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Pensamento da semana

por Teresa Ribeiro, em 02.12.18

Na política, na economia, no convívio social, nos relacionamentos amorosos, nas relações laborais e até nos media,  nunca a verdade foi tão irrelevante como hoje.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana


45 comentários

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De Teresa Ribeiro a 27.11.2018 às 14:24

Sarin, em resposta à Maria Dulce, aqui em cima, já esclareci esse ponto.
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De Sarin a 27.11.2018 às 15:22

Percebido o ponto, reformulo sem tirar validade à anterior, pois que uma das vantagens de um debate em torno de um pensamento é também o fluir dos muitos horizontes que este convoca. As tais perspectivas :)

Ser mais fácil ou mais difícil suster e sustentar a nossa verdade depende da sensibilidade que tenhamos perante as sensibilidades dos outros. Ser mais fácil ou mais difícil perceber as verdades dos outros é um exercício de acuidade visual e mental. Resistência e perfuração: a verdade é o novo ouro.
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De Teresa Ribeiro a 27.11.2018 às 17:44

Sarin, o que comento é o manifesto desinteresse que observo nas pessoas em exporem a verdade nas várias facetas da sua vida. Por falta, justamente, de uma audiência que revele a sensibilidade de que fala para perceber as razões do outro e também porque hoje o discurso se reveste de roupagens que não compaginam com a nudez de uma exposição transparente e honesta.
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De Sarin a 27.11.2018 às 18:06

Mas a exposição pressupõe algum auto-conhecimento ou a vontade na descoberta. Conhecer-se-ão as pessoas? E, conhecendo-se, gostar-se-ão? Talvez o discurso programado seja apenas mais uma capa com que evitam olhar-se.

Desculpe voltar atrás, Teresa, mas a verdade, sendo umbiguista e não umbilical, faz com que as pessoas se conheçam pela pele... é, assim, natural que o discurso o não seja.
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De Teresa Ribeiro a 28.11.2018 às 16:51

A Sarin desvia a discussão para o indivíduo, mas a partir do momento em que se observa um padrão, parece-me mais interessante olhar para o colectivo. A nova cultura do politicamente correcto está instalada. A coreografia mental está a fazer o seu caminho. Fala-se mas não se diz, ou diz-se o que esperam que se diga. A verdade, essa, anda a perder pontos em todos os planos da nossa existência, precisamente porque é o que é e não o que convém que seja.
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De Sarin a 28.11.2018 às 17:56

Respondi ao seu notar desinteresse nas pessoas e roupagens no discurso, Teresa, pois as pessoas são, cada uma, o indivíduo. Estou habituada a olhar a causa para gerir o efeito, e aos padrões detecto-os como um todo mas analiso-os desmontando-os ao seu máximo divisor comum. Deformação profissional, talvez, mas o padrão formado nem sempre tem as mesmas causas, e por isso a desmontagem.

Se olharmos bem, provavelmente veremos, de um lado, o interesse político associado à detenção do poder por si mesmo fomentando a meia verdade; do outro, o marketing a apelar ao consumo e ao imediatismo; pelo meio, os conteúdos que se multiplicam e as ferramentas que no-los disponibilizam tornando as 24h insuficientes para um dia... a voragem e a urgência retiram tempo para a reflexão, para a análise, para a consciência fundamental a um discurso nu vindo de pessoas vestidas de si mesmas até ao tutano enquanto, despojadas de pressas, se dedicam a viver. A voragem é a causa e a consequência de tal padrão que se vê. Por isso as frases feitas colam, porque pensadas para colar; e os chamados "politicamente correctos" mais não são do que chavões. Deixemo-nos de tretas e não confundamos o politicamente correcto com o populismo; politicamente correcto é o discurso coerente com os valores que defende e com as políticas que preconiza. Mas para organizar tal discurso é preciso tempo para tentar perspectivas e construir novos padrões, tempo incompatível com a velocidade dos dias. E para aceitar tal discurso é preciso acalmar e mergulhar abaixo da espuma.
Só quando muitos o fizerem o padrão mudará.
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De Teresa Ribeiro a 29.11.2018 às 12:50

Afinal, Sarin, parece que concordamos no essencial :)
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De Sarin a 29.11.2018 às 13:06

Não tinha dúvidas disso, Teresa :)

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