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Pensamento da semana

por João Campos, em 16.02.20

Não deixa de ser curioso que para tanta gente que proclama ser "pró-vida" tudo o que acontece desde o momento em que se nasce até aos instantes que antecedem a morte - e que é, para todos os efeitos, a vida - pareça absolutamente irrelevante.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.


60 comentários

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De Vento a 10.02.2020 às 11:12

É uma boa reflexão para um momento em que mais uma vez se discute a legalização do homicídio, a que dão o nome de eutanásia.

O que se torna irrelevante entre a gestação e a morte, que é mais um momento da vida, é que se dê relevo à morte para justificar a vida que se tem.

A eutanásia não tira o sofrimento, tira a vida. O que tira o sofrimento são as técnicas científicas que devem continuar a ser desenvolvidas para o minimizar e, se possível, melhorar a vida.

O sofrimento é uma componente da vida. Isentar a vida do sofrimento nada mais é que um acto de cobardia e impreparação para a viver. Não se faz aqui a apologia do sofrimento, mas a necessidade de enfrentar o sentido do próprio sofrimento e não só numa mera perspectiva física.

Tem sido a constatação e a vivência do sofrimento que tem feito progredir a humanidade nas vertentes sociais e científicas. E em nenhuma situação da história se encarou como progresso tirar a vida, mas, isto sim, retirar ou minimizar o sofrimento. Sempre que um homem sofre, estando atento, melhor constatará os efeitos sofrimento na vida do outro, do próximo ou do semelhante. É isto que no sentido cristão se designa por sofrimento regenerador; aquele que nos abre à universalidade e nos leva a acolher sem patetices e discursos doloristas e até mesmo coloristas o fraco e o sofredor. Em sentido mais científico, e como consequência da fenomenologia, designa-se este fenómeno por Empatia.

A governação actual, light, inculta e disruptiva, procura a legitimação do assassinato ou do homicídio, como também é o caso do aborto, com base no poder, isto é, mata-se porque se pode e se é livre para o fazer. Em toda a linha inverte o sentido do progresso, da antropologia e da própria responsabilidade e sentido da liberdade.

Não estando tudo dito, e como conclusão, o que se pretende discutir na assembleia nada mais é que a tentativa de um outro golpe social à revelia do parecer, e do dever de consultar, a sociedade.
Os cidadãos e a estrutura antropológica que os suporta transformaram-se em meras cobaias de apetites ditos progressistas.

Tira-se também o sofrimento quando se permitir que as famílias possam ter condições para se aquecer no inverno; Tira-se o sofrimento se se obrigar a que as empresas camarárias, e não só, que vendem a água que se usa em casa possam criar mecanismos que permitam os mais necessitados de fazer uso desse bem; Tira-se o sofrimento quando se regular a nova lei de arrendamento urbano, devolvendo direitos inalienáveis de habitação a todos, e contrariar-se a especulação imobiliária que os partidos extremistas de esquerda, onde se inclui o PS, também estão a promover; Tira-se o sofrimento quando os partidos extremistas que pretendem legislar sobre a eutanásia tiverem tomates para, à semelhança do Reino Unido, enfrentar os seus patrões de Bruxelas e preocuparem-se, isto sim, com a vida de seus cidadãos e não como os querem assassinar;
Tira-se o sofrimento quando se compreender que o SNS foi feito para os cidadãos e não para corporações que deste se alimentam e colocam no corredor da morte todos aqueles a quem deviam salvar. Oferece-se a uns o corredor da morte para pagar juros e dividas a agiotas e especuladores que tiveram a cobertura e beneplácito de governos. Isto também é tira o sofrimento da vida das pessoas.

Abaixo a hipocrisia! Abaixo o abortismo! Abaixo a eutanásia! Abaixo as quotas! Abaixo a extrema esquerda que governa Portugal! Abaixo a designação de casamento entre parelhas, pois este termo sempre esteve associado a casais (macho e fêmea) e não a pares! Abaixo as teorias de género, pois o que define o género são os cromossomas!
Algum cientista quer contrariar estas afirmações?

E tudo isto, e mais o que não vai dito, não é nada irrelevante.
Relevante é atribuir aos cidadãos a capacidade de decidir sobre matérias que fazem parte do senso comum e não só da agenda de alguns.

