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Pensamento da Semana

por Diogo Noivo, em 27.10.19

Inventar um passado etéreo, alertar para um presente de degenerescência nacional (identificando o inimigo responsável pela decadência) e ambicionar com fervor um porvir de regeneração da nação e do seu povo. Esta sequência, que a Ciência Política apelidou de "estrutura triática", está presente em todos os nacionalismos radicais com propósitos de mobilização social. Supreende que em 2019 ainda haja quem seja incapaz de a intuir e alinhe em delírios propagandisticos. 

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana


20 comentários

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De Vorph Valknut a 21.10.2019 às 00:41

Julgava que à estrutura triática estavam, também, associadas todas as ideias de Progresso.

Inventar um Passado, que justificasse o Presente em nome de um Futuro.
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De Diogo Noivo a 25.10.2019 às 15:49

O revisionismo histórico e os amanhãs que cantam nunca levarão a progresso, caro Vorph.
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De Anónimo a 21.10.2019 às 00:52

O "vosso" problema sei eu bem qual é !
Já agora não existe nenhuma ciência política (e outras), isso é uma invenção de quem andou há rasca para se governar faz umas décadas.

WW
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De Diogo Noivo a 25.10.2019 às 15:50

Claro que não, WW. A alquimia está na vanguarda da ciência.
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De V. a 21.10.2019 às 19:54

Quer isto dizer que é errado desejar voltar às florestas seculares — fazer uma assembleia viriatosa de homens direitos debaixo do freixo no centro da aldeia — e correr com o Chamuças, a Patrícia e essa cambada toda daqui para fora? Vou pensar nisto enquanto apanho mais uns tortulhos.
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De Diogo Noivo a 25.10.2019 às 15:52

Regresso sempre às florestas, que aprecio no seu estado puro, mas sempre bem abrigado, com um tecto por cima da cabeça - e com aquecedor, de preferência. Quanto ao resto, é o que temos...
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De V. a 26.10.2019 às 20:11

Infelizmente não há propriamente florestas originais na Europa... Nós temos a Mata da Margaraça que é um pequeno bosque que tem sobrevivido aos maus tratos que toda a região de Arganil e as Beiras têm sido sujeitas pelos nativos e pelo municipalismo republicano — e ao largo na Europa já só resta a grande floresta "primitiva" da Lituânia (que tem sobrevivido a tragédias perfeitamente incríveis — mas sobre estas coisas há-que ler o livro de Simon Schama)
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De jpt a 22.10.2019 às 10:26

Este pensamento da semana vem ferino, do lúcido que chega
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De Diogo Noivo a 25.10.2019 às 15:53

Não é tão ferino como isso. Mas muito obrigado, José.
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De Anónimo a 22.10.2019 às 13:34

"Esta sequência, que a Ciência Política apelidou de "estrutura triática", está presente em todos os nacionalismos radicais com propósitos de mobilização social."

Não está.

Por exemplo não está no nacionalismo radical Unionista. Aqueles que roubaram a palavra Europa, denominando-se com a ajuda inestimável do jornalismo-propaganda Europeístas como se a Europa tivesse começado há 30 anos em vez de se chamarem Unionistas.

Esses nacionalistas radicais usam por exemplo o medo do papão externo, a defesa da cultura política do Estado Social, tudo embrulhado para esconder o desejo de construir um Estado Administrativo que ponha o povo ígnaro no seu lugar.
O voto só conta se for o "correcto", por enquanto está lá para dar patine e respeitabilidade mas se for preciso deita-se fora.
Bastam uns 10 anos de propaganda de "especialistas" nos dizerem que a democracia está obsoleta para a maioria acreditar.

Lá chegaremos ao estado corporativo: profissional, racial, religioso e sexual.



lucklucky
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De Diogo Noivo a 25.10.2019 às 15:54

Claro que está. E o seu comentário reconhece-o.
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De Anónimo a 26.10.2019 às 03:26

Onde está a regeneração no nacionalismo Europeísta radical? onde está a degenerência nacional? onde está o passado etéreo?

lucklucky
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De Luís Lavoura a 22.10.2019 às 17:45

a "estrutura triática" está presente em todos os nacionalismos radicais

(1) Como se distingue (ou: como é que a Ciência Política distingue) um nacionalismo radical de um nacionalismo não-radical?

(2) A estrutura triática também está presente nos nacionalismos não-radicais? Ou não? Ou está presente nalguns nacionalismos não-radicais mas não nos restantes?

Eu não sei nada de Ciência Política, a não ser o pouco que dela aprendi no 10º ano de escolaridade, há já muito tempo. Não sabia que essa Ciência já estivesse tão avançada que fosse capaz de discernir o grau de radicalismo de um nacionalismo.

Por exemplo: Ho Chi Minh era um nacionalista radical, ou moderado? E Agostinho Neto? E Simón Bolívar? E David Ben Gurion?
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De Anónimo a 22.10.2019 às 20:39

A quantidade de pessoas fuziladas poderia ser uma das bitolas...

E do Charles de Gaulle, do Winston Churchill e o F.D.Roosevelt etc etc...?

Mas já sabemos que não se vai aplicar o algoritmo ao espelho.
Tal como os contratos estatais à medida terá uma regra arbitrária ou mesmo não escrita para justificar não a aplicar aos "europeístas", ou seja aos radicais que se gostam de ver como centristas.


lucklucky
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De Luís Lavoura a 28.10.2019 às 08:40

Obrigado pela referência.
Olhei para o abstract. Vi nele, de facto, a "estrutura triádica" - que não contesto, e forma nenhuma, que exista no nacionalismo.
O que não vi foi a palavra "radical", que era o cerne do meu comentário. O meu comentário não questionava a estrutura triádica, mas sim a classificação de alguns nacionalismos como "radicais".
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De Cristina Torrão a 25.10.2019 às 08:34

Excelente!

A expressão "inventar um passado etéreo" é a chave para compreender muitos comportamentos, também a nível pessoal.

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De Diogo Noivo a 25.10.2019 às 16:00

Muito obrigado, Cristina.
Sim, de facto, glorificar o passado é habitual até no plano pessoal. É uma espécie de vício da nostalgia, de amor por um passado que involuntariamente (ou não tão involuntariamente) expurgámos de sombras.
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De Isabel silva a 25.10.2019 às 14:22

Para pensamento da semana, parece-me demasiado etéreo. É composto de três frases, que constituem outras tantas hipóteses carecendo de justificação.
Ou então é uma simples opinião com valor igual a qualquer outra. Como por exemplo, igual à opinião que acabo de exprimir.
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De Diogo Noivo a 25.10.2019 às 16:01

Mutatis mutandis, deve ser isso, Isabel.

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