ter suscitado um debate atempado, informado e distanciado. Mais a mais tendo merecido pareceres em sentido contrário da Ordem dos Médicos e do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.

Um ministro, confrontado com a rejeição dos seus planos por parte de alguns dos interessados que a lei obriga a levar em consideração, do alto da sua cátedra diz que o problema se resolve mudando a lei. Isto é, acomodando a lei à sua vontade, esquecendo que esta deve ser geral e abstracta, e não para regular casos específicos.

Um ex-primeiro-ministro é convidado para apresentar um livro. Na presença do autor que o convidou revela que o convidante não tinha sido a sua primeira escolha para comissário europeu. Tirando a óbvia deselegância, desqualificou o autor perante a plateia.

Não vale a pena continuar.

A lucidez de Vasco Pulido Valente já cá não está para comentar estes dias que vamos vivendo. Como também não estão o Víctor Cunha Rego e o Manuel António Pina. Para desgraça nossa foram poupados.

O que, apesar de tudo, não me inibe de continuar a olhar para tudo isto que se passa entre nós (vós), e tudo o mais que se vai passando noutras latitudes, com um sentimento de estupefacção.

Há muito que saímos da sociedade do risco de Beck. A globalização da miséria e da desgraça são hoje uma constante para a qual parece não haver organização possível.

Mas o que mais me aflige, confesso, é a forma como a estupidez se globaliza. Olhando para nós, aparentemente sem solução, é caso para dizer que a estupidez já comanda a vida.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.


49 comentários

Sem imagem de perfil

De Vento a 23.02.2020 às 14:21

Antes de mais gostaria de dizer que, com os casos que se registam na Europa com o Covid19, a ministra da agricultura certamente entenderá esta progressão do bicho como uma ajuda à liberalização das exportações portuguesas. Claro que o bichinho vem ao encontro do neoliberalismo plenipotenciário que o PS de Costa regista e que as Catarinas, Mortáguas e outros mais adoram. Não há nada como saber que alguém gosta do poder para poder fazer o que se deseja.

Em minha opinião, a discussão do tema eutanásia 15 dias após a aprovação do OE é indicativo claro que a ânsia de poder resolve-se com o esmagamento da estrutura social e dos claros e inequívocos valores que a suportam.

Nesta matéria, eutanásia, ainda a procissão vai no adro. Quero ver o que dirá o PR sobre a Constituição da República e também o TC.
Sem imagem de perfil

De O sacerdote comediante a 23.02.2020 às 15:32

Sobre o covid19, preocupa-me a idéia de impreparação do serviço de saúde para lidar com o problema, caso este surja no nosso território... se calhar até corre tudo bem, mas a idéia que passa não é essa e vivemos com o coração nas mãos.
Sobre os aceleras que faleceram, antes de mais lamentar a perda de vidas humanas, depois voltar a fazer as mesmas questões de anos anteriores... será que a política de prevenção rodoviária é eficaz? Será que as consequências são suficientes para quem negligencia a sua vida e a dos outros? Não, não é. E não é porque a ansr é a maior anedota de todas. Vivemos num país onde só dói quando vai ao bolso... e quando não pagar multas não traz consequências, está tudo dito. Temos o estado através da autoridade tributária a cobrar scuts para empresas privadas, com recurso a cobrança coerciva, mas ao mesmo tempo, o mesmo estado não cobra coercivamente multas de trânsito... estas não são pagas, prescrevem e não existem penhoras de ordenados, nem bens, nem retenção de devolução de irs.... o estado age como um autêntico homem do fraque para as ascendi, brisas e outras... que maravilha de negócio para estas empresas, pois têm o estado a fazer a cobrança gratuitamente e eficazmente e nem um tostão gastam em processos cíveis, como qualquer outra empresa, de qualquer outro ramo.
Sobre a eutanásia, fica patente que a despenalização foi um alívio para o governo. Não se vê obrigado a investir na saúde e consegue vender o orçamento de estado... sim, porque isto foi uma compra. Não estava no programa do ps, mas passa a proposta do ps, sem referendo, apenas para retribuir a mãozinha da esquerda caviar irresponsável e pejada de putos mimados armados em rebeldes, sem qualquer bagagem cultural, intelectual, ou de experiência de vida.
Enfim...
Sem imagem de perfil

