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Pensamento da semana

por João Pedro Pimenta, em 02.02.20

Poucos pecados há hoje em dia que sejam tão graves como o do preconceito, pela maneira como esta palavra é arremessada. E no entanto todos temos preconceitos, já que todos alguma vez na vida fazemos julgamentos sobre situações ou factos que desconhecemos ou dos quais pouco sabemos. E o preconceito pode mesmo servir como defesa em circunstâncias menos claras. Por vezes, há quem dê tanta atenção aos preconceitos que acaba por perder os seus próprios conceitos.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana


9 comentários

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De Anónimo a 27.01.2020 às 08:04

A matemática dá-se bem com uns tantos postulados.

Tudo questionar não leva ao fim do preconceito, suspeita-se que os multipliquem.
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De Anónimo a 27.01.2020 às 12:20

Esta rubrica, por definição, deveria revestir-se de algum rigor.
Acontece que preconceito não é julgar o mais ou menos desconhecido.
Precoceito é julgar em função de convicções pessoais que excluem todas as outras.

João de Brito
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De Anónimo a 28.01.2020 às 01:03

A não ser que alguém viva sem contacto com outras pessoas e livro as "convicções pessoais" são formadas de muitas maneiras até com "convicções pessoais" vindo de outrem.

O preconceito pode-nos defender como também pode castrar. E como é uma generalização o preconceito negativo pode ao mesmo tempo estar certo e ao mesmo tempo ser injusto com uma pessoa se as probabilidades forem significativas.

lucklucky

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De JgMenos a 30.01.2020 às 01:42

Está em voga um preconceito a cerca do preconceito que diz que é um conceito:
- não um conceito resultante de uma análise não aprofundada, ou resultante do factor cultural que estrutura o senso comum.
- é pura e simplesmente um conceito que importa vilipendiar para daí resultar a bondade do seu oposto.
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De Cristina Torrão a 30.01.2020 às 13:13

Sim, é verdade que todos temos preconceitos. Mas uma relação descomplexada com eles, como sugere, é de facto útil, pois admite questioná-los. Sem preconceitos.

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De Anónimo a 31.01.2020 às 12:17

Filosofar sobre preconceitos é sempre possível.
Mas o preconceito mais corrente e badalado é o preconceito social.
E esse preconceito, asseguro-lhe, é mesmo coisa séria e muito difícil de mudar, porque tem uma natureza histórica, cultural, emocional e nada racional.
É uma espécie de clubite avant la lettre.
Por isso se diz que se muda de casa, de trabalho, até de mulher... mas não se muda de clube!
Basta ver (se for capaz) o tempo de antena do assunto nas tvs.
Por aí se pode medir a imensidão do potencial do nosso preconceito!

João de Brito
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De Cristina Torrão a 01.02.2020 às 13:44

Claro, temos de ter coisas com as quais nos identificamos. O importante, porém, é ver os outros ao mesmo nível. O preconceito implica que achemos a nossa atitude, clube, estrato social, etc., tudo o que nos diz respeito, superior aos outros. Pelo menos, é assim que eu o entendo e penso que é disso que nos devemos livrar.

Realmente, nunca mudarei de clube.

De mulher, também lhe garanto que não
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De JgMenos a 01.02.2020 às 18:17

«... emocional e nada racional.»
Nada mais certo nem mais ajustado e racional.

O racional requer tempo e oportunidade; há boa razão para que sem tempo e oportunidade funcione o preconceito.
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De s o s a 31.01.2020 às 00:05

falta uma imagem, um desenho, que exemplifique o preconceito. E os preconceitos serao negociaveis, tipo escolher alguns e assumir, prescindindo de outros ?

afinal : é possivel existirem novos preconceitos nas pessoas idosas ?

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