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Pensamento da semana

por Teresa Ribeiro, em 28.07.19

Idealmente as quotas de género deveriam servir para obrigar os decisores a escolher, também mulheres, entre os melhores. Mas a verdade é que as quotas podem, igualmente, dar oportunidade aos decisores de escolher, também mulheres, entre os medíocres, os sabujos e arrivistas. Introduzir o tema da meritocracia nesta discussão não faz sentido, porque o objectivo das quotas não é promover os melhores, mas acabar com os clubes do bolinha na esfera do poder, o que me parece bastante salutar.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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25 comentários

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De Anónimo a 22.07.2019 às 03:20

As quotas para lá de serem um sistema de auto promoção social/politica de quem as promove no sistema de valores do Jornalismo Marxista existem precisamente para destruir a cultura do mérito. O individuo.

Que sempre foi o objectivo do Marxismo. A destruição do pessoa e a tribalização de todos em grupos .

Quotas vão desde a discriminação racista até à discriminação sexista. Mais tarde serão outras quando este específico Processo de Promoção Social em Curso já estiver "gasto".

As quotas existem precisamente para reforçar a cultura dos clubes do bolinha.
Na sua essência é lógica Fascista e estão muito bem no futuro dos Parlamentos Ocidentais que pouco se vão distinguir da Câmara das Corporações. A bem do Marxismo.

O Processo de destruição do Individuo e da Pessoa no Ocidente em curso é para continuar. E todos seremos obrigados a pertencer a grupos definidos por características físicas.




lucklucky
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De Teresa Ribeiro a 22.07.2019 às 11:01

Começo a pensar que essa sua obsessão pelo marxismo esconde um fascínio inconfessado... pelo marxismo.
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De Anónimo a 22.07.2019 às 11:08

"esconde um fascínio inconfessado... pela asneira.
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De Vorph Valknut a 22.07.2019 às 12:04

Portanto, historicamente, o preconceito, racial, de género, ou outro qualquer, tem origem nas quotas. Está bem, visto, pois como todos sabemos as quotas é prática antiquíssima.
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De sampy a 22.07.2019 às 07:23

Ao menos alguém que o reconhece: não é questão de mérito, não é questão de igualdade; é tão-somente questão de poder.
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De Teresa Ribeiro a 22.07.2019 às 10:57

Correcção: em teoria devia ser também questão de mérito, mas na prática não sabemos. Na prática o que vemos é boys por todo o lado. Competentes, incompetentes, yes men, tanto faz. Meninas, são pouquíssimas.
As quotas servem para corrigir essa distorção. Têm que ver, obviamente, com uma questão de igualdade: igualdade de acesso ao poder.
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De Vorph Valknut a 22.07.2019 às 12:00

As quotas servem para pôr em prática o que a Lei determina, mas o Preconceito impede.
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De V. a 28.07.2019 às 01:39

Não. Isso é julgamento popular. As quotas são uma adulteração do espírito mais elevado da Lei — a qual, precisamente, é cega para não observar as particularidades das pessoas: sexo, nacionalidade, religião, opções ideológicas e etc são particularidades das pessoas.

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De Manuela a 22.07.2019 às 16:02

Pela minha parte, quando ocupo um lugar não gosto de ter dúvidas sobre se cheguei lá por ser mulher ou até por ter sido escolhida por ouras mulheres a fim de satisfazerem a ânsia delas por serem iguais aos homens. Nem posso ouvir falar em quotas. A sua existência em muito contribui para o desprestígio das mulheres. Não me falem nisso quando sou promovida ou escolhida. E ainda me aborrece mais quando são homens com ares paternalistas a protegerem as mulheres. Não preciso.
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De Vorph Valknut a 22.07.2019 às 19:30

Pense ao contrário. Pense que o lugar que ainda não ocupa é devido a ser mulher. Mas, Manuela, entendo que possa discordar. Afinal há mulheres para tudo e para nada.
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De Manuela a 22.07.2019 às 21:30

"Pense que o lugar que ainda não ocupa é devido a ser mulher. " Pensando bem é isso. Vou passar a gritar que não estou num lugar melhor por ser mulher (pode ser que resulte).
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De Vorph Valknut a 22.07.2019 às 22:05

Aconselho que te masturbes, fazendo-o.
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De Manuela a 22.07.2019 às 22:19

"Aconselho que te masturbes" Claro. Aliás isso faço com frequência. E outras coisas que não digo senão você iria corar.
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De kika a 22.07.2019 às 23:40

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De Cristina Torrão a 22.07.2019 às 18:41

«Introduzir o tema da meritocracia nesta discussão não faz sentido» - eu também acho que não.

Facto é que, sem as quotas, as mulheres continuam a ser ignoradas.

No funcionalismo público alemão não há quotas, mas há princípios estabelecidos, do género: se um homem e uma mulher concorrerem a um lugar e for considerado que têm o mesmo grau de competência, a mulher é escolhida. É assim uma espécie de critério de desempate. Coisa parecida acontece com pessoas com deficiência (são preferidas, se provarem estarem à altura do lugar). Não sei se o princípio se aplica a estrangeiros, mas a verdade é que há bastantes cidadãos de outras nacionalidades no funcionalismo público alemão.
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De Manuela a 22.07.2019 às 19:13

"se um homem e uma mulher concorrerem a um lugar e for considerado que têm o mesmo grau de competência,"
O que é terem o mesmo grau de competência? Na prática é uma arbitrariedade para conseguirmos os nossos fins.
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De Manuela a 22.07.2019 às 19:18

Não sei como é na Alemanha. Para mim em matéria de concursos, exames e etc. só vale o curriculum. Sexo, altura, cor da pele, conformação do crânio não me interessam para nada.
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De Cristina Torrão a 22.07.2019 às 19:41

Que bom, Manuela! Infelizmente, há poucas pessoas assim.
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De Vorph Valknut a 22.07.2019 às 22:07

Deve ser da conformação do crânio e do bigode
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De Teresa Ribeiro a 24.07.2019 às 11:57

A Alemanha optou pela discriminação positiva, portanto. É outra forma de corrigir estas distorções. Assim de repente, não sei dizer se melhor, se pior que a das quotas. Mas o objectivo é o mesmo, e o objectivo é justo.
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De Manuela a 22.07.2019 às 22:17

"Só hoje tomei conhecimento da Lei 4/2018 de 9 de Fevereiro (de um artigo de José Ribeiro e Castro). Reproduzo parte:
"O diploma inspirará por certo estudos e doutoramentos, nos múltiplos ângulos do amplo olhar examinador. Aqui, quero apenas abraçar a causa do artigo 4º (Linguagem discriminatória): “A avaliação de impacto de género deve igualmente analisar a utilização de linguagem não discriminatória na redação de normas através da neutralização ou minimização da especificação do género, do emprego de formas inclusivas ou neutras, designadamente por via do recurso a genéricos verdadeiros ou à utilização de pronomes invariáveis.”"

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De FatimaP a 25.07.2019 às 12:20

Nossa! Só mesmo para quem tenha conformação de crânio altamente privilegiada ... terá sido escrito por uma mulher ??? Daquelas bem ansiosas? Só pode! Meninas, vamos controlar a ansiedade. Quotas de género para quê? Os homens, vão cair de maduros ... há até quem diga que já se encontram em extinção ...

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