De V. a 23.02.2020 às 16:38

Também não tenho opinião definitiva sobre a eutanásia. Não me oponho à ideia de um ponto de vista casuístico e pessoal — numa relação de confiança entre uma pessoa e o seu médico. Mas oponho-me à ideia da intromissão do Estado nestas questões e sobretudo oponho-me frontalmente à ideia de que trezentos e tal indivíduos que não têm coragem de vincular os seus próprios partidos a uma decisão sobre a Eutanásia (porque nem sequer estava inscrita no programa eleitoral do partido que ganhou as eleições e alguns dos outros grupos de parlamentares) poderem decidir uma coisa destas debaixo de um princípio de "consciência pessoal" na sua torre de marfim. É um precedente terrível ter medo de referendar um assunto destes e limitá-lo a estratégias parlamentares. sobretudo o PAN mas também o BE revelam a cada dia que passa a sua natureza e desígnios facciosos, arrogantes e fascistas.

Devolvam ao povo a decisão. Façam um referendo. Provavelmente eu não iria votar por não estar 100% certo da minhas opiniões sobre este assunto, mas como toda a gente (acredito) aceitaria pacificamente o resultado que saísse de uma consulta universal vinculativa.
Sem imagem de perfil

De Zeca D. a 23.02.2020 às 19:56

"Também não tenho opinião definitiva sobre a eutanásia."
Eu tenho. Não é conveniente que o Estado se intrometa demasiado na nossa vida privada. Logo o Estado não pode impor o sofrimento a quem deseja abreviá-lo. E deve respeitar quem prefere sofrer. Logo a proibição da Eutanásia é indesejável. Ela não pode ser proibida a quem a quer. Nem pode ser imposta a quem não a quer. Concluo que a Lei que tudo indica vai ser aprovada é uma coisa boa.
(Nota: o argumento de que o Estado não se deve intrometer tem sido, erradamente, usado ao contrário)
Sem imagem de perfil

De Vento a 24.02.2020 às 10:04

Creio que não entendeu a substância da matéria. O estado não pode decidir sobre quem deve viver ou morrer, e tampouco se deve tornar como agente corrupto e disruptivo, que tem sido, dos valores substantivos de uma sociedade.
Se existe direito universalmente consensual é o direito à Vida.
Assim, a estrutura social, antropológica, moral, ética e legal legislou e legisla em favor da Vida, que é um código natural.
Portanto, ninguém pode exigir que outros POR SI, por suas dores, caprichos, demências, senilidades, depressões, solidão, isolamento, o que quer que seja, se transformem em veículo de alteração ou adulteração dos princípios e códigos naturalmente assimilados.

Não quer viver ou não suporta viver, mate-se. O que não pode acontecer é que outros se transformem em criminosos para satisfazer este tipo de pedidos.
Até uma criança entende isto.
Sem imagem de perfil

De o cunhado do acutilante a 24.02.2020 às 18:48

Acho que não compreendeu melhor.
"Se existe direito universalmente consensual é o direito à Vida.
Assim, a estrutura social, antropológica, moral, ética e legal legislou e legisla em favor da Vida, que é um código natural."

Todo "código natural" se esbate quando confrontado com o pedido expresso do interessado quando a pretere, - vida, - a favor da dignidade.
Isto porque há certas pessoas, onde me incluo, que preterem a vegetabilidade a favor da dignidade. Incomparavelmente.
Toda a vida só tem um propósito: servir os outros.
Não me vejo de grande utilidade como um vegetal a depender de um batimento cardíaco artificial.
Assim, façam o favor de pôr termo ao meu sofrimento e restituam-me a dignidade que sempre me norteou.
E como eu há milhares, milhões.
Sem imagem de perfil

