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Pensamento da Semana

por Diogo Noivo, em 29.07.18

"Há pessoas, dentro e fora da academia, que são impenetráveis a um conhecimento actualizado sobre história da escravatura porque usam uma couraça chamada ideologia. Ideologicamente falando, e no que se reporta especificamente a esta área da História, essas pessoas habitam um edifício rígido, estanque, feito de dogmas e de certezas absolutas. Se se lhes mostra, com conhecimento apoiado num conjunto ponderado de documentos e numa bibliografia extensa, que estão enganadas e que o seu rei vai nu, o edifício pura e simplesmente desmorona-se."

João Pedro Marques, "Não, Portugal não foi a maior potência esclavagista", Diário de Notícias, 21.6.18

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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74 comentários

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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 00:37

A escravatura é tão antiga como o Homem. Aliás , se há coisa que distingue o ser humano de outros animais, não é tanto a capacidade de razão mas, a propriedade de, pelo uso da violência , obrigar outros, pessoas e animais, a trabalhos forçados.

A grande questão é se a escravatura desapareceu das sociedades actuais. Se o que distingue um escravo de um livre é a existência de um salário
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De V. a 23.07.2018 às 09:31

Os Estados Unidos e os países europeus — por força das democracias liberais e da sociedade civil que cresceu na liberdade comercial e não da hipócrita colonização da liberdade por parte dos carbonários — foram os únicos que acabaram com a escravatura.

Em todos os outros países, que se dizem vítimas de tudo e mais alguma coisa só para sacar dinheiro e para ocupar sem mérito os países desenvolvidos com o beneplácito canalha das esquerdas, a escravatura e discriminações sociais de todos os tipos continuam.
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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 10:02

Tem razão. Os negros que o digam.
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De V. a 23.07.2018 às 12:18

Vai ver o que eles fazem nos seus próprios países — e depois conversamos.
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De lucklucky a 29.07.2018 às 20:52

Que tal te instruíres Gay Radiante e deixares de fazer propaganda Marxista?

"..The British tried to end slavery among the Igbo in the early nineteen-hundreds, though the practice persisted into the nineteen-forties. In the early years of abolition, by British recommendation, masters adopted their freed slaves into their extended families...."

https://www.newyorker.com/culture/personal-history/my-great-grandfather-the-nigerian-slave-trader


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De Gay Radiante a 29.07.2018 às 22:53

Luck, que tal deixares-te dessas merdas de cátedra:

https://www.google.pt/amp/s/amp.theguardian.com/world/2012/nov/30/maumau-massacre-secret-files

Acabaram com a escravatura ao mesmo tempo que iniciavam limpezas étnicas
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De lucklucky a 30.07.2018 às 16:07

Então reconheces que mentes "acabaram com a escravatura"

e depois mudas de assunto.

Típico.
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De Gay Radiante a 30.07.2018 às 17:07

Conheces a ironia? Imbecil

Toussaint Louverture
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De lucklucky a 29.07.2018 às 21:12

Para aumentares o teu conhecimento Marxista com informação da wikipedia.

https://en.wikipedia.org/wiki/West_Africa_Squadron

Between 1808 and 1860 the West Africa Squadron captured 1,600 slave ships and freed 150,000 Africans.

https://en.wikipedia.org/wiki/Africa_Squadron

The Africa Squadron's cruising area eventually ranged from Cape Frio to the south (about 18 degrees south latitude), to Madeira in the north. However, the squadron's supply depot was in Cape Verde archipelago, approximately 2500 miles from the northern-most centers of the slave trade in the Bight of Biafra and southward. The navy department did not move the depot location until 1859, when it was set up at São Paulo de Luanda, in Portuguese Angola, about eight degrees south latitude.


https://en.wikipedia.org/wiki/HMS_Black_Joke_(1827)

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De Gay Radiante a 29.07.2018 às 22:56

Que tal deixares a cretinice de lado:

https://www.google.pt/amp/s/www.independent.co.uk/news/world/asia/india-35-million-deaths-britain-shashi-tharoor-british-empire-a7627041.html%3famp
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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 10:26

És capaz de falar sem ofender? Sou de Esquerda e pressinto ser menos canalha que tu, nem que seja apenas pelos simples facto de não chamar canalha a quem não lhe conheço os feitos .

Para existir escravatura tem, em primeiro lugar, que haver um preconceito de desumanização do outro. E é precisamente o que tu fazes reiteradamente por aqui. Carregas em ti ódio e preconceito. Dadas as condições ideais imagino do que serias capaz.
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De V. a 23.07.2018 às 12:16

É ao contrário: és mais canalha do que eu. Pelo simples facto de não conseguires contrariar com factos o conteúdo do meu comentário, resolves atacar-me a mim como se isso tornasse menos verdadeira a observação histórica que eu fiz. Um truque — canalha — repetido por todos os que pensam falsamente como tu. Não carrego ódios nem preconceitos, apenas não aceito que usem essa estratégia mentirosa para atacar a nossa sociedade e abusar dos nossos valores — ao mesmo tempo desdenhando e roubando o nosso esforço para tornar as coisas melhores. Só destroem, não criam nada. Bardamerda.
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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 12:47

Diz-me em que parte do meu primeiro comentário existe algo de ofensivo? Quanto ao resto és um mimo de gente.
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De V. a 23.07.2018 às 16:20

Tens razão, não há. Estava a falar de outros tratos por outros comentadores.
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De V. a 23.07.2018 às 12:24

Além de que o sítio do adjectivo é importante: beneplácito canalha das esquerdas quer dizer que é o beneplácito que é canalha. As pessoas de esquerda não têm, naquela frase, nenhum tipo de qualificação. Se reparares bem eu ataco as ideias, não as pessoas. Tal como atacarei sempre a estratégia canalha dos partidos de esquerda da Assembleia que se multiplicam em partidos diferentes para usufruir de regalias parlamentares a dobrar e falsificar a ideia do seu próprio peso na "sociedade". Quando isso e muitos outros estratagemas de segunda categoria acabarem, eu paro.
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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 13:16

Tens razão. Mea culpa. Confundiste-me, talvez pelo teu hábito de classificares genericamente os Comunistas/Esquerda, os Árabes, os Negros como escumalha (desculpa se me esqueci de alguém ). Afinal és um humanista e um defensor da igualdade humana. Alegro-me.
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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 15:40

Existem duas abordagens possíveis para a Desigualdade entre Ocidente/Oriente; Hemisférios Norte/Sul:

1 - Existem propriedades genéticas que não permitem a uma população inteira a ultrapassagem de determinadas imperfeições. Trata-se de visão determinista genética/ racista que conduz a uma limitação de Direitos políticos/jurídicos, por parte de uma autoridade estrangeira, sobre uma autóctone, justificada numa missão civilizadora, auto-atribuída. Ou, então, por via deste preconceito, justifica-se a não intervenção, cúmplice, pela possibilidade efectiva de acção perante o sofrimento e miséria alheias. A esta indiferença associa-se um fatalismo, atribuído, natural, àqueles que sofrem - "Culpa-se a Vitima pelo seu Sofrimento"; alivia-se a consciência tornando a vitima sub-humana

2 - Existem/Existiram contingências históricas que moldaram no tempo, e num tempo definido, as instituições culturais/politicas responsáveis pelo surgimento de uma cultura de abuso e corrupção.