A extrema esquerda portuguesa continua com a sua agenda de diversão, para levar o olhar dos cidadãos para outras áreas; e, assim, poder disfarçar sua incompetência governativa.
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De Álvaro a 10.02.2020 às 12:51

"A eutanásia não tira o sofrimento," Muito Original. Nunca tinha ouvido. Explique lá.
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De o cunhado do acutilante a 10.02.2020 às 15:15

Também me surpreendeu. Sobremaneira!
E eu a julgar que era precisamente o contrário.
Enfim: o que por aqui não se aprende.
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De João Espinho a 10.02.2020 às 15:21

Essa também me feriu os neurónios. Enfim.
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De Vento a 10.02.2020 às 15:23

Você é que tem de explicar, Álvaro. Avance com consistência para ter resposta consistente. No geral, está postado o pensamento. Avance para matérias substantivas.
A eutanásia não tira o sofrimento, tira a vida.
Explique você a sua interpretação.

Aos demais não vale a pena responder, pois seria passar ao lado da questão.
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De o cunhado do acutilante a 10.02.2020 às 18:07

Ah! sim! aos demais não vale a pena responder, seria passar, ...não! nada de diplomacia e vai-se mesmo para os factos, e assim; são demasiado burros para compreenderem.
Que quer? Pela minha parte declaro-me totalmente inocente do flagelo da asnice humana. Bem tentei apanhar alguma inteligência quando Deus a andava a espalhar pelo mundo, mas não fui lesto e outros, onde comprovadamente o caro Vento se inclui, chegaram-se à frente e absorveram-na toda.
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De Vento a 10.02.2020 às 19:32

Obrigado pelo que reconhece. Afinal sempre apanhou alguma coisita dessa inteligência que diz não lhe ter tocado.
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De o cunhado do acutilante a 10.02.2020 às 19:51

Muito pouco, quase nada: tão insignificante que nem merece menção.
Vai-me valendo a filantrópica dispersão intelectual do Vento para apanhar alguma coisinha de jeito, porque senão se burro nasci asno me finava.
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De Vento a 10.02.2020 às 20:10

No mínimo, também deverá ficar grato a Deus pela modéstia que lhe tocou. Fico com a ideia que apanhou o necessário dessa tal distribuição a que aludiu em outro comentário e que diz não lhe ter tocado.
Quem sou eu para o contrariar? Afinal cada um sabe de si.
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De Álvaro a 10.02.2020 às 19:53

Vou tentar responder ao desafio mas é difícil.
Vamos lá: "A eutanásia não tira o sofrimento, tira a vida." Só vejo uma explicação: tira a vida mas se o morto vai para o inferno, continua a sofrer. E não pouco. Deste modo tirou-se a vida mas não o sofrimento. Mesmo que não vá para o inferno mas tenha de fazer um estágio no Purgatório, lá está morre mas ainda sofre. Será isto?
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De Vento a 10.02.2020 às 20:03

Com alguma timidez, você explicou-se bem. Mas em matéria de inferno, peço desculpa, deixo que seja você a pronunciar-se, pois dá ares de entender da matéria.
Não tem mais saber e catequese para além disso?
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De Álvaro a 10.02.2020 às 12:54

" Isentar a vida do sofrimento nada mais é que um acto de cobardia e impreparação para a viver." Quanto mais leio mais surpreendido fico com a originalidade. Devemos condecorar os autores de violência doméstica bem como os hooligans do futebol. Não são cobardes e preparam para a vida!!!!!!
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De Anónimo a 10.02.2020 às 16:00

A frase está dentro de um contexto. Retira-la e compara-la com hooligans é pobre.

A vida está cheia de sofrimento, acho que isto é um facto.
Posso viver a vida sem sofrimento? Acho muito difícil. Mas admito que sim.

Se um velho tiver dois caminhos: um que tem um atalho para a eternidade (sem sofrimento) e outro em que sente amado pela família e/ou amigos ainda que doente e com sofrimentos; vai escolher qual?

A mim não me preocupa tanto a eutanásia em famílias relativamente estruturadas (até dou de borla o relativamente), preocupa-me aqueles que estão sozinhos e abandonados, e não são assim tão poucos. Descartados para lares ou urgências de hospital. Simplesmente abandonados. E estes, em certo ponto, quando tudo à volta falha, vão acabar por ceder.
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De marina a 10.02.2020 às 14:35

Parece o demónio a falar , homem. Quer à força prolongar a estadia da malta no inferno , ãh? ainda por cima dizem que vai aquecer bués.
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De o cunhado do acutilante a 10.02.2020 às 19:44

