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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 28.04.19

 

Todas as pessoas são dignas de respeito, mas o mesmo não se aplica a todas as opiniões que emitem.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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6 comentários

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De Corvo a 22.04.2019 às 08:48

Bom-dia.
Não podia estar mais em desacordo. Nem todas as pessoas são dignas de respeito. Pelo menos para mim.
Quanto ao que emitem é irrelevante. Cada cabeça cada sentença e no que me concerne sou livre de a seguir ou não. Ou de perder tempo a ouvi-la.
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De Miguel a 22.04.2019 às 16:43

É muito simples: ´todos os seres humanos são dignos de respeito' é um postulado. Os postulados não se deduzem de outros princípios.

A outra face da moeda é que nada pode ser deduzido se, à partida, não definirmos nenhum postulado.

O que torna este postulado especial é ser um dos pilares da nossa civilização. Ao contrário do que é moda dizer-se as contradições a este postulado são antigas e não têm nada a ver com epifenómenos do género do 'relativismo' ou 'pós-modernismo'. Têm outros nomes: escravatura, racismo,...
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De Vorphastro a 23.04.2019 às 07:26

Claro que podemos deduzir caso não exista nenhum postulado - Que não existem postulados. Que eles são incompletos e por isso faliveis, mutáveis.

Já agora, o conhecimento cientifico tem postulados? Que tal basearmos a nossa moral sobre o que a Ciência nos revela sobre nós próprios? (no final julgariamos o "mal" sem qualquer tipo de considerações morais éterias, mas sim segundo padrões bioquimicos anormais/normais... talvez fossemos mais misericordiosos nos nossos postulados - o mal como uma consequência, adquirido e não inato)

The Moral Landscape, de Sam Harris.
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De Pedro Correia a 23.04.2019 às 09:58

Sem postulados não existe Declaração Universal dos Direitos do Homem. Não existe estado de direito.
Sem postulados, você nada irremediavelmente para fora de pé. E é bem capaz de ir ao fundo.
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De Vorphastro a 23.04.2019 às 10:17

Declaração Universal dos Direitos do Homem.


Os Aborígenes participaram na redação dos Direitos Universais do Homem, ou os Cherokees, ou os Guarani, ou os Berberes? Parece-me que quem definiu os Direitos do Universais, partiu de um postulado que classifica as outras formas de pensar, as outras culturas, as outras "civilizações" como bárbaras, servindo-se desses Direitos do Homem, não raras vezes de forma arbitrária, como um pretexto, uma justificação moral para invadiram, colonizarem, explorarem.


Pedro, eu percebo-o, mas estou em "modo chato"



Denis J. Halliday (born c.1941) was the United Nations Humanitarian Coordinator in Iraq from 1 September 1997 until 1998. He was previously Deputy Resident Representative to Singapore of the United Nations Development Programme. He is Irish and holds an M.A. in Economics, Geography and Public Administration from Trinity College, Dublin.
After a 34-year career at the United Nations, where he had reached Assistant Secretary-General level, Halliday resigned in 1998 over the Iraq sanctions, characterizing them as "genocide". He subsequently gave the following explanation of his decision to resign:


"I often have to explain why I resigned from the United Nations after a 30 year career, why I took on the all powerful states of the UN Security Council; and why after five years I continue to serve the well being of the people of Iraq. In reality there was no choice, and there remains no choice. You all would have done the same had you been occupying my seat as head of the UN Humanitarian Program in Iraq.
I was driven to resignation because I refused to continue to take Security Council orders, the same Security Council that had imposed and sustained genocidal sanctions on the innocent of Iraq. I did not want to be complicit. I wanted to be free to speak out publicly about this crime.
And above all, my innate sense of justice was and still is outraged by the violence that UN sanctions have brought upon, and continues to bring upon, the lives of children, families – the extended families, the loved ones of Iraq. There is no justification for killing the young people of Iraq, not the aged, not the sick, not the rich, not the poor.
Some will tell you that the leadership is punishing the Iraqi people. That is not my perception, or experience from living in Baghdad. And were that to be the case – how can that possibly justify further punishment, in fact collective punishment, by the United Nations? I don’t think so. And international law has no provision for the disproportionate and murderous consequences of the ongoing UN embargo – for well over 12 long years"




https://www.youtube.com/watch?v=KSe5QidAI3s



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De Pedro Correia a 23.04.2019 às 11:55

Por quem você se toma para pretender falar em nome dos aborígenes ou dos berberes?
Conhece-os?
Alguma vez conviveu com eles?
O seu antropocentrismo galopante leva-o a autodesignar-se como porta-voz deles? Mandatado por quem?

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