A diferença substancial entre a primeira e a segunda é a possibilidade de, na segunda, sob determinados estímulos, mudarmos as instituições culturais que legitimam os abusos da injustiça e violência. Ou seja, associá-las a prejuízos que suplantem os benefícios colhidos pelo abuso, através de politicas e instituições internacionais reconhecidas.

A pergunta que fica é a seguinte:

Que instituições herdaram os "deserdados" da civilização? Instituições politicas e culturais que fomentaram, pelo exemplo, a democracia, a justiça, e a educação ou, outras, que fizeram da injustiça e do abuso o seu élain vital? O que queriam os lideres dos movimentos independentistas? A Democracia e um Estado que assegurasse um acesso igual às oportunidades conducentes a uma melhoria social ou, o acesso ao Poder, das Instituições Politicas deixadas pela Potência Colonizadora, em que os Poderes executivo, legislativo e judicial se encontravam concentrados numa única/poucas figuras/Instituições politicas? - O Vice-Rei, nas colónias indianas britânicas; o Governador Geral, nas portuguesas

A mudança de paradigma iniciada pelo movimento globalista, após a IIGG, por via das Nações Unidas, tinha como objectivo impedir que fossem as Soberanias Nacionais (Europeias/Brancas, ou OUTRAS) impedimentos a uma intervenção militar/económica quando se praticassem violações claras do Direitos Humanos. Havia subjacente, a esta ideia, uma Filosofia de Natureza e Dignidade Humanas Universais. A chamada Família Humana. Esta ideia universal tinha como justificação moral a Filosofia Utilitarista britânica de John Stuart Mill , em que é "Bom" toda a Acção que traga Bem Estar Geral e "Mau" tudo o que provoque um aumento do sofrimento humano. E contra este pressuposto filosófico de nada valeria o contra-argumento da Liberdade cultural de cada povo, pois teria premissa o pressuposto histórico/biológico de sermos Seres Vivos antes de sermos Seres de Cultura, decorrendo daqui, como uma verdade natural inabalável, que qualquer ser vivo, dada a hipótese de escolha, prefere uma vida de bem estar/sem sofrimento, a uma outra, dela oposta. Não é evidente ser esta uma Verdade Universal? Um Bem Universal?

A responsabilidade presente da Europa/Mundo Ocidental tem sido, sobretudo, de continuar a dar estímulos positivos à manutenção da Tirania mundial, quer através da manutenção do Tráfico/Comércio, quer pela não interferência, via Instituições Internacionais. Abdicando nós desta missão, fica a pergunta: O que define a Sociedade Ocidental Actual?


Lembrando Edmund Burke:

O mal acontece, na maioria das vezes, quando os bons, podendo, decidem não agir


Sugestão literária:

Porque Falham as Nações, de Daron Acemoglu e James Robinson










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De V. a 23.07.2018 às 16:19

A hipótese nº 1 é um disparate — só um médico, que sabe coisas que os mortais não sabem ;) poderia alguma vez congeminar uma teoria da superioridade biológica — mesmo as teorias da sociobiologia do Wilson têm um não-sei-quê de loucura, algo que não é palpável e que nem ocorre no nível da nossa consciência.

A hipótese nº 2 parece-me mal formulada à partida — porque em vez de postular que as vantagens socio-económicas de determinadas sociedades são o resultado directo do seu esforço, do seu trabalho e da sua criatividade, partem imediatamente da ideia de que só aconteceram porque andaram exploraram e escravizaram a tribo do lado. Isso não só é errado como é disparatado porque nesse caso, os Chineses e os Árabes, que existiram primeiro do que as outras civilizações e abusaram e escravizaram toda a gente antes dos outros, teriam logo ganho vantagens que nunca teriam perdido.

Caro Vlad, os termos depreciativos (nunca pessoais, aliás — ok... tirando o Chamuças... espera aí, o Chamuças não conta e levar na pinha faz-lhe bem) que às vezes utilizo aqui são retóricos — utilizo-os em abstracto para atingir um resultado dentro de um texto muito específico que são os comentários num blogue — não correspondem à forma como vejo e trato as pessoas na sua singularidade num dia normal de sol ou de chuva. Mas como "grupos" é possível ver que determinadas exploram ideias que são erradas e, isso sim, abusivas, para obter vantagens e regalias que não merecem. E há gente que as utiliza para destruir aquilo de que não gostam, apesar de que aquilo de que não gostam corresponder à larga maioria das aspirações das pessoas. É tão simples quanto isto. A democracia é um conflito de aspirações e de interesses: e eu faço o barulho que consigo da maneira que posso durante o tempo que puder. Não pretendo, ao contrário de outros, que abusam do poder e das oportunidades de que dispõem tentando blindar todos os aspectos da sociedade através do Estado, acabar com o espaço democrático.
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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 16:48

Só uma adenda. Ninguém sabe efectivamente quem começou a escravizar quem. A escravatura é uma instituição cultural humana achada quer nos "civilizados e democratas" gregos, quer nos "tirânicos" persas, quer nos "bíblicos" hebreus, quer nos ameríndios, quer nos romanos. Ou seja em culturas e povos, muitas vezes, sem contacto temporal ou espacial.


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De V. a 23.07.2018 às 17:58

Ou seja, não foram os Europeus que a inventaram. Ao contrário disso, foram os Europeus que acabaram com ela nos seus países, contrariando uma instituição cultural de séculos de inspiração totalitária (como Sauron ou um Deus absoluto). Porquê? porque os verdadeiros europeus são pagãos mesmo quando não parece (veja-se, por exemplo, a História da Arte Ocidental) e só acreditam na sua liberdade. E é por isso que aceitar outras culturas que professam o inverso não é de todo aconselhável.
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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 20:15

Nem foram os europeus , os portugueses, os primeiros a acabarem com a escravatura, mas sim o negro haitiano Toussaint Louverture. Contudo diga-se de passagem que abolicionistas sempre houve em qualquer lugar e em qualquer tempo. Daí não podermos justificar os acérrimos defensores da escravatura com o Espirito do Tempo.(ex: Bartolomeu de las Casas)

Para a dinâmica do comércio escravo foi fundamental a procura europeia de mão de obra escrava, havendo nessa altura o Poder, mas não a vontade, de acabar com ela. Acabou -se com a escravatura quando se descobriu a virtude da máquina a vapor e a importância de tornar os outrora escravos em consumidores. Conveniências do mercado e não por uma fé na sua injustiça intrínseca.

Quanto ao paganismo aprecio-lhe o panteísmo semelhante ao hinduísmo/Akton.

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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 17:14

"A hipótese nº 2 parece-me mal formulada à partida — porque em vez de postular que as vantagens socio-económicas de determinadas sociedades são o resultado directo do seu esforço, do seu trabalho e da sua criatividade, partem imediatamente da ideia de que só aconteceram porque andaram exploraram e escravizaram a tribo do lado."


Pode estar certa a tua hipótese. Contudo, bem sabes que mesmo dentro da nossa sociedade o "esforço, o trabalho e a criatividade" podem ser sabotados por forças, dentro dessa mesma sociedade, como por outras, fora dela. Em termos Evolutivos - sou um entusiasta da Sociobiologia - a Exploração existe desde o momento em que se criaram hierarquias, primeiro dentro de grupos e posteriormente fora deles - um postulado marxista? hmmm

Talvez para acabarmos com qualquer tipo de exploração se torne fundamental encarar o outro com os mesmos direitos inalienáveis que aqueles que nos atribuímos. Uma versão secular de respeitarmos os outros como gostaríamos de ser tratados, independentemente do credo politico ou religioso.
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De V. a 23.07.2018 às 18:07

A igualdade está na Lei. Para mim basta.

Quanto ao esforço que é sabotado, sabemos bem que não é por racismo ou discriminação sexual ou de qualquer outra ordem, mas apenas porque há um sistema que protege as famílias (primeiro as de sangue e depois as políticas) e o hábito do amiguismo fundamenta a tradição de muitos — que é dar emprego à família sabotando logo à partida a recompensa pelo mérito e o valor individual das pessoas que é a força real da criatividade humana. A grande maioria das pessoas são generosas, deixadas em liberdade vão fazer coisas boas — ao contrário do César dos Açores que dá trabalho à família toda primeiro e só faz coisas más. É contra esses que temos de lutar.
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De lucklucky a 29.07.2018 às 21:24

Só asneira, foram os "economicistas" que queriam acabar com a escravatura e o establishment cultural que incluía entre outros Thomas Carlyle, Dickens favorável a ela.

Claro que como és de Esquerda queres que o Estado tenha os mesmo poderes sobre "os outros" que os esclavagistas, por isso isto é só conversa.
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De Gay Radiante a 29.07.2018 às 22:57

Thomas Carlyle de Esquerda? Essa é boa!!
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De Costa a 23.07.2018 às 01:02

Sucede que essas pessoas e a sua verdade ("a verdade a que temos direito", naturalmente, de acordo com elas e que ainda há não muitas décadas era assim mesmo orgulhosa, progressista e revolucionariamente anunciada), estão muito bem ancoradas. É simples, o que postulam. Tentadoramente simples e perfeitamente alinhado com o culto da grande culpa - por definição jamais expiada - do Homem branco e ocidental. E esse, bem o sabemos, é o Culto dogmaticamente certo.

É assim nos programas daquilo que hoje passa por "ensino", é assim nas manifestações certas daquilo a que se vai chamando "cultura". É assim que é copiosamente servida às massas para quem ler, questionar, pensar é coisa excessivamente entediante; ou apenas ausente por notória falta de tempo e energia depois de assegurado mais um dia. Mas que detêm o voto.

De modo que não estou certo que o edifício se desmorone. Pelo menos o que dele vá além do impenetrável mundo da academia e das guerras entre os seus membros (uns deles logo convenientemente marcados pelo ferro de reaccionários ou pior; o que prontamente esclarece muita coisa). Creio bem que o edifício está para durar.

Alicerçado no mais sólido, atrevido e útil dos fundamentos: a sabiamente fomentada ignorância.

Costa
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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 10:06

Todos nós temos as nossas verdades. Eu, o Costa, até o Lucky. Chamam -se preconceitos e fazem parte da natureza humana. Somos óptimos a detectar os preconceitos dos outros e péssimos a confessar os nossos.
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De Costa a 23.07.2018 às 12:12

E isso, meu caro Gay Radiante (por estes dias), em que invalida substantivamente o que acima escrevi?

Em todo o caso aprecio isso de você admitir que tem a sua verdade. Usualmente alguém da sua família ideológica afirmaria deter A Verdade. E em exclusivo. Não lhes chamaria eu, às nossas verdades, e sem mais, todavia, "preconceitos". Não no sentido por si empregue. Porque as nossas verdades não têm que ser postulados que aprioristicamente e sem outro fundamento desqualificam o outro.

Ainda que, quando se trate das verdades do outro, seja muito tentador tomá-las sem mais como tal e, sem mais e de imediato, construir assim a nossa imagem desse outro. Simplifica imenso as coisas, não é Gay Radiante? Dá um jeitão.

Costa
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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 12:54

Meu caro, pondero em tudo o que escrevo, digo, ou penso, a possibilidade de estar enganado. Daí aprecie como figura de estilo o paradoxo . E o Costa? Presumo que seja confortável a ausência de dúvidas. A ausência de consciência.
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De Costa a 23.07.2018 às 15:09

Mais do mesmo: na falta de substância, a desconsideração liminar do oponente.

Nada de novo.

Costa
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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 15:49

O meu caro é que, pela desconsideração da verdade do outro, apouca quem de si pensa diferente.


Diga-me sobre que bola de cristal arranja a garantia de ser verdade a sua certeza?

Nunca lhe li em tudo o que escreve qualquer sinal de duvida, ou auto-critica.
Veja bem: EU POSSO ESTAR ENGANADO. NÃO TENHO A GARANTIA DA VERDADE SOBRE AQUILO QUE ESVREVO, OU PENSO. É capaz de fazer o mesmo?
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De Costa a 23.07.2018 às 16:21

"EU POSSO ESTAR ENGANADO. NÃO TENHO A GARANTIA DA VERDADE SOBRE AQUILO QUE ESVREVO, OU PENSO. É capaz de fazer o mesmo?"

Sou. Faço-o a cada momento. Não reduzo os outros a uma estupidez automática, ou porque o não são ou porque os meus fracos préstimos não são sequer necessários para o demonstrar (nada contra - ou quanto a - si, creia). Procuro fundamentar isso que escrevo, sendo evidentemente os outros livres, absoluta e legitimamente livres, meu caro Gay, de aceitar ou não o que escrevo. Como é evidente, mas talvez não tanto para os que entendem perniciosa a existência de locais onde eu - e outros como eu - possa escrever, antes mesmo do que quer que escreva.

Em todo o caso, Gay, escrevo sempre e apenas como mero "comentador" de blogues. Tenho a importância que tenho, meu caro, aquela que temos: nenhuma. De modo que melhor será sempre tê-la em conta, essa irrelevância. E, em todo o caso, fazendo-o eu com muito moderado uso das maiúsculas. No meu tempo, mas vou ficando fora do tempo, está visto, o seu uso remetia para uma peremptoriedade que facilmente galgava o limite da má educação. E esse é um limite que não desejo passar.

Costa
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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 16:34

Meu caro, as maiúsculas serviram para realçar o dito e não para aumentar o tom. Se tivesse a função negrito/bolt tinha-a escolhido
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De V. a 23.07.2018 às 17:14

usa uma tag html

< b > texto aqui < / b >

sem os espaços
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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 17:46

Obrigado, V.


Como diz o Costa:

"Tenho a importância que tenho, meu caro, aquela que temos: nenhuma. De modo que melhor será sempre tê-la em conta, essa irrelevância"



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De V. a 23.07.2018 às 18:10

Não há nada como partir de um assupônhamos — e andar sempre em frente até aos amanhãs.
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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 01:28

https://www.google.pt/amp/s/www.dinheirovivo.pt/economia/escravatura-moderna-aumenta-em-portugal/%3famp=1

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De Anónimo a 23.07.2018 às 04:58

Isto é para botar abaixo as descobertas e o padre vieira ora é ?
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De Anónimo a 23.07.2018 às 11:18

Penso que o mundo académico não seja, todo ele, reacionário.
Porque penso que dele façam parte, por exemplo, a filosofia e a tecnologia que, por natureza, não o podem ser.
No entanto, o ensino (nomeadamente após os primeiros ciclos onde se aprende a ler e a escrever no sentido mais estrito) é profundamente reacionário, alienado da vida real e dolorosamente castrador, atendendo ao que ensina e à forma como ensina.
Considerando ainda que a sua universalidade se tem alargado no tempo e no espaço, constatamos tragicamente que o sistema mais não é que um gigantesco e fastidioso lar de dia para a gente jovem.
João de Brito
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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 11:48

A filosofia não o pode ser? Por detrás de uma politica de ensino subjaz uma filosofia de ensino.

Todo o radicalismo, encontra razão numa filosofia que a desculpa e justifica.
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De Anónimo a 23.07.2018 às 14:17

as tribos africanas não faziam escravos comiam-nos...depois chegaram os portugueses e encontraram uma forma de os salvar...
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De Anónimo a 23.07.2018 às 15:22

"as tribos africanas não faziam escravos comiam-nos." Os portugueses comiam era as escravas.
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De Anónimo a 23.07.2018 às 19:49

E assim se fizeram as elites africanas...
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De lucklucky a 29.07.2018 às 21:16

As tribos africanas faziam escravos.
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De João Lopes a 23.07.2018 às 14:22

Senhor Gay:
Quando há comentários sem conteúdo e a chamar nomes, acho que o melhor é nem responder. Por acaso parece-me que uma coisa que eu adorava, que são os blogues e os comentários diversificados, está a degradar-se. De facto o vocabulário está a tornar-se ordinário e sem conteúdo. Os próprios autores de blogues chamam aos comentadores nomes como "cabrão", "filho da p***", ou ameaçam não publicar mais comentários que lhes desagradem, etc. Nestes casos, o melhor é o silêncio ou a resposta irónica. Suponho que com respostas irónicas (já vi casos) os mal educados ficam fulos e impotentes.
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De Gay Radiante a 23.07.2018 às 15:52

Obrigado, João!

Aguardo aliados, É cansativo estar sempre, ou quase sempre, sozinho, perante as ignominias bafejadas do ódio
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De V. a 30.07.2018 às 11:04

ignominias bafejadas do ódio

Eu cá não sou de intrigas — mas isto parece o título de um disco dos Tarântula.
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De Anónimo a 23.07.2018 às 16:15

De Anónimo a 23.07.2018 às 14:17
"...as tribos africanas não faziam escravos comiam-nos...depois chegaram os portugueses e encontraram uma forma de os salvar...".
Uma caricatura sim, mas perto da verdade.
...
Os europeus encontraram, ao tempo, nas costas de África, sociedades tribais que usualmente estavam em guerra umas com as outras.
Consequentemente, os vencedores "escravizam" os derrotados.

Na costa oriental de África as tribus vencedores há muito que vendiam "escravos",
os derrotados nas guerras entre negros.
Muito, muito antes dos portugueses, já árabes, malaios e indús "negociavam" com as tribus vencedoras, os próprios autóctunes, os produtos comerciáveis de essas zonas.

Paciência.
"Descobrimos" (plutal majestático) a Índia (aliás a navegação marítima para). "Temos" um grande Ronaldo e um grande sistema político "democrático" ... mas não foram os portuguêse que inventaram nem abusaram do negócio da escravatura. Nunca forma capazes. Sorry. Paciência.

Se calhar quem inventou a escravatura até foi a religião predominante, à época, naquelas regiões... Está escrito no livro.
Por seu lado os padres, os das caravelas protuguêsas, queriam apenas eleitores.... Pelo menos assim rezavam as crónicas.
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De Anónimo a 23.07.2018 às 19:37

A propósito das descobertas e da escravatura e da teioria da auto-flagelação (que uns atacam e outros defendem, ver João Pedro Marques) encontrei num blogue, de nome dererummundi, o seguinte comentário de um anónimo:
""Por te cruzarem, quantas mães choraram". Que mães? Mães de africanos? Mães de ameríndios?"
"Por te cruzarem, quantas mães choraram" é um verso do conhecidíssimo poema de Fernando Pessoa Mar Português.
Mas o comentário do anónimo dá que pensar. Qual a resposta? Por exemplo, o quase desaparecimento dos ameríndios que significa? Incluiu tudo desde a traição à guerra biológica. Devemos fazer de conta que isto não existiu? Um historiador português deve ignorar isto para não se auto flagelar?
Por haver coisas piores do que a escravatura transatlântica fica tudo desculpado? Então o nazismo serve para desculpar tudo ou quase tudo. Um alemão autoflagela-se se falar do nazismo?
Gostava de ouvir opiniões!!
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De Gay Radiante a 24.07.2018 às 18:09

Os europeus aproveitaram as instituições culturais negativas que já havia nos povos colonizados. Apenas lhe deram uma nova roupagem, tornando-a mais eficiente.Não existem bons selvagens. E a patine da civilidade nos povos evoluídos é muita fina.
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De Anónimo a 23.07.2018 às 19:39

Acabei de enviar um comentário e tenho a ideia de que me esqueci de assinar. Sou o João Lopes (aqui fica apesar de este nome nada dizer a quase ninguém)
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De João Lopes a 24.07.2018 às 14:38

Engraçado, isto ninguém quer comentar.
Já tentei noutros sítios, a resposta é um silêncio sepulcral.
Deve ser defeito meu, talvez a pergunta seja estúpida ou... então sou só eu que estou com o passo certo.
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De Danilo a 28.07.2018 às 21:17

Está no passo certo!
Interessante debate de vocês sobre a história, escravidão e "descobrimento" das Américas... Posso tentar contribuir a partir da minha visão de negro brasileiro, mostrando o que significa hoje essa trágica história de formação do meu país.
A escravidão de negros, que foi abolida oficialmente há 130 anos, deixou marcas em nossa sociedade atual que são difíceis de tratar. O racismo é um dos dilemas mais complexos de serem superados, pois ele ultrapassa fronteiras institucionais. O mito da democracia racial no Brasil velaram anos de racismo e formas de racismo existentes ainda hoje, com isto, mesmo um negro "bem sucedido" financeiramente sofre muito racismo, caindo por terra a meritocracia defendida hoje como libertadora. Há inúmeros casos desse tipo de racismo encontrados em noticiários.
O fato é que a condição do negro, que em grande maioria é pobre e vive nas periferias das grandes cidades, é uma condição de completo desamparo e falta de perspectivas. Não há acesso a escolas públicas que consigam competir com as escolas de brancos(particulares), daí um fracasso escolar; não há empregos que tratem humanamente nosso trabalho, seja com adequada remuneração ou com jornadas de trabalho dignas. E somado a isso, nossa cultura negra é marginalizada e perseguida, como sempre foi feito (a dominação dos europeus no Brasil foi também ideológica). O que temos então?
Temos a resistência na sobrevivência, pois viver nesse país é um verdadeiro ato de militância, vide os jornais que relatam diariamente o genocídio dos negro.São dados estatísticos, os que mais morrem nesse país são jovens de 18 a 29 anos, negros, pobres, com baixa escolarização e envolvimento com o tráfico de drogas. Morrem nas mãos da polícia que persegue o negro, mas não acaba com o tráfico, pois como sabemos, o esquema de tráfico de drogas é financiado por políticos e empresários.
Aos que resistem, sobra lutarmos para condições dignas e tratamento igualitário. Mas de onde vêm todas essas mazelas que vivemos hoje? A resposta está na história. Na história que nos "libertou" de uma escravidão que de fato ainda não acabou, de uma dominação que ainda continua e que nos coloca onde estamos. Não há possibilidade de competição e mérito há quem não foi dada condições de igualdade, é como colocar um peixe para competir com um pássaro! Essa é a condição do Brasil, brancos e descendentes de europeus têm enormes vantagens e ocupam as melhores vagas de trabalho, enquanto negros não conseguem nem chegar a competir com eles.
Esquecer a nossa história e nos culpar com uma ideia de meritocracia e mito da igualdade racial é a solução que encontraram para não pagar as dívidas históricas que os portugueses têm com os negros e indígenas.
Além disso, é evidente o posicionamento e preocupação que têm os países europeus com seus imigrantes, quando barram negros africanos e os dá condições de miséria. Por quê agora não querem mais o trabalho negro, por quê agora existe xenofobia? Se antes foram capazes de tirar os negros da África, por quê agora que a destruíram (os europeus) querem que lá permanecem os negros que ainda lá são escravizados e têm seus recursos explorados?
Esse posicionamento da Europa e a xenofobia são claros exemplos de como funciona hoje nossa sociedade racista. Logo, se não são capazes de pagar a dívida histórica que devem, porque não resolver a dívida atual e a situação atual (também resultantes do passado)? Pois o ocidente continua a consumir produtos derivados de mão de obra escrava, seja da exploração de recursos na África, seja da manufatura na Ásia.
Morrem hoje, em pleno séc XXI, crianças com fome! Nossa inteligencia hoje tão "avançada" não consegue hoje solucionar isto? Não estou cobrando uma dívida histórica, estou questionando nossa posição atual! O passado interessa, mas não basta. Onde está nossa humanidade quando não sofremos, não propomos e não questionamos a situação atual da África? Vamos culpa-los por suas próprias condições, quando na verdade nos servimos de seus recursos?
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De Gay Radiante a 29.07.2018 às 08:49

Danilo , a miséria já existia antes da globalização. Antes da "chegada do europeu" . E sendo escrava a mão de obra ou , disso aproximando-se, ela tem preferência , por aqueles que a ela se entregam, quando se avaliam as oportunidades de trabalho criadas nos seus países de origem - Índia, Bangladesh, Mali, Libéria, República Centro Africana, Congo, etc. Aliás pelos indicadores mundiais os países mais pobres têm melhorado com a globalização, mesmo que nestes os níveis de corrupção continuem elevados e os salários pagos pelas multinacionais sejam uma afronta quando comparados com os preços de venda dos produtos finais .

O relatório “Taking on Inequality — Poverty and Shared Prosperity” do Banco Mundial mostra-o com clareza. A pobreza extrema decaiu de 35% para 10,7%.

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-05-06-Uma-em-cada-dez-pessoas-ainda-vive-com-menos-de-190-dolares-por-dia#gs.JewYgrM

Outro ponto que merece ser debatido é porque razão os negros não conseguem dar o salto em frente e sair do destino de miséria, quando outras etnias o conseguem fazer, como por exemplo os emigrantes chineses, os paquistaneses, ou outros, que conseguem tornar-se proprietários e criar o seu próprio negócio ? Uma das explicações dadas relaciona-se com a falta de confiança dos negros entre si e do racismo entre as diferentes etnias negras .


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De Danilo a 29.07.2018 às 17:20

Então é isso, naturalizamos a pobreza e a aceitamos como características humanas, pois a questão da pobreza e da miséria é simplesmente uma fraqueza humana “por aqueles que a ela se entregam”. E, melhor ainda, tudo vai bem com o capitalismo e a “globalização” é um presente deste, que juntos conseguem diminuir a pobreza. Mas afinal, por que é interessante a diminuição da pobreza se “a miséria já existia antes da globalização”. Um tanto contraditório esse argumento.
Assim como o segundo, você compara condições de emigrantes chineses (e outros) com a situação dos negros. Mas quais negros, os emigrantes ou não emigrantes? Supondo que sejam os emigrantes e considerando que a população negra migra para países mais desenvolvidos, isto é, países do hemisfério norte, como haverá conflitos entre etnias negras em países onde não há considerável parcela de população negra e muito menos grupos de etnias negras? Agora vamos supor que você tenha se referido aos negros da África subsaariana, ora lá há muitos negócios de negros, os países inclusive têm líderes negros. Então não consigo concluir nada sobre essa comparação!
Enfim, relevando as contradições tentarei argumentar com o que entendi do seu comentário. E o primeiro ponto é que as flutuações de aumento e decréscimo dos níveis de pobreza são inerentes ao sistema capitalista, não foi minha intenção questionar isto, e sim questionar o comentário inicial sobre as mazelas que o comércio de negros deixaram. Estas não são simplesmente fruto de incapacidade, inferioridade ou mesmo como você colocou “por aqueles que a ela se entregam”.
As dificuldades enfrentadas por negros no Brasil são resultantes de anos de exploração e há sim uma dívida histórica a ser paga! E a consciência dessa dívida remonta a abolição da escravidão no Brasil, quando a princesa Isabel deixou uma carta destinando recursos e melhoria na condição dos ex-escravos. Mas a história foi outra e os recursos até hoje não chegaram.
https://monarquiaconstitucional.jusbrasil.com.br/artigos/370972747/princesa-isabel-e-a-indenizacao-para-ex-escravos-que-infelizmente-nunca-aconteceu
Já no caso da situação dos negros na África, temos de recorrer a história da formação dos países africanos. Me parece natural que sempre tenha ocorrido diferenças e conflitos étnicos na África, no entanto os conflitos étnicos atuais são decorrentes do imperialismo na África, que como sabemos foi extremamente violento. Além disso, a exploração de recursos naturais da África continua, e continua da pior forma possível utilizando mão da obra escrava, delimitando territórios que favorecem alguns grupos étnicos e não outros, gerando riqueza para os exploradores e mazelas sociais aos explorados.
Portanto, me parece razoável que não naturalizemos essas situações, já que elas decorrem de um processo histórico, tanto no Brasil quanto em África, e não simplesmente características de um sistema ou características humanas. Me parece legítimo que ao analisarmos a condição da África subsaariana em comparação com a Europa (mais precisamente os países colonizadores), levemos em consideração a história dos fatos.
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De Gay Radiante a 29.07.2018 às 20:42

A luta étnica entre subsarianos é antiga e foi dela que alguns sobas enriqueceram com a venda de escravos. Quanto ao imperialismo ele aconteceu também no sudeste asiático/Ásia e médio oriente e aí os níveis de desenvolvimento humano são melhores que na maioria dos países africanos subsarianos. Aliás os países do norte do Saara apresentam resultados socio-económicos bem melhores que a maioria dos subsarianos. Também não é displicente o exemplo sul africano. Outrora uma potência económica (independentemente do apartheid ). Hoje em sobressalto constante em virtude dos ódios étnicos entre negros. Já para não falar no contraste entre afroamericanos e os sinoamericanos. Os primeiros conhecidos pelas barbearias, os segundos exemplos de empreendedorismo em áreas de elevado desenvolvimento tecnológico
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De Danilo a 30.07.2018 às 16:12

Eu não entendo nada das suas comparações!!! =)
Mais cuidado ao comparar as coisas senhor Gay Radiante, não se deixe enganar pelos nomes... O imperialismo na África foi bem diferente do imperialismo na Ásia. Na Ásia não houve a repartição de territórios que aconteceu na África, não houve imposição cultural e religiosa, não houve financiamento bélico de grupos rivais (África - EUA e URSS pós 2 guerra), não houve exploração massiva de recursos naturais, não houve uma imposição no consumo de produtos europeus. Tudo isso não houve no imperialismo na Ásia, pois ele teve um viés muito diferente do imperialismo na África.
Quanto aos conflitos étnicos, sim eles sempre existiram, no entanto o incremento bélico e a situação catastrófica que vemos hoje se inciou com o imperialismo e ganhou fomento após a segunda guerra, quando os países africanos buscaram independência. Além disso, houve um expressivo fornecimento de armas vindos dos EUA e URSS que queriam (e de fato o fizeram) ter um maior domínio em África.

Não estão claras as intenções?! Não está obvio e justificado a situação dos negros em África hoje?! Por qual razão insiste em comparar coisas incomparáveis?! Se a verdade está tão nítida, seria medo da auto-flagelação? Vou usar do comentário do João Lopes "Por haver coisas piores do que a escravatura transatlântica fica tudo desculpado? Então o nazismo serve para desculpar tudo ou quase tudo"

Não vou me alongar mais, pois tudo o que escrevo são os fatos históricos e isso agente encontra na ponta do dedo. Precisamos conhecer mais a história da África (porque até isso nos é velado intencionalmente) para podermos comparar melhor, aliás para podermos de fato comparar algo que seja possível de comparar.
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De Gay Radiante a 30.07.2018 às 18:24

Danilo e se, e se , a haver culpa ela é sobretudo vossa? Os alemães deverão viver sob pena eterna? Também eles, mais que vocês, conheceram o extermínio, já para não falarmos nos judeus. E olhemos onde eles estão agora na história.

Já chega de nos culparem e pela culpa de outros livrarem-se da má consciência. Não durmam, Danilo.
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De Danilo a 30.07.2018 às 19:39

Ótimo! Voltamos ao inicio, ao comentário inicial que respondi:

"Por haver coisas piores do que a escravatura transatlântica fica tudo desculpado? Então o nazismo serve para desculpar tudo ou quase tudo. Um alemão autoflagela-se se falar do nazismo?"

E você o respondeu de maneira já esperada. Esplendido!

O fato é que existe sim uma dívida histórica e ninguém está disposto a pagar. E para se livrarem disso justificam nossa condição assim como justificaram a razão por termos sido escravizados. A culpa é sempre nossa, é essa a justificativa, se te escravizo é porque você é inferior e animalesco, se não tem emprego, escola, casa, religião, respeito e dignidade é porque você é briguento e preguiçoso. Mas sabemos que tudo isso é para não pagar o que se deve.
Além disso, se embasam em comparações esdruxulas e incompatíveis!

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De Gay Radiante a 30.07.2018 às 23:18

"se te escravizo é porque você é inferior e animalesco"

Nada disso. Até os gregos se escravizavam entre eles. Os europeus apenas aproveitaram soberanamente a escravatura que já existia no continente africano.
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De Danilo a 31.07.2018 às 00:24

Mais um cômica comparação, não cansa?!
Quer comparar escravidão na Grécia com o a escravidão negra.
Como assim nada disso, os gregos criaram uma teoria da superioridade branca? Usaram e deturparam uma teoria evolucionista em nome da violência e da barbaria? Os gregos criaram se desumanizaram para justificar a escravidão? Os gregos se valeram da fertilidade uns dos outros para criarem maquinas reprodutoras de escravos? Os gregos torturavam, matavam, chicoteavam, separavam famílias, abusavam sexualmente, tiravam seus deuses, suas roupas, suas musicas, endemoninhavam seus cultos, desprezavam sua comida, etc etc etc...
Insistirei com o meu argumento, como estás insistindo em comparações escrotas.
Há uma dívida histórica que ninguém está disposto a pagar, e na ausência de uma consciência dessa dívida, deturpam os fatos históricos e os justificam naturalizando as atrocidades cometidas, além é claro de responsabilizar as condições atuais com o argumento falso da meritocracia.
Seus argumentos não se sustentam senhor Gay Radiante, suas comparações são ridículas fruto de um conhecimento histórico inconsistente, uma verdadeira ignorância sobre a história dos negros, é o que me parece ou então está a dissimular.
Eu realmente me encerro por aqui porque vejo que não há mais debate e os seus argumentos são facilmente refutados!
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De João Pedro Pimenta a 31.07.2018 às 02:03