De facto suspeita-se, - e com razoáveis probabilidades de veracidade, - que aquilo do Inferno já não é o que era e perdeu muito da sua intensidade calórica.
Parece que atendendo aos veementes pedidos da Verde Nação, o Mefistófeles anuiu e dispensou-lhe parte.
Era para ser só um empréstimo a curto prazo, mas suspeita-se que que a coisa tem pernas para andar, de modo que não se prevê data para a funcionalidade infernal laborar em plenitude.
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De Anónimo a 10.02.2020 às 15:19

"Abaixo as teorias de género, pois o que define o género são os cromossomas!"
Li algo interessante sobre isto recentemente...

http://geekxgirls.com/article.php?ID=12697&fbclid=IwAR0g6xTG0ualgAKBopTthOSH5Cxrd13giWAgwq6LbUExZGtcxa4qdJPCb6k#.XjnPaZgXyC4.facebook
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De Vento a 10.02.2020 às 18:55


No interior do núcleo celular, o ADN, associado a proteínas específicas, forma uma substância denominada cromatina. No período que decorre entre uma e outra divisão celular, a cromatina está dispersa no interior do núcleo e, por isso, tingida com os devidos corantes, são visíveis múltiplos grânulos homogéneos; apenas nas células femininas se pode observar uma massa de cromatina condensada que se conhece como corpúsculo de Barr. Pelo contrário, quando se aproxima o momento da divisão celular, a cromatina condensa-se e constitui estruturas em forma de bastão denominadas cromossomas.
Embora haja cromossomas de diferentes tamanhos, todos têm uma forma semelhante: um pequeno bastão com um estreitamento, o centrómero, que o divide em dois braços normalmente de comprimento desigual, um mais curto e outro mais longo. No entanto, a imagem que costuma ser habitual dos cromossomas corresponde a uma fase do processo de divisão celular em que o ADN já se duplicou, momento em que se observam dois cromossomas, denominados cromatídeos, unidos no centrómero: a forma do conjunto corresponde a um X, com dois braços curtos e dois braços mais compridos.
Todas as células do organismo humano possuem 46 cromossomas, com excepção dos gâmetas, óvulos e espermatozóides, que apenas contam com metade. Tendo em consideração a sua forma e tamanho, considera-se que se trata, na realidade, de 23 pares de cromossomas homólogos, ou seja, semelhantes ou equivalentes. Em 22 destes pares de cromossomas homólogos, denominados autossomas, ambos os componentes são idênticos entre si em todos os indivíduos. Pelo contrário, os cromossomas que constituem o outro par, denominados gonossomas ou cromossomas sexuais, diferem em ambos os sexos: nas mulheres, este par é composto por dois cromossomas X, iguais entre si, enquanto que nos homens é composto por um cromossoma X e outro designado cromossoma Y.
Os óvulos e os espermatozóides apenas contam com 23 cromossomas, um de cada par, pelo que ao unir-se um gâmeta feminino e outro masculino no momento da fecundação é constituída uma célula com 23 pares de cromossomas, cuja sucessiva divisão dá lugar ao desenvolvimento de um novo ser. Mas, enquanto que nos gâmetas femininos o cromossoma sexual corresponde sempre a um cromossoma X, nos gâmetas masculinos este cromossoma sexual pode corresponder a um cromossoma X ou Y, do qual depende a determinação do sexo do novo ser: se o gâmeta masculino tiver um cromossoma X, possuirá um par de cromossomas sexuais X, enquanto que se tiver um cromossoma Y, possuirá um cromossoma X (proveniente do óvulo) e um cromossoma Y.

Deixo aqui um artigo interessante:
https://aventar.eu/2017/08/25/a-comissao-para-a-igualdade-de-genero-e-inconstitucional-e-deveria-ser-extinta/
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De o cunhado do acutilante a 11.02.2020 às 12:09

Lá em cima e aludindo a si, eu disse:
O que aqui não se aprende.
Bem por um lado, mau por outro e insuficiente no todo.
Deveria ter dito:
O que o Vento não ensina.

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De Vento a 11.02.2020 às 12:23

Já lhe tinha percebido a lentidão de raciocínio. Levou tempo a compreender. Mas não se aflija nem se lamente, você está dentro dos parâmetros: Deus dá o agasalho conforme o frio que se sente.
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De o cunhado do acutilante a 11.02.2020 às 14:18

É mesmo. Não há nada como um povo agasalhado. Até esquece o estômago..
O povo português tem de compreender que uma retórica a preceito é uma obra-de-arte.
Sem essa noção cultural, dificilmente os níveis civilizacionais e educacionais, prosperam.