De Vento a 25.02.2020 às 15:57

Mate-se, meu caro, quando entender que isso lhe seja oportuno. É mentira o que você diz sobre a sustentação artificial da vida. A distanásia não faz parte de qualquer método científico e terapêutico. Isso são balelas e cantadas para engonhar. Suporte à vida é outra coisa, é melhorar a qualidade e aliviar o sofrimento.
O direito a morrer é uma aberração, porquanto a morte está garantida. Neste sentido, é sobre a Vida que se legisla, contra as arbitrariedades e contra o poder que se exerce nesta condição.
Portanto o que você na sua erudita exposição pretende dizer é: direito a matar-me. Mas este direito ninguém o possui e tampouco você o possui para exigir isso de outros. Faça-o por si.
Sem imagem de perfil

De o cunhado do acutilante a 26.02.2020 às 11:25

Bem; se me chama mentiroso é porque se outorga de verdadeiro. Nada que me espante por aí além.
Há duas qualidades de verdade, a nossa e a dos outros.
Sendo que a nossa é sempre sincera, imparcial, honesta e verdadeira mais transparente que o cristal da madrasta da Branca de Neve, e a dos outros, pois sim! vá-se lá a gente fiar como se comprova pelas mentiras que debito.
Acho que aqui não se justificam polémicas. Entre nós, obviamente.
Também o direito à igualdade entre os homens está garantido, assim o decretaram, e creio que sabe muito bem para que lado se inclina a justiça.
Depois não lhe chamo mentiroso, mas apenas menos verdadeiro quando diz:
"Portanto o que você na sua erudita exposição pretende dizer é: direito a matar-me. Mas este direito ninguém o possui e tampouco você o possui para exigir isso de outros."
Não exijo isso a ninguém, nunca o afirmei, incentivei ou tão-pouco o dei a entender. Limito-me a respeitar o direito à opção de vida e morte de cada um.
Sem imagem de perfil

De Vento a 26.02.2020 às 20:53

Eu limito-me a dizer que é mentira essa afirmação, pois a distanásia não é usada.
Se tiver elementos que se contraponham a esta afirmação, então, avance.

Quanto à matéria em questão, creio que não entendeu, o ponto é o seguinte: ninguém se pode arvorar no direito de conduzir outros à prática de uma situação que é crime. Assim, não há direito a morrer, porque a morte está garantida por natureza, e tampouco a pedir que outros colaborem num crime.

Porém cada um por si pode fazer o que quiser de sua vida, até mesmo matar-se. Não se pode subverter princípios em nome de um direito que não existe e não assiste. Eutanásia exige a intervenção de terceiros para acabar com a vida de outro.
Sem imagem de perfil

De o cunhado do acutilante a 27.02.2020 às 12:04

Claro que não entendi. Nem eu nem ninguém aqui entende nada, como sistematicamente faz o favor de mimosear todos que consigo discutam. Entendimento é privilégio seu, exclusivo e único.
Assim, de que adianta prolongar uma discussão se de um lado está um ser comprovadamente tapado e do outro o expoente máximo do discernimento, se nunca a luz iluminará o caminho do primeiro.
Azar meu felicidade sua ter sido expedito e chegar-se à frente quando Deus andava a espalhar a inteligência pelo mundo e tê-la absorvido toda.
De resto, só pelo espectáculo? Não, muito obrigado. Palco não é minha cena.
Sem imagem de perfil

De Vento a 27.02.2020 às 16:55

Lá vem o meu caro com Deus e o espalhar da inteligência. Para que sua alminha compreenda isto de ser um ser divinal, como eu, é necessário usar algo figurativo.
Aqui vai, por favor, segure-se: Sabe por que razão o leão é o rei da selva? Eu digo-lhe: porque baixa a cabeça quando tem sede para beber água.

O meu caro se quiser a inteligência que lhe falta, pois acredito piamente no que você afirma, tem de saber baixar a cabeça para beber da fonte que o sacia, da Sabedoria, ao invés de vir com catequeses e fazer desafios sem estar preparado.
Humildade é uma palavra que deriva de húmus - in terris. Se quiser o sopro da Sabedoria nesse "barro" que o compõe, para que viva, seja isso mesmo: barro. Vai ver que Deus não lhe falta com o que tanto reclama.