Diga-me uma coisa, Danilo, essa dívida histórica seria realizada de que forma? Pagando um x de dinheiro a cada negro (coisa que seria problemática por haver quase gente mais branca do que negra mas que por ter uma cor ligeiramente mais café com leite é apelidada de "negra"?) Levando todos os que quisessem de novo para África, para recomeçar ma vida nova? Por acaso isso aconteceu com a Libéria e o resultado não é o melhor. E não deixa de ser paradoxal o seu lamento, uma vez que a cultura brasileira negra que tanto preza não existiria se não fosse precisamente a tragédia da escravatura transatlântica.
Quanto ao resto, o "Gay Radiante" já respondeu. A história do "bom selvagem" não se aplica, ou então não se poderiam explicar casos como os do Ruanda (se isso não era racismo, então não sei o que seja). Seria como se os portugueses viessem exigir a "dívida" aos romanos, visigodos ou mouros.
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De Danilo a 31.07.2018 às 04:51

A dívida histórica poderia ter sido paga sim dessa forma, se tivessem realizado o que princesa Isabel deixou escrito em sua carta há 130 anos atrás. Nesta, ela destinava recursos financeiros e terras aos ex-escravos. No entanto a história foi outra e a dívida não foi paga.
Hoje a situação é diferente, claro! No entanto há que se reconhecer que o contexto dos negros no Brasil só está precário por conta de tudo o que ocorreu. Logo, para termos mérito e concorrência, que sejam dadas condições de igualdade, não é possível fazer uma corrida entre um pássaro e um peixe! Essa é a dívida histórica a ser reparada.
Não temos trabalhos dignos porque não temos formação necessária para esses trabalhos, não temos a formação necessária porque as escolas são precárias. Somado a escolas precárias a necessidade financeira nos bate a porte desde crianças, quando temos que trabalhar para ajudar em casa. Trabalhando desde criança não há tempo para escola (que já é precária) e só nos resta trabalhos exploradores e com baixa remuneração. Com isso, mesmo depois de adultos enfrentamos a mesma dificuldade e a dura escolha entre trabalhar e sobreviver ou estudar.
Essa analise sobre a desigualdade já é um consenso entre economistas que dizem não haver meritocracia sem igualdade de oportunidade. Logo, a dívida não é mais uma quantia X e terras para cultivar, mas sim igualdade de oportunidade. Quando devemos no banco e passam-se séculos a dívida não será mais cobrada na moeda que se devia e sim na moeda atual.
E posso dizer com meus poucos anos, que tivemos um governo na década passada que se encarregou de dar condições melhores a pobre e negros. E qual o final desse governo? O que vivemos no país hoje, um homem considerado preso político impedido de concorrer as eleições e em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto.
Tiramos disso uma lição sobre a indignação das classes dominantes brasileiras quando viram negros e mais pobres entrando em "suas" universidades, quando viram "suas" domésticas podendo comprar um carro e fazer um churras no fim de semana.
Ao mínimo que se tentou melhorar as condições, veio a contra partida.

Quanto ao termo mito do "bom selvagem" você o usou indevidamente, primeiro porque na África predomina a vegetação de savana e deserto, e não a selva. Segundo porque o mito do bom selvagem se deu em relação aos indígenas e não aos negros, pois foram os indígenas que acreditavam ter chegado os deuses (europeus) e os europeus acreditavam ter achado o paraíso na terra e os indígenas seriam esse "bom selvagem", pois viviam em harmonia com a natureza.
Logo, realmente a história do bom selvagem não se aplica, concordo plenamente contigo, não se aplica pois não existiu!
Mas entendi o contexto do uso e acho que devemos nos valer de fatos históricos e não apenas de casos isolados, e o fato histórico é que negros sofrem racismo até hoje, e o racismo é muito amplo e velado. Foram anos de dominação ideológica e cultural que resultaram no que vivemos hoje. A cultura, religião, ciência e tudo mais europeias não foram desconsideradas por negros. No entanto os negros não puderam trazer nada da África, trouxeram apenas as lembranças e suas memórias. E quando aqui tentaram fazer aqui seus cultos, foram demonizados. Quando tentaram fazer suas curas, foram desconsiderados. Hoje sofremos os resquícios desses atos do passado, tanto no Brasil quanto na África. Isso é racismo! Não podemos afirmar que europeus sofreram racismo só porque negros se rebelaram contra a dominação.
Já em relação a cultura negra brasileira, nós prezamos muito por ela. Mas na realidade mesmo, só quem vive no Brasil pode entender como é vista essa cultura. O racismo está impregnado nesse país e os hábitos do passado continuam. Sim, parece absurdo, mas é real. Protestantes demonizam o carnaval, o axé, o candomblé. Os bailes funk são proibidos em favelas. Cabelos negros são esticados ou cortados, pois é preciso manter uma aparência "limpa" em empregos. Então poderia passar a noite a relatar os percalços da cultura negra no Brasil. Mas de fato a temos e isso já é um começo, pois há 130 anos atrás nem isso tínhamos.
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De João Pedro Pimenta a 31.07.2018 às 23:48

Obviamente conhecerá a cultura brasileira muito melhor do que eu, pelo que não me posso pronunciar sobre hipóteses. Mas em relação ao seu primeiro parágrafo, regresso ao problema que expus logo no início do comentário: não havendo escravos (até porque a república que se seguiu expulsou a Princesa Isabel e D. Pedro II do Brasil), e sendo difícil determinar quem é "negro", até porque grande parte dos brasileiros até são considerados pardos, como se faria esse "pagamento de dívida"? Não haveria uma enorme discriminação racial? Ou muitos que nem mereceriam tal favorecimento? Não seria melhor uma política pública de equidade do que o estranho favorecimento a uma raça, se é que da diversidade étnica do Brasil se pode falar disso?
Outra coisa: Lula não é um preso político, mas um político preso. Se muitos o queriam afastado por razões políticas, é bom lembrar que ele está preso por ordem da justiça e não dos políticos, e por causa de um caso de direito penal. Ele e Eduardo Cunha, aliás.
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De Danilo a 04.08.2018 às 05:52