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De Vento a 11.02.2020 às 21:06

Você é o exemplo desse atraso de que se queixa. O único mérito que tem é reconhecer isso mesmo.
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De Anónimo a 11.02.2020 às 08:45

Vento dou-lhe inteira razão, mas olhe que a extrema esquerda é só quem se vê, os que estão ocultos são bem piores pena que estejam ocultos.

WW
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De Anónimo a 11.02.2020 às 10:51

Ou seja, o seu extremismo é igual ao do outro lado! Assim sendo, o que faço com o meu corpo só a mim me diz respeito, tal como V.Exa. faz o que bem entender com o seu.
Eu não me meto na sua vida, logo V.Exa. agradece que não me meta na sua.
"O que tira o sofrimento são as técnicas científicas que devem continuar a ser desenvolvidas para o minimizar e, se possível, melhorar a vida." frase digna de torcionários.
M. Lopes
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De Vento a 11.02.2020 às 12:08

Meu caro M. Lopes,
Vamos seguir a lógica de seu discurso: Se você é dono do seu corpo, seria absolutamente normal que você comprasse uma arma ou o que quisesse e usasse quando entender que lhe será oportuno fazer o que quiser de seu corpo.
Usar a lei para fazer de outros jagunços ou criminosos para lhe prestarem um serviço que é crime, é uma aberração em toda a linha. A vida humana é inviolável, mas você sobre a sua tem as prerrogativas que entender oportunas desde que não faça de outros homicidas.

O que está em causa não é você fazer o que quiser de seu corpo, mas o que se pretende fazer para que outros façam o que você quer.

Da mesma forma, seguindo a sua lógica, para o aborto, dizem as mulheres avançadas, que a barriga lhes pertence. Pois bem, é verdade: a barriga é delas mas não a vida que carregam. Portanto, ainda seguindo a sua ordem de ideias que cada um faz o que quer de seu corpo, infere-se de sua lógica, como medida preventiva para o aborto, que as mulheres que o praticam se suicidem para não engravidar.
Isto é fazer o que se quer de seu corpo. Mas matar é fazer o que se quer do corpo e da vida de outro. Esta liberdade ninguém a pode ter.

Bem, eu não faço a apologia do suicídio, ofereço-lhe um exemplo para que compreenda que não tem lógica o argumento que usa para transformar outros em criminosos.
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De Anónimo a 11.02.2020 às 16:47

Que direito assiste a outro ser humano, de ditar a forma como deve ser a sua vida? Quem é que lhe disse isso? O profundo conhecimento do outro? Da sua capacidade imensa em se colocar na pele do outro?
É que quase todos os defensores da vida, são os que menos fazem por ela. Tem piada. Ou nem por isso.
M. Lopes
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De Vento a 11.02.2020 às 20:56

Você não contesta absolutamente nada do que apresentei. Só reforça o que referi colocando questões.
Meu caro M. Lopes, se você compreende que a vida também comporta suas fragilidades e que perde a dignidade quando elas emergem, então, prepare-se para tomar conta de seu corpo no momento que entender oportuno.

Colocar na pele do outro é ter a perfeita consciência que o sofrimento existe, existirá e não será erradicado em sua totalidade. Assim, resta colocar na pele do outro minimizando-lhe o sofrimento e não suprimindo-o da terra dos vivos. A eutanásia mata, arbitrariamente coloca nas mãos de outros o poder de decidir e, mais ainda, nem médicos nem cientistas têm suficiente saber em todas as matérias para poder deliberar sobre a vontade de quem seja, pois esta pode ser também caprichosa, demente, circunstancial.

O homem tem de admitir de uma vez para sempre que em um momento de sua vida vai ter de se confrontar com a solidão, o medo, o desespero, a dor... Solução: ou acaba com sua vida por si mesmo ou aceita a ajuda disponível.
Foi este o ponto de minha resposta a seu comentário. O resto são dolorismos de chacha e catequeses pseudo-progressistas.

À cultura light faltam-lhe tomates, repito, tomates, para encarar a vida sob o prisma que tanto papagueiam, isto é, o da individualidade. Pois quando toca a enfrentar a realidade mais dura da vida pretendem obrigar, adulterando o sentido colectivo e comum, em favor de sua cobardia.
O meu texto inicial visa também mostrar que os extremistas do PS, PAN, BE e etc. não são capaz de, nas coisas básicas, elementares, correntes, encontrar e apresentar solução para alterá-las. No entanto, arvoram-se o direito e o dever de presunçosamente legislarem sobre matéria que de todo e em toda a linha viola princípios antropológicos e princípios constitucionais.