Uma vez que estamos esclarecidos sobre dignidade, até uma próxima oportunidade.
Eu já sou um ser divino. Isto é comentário para salvar sua alminha.
Sem imagem de perfil

De o cunhado do acutilante a 24.02.2020 às 19:06

Quanto aos três que se passaram para o outro lado, só tenho uma coisa a dizer:
Quem morre por gosto não se lhe reza por alma.
Dêem agora um nome novo à rua, ou avenida, ou picada que de Lisboa pouco conheço.
Até proponho. Avenida dos destemidos que acenderam um fósforo para ver se o barril tinha gasolina... e tinha!
Sem imagem de perfil

De Vento a 25.02.2020 às 16:12

Uma vez que tanto escreve sobre dignidade, e já que quer um passo de tango, pois o tango dança-se a dois, elucide-me sobre seu conceito de dignidade. Dignidade, exposto como expõe, soa a leviandade e retira o carácter que o sentido expressa.
Vamos lá ao papo que há muito busca.
Sem imagem de perfil

De o cunhado do acutilante a 26.02.2020 às 11:38

Isso posso; elucidá-lo sobre o meu conceito do significado de dignidade. Se fosse o dos outros é que seria um pouco mais difícil, ou mesmo impossível.
Então cá vai.
É o estado emocional que me permite caminhar sem necessidade de mudar de passeio, e que me permite dormir descansado sem as acusações de uma consciência pesada, ou pelo menos não muito leve.
Espero ter-lhe sido agradável.
Sem imagem de perfil

De Vento a 26.02.2020 às 21:05

Isso é tom de quem não percebe o que é a dignidade. Dignidade não é um estado emocional: é uma consequência da razão que só o ser humano dispõe. E ao escrever-se sobre dignidade é compreender que a mesma é um atributo comum e que permita a destrinça entre o bem e o mal.
Portanto, evocar-se a dignidade para avocar a eutanásia como direito próprio, contrariando as premissas já anteriormente referidas, acaba-se num acto meramente caprichoso, que esquece o sentido de dignidade comum, que se sobrepõe ou esmaga ao sentido dos demais. Isto é viver em sociedade, numa sociedade de homens (humanos)
Portanto, dignidade existe, sim, se essa dignidade, na matéria em apreço, não depender do exercício de terceiros que se constituem em uma comunidade de valores, e vertem esses mesmos valores em cartas e constituições.
Sem imagem de perfil

De o cunhado do acutilante a 27.02.2020 às 12:41

Impressionante como inicia, sempre e em todas as ocasiões, trate-se de quais temas forem com: não entende, não entendeu, não abrangeu, não chegou lá, não compreendeu, e por aí adiante.
Então não era mais fácil e de incomparável menor esforço intelectual para si cingir-se a uma elucidativo: ó burro! ouve-me! estou aqui! abre a mente e alarga os teus horizontes.

( dedicado a entes superiores)

Quem és tu,
estranha criatura,
Que irradias tamanha iluminação.
Serás tu, porventura.
O Anjo da salvação?

Dobra o teu orgulho, meu filho.
Por cima de ti está Ela.
Nunca terminarás teu trilho,
A mesma Foice pelos outros te nivela.

Sem imagem de perfil

De Vento a 27.02.2020 às 16:45

Pois é, meu caro. Já tinha compreendido que você é um moralista a querer revestir-se de roupagens avançadas.
Na realidade não compreendeu nada de nada do que você mesmo pretendia escrever e desafiar-me a corresponder-lhe.
A vida é isto mesmo, quando alguém pensa que tosquia sai tosquiado.

Se isto é orgulho meu, bendito orgulho.

O poema não se encaixa bem no meu perfil: não só sou um ser superior como também um ser divinal. Ser superior e divinal se tivesse orgulho não se baixaria para salvar uma alminha. Foi isso que fiz com o meu caro.
Sem imagem de perfil

De o cunhado do acutilante a 28.02.2020 às 09:49

Seja!
Ao bêbedo e ao tolinho dou-lhe todo o caminho.
Sem imagem de perfil

De Vento a 28.02.2020 às 12:43

Muito agradecido.

Não só vinho, mas nele o olvido, deito
Na taça: serei ledo, porque a dita
É ignara. Quem, lembrando
Ou prevendo, sorrira?
Dos brutos, não a vida, senão a alma,
Consigamos, pensando; recolhidos
No impalpável destino
Que não espera nem lembra.
Com mão mortal elevo à mortal boca
Em frágil taça o passageiro vinho,
Baços os olhos feitos
Para deixar de ver.

