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Pensamento da semana.

por Luís Menezes Leitão, em 15.09.19

"Os que querem enriquecer caem em tentação e numa armadilha, e em muitas paixões irracionais e nocivas, que mergulham as pessoas em ruína e perdição. Raiz de todos os males é o amor ao dinheiro, por causa do qual alguns, estendendo-lhe os braços, se desviaram da fé e se trespassaram a si mesmos com dores numerosas."

São Paulo, Primeira Epístola a Timóteo, 9-10

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana


8 comentários

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De Cristina Torrão a 09.09.2019 às 09:36

Como se costuma dizer, o dinheiro não traz felicidade, mas ajuda, ou seja, sem ele, não se pode viver, e ter pouco significa não poder adquirir coisas (casa, carro, telemóvel, roupas bonitas, etc.), que, embora não sejam essenciais à sobrevivência, nos isolam socialmente, o que nos faz infelizes. Por outro lado, a partir de uma certa quantia, que nos permita viver de maneira digna e satisfazer alguns desejos e necessidades, o dinheiro torna-se obsoleto, ou seja, mais dinheiro não significa mais felicidade. Pelo contrário. "Amor ao dinheiro", que nos impele a querer mais e mais, torna-se uma doença e faz infeliz.

Importante é aprendermos que valemos por nós próprios e não por aquilo que possuímos.
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De Vorph Valknut a 09.09.2019 às 10:05

Uma epístola cheia de ardentes e oportunas contradições. Diz Paulo, que o mal desponta nos que querem enriquecer, presumindo, eu, que em Todos com tal ensejo. Termina, santo padre, ressalvando que, apenas em alguns, o ominoso desejo, pelo dinheiro, os deixa cair em perdição.

Pela semiótica da carta de Paulo imagino como São Josemaría Escrivá de Balaguer apascentava o seu rebanho, ou como outros, lendo as mesmas palavras, o fazem de igual modo, para os lados da Quinta do Patino, ou Cascais.

Primeiro: nem todos, por amor ao dinheiro, se perdem.

Segundo: pode-se amar o que o dinheiro compra, o seu fruto, sem se amar o dinheiro, em si.

Terceiro: de fora fica o ourudo , que de tanto ter querido e crido, já não acorda, querendo.

Paulo, o fariseu, bem amansou a palavra do zelota, tornando romba a espada do essénio, em nome do ecumenismo mitológico da cruz. Paulo, o reformador do ditado de cristo, que iniciado nos sofismas farisaicos fez do cristianismo, um paulismo, um paul.

Como me entendo, e se entende, mais esta breve sentença :

"Mais fácil é entrar um camelo pelo buraco de uma agulha, do que um rico no céu."

Cristalina.




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De Anónimo a 09.09.2019 às 13:43

Cuidado deves ter com aqueles que desvalorizam o dinheiro, verás método para justificar a cobiça do dinheiro dos outros.

lucklucky 9.09.2019
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De Vorph Valknut a 09.09.2019 às 14:00

Uma brisa, soprou. Aguardo pelo Vento.
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De Vento a 09.09.2019 às 16:52

Paulo era um tipo extraordinário, por isto mesmo é santo entre os santos. É como eu, que sou um ser divino com uma inteligência divina.
Vamos lá, Vorph, hoje continuo a abrir uma excepção para comentar com um aprendiz. Você sabe que a minha missão é ganhar alminhas para Deus Pai; e a sua não está excluída do plano misterioso de Deus, em Cristo revelado.

Para a gnosis grega bastava o conhecimento - daí o termo "sábio e virtuoso" - para um tipo ou uma tipa serem bons rapazes ou boas raparigas (não confunda com raparigas boas, pois isto é matéria da minha lavra.). Esta gnosis invariavelmente conduzia a uma atitude isolada e solitária, que servia o propósito de massajar o ego (diz-lhe alguma coisa esta característica?).

Paulo introduz a gnosis cristã como valor mais elevado, que na realidade é, pertencente aos "fortes" e que se consubstancia no facto deste conhecimento revelado ter de encarnar em uma arquitectura social, levando a progredir o individuo e a comunidade. Como tal, o cristão desta gnosis inclui-se no meio dos fracos - sendo forte - para ganhar os fracos para a fortaleza; inclui-se no meios dos escravos - sem ser escravo - para ganhar os escravos para a liberdade; inclui-se no meio dos livres - sendo verdadeiramente livre - para ganhar os livres para a verdadeira liberdade.
Daí que o ministério de Paulo e Timóteo no seio da Igreja que então se formava se tivesse tornado em um ministério gratuito, pois vivia do fabrico manual de tendas e não de receitas vindas da comunidade.

Neste sentido, "ser mais fácil para um camelo (corda) passar no buraco da agulha que um rico ganhar o reino dos céus", está, no contexto da afirmação, para indicar que a cultura então estabelecida também no judaísmo tradicional, a de que um rico, por esta condição, gozava dos benefícios de Deus e era objecto especial de Sua atenção, está errada e que existe um propósito no mais íntimo de cada ser que o conduz, através desta gnosis, ao encontro de Deus através do encontro com o seu próximo. Consequentemente, o propósito desta riqueza, seja ela qual for, deve usar-se para edificar.

Sei que mais uma vez o meu caro Vorph sentir-se-á maravilhado pela atenção que acabei de dedicar, mas esta é feita porque sim e não para mim.
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De Vorph Valknut a 09.09.2019 às 17:21


Deixa-te disso. Abraço e obrigado pela resposta.
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De marina a 13.09.2019 às 17:28

podemos exemplificar com o Epstein, um pobre coitado adorador de mamon.
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De Anónimo a 15.09.2019 às 20:45

capítulo 6

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