Que sabe você sobre quase todos os defensores da vida? Você deve conhecer uns quantos vizinhos e outros passantes em sua vida e julga-se capaz de interpretar o "quase todos".

Eu esperava por cientistas e não por comentadores emocionais. Esperava por cientistas para lhes escrever sobre a diferença das seguintes soluções:
eutanásia, distanásia e ortotanásia.
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De Anónimo a 12.02.2020 às 10:38

“O resto são dolorismos de chacha e catequeses pseudo-progressistas.” “Que sabe você sobre quase todos os defensores da vida? Você deve conhecer uns quantos vizinhos e outros passantes em sua vida e julga-se capaz de interpretar o "quase todos".
Isso é um comentário de chacha! A sua incapacidade para aceitar outros pontos de vista acabam por ser um insulto ao diálogo. Tal como eu nada sei sobre os outros, significa que o mesmo se aplica ao si. O que eu conheço, o que eu vivi, o que eu sinto, não é comparável ao que os outros conhece, vivem ou sentem. Por cada um sabe de si.
“Esperava por cientistas para lhes escrever sobre a diferença das seguintes soluções: eutanásia, distanásia e ortotanásia.”
E a sua humildade é comovente.
M. Lopes
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De Vento a 12.02.2020 às 13:04

Mas é óbvio. Você nada mais revela que dolorismos de chacha, tal como estar na pele do outro etc.
Estar na pele do outro é ter capacidade de reconhecer o sofrimento que também atinge o próprio.
E você, insultando o diálogo, acaba de fazer uma apologia da eutanásia porque sim. Isto não é argumento.
Muito interpretam a ciência e até mesmo a endeusam querendo transformar a vida em um mar de lágrimas e não num mar para soluções.
O sofrimento existe e existirá, e isto não é resignação; é constatação. E a solução que colocam em termos de progresso para minimizar o sofrimento é matar. Matar não resolve, tira a vida. A solução é melhorar a vida.

A minha humildade é exactamente a capacidade de compreender que existem soluções que são praticadas, o caso da ortotanásia, que vão no caminho de minorar o sofrimento respeitando a vida e a dignidade.
Se entende que a legalização do crime resolve a questão, então, soltem os criminosos.
O que você implicitamente descreve é a seguinte apologia: acabemos com a morte (morte ontológica), matando.

Em conclusão, se não tem argumentos sólidos e científicos para entrar no debate, pois então fique à escuta e depois pronuncie-se.
As deambulações emocionais que faz, aceitam-se. Não são é argumento.
A vida, tendo imensos resignados, não se transforma com resignação, muito menos encapotando o assassinato como medida terapêutica.
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De o cunhado do acutilante a 11.02.2020 às 17:03

Antes de mais peço-lhe desculpa por meter catana em lavra alheia, mas após inauditos esforços de tentativa de compreensão, rendo-me à minha insignificância e apelo à sua explicação.
Porque o mais que compreendi na sua prelecção na resposta ao leitor M. Lopes, foi que uma simples gripe, constipação ou ligeiro mal-estar justifica, - na sua filosofia de vida não justifica: nada o justifica, - a eutanásia sobre o sujeito engripado, - no meu caso até quando o Benfica perde.
Porque se interpretação correcta não é esta, então como pode o sujeito levantar-se do coma onde a máquina o obriga a vegetar para ir comprar uma arma?
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De Bock a 12.02.2020 às 12:53

Segui com interesse a discussão acima.
Assumo desde já que sou a favor da eutanásia.
Mas uma coisa é certa, o Sr. Vento, em termos de argumentação dá-vos 10-0.
Perdoem-me meus senhores, mas não têm hipótese, levaram um banho de bola e não tiveram capacidade de argumentar. E quando não se tem capacidade para argumentar, tenta-se ser engraçado e manda-se umas bocas.
Gostava de ver alguém a argumentar ao mesmo nível.
Eu confesso que provavelmente não conseguia, mas ao menos não venho começar uma discussão sem ter unhas para a levar avante.
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De o cunhado do acutilante a 12.02.2020 às 14:51

Depende da disponibilidade e do interesse de cada um.
No que me concerne e se na verdade disponibilidade tenho às carradas, interesse não tenho nenhum.
Efeitos da idade, certamente. Tudo é preferível à fastidiosa tarefa de perder horas e horas a devorar a Wikipédia.

Cumprimentos, senhor Bock; extensivos ao mano.
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De Bock a 12.02.2020 às 15:41

Boa desculpa🤣🤣🤣
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De o cunhado do acutilante a 12.02.2020 às 16:21

Excelente, não é?
Muito ao contrário da ideia generalizada, a idade não torna ninguém mais sábio. Torna-o mais cínico. Daí a expressão, essa sim verdadeira: muitos anos a virar frangos.

E como tem passado o mano?
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De Vera Gomes a 14.02.2020 às 08:52

Claramente nunca passou por uma situação de ter um ente querido em fase terminar e sem qualquer hipótese de reverter a situação.
E eu, continuo a ser dona da minha vida. E se eu chegar ao ponto de querer morrer com dignidade e sem sofrimento, quero que essa possibilidade seja possível.
E caso nao saiba, Eutanásia não é feita a torot a direito. Existe procedimentos a serem observado e nem todos são elegíveis para o efeito.
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De Vento a 14.02.2020 às 09:25

É impressionante o que você sabe, Vera. Você deve viver numa ilha especial onde teve o privilégio de ver pessoas em fase terminal. Só nesse reduto em que você vive é que existem esses casos.

Pois é, você tocou também num ponto interessante: ter o poder de decidir quem deve viver e morrer.

Um criminoso quando quer tirar a vida a alguém também observa uma série de procedimentos, para consumar o acto.

Você é dona da sua vida. Portanto, não busque cumplicidades para executar um acto sobre sua propriedade.
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De Vera Gomes a 14.02.2020 às 11:06

Não foi privilégio nenhum ver o meu pai a morrer.
Eutanásia é suicidio assiustido. Não é homicidio. A vida não me é tirada contra a minha vontade. Por isso, vá lá rever as suas definições e conceitos.
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De Vento a 14.02.2020 às 11:47

Eutanásia é tirar a vida. Se não compreende o que é tirar a vida deve rever seus conceitos e sua literacia.
Suicídio é acto próprio e vontade própria. Se tirar a vida envolver terceiros, é assassinato.

Não me venha com semânticas da treta para transformar o assassinato numa obra de caridade.

Por último, seu pai morreu. É esse também o seu destino. Se o quiser encurtar, faça da sua propriedade o que quiser por si mesma. O Estado não se constitui pela cabeça de uns quantos, deve representar a ordem natural e não criar engenharias sociais de mero e gratuito poder em nome de uma liberdade individual que agride o que é comum.
Individualmente você pode matar-se, não lhe podem é disponibilizar terceiros para transformar a sua liberdade em crime.
Em nome de se ser dono da sua própria vida e do seu corpo também se legitima que se assassine uma vida que é de outro e que esse mesmo corpo carrega, como é o caso do aborto.
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De Vera Gomes a 14.02.2020 às 12:48

Se o primeiro comentário fazia desconfiar, o segundo dava suspeitas, o terceiro confirma. Aconselho-o vivamente a rever todos os seus preconceitos e vociferar a sua bilis para outra freguesia. Porque a sua visão e compreensão do mundo, da vida e do ser humano é tão limitada que nota-se em toda a falta de empatia com que interage nas redes sociais.

Continue dentro da sua mente fechada. Eu continuarei a ser dona do meu corpo, da minha vida e continuarei a apoiar que a Eutanásia (suicidio assistido) seja legal. Tal como é em muitos países da Europa.
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De Vento a 14.02.2020 às 13:15

Penso que fiz uma obra de caridade, e estou satisfeito por isso. Se diz que eu verto bílis é porque gosta de bílis. Se assim não fosse não se teria aproximado de meu fígado, pois diz que me conhece.

Talvez viesse com a intenção de ler lamúrias e pêsames. Tê-los-ia recebido, os pêsames, se não tivesse usado a dor de um terceiro, seu pai, para chamar a atenção sobre si e sobre a mensagem que não é capaz de sustentar, a não ser com um porque sim.

Vera, conversa sonsa não é comigo. Busque outros para interagir.
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De o cunhado do acutilante a 14.02.2020 às 19:40

Nos meus sonhos de realeza,
peço a Deus no meu paraíso,
que reconheçam minha grandeza,
e a todos dê tino e juízo.

Quero de todos o reconhecimento,
do que por abnegação me esfalfo a iluminar,
só pretendo um mundo mais inteligente
E a ninguém quero enganar.