Odes de Ricardo Reis. Fernando Pessoa.
Sem imagem de perfil

De marina a 26.02.2020 às 22:52

que bem que argumenta. e escreve obrigada , cunhado.
Sem imagem de perfil

De o cunhado do acutilante a 27.02.2020 às 17:45

Obrigado, marina.
Nada que requeira grande transpiração. Isto são só blogues. Ou pelo menos deveriam ser. :)
Continuação de um excelente fim-de-tarde.
Sem imagem de perfil

De Tiro ao Alvo a 23.02.2020 às 20:40

VVivemos tempos complicados: parece que está tudo anestesiado, parece que o egoísmo domina todos, parece que vivemos num mundo enlouquecido.
Isto não pode acabar bem. Oxalá eu esteja errado.
Perfil Facebook

De Oscar Maximo a 25.02.2020 às 10:31

Claro que a globalização, multiculturalismo, excesso de população, super-metrópolis, não pode acabar bem.
Sem imagem de perfil

De xico a 23.02.2020 às 23:50

"biblicamente estúpidos" (VPV)
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 24.02.2020 às 00:51

"A globalização da miséria e da desgraça"

Foi em 2019 que pela primeira vez a maioria das pessoas na planeta deixaram de ser pobres ou em risco de o serem.

Claro que não abriu telejornais nem fez capas dos nossos jornais de cultura Marxista.

lucklucky
Sem imagem de perfil

De Isabel s a 25.02.2020 às 02:18

Não podia ser explicado. Porque quem tem pago a redistribuição pelas populações mais pobres do globo têm sido as classes médias ocidentais que, há mais de duas décadas, veem o seu poder de compra diminuir. Os ultra-ricos estão cada vez mais ricos e os extra ricos também..
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 01.03.2020 às 19:03

Errado. Há milhões de novos clientes de produtos ocidentais são exportados para as novas classes médias da China, India e Ásia em geral

O que se passa é que no Ocidente é que enquanto o Capitalismo torna as coisas mais baratas o Estado torna tudo muito mais caro, pois não pára de crescer.

Há 40 anos um aspirador custava um ordenado hoje é 1/10. Uma licença camarária passou de um parte de um ordenado para quase um ordenado. Além da quantidade de licenças necessárias para tudo e por nada.

Claro que isto também é censurado pelo Jornalismo Marxista.

lucklucky
Sem imagem de perfil

De Isabel s a 03.03.2020 às 11:24

Não está errado, não. É só estudar as estatísticas internacionais ou as últimas publicadas por Piketty
Sem imagem de perfil

De Isabel s a 03.03.2020 às 11:33

A transferência de rendimentos operou-se atraves da livre circulação de capitais que passou a produzir mais onde os custos são mais baratos. Resultado: mais desemprego no ocidente e estagnação dos rendimentos ( a preços constantes, claro ). Nos países mais pobres com mão de obra mais barata passou a haver mais emprego, com salários baixos pelos nossos padrões ( por isso o investimento foi para lá ) mas melhores que zero ou $1 por dia como acontecia há 20/25 anos.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 02.03.2020 às 01:44

Então, as matérias primas tinham que dar algum proveito aos seus donos.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 24.02.2020 às 09:30

diz que o problema se resolve mudando a lei [...] esquecendo que esta deve ser geral e abstracta, e não para regular casos específicos

Acontece que

(1) A lei que se pretende modificar é, ela própria, tanto quanto percebo, uma lei que somente regula casos específicos, viz. o caso da construção do novo aeroporto de Lisboa. É uma lei que foi feita somente para esse caso específico.

(2) A lei é bastante parva, pois dá a municípios individuais o poder de veto sobre uma infraestrutra de interesse nacional. Modificá-la é portanto perfeitamente racional e justificável.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 24.02.2020 às 09:35

de um momento para o outro e sem que tal constasse do contrato eleitoral, os deputados do PS e de mais alguns partidos aprovam [...] a despenalização da eutanásia

Podia não constar do contrato eleitoral, mas já tinha acontecido na legislatura anterior (a discussão de projetos de lei sobre o tema), e era sabido que voltaria a ocorrer.

