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Peças descartáveis

por Pedro Correia, em 06.05.18

 

Este país não é para velhos.

 

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15 comentários

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De Sarin a 06.05.2018 às 19:04

Uma sociedade que não valoriza a experiência dos seus profissionais, que descarta os seus mais velhos, que os limita à reforma...

... e que está cada vez mais envelhecida...

... vai parar onde?

Talvez a pergunta seja não onde mas quando.


Boa sorte, para o Henrique e para todos os que sentem vontade e capacidade para colaborar em novos projectos, em novos desafios.


Sobre o novo paradigma de gestão de recursos humanos da administração da tvi, que tenha os frutos que merece. Que merecem.
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De Professor Al Bartlett a 07.05.2018 às 01:32

"... vai parar onde?

Talvez a pergunta seja não onde mas quando."


https://www.youtube.com/watch?v=sI1C9DyIi_8

Bem sei que é uma aula longa, mas o Professor Al explica como determinar a que horas...
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De Sarin a 07.05.2018 às 13:10

O problema é que não se deseja a paragem mas a manutenção da sociedade.
Neste momento, estamos a aumentar a esperança de vida e a diminuir a natalidade, o que significa que a taxa de renovação está muito aquém da manutenção da sociedade. Da nossa.
Porque o problema das médias é esse: a natalidade de outros países não resolve o problema da sustentabilidade dos nossos mais velhos.
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De Professor Al Bartlett a 09.05.2018 às 01:10

O problema é que Os Poucos Lá De Cima, "aka" uma série de outras coisas, ou seja aqueles que gerem os recursos existentes no frasquinho de bactérias da experiência que é este planeta a que chamamos Terra, não estão preocupados com a manutenção da "nossa sociedade", mas com a "d'Eles"...

Quando a robótica e a "inteligência artificial" permitirem acabar de substituir ̶o̶s̶ ̶e̶s̶c̶r̶a̶v̶o̶s̶ ̶h̶u̶m̶a̶n̶o̶s̶ a força laboral, a "nossa sociedade" torna-se obsoleta e, portanto, dispensável... E aí, é num 'stantinho!...

C'est la vie (de les uns, pas de les autres)...
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De Sarin a 09.05.2018 às 07:21

Portanto, temos que ser nós a pensar por eles a sobrevivência comum. A agir por nós.


"Go and spread the word"
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De Rão Arques a 06.05.2018 às 19:05

Verídico.
Um Senhor com curso prático nas velhas escolas industriais foi durante muito tempo chefe geral de uma Metalo-mecânica da parte oficinal e do desenho (vulgo traço, como se dizia).
Técnico altamente competente, depois de desmamar muita engenharia que foi entrando acabando por se instalar, destinaram-lhe uma cadeira feita de pau numa velha mesa a um canto cheio de pó, para ir desfolhando revistas antigas. Já aí ainda teve tempo para lhes ensinar o que era a flecha de uma viga sujeita a esforço de carga.
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De Herr Von Kälhau a 06.05.2018 às 20:19

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De Herr Von Kälhau a 06.05.2018 às 19:20

À minha mulher despediram-na na semana de Natal.

Sensibilidade e Bom Senso
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De E a mim, a 07.05.2018 às 01:35

ao 2º de Maio!
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De Maria Dulce Fernandes a 06.05.2018 às 21:52

É a trágica sorte de tanta gente qualificada. Nem sequer são ultrapassados pelos mais novos, porque o saber de uma data de anos não vem enrolado no canudo. Não há pós graduação que possa ter equivalência à experiência. As novas tecnologias... sim, e então? Há formações profissionais que são obrigatórias e que ajudam ao upgrade. Ser mais velho não é equivalente a ser burro, ninguém precisa de olhares condescendentes, caramba.
O mercado de emprego é mercantilista, é o laisser faire laisser passer. Jorram dos institutos superiores e universidades em maior quantidade do que qualidade. Parem-nos tenrinhos e prontos a serem explorados. Pelo que se paga a um profissional de carreira com competência para mais uns pares de anos, conseguem 3 ou 4 inexperientes doutores, professores, arquitectos engenheitos cuja tudologia é tão gritante, que vai enrolada em contractos a termo ou estágios prolongados, que muito provavente ao fim de três anos irão engrossar as filas dos centros de emprego.
Penso muito se um dia me cairá uma carta no colo. Eu, por exemplo, que já vou com mais de 40 anos de trabalho, gostava de me reformar. A incrível dualidade disto tudo, é que não tenho idade. Não sou velha qb para me reformar, nem nova o suficiente para mais um curso profissional.
Entendo que apostar, é no futuro , apesar do passado ter mais energia, conhecimento, competência e reponsabilidade, principalmente responsabilidade do que esta nova geração idólatra do facilitismo.






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De Sarin a 07.05.2018 às 11:12

Ainda me falta para aí chegar, mas não é a preocupação com o meu futuro e antes a preocupação com o Nosso futuro enquanto sociedade que me faz acrescentar: e onde pensam guardar os Gigabytes de sabedoria de cada um dos descartáveis acumulou? Talvez a julguem obsoleta, e não contabilizem o investimento colectivo que alienam. Colectivo porque do indivíduo que o adquiriu e da empresa cujos processos lho facilitaram.


Desculpe a terminologia, Maria Dulce. Mas talvez só percebam económico-tecnocraciês...
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De Luís Lavoura a 07.05.2018 às 10:56

Não percebo porque é que a TVI esperou pelos 70 anos de idade do seu trabalhador para o despedir.

A partir dos 67 anos de idade o trabalhador tem direito à reforma. Logo, a TVI poderia tê-lo despedido já há três anos. Tal como poderia despedi-lo só daqui a três, ou seis, ou nove anos... Porque é que a TVI decidiu despedi-lo exatamente aos 70 anos de idade?

O argumento que é dado na entrevista, sobre a Função Pública, não colhe, uma vez que aquilo não é Função Pública. Nenhuma lei se aplica a este caso. A TVI pode despedir o trabalhador a qualquer momento a partir dos 67 anos de idade.
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De Sarin a 07.05.2018 às 13:25

A TVI despediu-o aos 70 porque é a política da TVI, segundo consta na entrevista. Onde, aliás, Henrique Garcia diz exactamente que "as empresas privadas não têm essa obrigação" de cumprir as reformas compulsivas aos 70 cf previsto para a Função Pública mas que "a TVI leva à letra essa lei".


Talvez possa contactar a administração da TVI para averiguar do fundamento de tal afirmação, mas é provável que, sendo infundada, surja entretanto um comunicado invocando o direito de resposta.
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De Luís Lavoura a 07.05.2018 às 16:44

"a TVI leva à letra essa lei"

Pois é precisamente esta afirmação que eu não entendo. Não há lei nenhuma que se aplique às empresas privadas, logo, a TVI não tem que levar à letra lei nenhuma. A TVI é absolutamente livre de reformar os seus trabalhadores quando melhor lhe convier. Não tem que obedecer a nenhuma lei. Tanto pode mandar os seus trabalhadores embora aos 70 anos exatos como aos 71 anos e 4 meses ou aos 68 anos e dois meses.
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De Sarin a 07.05.2018 às 20:04

Caro Luís, se Henrique Garcia diz "a TVI leva à letra essa lei" significa que, e ainda segundo Henrique Garcia, a TVI a adoptou como sua - logo, que a cumpre apesar de não estar a ela obrigada.
Poderia estar a ser jocoso? Poderia. Poderia ter sido despedido por se ter tornado incómodo? Também poderia. Mas para ficar bem esclarecido o melhor é contactar os envolvidos.
Para mim essa questão é irrelevante.

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