Se meus ensinamentos é ouro de lei,
quero do povoléu hossanas em coro,
insigne omnisciência eu já sei já sei,
é num pedestal que eu te vou pôr.
Vou pôr.
Pôr.
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De Justiniano a 10.02.2020 às 15:43

Caro João Campos, não faço a mínima ideia quem será essa tanta gente para quem, diz Vmcê, ou pelo menos assim lhe parece, será irrelevante a vida vivida! Pode sempre ser ilustrativo dessa tanta gente ou do João Campos, não sei, mas é, todavia, absolutamente irrelevante!!
Irrelevante, tanto essa tanta gente como este seu naco de prosa que não serve sequer de início de conversa, muito menos como algo pensável ou discutível. A ideia é tonta, sem dúvida, e essa tanta gente que conhece, e a quem dá ouvidos, também o será!!
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De Anónimo a 10.02.2020 às 15:51

Em questões de consciêcia individual, despistadas situações claras, inequívocas e amplamente consensuais de âmbito social, o poder político nāo tem que meter o bico, nem mesmo através de referendo.

João de Brito
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De Anónimo a 10.02.2020 às 17:21

Este post é como aquelas notícias enviesadas que começam assim: «Há um sentimento geral de que...». Após o que o autor decide aquilo que só ele pensa, e tira as alegações que lhe apetece.
Logo depois de inventar «tanta gente», que não sabemos quem nem quanta, o autor decide que ela se diz pró-vida -- ela «diz-se», não é, pretende ele inculcar.
E não seria pró-vida porquê? Porque, pensa o autor do post, a «tanta gente» só se preocupa com aborto e eutanásia, logo, não quer saber da vida entre nascimento e morte. A conclusão é absurda e insustentável. Do post fica apenas o exemplo de como se pode incluir num texto breve uma quantidade prodigiosa de falácias
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De Anónimo a 10.02.2020 às 18:17

Inumada num dos maus momentos da nossa história colectiva, a sociedade ocidental, lentamente, lá vai exumando a morte de misericórdia. Aos poucos regressa o jardim zoológico.

Noutro tempo os 'animais' partiam com saudosa lágrima no canto do olho e vigorosa saudação romana ao líder.

Neste advento esquisito partirão, em muitos casos, com o alívio de uma maior partilha. A dor é assim!

Sieg heil, kameraden!


Smoreira
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De Anónimo a 11.02.2020 às 08:59

O conceito de morte hoje em dia é infelizmente cada vez mais precoce (assim como outros), é esta precocidade que o torna perigoso porque apetecível.
Como disse o SAC, morrer só se morre uma vez na vida enquanto nascer não, pode-se nascer inúmeras vezes durante a vida.
Mas se o people acha cool ser soylant green só me resta resmungar num canto e esperar que não me determinem a mim ser dos primeiros.

WW
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De marina a 11.02.2020 às 15:57

o conceito de morte é mas é cada vez mais tardio ou querem-no cada vez mais tardio , muito para além do nosso prazo de validade ... a eutanásia é um problema criado pela medicina ,pela ciência -burra como só ela- que lá está , considera irrelevante a qualidade da vida que "salva" ( a que condena, em muitos e muitos casos de respirar que não è viver , só sofrer) .
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De Anónimo a 11.02.2020 às 14:45

Dar o poder e a cultura da morte ao Estado. Por enquanto é supostamente a pedido, por enquanto.

Só pode acabar bem...


lucklucky
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De Anónimo a 12.02.2020 às 10:19

Muito bem visto!
Um golpe de artista!
De forma simples e direta, ir ao essencial da questão.
Parabéns!
Os que dizem defender a vida defendem outra coisa.
Defendem a manutenção do mistério, do transcendente, ou seja, do medo, com que, ao longo da história, as religiões e afins atormentaram a humanidade.
"Lembra - te, ó homem, que (és) vens do pó e que (em) ao pó voltarás".
O que eles relevam são os fantasmas da origem e do destino.
A vida, aquela que nós vivemos, tem de ser "um val de lágrimas"...

João de Brito




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De Vento a 12.02.2020 às 21:55

João de Brito,
sob proposta do beato e clerical Álvaro Cunhal, em representação do PCP, aprovado por unanimidade, na CRP (Constituição da República Portuguesa) pós 25 de Abril, em 1975/76, no artº. 24 nr. 1 ficou constituído o seguinte:

"A vida humana é inviolável".

Trazer à colação aspectos civilizacionais e constitucionais e entrelaçá-los com aspectos de carácter religioso seria enviesar toda a substância do princípio.
Assim, ditam também as regras antropológicas que a adesão a este princípio diz respeito ao intimo sentimento do que se designa por senso-comum.