Não consta do contrato eleitoral porque há e houve liberdade de voto. Ou seja, não se tratava de um compromisso eleitoral do PS. Tratou-se somente de projetos de lei que alguns deputados apresentaram e sobre os quais os outros deputados tinham, necessariamente, que se pronunciar - aprovando ou rejeitando. Os deputados do PS e do PSD, dentro das suas liberdades, uns aprovaram e outros rejeitaram. É esse o papel, sempre, dos deputados - votarem. Os deputados não se podem dar a liberdade de não decidir. "E não sejas pusilânime quando tiveres que julgar", diz o livro de Eclesiastes.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 24.02.2020 às 11:19

Acresce que, se os deputados do PS e do PSD tivessem interpretado a regra de que "se não está no nosso contrato eleitoral, então não fazemos nada", ter-se-iam abstido sobre os projetos de lei, e estes teriam sido aprovados na mesma. O voto dos deputados do PS e do PSD foi, de facto, imaterial para a aprovação dos projetos.
Sem imagem de perfil

De V. a 24.02.2020 às 23:17

O Eclesiastes deve dizer ter de e não ter que. Ter que é nos cartazes do Bloco.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 26.02.2020 às 17:32

Depende da tradução do Eclesiastes.
Como se sabe, a tradução de livros santos escritos há milhares de anos em línguas que atualmente já não são faladas (ou então são-no em versões modernas, não necessariamente muito próximas das de há milhares de anos) é algo de muito problemático.
Eu nunca li o Eclesiastes, portanto nem sei ao certo se a frase que citei se encontra lá. Só vi essa frase citada noutro livro, há já dezenas de anos, e fixei-a porque a achei muito correta. Se a frase não coincidir com o que está no Eclesiastes, lamento, mas isso não lhe tira (à frase) a correção.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 24.02.2020 às 09:39

Mais a mais tendo merecido pareceres em sentido contrário da Ordem dos Médicos e do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.

Esses pareceres devem ser desconsiderados. Não valem o papel em que estão escritos. Foram elaborados por meia dúzia de pessoas (enfeudadas à doutrina católica) que não representam a sociedade portuguesa nem devem ter qualquer autoridade sobre ela. Os deputados, que são 230, é que a representam e têm autoridade. Não podemos permitir que meia dúzia de gajos, enquistados nas suas cátedras, e que não foram votados pelo povo, tenham poder sobre nós.
Sem imagem de perfil

De Justiniano a 26.02.2020 às 13:59

F...se! Este comentário não é apenas fruto de uma mente entorpecida e imbecilizada por uma dieta à base de grogue de repolho!! Não, não pode ser! Há-de, certamente, haver outra forma de o explicar!!
Que Deus tenha piedade de nós!
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 26.02.2020 às 17:38

Não se irrite. O problema principal desses pareceres, como se refere no meu comentário, não é o facto de os seus autores estarem enfeudados à doutrina católica. O problema principal é que esses autores não têm qualquer autoridade neles investida para mandarem em nós, para fazerem as leis pelas quais o país se rege. Quem faz as leis são os deputados da Assembleia da República, que foram eleitos pelo povo para esse fim; não são os membros da direção da Ordem dos Médicos nem do Conselho de Ética, os quais não foram eleitos pelo povo. A opinião desses indivíduos, que aliás não coincide nem com a opinião de muitos médicos nem com a opinião de muitos estudiosos da ética, não pode ser lei no nosso país. Vivemos numa democracia, não num Estado Corporativo... nem numa teocracia.
Imagem de perfil

De Vorph Valknut a 24.02.2020 às 23:12

Este pensamento é quase um comentário. Cabe-nos enforma-lo num pensamento. Abraço, Sérgio
Sem imagem de perfil

De Justiniano a 26.02.2020 às 14:08

Foi o némesis em resposta à húbris ali, acima, do pensamento, comentário, pulsão, balda, do Lavoura! Cada vez mais acho que a chamada dos cavaleiros do apocalipse, da criação pela ira divina, da separação do trigo do joio, há-de, de alguma forma, ter que ver com o Lavoura!! Não sei, mas desconfio!!

Comentar post


Pág. 1/2



O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D