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Pensamento da semana

por João Sousa, em 09.02.20

Se há gadget próximo da perfeição, esse gadget é o papel: é barato; nunca fica sem bateria; é biodegradável e reciclável; não estala ou avaria com uma queda de dois palmos; não fica infectado com malware nem precisa de actualizações de segurança ou para correcção de falhas; não "pendura" a meio de um documento de seis páginas que nos esquecemos de gravar; não demora um minuto a ligar; não se transforma num tijolo quase inútil quando falha o sinal wifi ou 3g; e se dermos por nós sem espaço para gravar mais informação, basta entrarmos numa qualquer papelaria e resolvemos a questão com uma moeda de euro.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana


26 comentários

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De Anónimo a 03.02.2020 às 01:00

O papel arde, os discos rígidos não...

WW
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De o cunhado do acutilante. a 04.02.2020 às 09:16

Se lhes atearem fogo por cima, ou por baixo; tanto arde um como o outro.
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De João Sousa a 04.02.2020 às 09:48

Até admito que sim (eu não disse que era perfeito - tal coisa não existe). Mas é melhor tirar rapidamente o disco rígido que deixou esquecido no forno de pizzas - também há limites para o que aquela caixa de metal pode aguentar.
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De Anonimus a 04.02.2020 às 10:45

O papel não desmagnetiza

(e os discos rígidos ardem)
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De Teresa Ribeiro a 03.02.2020 às 11:38

Além disso, escrever em papel favorece a criatividade, dizem os neurocientistas :)
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De João Sousa a 05.02.2020 às 09:02

No meu uso, não é na criatividade que encontro efeito. Se eu desenhasse, aí acredito que sim, que a interacção mais imediata comparada com o computador me permitiria mais espontaneidade. Na escrita, mesmo de textos meramente funcionais como um rascunho de email, noto é uma melhor organização mental. No papel, sem as facilidades de edição proporcionadas pelos softwares, sou forçado a antecipar com mais atenção aquilo que pretendo escrever. É como se o cérebro, privado de todos os estímulos que estão à distância de um clique nos ecrãs e forçado a acompanhar a lentidão da mão, abafasse a algazarra de micropensamentos que habitualmente fervilham nele.
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De Anónimo a 03.02.2020 às 14:02

Também prefiro o papel, mas pode ir parar à maquina de lavar, cair lhe um copo de vinho em cima, ficar não apresentável com facilidade.


lucklucky
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De o cunhado do acutilante. a 04.02.2020 às 09:20

Tudo uma questão de cuidado. Um copo de vinho numa camisa e a apresentação não se torna melhor.
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De João Sousa a 05.02.2020 às 09:18

É verdade. Mas vejamos a coisa deste modo: se eu deixar cair um copo de vinho em cima de um livro, o seu conteúdo continua disponível, mesmo que visualmente pouco apelativo. Se eu deixar cair um copo de vinho em cima do meu smartphone, tenho que o desligar à pressa, abrir, usar (idealmente) um líquido apropriado para limpar os resíduos estranhos, e deixar secar bem antes de o voltar a ligar, estando todo este tempo sem poder aceder ao seu conteúdo. Isto, claro, na melhor das hipóteses: na pior, o vinho provoca a emissão de "fumo mágico" e tenho de comprar outro smartphone - esperando poder repor os backups que fiz sem grandes trabalheiras.
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De Anónimo a 05.02.2020 às 14:11

Sim é verdade.

lucklucky
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De Bea a 04.02.2020 às 00:52

apoiado.
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De Cristina Torrão a 04.02.2020 às 09:32

Continuo a registar muita coisa em papel, até porque não tenho telemóvel com internet. Continuo a fazer as listas de compras em papel, tenho uma agenda convencional, tiro apontamentos em papel mesmo quando estou a escrever no computador e é em papel que assento coisas de que não me quero esquecer, usando ainda os ímans na porta do frigorífico para afixar esses recados.

Estou a ficar velha, decerto, mas não é coisa que me aflija muito.
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De João Sousa a 06.02.2020 às 13:25

Existem alguns estudos que apontam para uma memorização mais eficaz daquilo que se lê ou escreve em papel. Os resultados foram consistentes entre millenials e pré-millenials, o que dá a entender que o grau de familiaridade com as ferramentas informáticas não tem grande influência.
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De Anónimo a 04.02.2020 às 10:09

Outra vantagem do papel é que basta uma mão, é suficiente eficiente para escrever ou desenhar. Por exemplo tomar notas de uma chamada telefónica.
Para usar um teclado duas mãos são necessárias para se ser eficiente.

lucklucky
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De João Sousa a 06.02.2020 às 13:27

Depende um bocado do tamanho do papel. Se este não for suficientemente grande para ser controlado pela mão que escreve, escrever nele pode-se tornar um teste à paciência. Ou talvez seja apenas a minha habitual falta de jeito...
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De Anonimus a 04.02.2020 às 10:46

Para fazer uma folha de papel é preciso assassinar uma árvore.
E o respeito pelos seres vivos não conta?
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De Miguel a 06.02.2020 às 12:38

E a quantidade de água, metais, plástico e electricidade que se gastam para fabricar computadores?
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De João Sousa a 06.02.2020 às 13:28

Para comer uma cenoura também é preciso assassinar a cenoura. E para temperar uma sopa com hortelã é necessário mutilar uma planta...
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De Anónimo a 09.02.2020 às 11:29

boa, fez-me rir! estou a assinar uma maçã neste preciso momento.
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De Maria Oliveira a 04.02.2020 às 23:47

Mai nada. Vivó papel
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De Anónimo a 05.02.2020 às 02:43

A maravilha de um aparo deslizando ideias sobre o papel e de um lápis esboçando ao longo dele.
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De João Sousa a 06.02.2020 às 14:56

Infelizmente, muitos dos papéis mais vulgares (e acessíveis) ressentem-se até com uma esferográfica de gel com ponta média.
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De Otília Martel a 07.02.2020 às 02:03

E viva o papel!!
Que saudades de receber bilhetinhos com letras...
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De João Sousa a 08.02.2020 às 09:34

Hoje em dia enviam-se sms com uns bonequitos a enfeitá-las. Perdeu-se um pouco a noção do objecto físico que esteve nas outras mãos antes de chegar às nossas.

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