Laborar em outras plataformas sobre a matéria precedente será procurar destituir uma nação e até mesmo a humanidade de seu carácter. Este critério em particular é universal: não religioso e não ideológico. É dos temas que diz respeito a uma lei natural.

Se isto se aproxima do sagrado e do religioso, seja.
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De Justiniano a 13.02.2020 às 08:22

Vento, acho que não vale a pena estar a arremeter com jacobinos. A única angústia metafísica que os acomete é a meteorológica. Se vai chover ou fazer sol!!
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De Anónimo a 13.02.2020 às 16:44

Muito boa tarde!
Obrigado por ter dado atenção ao meu comentário!
A CRP consagra a inviolabilidade da vida, por terceiros.
Se assim não fosse, as tentativas de suicídio seriam condenadas por homocídio na forma tentada.
Quanto ao resto, se não quisermos diluir-nos na espuma dos dias, teremos mesmo de abordar este tipo de questões à luz da hstória e das civilizações.
A lei natural, de que fala, não nos vale de muito neste caso, porque estas coisas da origem da vida, da vida e da morte foram entendidas e tratadas de forma diferente em diferentes épocas e geografias.
Aliás, a capacidade de reflexão, inteligência e ação tecnológica, que nos caracteriza, permite-nos corrigi-la, reorientá-la e até superá-la.
Celebrando Camões, poderíamos dizer que as nossas faculdades intelectuais, emocionais e tecnológicas nos vão da LEI da lei natural libertando...

João de Brito
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De Vento a 13.02.2020 às 20:15

Pois, João de Brito. Se reparou em meus comentários era isso mesmo que estava em causa: o assassinato e não o suicídio. A inviolabilidade de vida é exactamente isso: admitir que ninguém possui as prerrogativas para tirar a vida de outro.

Não abordamos a origem da vida, mas a vida em si mesma. Porém como admite terem sido tratadas essa questões de forma diferente em diferentes épocas da história, então, concorda que a questão civilizacional por mim abordada corrige, reorienta e até supera cada momento dessa história que não especifica.
É o desenvolvimento desse sentido que constitui um oportuno registo histórico. Matar era legítimo, para quem exercia o poder e poder sobre a vitima. E como as vitimas eram muitas e o poder de uns poucos, o senso-comum prevaleceu e a civilização avançou.

Da lei natural liberta-se cada um por si, assumindo as consequências disso mesmo. Porém esta libertação que refere não se impõe e não deve buscar cumplicidades para a executar.
Em um outro sentido, os que se libertaram dessa lei natural, na matéria vertente, a de matar ou tirar a vida a terceiros, estão presos. E muitos destes possuem também sérias patologias. Melhor será libertá-los ou matá-los?

A função tecnológica a que alude imana da vida, da vida humana; serve como auxílio e não se sobrepõe ao seu criador. Não é a tecnologia que exerce o controle, submete-se ao controlo de quem a cria. Portanto, ordena-se-lhe.

Por último, em parte conseguiu compreender sobre a diferença do que é natural e sobrenatural. Quando referi a lei natural também foi para lhe dar conta da diferença para com o artificial, isto é, com as engenharias sociais que violam o senso-comum. Portanto, você é livre individualmente, mas não livre ao ponto de contrariar o senso-comum, porque é comum e não excepção.
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De Vento a 13.02.2020 às 20:48

João de Brito, creio que em meu primeiro comentário não incluí uma outra resposta.
Para celebrar Camões em seu contexto, refiro o que ele escreveu:
"Se vão da lei da morte libertando".
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De Anónimo a 12.02.2020 às 10:33

Onde escrevi val ("... val de lágrimas"), deveria deveria ter escrevido valE.

João de Brito
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De Justiniano a 12.02.2020 às 16:36

Esse era o menor dos erros daquele arrazoado imbecil que aqui largou!
Valha-lhe, como mérito único da coisa, o exercício de catarse exorcizando traumas profundos, talvez!! Se assim não for, nem esse lhe queda.
Fica-se pela mera ilustração da sua pessoa, certamente!
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De Teresa Ribeiro a 12.02.2020 às 13:59

Penso tantas vezes nisto, João!
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De Justiniano a 12.02.2020 às 16:47

É, Teresa, isto realmente dá muito que pensar!
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De João Campos a 14.02.2020 às 22:52

É muito curioso, Teresa, não é?
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De V. a 15.02.2020 às 13:00

Já temos biclas, pakis, o centro da cidade fechado às pessoas e entregue aos imigrantes, gajos a vender haxixe, eutanásia... Mas ainda não me sinto Holandês.

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