Bom, se Lula é preso político ou político preso são pontos de vista, mas o fato é que ele foi um dos únicos que tentaram uma política de mais equidade, uma política de distribuição de renda, e isso são fatos, não cabe discussão.
No entanto, você me pediu uma forma de "seleção" e de critérios para quem realmente teria direito a isso. E, penso que, é impossível que isso seja feito, pois passamos por um processo de miscigenação em vários níveis e modalidades, algo único no mundo, não conheço um lugar com uma mistura tão ampla como o Brasil.
Entretanto, quando nos deparamos com os dados de pobreza e miséria, os estudos são claros! Pretos e pardos têm menos escolarização, têm salários menores, empregos menos promissores, etc etc etc. Quando se comparam dados de criminalidade, os pretos e pardos lideram. Há inúmeros dados comparando pretos e pardos com brancos.
Então é obvio que a distância entre as classes tem bases também na questão de cor, ora mas qual cor os pardos ou pretos, ou ainda indígenas? Afirmo que ambos, pois no Brasil existem mulatos, caboclos, mamelucos e inúmeras variações entre essas três principais. Daí sim uma necessidade de políticas de igualdade, mas em relação a brancos, pois em dados comparativos essas "minorias" estão sempre em situações mais vulneráveis em relação a brancos. Assim como quando comparamos o norte e nordeste do Brasil com o sul e o sudeste. Há também diferenças fundamentais e condições díspares.
A desigualdade no Brasil é um tema tão complicado quanto a miscigenação. Assim como o racismo... Há níveis nesses temas e subdivisões que são complexas como a que você me colocou. Como considerar um pardo, negro ou branco? Confesso que pardos podem se passar por negros assim como podem se passar por brancos, isso vemos em nosso cotidiano. Pardos que sofrem menos racismo em relação a pretos retintos.
Não há consenso nessas discussões. Há sim a consideração da existência desses níveis e graus de racismo, pobreza, miscigenação etc. Além disso estamos discutindo a dívida histórica dos negros, mas ainda existem os indígenas que sofrem, ainda hoje, com a questão da terra. Sim caro amigo, os indígenas não são respeitados em suas poucas terras que restaram. Ora, mas essa é uma briga tão antiga quanto a colonização, e te afirmo que continua acessa com a construção de hidroelétricas, exploração da amazônia, delimitações de áreas, etc
Consegue ver que os problemas do Brasil colônia se repetem e continuam ao longo da história... Indígenas sem terra, negros em condições miseráveis e brancos com privilégios... Consegue enxergar que a realidade hoje não é diferente da realidade do passado.
Mas retomando a questão de pretos ou pardos e uma possível "injustiça". Injustiça com quem pouco têm? Pois ainda que pardos se passem por brancos, estatisticamente pardos vivem em condições menos favoráveis do que os brancos. Não concorda comigo que uma politica de cotas raciais para pretos pardos e indígenas, além de tentar reparar os erros do passado, é também uma política de mais igualdade?!
Eu acredito que cotas é um exemplo claro de muitas outras políticas que poderiam ser desenvolvidas nesse país para melhorarmos condições e tentar reparar a dívida histórica com negros e indígenas. E as cotas já existem, mas se restringem a umas poucas vagas em universidades públicas, tão poucas que atingem 1/3 do total. Mas não é só de cotas que precisamos e sim de condição de igualdade desde a base, e por quê não há temos?
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De Gay Radiante a 31.07.2018 às 09:46

Péssimo exemplo, JPPimenta. O ódio étnico entre hutus e tutsis foi uma invenção belga:

Colonial influence’s role in the Rwandan Genocide

The European “divide and conquer” strategy for dealing with native populations combined with the ‘scientific’ racism of the era gave motivation and reasoning for developing the divide between the Hutu and Tutsi. European colonialism directly created the animosity between the Hutu and Tutsi, through the subjugation of the Hutu and elevation of the Tutsi as well as the removal of any social mobility, that upon their subsequent withdrawal from the firestorm they created, they had put the country of Rwanda on the road to genocide.

https://history.libraries.wsu.edu/spring2016/2016/01/20/un-tribunal-on-rwanda-massacre-officially-ends/
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De João Pedro Pimenta a 31.07.2018 às 23:52

Se formos por aí então os culpados do Holocausto foram os vencedores da Grande Guerra, que permitiram que os alemães se levantassem contra os judeus. Claro que houve europeus pelo meio com culpas no cartório, mas não vamos fazer a enormidade de desculpar os autores do genocídio e considerar que os Hutus eram pobres tolos levados à violência inominável pelos malvados europeus. Tratá-los como criancinhas ou débeis mentais, isso sim, é racismo.
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De Danilo a 04.08.2018 às 06:16

A comparação não é válida, porque não foram os "vencedores" da segunda guerra que inciaram e muito menos financiaram o holocausto. Além disso os "vencedores" não criaram teorias de supremacia racial e tudo aquilo que justificaram durante o holocausto. Diferentemente do que ocorreu com os hutus e tutsis, já existia a rivalidade étnica, no entanto essa foi financiada, legitimada e incentivada pelos belgas que valorizavam e apoiavam um grupo (tutsis) em detrimento de outro.
A estratégia oculta nesse jogo é simples, só não vê quem não quer, enfraquecem os adversários dividindo-os e causando conflitos entre eles, para que possam assim justificar suas misérias por si mesmos e não pela contínua exploração dos países que os controlam. Além disso, criam-se importantes mercados consumidores de armas, munições e todo aparato bélico. Essa estratégia é a mesma usada em outros países da África, e justificam assim suas misérias, mas continuam se valer de seus recursos naturais e humanos.
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De João Pedro Pimenta a 09.08.2018 às 02:10

A "Grande Guerra" é a primeira, não a segunda, e segundo o raciocínio acima, teriam sido os vencedores dessa primeira guerra os culpados a montante do que se seguiu na Alemanha. Quanto ao Ruanda, deixemo-nos de desculpas: falo dos anos 1990, não da colonização belga que já tinha acabado havia mais de trinta anos. Mais uma vez, estão a tratar os negros como se fossem inimputáveis ou criancinhas sem vontade própria, isto é, a criar racismo através de paternalismo com a velha desculpa de atirar as culpas para os outros.
E respondendo À sua outra questão, sou totalmente contra quotas raciais para vagas na universidade, por exemplo (assim como torço o nariz a quotas de paridade que já existem). Sou a favor da atribuição de bolsas económicas para ajuda nos estudos a quem tem dificuldades económicas, independentemente da raça. Mas vagas em função da cor da pele parece-me aberrante, abusivo e insultuosos. E se as coisas correrem mal com os estudos? Vão passá-lo de ano só porque "é de cor"?
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De Gay Radiante a 29.07.2018 às 09:41

https://www.theguardian.com/news/2018/mar/02/the-unwelcome-revival-of-race-science
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De lucklucky a 30.07.2018 às 16:11

Estás contra a ciência ? Há uma data de doenças que têm mais ou menos impacto conforme a raça, tal como variam por sexo.

É uma ciência sexista?

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    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D