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Na ressaca de um dos períodos mais esquizofrénicos da nossa imprensa e da história do clubismo em Portugal, lembrei-me do que me disse alguém que em tempos já foi presidente de um dos "três grandes". À luz daquilo que é mentalidade (ou falta dela) instalada na generalidade dos adeptos portugueses de futebol, por melhor gestor que um líder desportivo seja, por melhores resultados financeiros que obtenha ou por melhor estratégia que implemente ao nível da formação e das ditas modalidades amadoras, se a bola teimar em não entrar na baliza do adversário, mais cedo ou mais tarde, a massa associativa perde a paciência e vai colocar em causa o seu trabalho. Daí, a clássica promessa fácil dos títulos imediatos para alimentar as hostes, mesmo que isso em nada contribua para a estabilidade e sustentabilidade a longo prazo de um projecto. Infelizmente, em várias áreas da nossa sociedade portuguesa costuma ser assim, privilegia-se o amanhã e descura-se o médio e longo prazo.
Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana