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Pecado

por Pedro Correia, em 29.10.20

Ontem senti-me transgressor: fiz duas deslocações entre concelhos. Bem sei que a interdição só ocorre a partir de amanhã, mas esta noção difusa de pecado vai-se entranhando no nosso inconsciente à medida que direitos, liberdades e garantias são comprimidos a pretexto do combate ao novo coronavírus. 

Se tivesse feito o que ontem fiz enquanto vigorou o estado de emergência teria sentido o quê? Talvez me imaginasse sindicalista da CGTP. Sem necessidade, portanto, de expiar qualquer pecado.


78 comentários

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De Adalberto Freamunde a 29.10.2020 às 00:19

No istockphoto.com têm lá fotos gratuitas de Fátima.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 02:26

A incompetente DGS bem precisa de ir a Fátima, implorar inspiração para deixar de dizer tantos dislates.
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De Miguel a 29.10.2020 às 02:58

O mais Engraçado desta medida, é o ser realizado com as Fronteiras Abertas! Logo todos os Estrangeiros, podem Circular Livremente pelas Regiões de Fronteira, quiçá poderão até os Espanhóis vir fazer o seu Fim de Semana a Portugal!? E nós é que somos os Estrangeiros dentro do próprio País:p Ai Costa, a Vida Costa :)
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 10:41

Deve ser aquilo a que eles chamam "novo normal", estúpida expressão que os bonecos de ventríloquo se apressam a repetir a todo o momento.
Fronteiras externas abertas, inexistentes fronteiras internas erguidas a todo o momento nos mais diversos e disparatados lugares. Vou a conduzir numa estrada e mudo de concelho sem me aperceber - não existem marcos a delimitar o perímetro dos municípios, como é sabido. E lá entrei em transgressão.
Pequei.

A Fátima não posso ir. A própria Igreja expulsa de lá os peregrinos enquanto convoca o bispo de Setúbal, armado em Frei Tomás, a apregoar a necessidade de acolhermos todos quantos nos procuram, como aconteceu a 13 de Outubro, falando perante um vasto recinto quase sem ninguém.

Terei de expiar o pecado ouvindo três conferências de imprensa da doutora Freitas?
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De balio a 29.10.2020 às 11:26

não existem marcos a delimitar o perímetro dos municípios

Errado. Na maior parte dos municípios do país, esses marcos existem. Geralmente assumem a forma "Castelo de Paiva saúda-vos", ou coisa similar, e por baixo a indicação de que o município no qual se está a entrar tem monumentos, praias fluviais, e outras coisas que tais.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 11:36

Tem estado de quarentena, Lavoura? Veja lá, mude a máscara. Não quero infecções provocadas por si neste blogue.
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De Robinson Kanes a 29.10.2020 às 10:50

Ainda bem que estão abertas. Num país de mentalidade e política fechada, a pior coisa que podem fazer é probibir alguém de abrir a mente lá fora... :-)))
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 10:57

Por falar em "mente aberta": gostei de ouvir a doutora Freitas justificar a autorização dada a 30 mil pessoas para assistir ao Grande Prémio de F1 dizendo que o Algarve tem sido uma das regiões do País menos afectadas pelo Covid.
Esquecendo, a doce e carismática senhora, que o País ainda não tem fronteiras internas: entre esses 30 mil encontravam-se pessoas oriundas das zonas mais infectadas que se deslocaram de propósito ao autódromo de Portimão para usufruir do "aconchego humano" ali existente. Com a bênção da DGS.
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De Robinson Kanes a 29.10.2020 às 11:13

Pior que isso é emitir pareceres e convenhamos, autorizar, a realização destes eventos e quando a "coisa" corre mal vir dizer que só fazem recomendações. Não se admirem que depois as pessoas vão para a Nazaré e façam o que bem quiserem... Não há coerência, exemplo e a desorganização é mais que muita... As bombas começam a estalar, Itália está ao rubro, a Alemanha também (a famosa ida de um Ministro a uma festa fez sair as pessoas para a rua - cá não se falou, para não variar), em Espanha o Ministro da Saúde esteve num jantar com 150 pessoas depois do recolher obrigatório. (cá também pouco se falou, tudo o que vem de Espanha e seja de uma certa área, parece que encontra a fronteira fechada).

Entretanto, parece que o vírus é coisa da Europa, pelo que se lê... E é isso que me deixa transtornado e confuso, devo admitir.

E cá entre nós, porque também é adepto desse tema: pelos vistos Puidgemont e amigos andam em ricas vidas à conta do dinheiro da Generalitat e até consta que um certo Putin já tinha 10 000 soldados para colocar na Catalunha em defesa desse novo país, uma espécie de Brigadas Internacionais militarizadas a fazer lembrar outros tempos :-)
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 11:21

Outra pérola da preclara doutora Freitas: disse que autorizou o "evento" em Portimão para ajudar a precária economia algarvia.
Em breve teremos o Director-Geral da Economia a pronunciar-se sobre medidas sanitárias.
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De António a 29.10.2020 às 13:25

O Dr. Centeno não fez isso?
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 21:30

Se calhar fez. Mas confesso que não ando a prestar qualquer atenção ao ministro que fugiu para o BdP quando viu as finanças cair a pique.
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De Anónimo a 29.10.2020 às 16:35

As pessoas que estavam na Nazaré, nas imagens que vi,coladas umas ás outras,também não sabem que têm que usar máscara e estar mais distanciadas ? Estamos a 29 de Outubro. Também é o Governo que tem culpa? Seja este ou outro!
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De Robinson Kanes a 29.10.2020 às 17:10

Não terá percebido o meu comentário, por certo... Má gestão de crises, gera diferentes comportamentos, muitos deles negligentes e outros simplesmente palermas. E sim, quem lá esteve dessa forma foi palerma, mas não deixa de ser consequência de uma má gestão do problema.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 21:31

O mau comportamento de alguns indivíduos não absolve os erros e os disparates cometidos pelo Governo. Têm sido imensos.
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De balio a 29.10.2020 às 11:30

a doutora Freitas justificar a autorização dada a 30 mil pessoas para assistir ao Grande Prémio de F1

Ela não tinha que dar qualquer justificação nem autorização. Num país decente, quem dá autorização e quem a justifica deveria ser o primeiro-ministro. Ele (ou o governo que ele chefia) é quem tem competência para dar autorização e, portanto, para justificar a autorização que der. A diretora-geral da Saúde é uma mera técnica que, num país decente, não tem poder para dar autorizações nem para nada.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 11:35

Viva, Lavoura. Já estava a estranhar a sua ausência.
Isto não é a mesma coisa sem você.
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De António a 29.10.2020 às 13:29

E tem a senhora muita razão. Se o Algarve é uma das zonas menos afectadas, há que resolver esse problema.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 16:00

Rapidamente e em força. Daí ter sido escolhido o autódromo: para o vírus acelerar mais depressa.
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De Anonimus a 29.10.2020 às 10:26

Se a polícia me mandar parar identifico-me como espetador. Se for espetar, posso passar.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 10:34

Pode ir assistir a um "evento cultural". Pode acorrer a uma manifestação sindical. Mas não pode honrar e visitar os seus mortos. Nem no Dia dos Fiéis Defuntos - este ano hipocritamente baptizado de "dia de luto nacional", com os cemitérios interditados.
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De Francisco Almeida a 29.10.2020 às 11:20

O governo apenas vai homenagear as vítimas de covid, isto é, os que morreram de covid e os que morreram com covid.
Os três vezes mais acima da média dos últimos anos e que terão morrido devido a consultas, rastreios e cirurgias não feitas não estão incluídos na homenagem.
Como esses morreram longe dos noticiários e, claro, o governo é alheio a qualquer preconceito ideológico que impediu o recurso aos hospitais privados, é apenas coerente que agora não permita que sejam homenageados pelas famílias. Alguns ainda tiveram direito a cortejo fúnebre com três acompanhantes, outros nem isso, a nada tiveram direito.
(este assunto foi comentado por Alberto Gonçalves no Observador)
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 11:22

Chiça. Este governo, além de discriminar vivos, também discrimina os mortos.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 21:32

Mas não será assim. O Presidente da República já esclareceu que serão evocados todos os mortos de 2020, fosse qual fosse a causa do óbito.
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De Francisco Almeida a 30.10.2020 às 10:52

Antes assim. O PR deve te algum assessor que lê o Observador.
O título do artigo de Alberto Gonçalves era:
"Todos os mortos estão mortos mas uns são mais mortos do que outros".

Por outro lado parece que não tem nenhum assessor que leia a Constituição.
Sendo importante, como é, a questão de saber se é inconstitucional ou não a restrição de movimentos fora do estado de emergência, sendo assunto abordado em inúmeros media, o país continua a assistir à controvérsia sem saber qual a opinião do defensor da Constituição.
Seja qual for a decisão do STA considero criticável que o PR, não se tenha manifestado sobre a decisão do governo antes ainda do Chega ter apresentado a providência cautelar.
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De Anónimo a 29.10.2020 às 11:21

E pode ir ver a F1...E...

E pode andar em transportes públicos cheios de gente que não conhece.

E o patrão Estado pode dizer-lhe para ir trabalhar infectado após 10 dias....até lhe dizem para não fazer nova analise.


lucklucky
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De Anónimo a 29.10.2020 às 16:42

Mas nos transportes públicos, é obrigatório as máscaras. No contexto familiar,os jantares,festas,casamentos e batizados,tudo ao molhe sem máscara aí sim,tem sido um descalabro. Dito por Médicos.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 16:48

"Nos transportes públicos é obrigatório as máscaras."
Isso é conversa da treta.

Não há capacidade de oferta nos transportes públicos, as pessoas viajam à molhada, sem a menor distância de segurança, sabe-se lá se têm as máscaras bem postas e se aquelas máscaras são ou não são renovadas: algumas podem ter meses e constituir elas próprias focos de infecção.

É precisamente aí, nesses grandes ajuntamentos pendulares entre casa e o trabalho, que as pessoas mais se infectam. Tal como acontece nos próprios locais de trabalho: médias unidades fabris, estabelecimentos escolares, oficinas, obras e estabelecimentos de restauração, onde as distâncias são muito curtas (basta olhar) e as pessoas não usam máscara.

Dizer que as infecções ocorrem em casa é um disparate. Aí é precisamente o lugar mais seguro. Porque quem possa infectar seja quem for entre as quatro paredes domésticas transporta o vírus da rua. O coronavírus não nasce nas casas de cada um.
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De balio a 29.10.2020 às 16:49

Não é preciso ir ao contexto familiar. Basta passar por qualquer restaurante à hora do almoço. Vêem-se grupos de quatro pessoas, que manifestamente não coabitam na mesma casa, a comer à mesma mesa, em estreita proximidade umas das outras, com as bocas bem abertas, potencialmente a debitar vírus cá para fora.

Se querem impôr o distanciamento social e o uso de máscaras, então, por coerência, têm que encerrar os restaurantes. Não se pode permitir que grupos de pessoas que não coabitam estejam ali por longos períodos muito perto umas das outras e com as bocas abertas.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 16:57

Se você inventar um processo de as pessoas comerem com a boca fechada, corra a registar a patente.
Ainda fica milionário.
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De Robinson Kanes a 30.10.2020 às 14:52

Olhe que já inventaram um processo (até à data impossível) que foi transformar um normal fim-de-semana sem feriados e pontes, num fim-de-semana prolongado...

E não dê ideias ao Sr. Lavoura, com sorte ainda lhe vai espetar um tubo de soro pela goela abaixo e depois quero ver como é que sai dessa.

Abraço e bom fim-de-semana, Pedro.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 21:46

E há os rastreamentos que não se fazem. Por falta de rastreadores.
E há as vacinas contra a gripe que não se tomam. Por falta de vacinas.
E há os telefonemas para a linha Saúde 24 que ficam sem efeito. Porque ninguém atende os telefones.
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De Costa a 29.10.2020 às 18:08

Não fosse a provável troca de impressões com os srs. agentes da autoridade poder redundar potencialmente numa - usando a antiga expressão - visita indesejada do cidadão "aos calabouços do governo civil", ou local afim, apetecia cruzar paulatinamente concelhos munido de um exemplar da Constituição da República Portuguesa. Para debater com os srs. agentes da autoridade a questão da grosseira inconstitucionalidade do que o (des)governo da nação salvificamente entendeu expelir sobre a ignorante e agradecida massa popular.

Mas é melhor não. O sr. Canas, por exemplo, insuspeito de inclinações ditas reaccionárias e populistas (isto é, tudo o que questionar o que seja gerado no fértil ventre do governo de turno), diz que a coisa "roça" a inconstitucionalidade. O sr. de Sousa, catedrático de direito, lá se sentiu obrigado a admitir que houvesse alguma dúvida quanto à constitucionalidade da forma adoptada, mas disse não ser, afinal, mais do que (cito de memória) uma "recomendação agravada". Tudo visto, e para já, ficamos muito convenientemente por aí e, em qualquer caso, um sr. agente ou um sr. guarda estariam ali para cumprir ordens. Suponho, nada mais.

E em qualquer caso, antes mesmo da barbárie jurídica para que governo e presidência da república empurraram o país - que profundamente ignorante e apreciador da autoridade de pulso forte, desde que sobre os outros, borrifa-se para isso e aplaude as decisões, em justiceiros serões televisivos, esperando o "reality show" ou o debate da bola -, adivinham-se longas discussões de berma de estrada sobre o que é óbvia excepcão consagrada na resolução, o que depende do bom senso interpretativo do sr. guarda ou do sr. agente, perante o caso concreto (assegurado ao povo pelas suas chefias, em conferência de imprensa, há minutos), o que é recomendação, ou sendo-o é em forma agravada - e que raio quer isso significar sobre os direitos dos cidadãos? -, e o que é voltar logo para trás e/ou pagar a coima, logo, sem mais e ficar caladinho (ou ir para um calvário de tribunais, em oposição a um Estado de cuja boa-fé é da mais elementar prudência, e por regra, duvidar; e muito).

Espero que sobrem recursos, às forças de segurança, para, em simultâneo com tão crucial missão, assegurarem minimamente a segurança dos cidadãos e seus bens, e a ordem nas ruas. Podendo, daria jeito.

Costa

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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 21:34

Entretanto o Presidente da República acaba de desautorizar o Governo de forma clara: não mudar de concelho neste fim de semana é apenas "recomendação", nada mais que isso.
https://expresso.pt/politica/2020-10-29-Marcelo-desautoriza-juridicamente-o-Governo-nao-mudar-de-concelho-nos-finados-e-apenas-uma-recomendacao

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De Carlos Sousa a 29.10.2020 às 10:44

"Aqueles que não cumprem as medidas de contenção da covid 19 foram considerados mais insensíveis, hostis e enganadores, conclui estudo."
Como vê já há um estudo para enquadrar os seus sintomas.
Agora é que eu acredito que o covid é mesmo perigoso, provoca danos em quem está infectado e em quem não está infectado.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 10:49

Esse é o mais inútil dos debates: é claro que o Covid-19 é perigoso.
Enquanto se discute o que não merece discussão, passa-se ao lado do que importa debater: a estratégia incompetente e errática do Governo no combate à pandemia e a compressão de direitos, liberdades e garantias a pretexto desse combate.
Exemplo? A drástica e radical redução da liberdade de circulação entre concelhos por mera resolução do Conselho de Ministros, sem passar sequer pelo crivo do órgão legislativo, que é a Assembleia da República, ou a instalação de "cercas sanitárias" por decisão dum executivo camarário, sem sequer consulta prévia aos municípios vizinhos.
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De Carlos Sousa a 29.10.2020 às 11:24

Quando vejo países geograficamente diferentes a implementarem ao mesmo tempo as suas medidas de contenção ao vírus sou levado a desconfiar da bondade dessa contenção.
Quando ouço Mário Centeno dizer vagamente que em qualquer momento os apoios podem ser suspensos, sou levado a desconfiar da bondade desses apoios.
Quando ouço a ordem dos médicos dizer que vai inquirir todos os médicos que se manifestem contra as medidas de contenção, sou levado a desconfiar da bondade dessa inquisição.
Quando ouço os hospitais privados a recusar receber doentes covid pois já têm a sua programação, sou levado a desconfiar da bondade da disponibilidade dos hospitais privados.
Está uma história muito mal contada, é publico e está documentado a enorme afluência aos hospitais nesta altura do ano. É público e está documentado as enormes listas de espera que nenhum governo conseguiu reduzir.
Estão a adiar ad-eternu consultas e cirurgias, as medidas de contenção estão a provocar e a criar um conjunto de doenças mais graves do que o próprio vírus.
Até quando vamos aceitar tudo sem reagir?
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 11:39

Pois é precisamente nesse debate atravessado pelo negacionismo que não quero estar nem estarei.
Estarei, sim, no debate sobre a incompetência do Governo. E estarei sempre no debate sobre a supressão de direitos, liberdades e garantias.
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De Carlos Sousa a 29.10.2020 às 12:03

Eu não digo que não há pandemia, eu digo é que estão a sobrevalorizar a pandemia.
Estão a aplicar medidas draconianas e de limitação de liberdades sem terem nenhuma prova científica do seu resultado. Em Espanha estas restrições já existem há mais tempo e os números não revelam qualquer diferença.
Veja o Cristiano Ronaldo que está impedido de jogar, qual é a evidência científica para ele estar mais de 10 dias preso em casa?
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De J. Gonçalves a 29.10.2020 às 16:58

Os testes positivos não servem como evidência científica?... Além de que o facto de ele se sentir de perfeita saúde não o impede de contaminar outras pessoas.
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De Carlos Sousa a 29.10.2020 às 17:57

Então mas não foi a Graça Freitas que disse que ao fim de 10 dias de confinamento já podia ir trabalhar sem necessidade do teste negativo?
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 21:37

Ronaldo, até pela sua visibilidade planetária, não tinha alternativa senão cumprir escrupulosamente as regras sanitárias. No caso dele, como é sabido, influencia milhões de pessoas.
Nestas coisas não dá para facilitar. Por isso é que entendo que o debate deve centrar-se noutros temas, também relacionados com a pandemia em curso.
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De Vasco Machado a 29.10.2020 às 12:56

Acho que é precisamente o 1º debate que temos que fazer.
A incompetencia do governo é um facto da vida. Nada se pode fazer quando a materia prima é de 4º escolha.
Quanto aos direitos, liberdades e garantias, parece-me uma tarefa ciclopica. Para isso eram precisos politicos com a missão de servir e fazer evoluir as sociedades, e não de fazer carreira.
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De Anónimo a 29.10.2020 às 16:45

Mas na Madeira,quem manda e decide,é do PSD,e o que se faz lá? Quem entra ou sai faz o teste,cumpre e as máscaras são obrigatórias desde o Verão. Analisem o resultado.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 16:56

Já cá faltava a partidarite aguda.
Fala-se de pandemia, de governo, de responsabilidade ou irresponsabilidade cívica, de competência ou incompetência sanitária - e aparece sempre alguém a falar do partido X ou do partido Y.
Enfim, mais do mesmo.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 21:39

Os debates devem ser precisamente esses. Escrutinar a acção (e a inacção) governativa e sairmos em defesa dos direitos, liberdades e garantias que estão a ser lesados.
Nesta matéria há abusos todos os dias. Cometidos também pelo Governo. Ou essencialmente pelo Governo.
Ainda agora o Presidente da República deu um sinal evidente nesse sentido.
https://expresso.pt/politica/2020-10-29-Marcelo-desautoriza-juridicamente-o-Governo-nao-mudar-de-concelho-nos-finados-e-apenas-uma-recomendacao

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De marina a 29.10.2020 às 13:32

Penso que o covid é a estratégia seguida pelos governos para acabar com as listas de espera nos sns dos respectivos países. Quando tiverem morrido suficientes doentes de cancro e outras patologias com tratamentos e operações caras , o vírus desaparece : missão cumprida .
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 21:40

Humor negro. Infelizmente não destituído de fundamento.
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De Anónimo a 29.10.2020 às 12:34

Pelo seu comentário, os outros países é que são muito competentes como se comprova.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 21:40

Não percebi o que pretendeu dizer.
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De Antonio Maria Lamas a 29.10.2020 às 10:46

A partir d hoje e até terça-feira só falo Inglês
Have a nice week-end Pedro.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 10:53

Pois, vem aí o dia das bruxas. E a sexta-feira das pechinchas. Tudo palrado em "amaricano".
Tenho de indagar como se escreve "de cócoras" nesse idioma. Para não parecer antiquado.
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De Vento a 29.10.2020 às 10:58

Enquanto me desloco também faço minhas orações pelos pecadores, mas levo comigo meu anjo da guarda.

Ontem durante o trajecto apercebi-me de uma rapariga com as mamocas elevadas. E logo o meu anjo da guarda advertiu-me: pode ser efeito do underbra.
De imediato mudei do concelho para o conselho.
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De Anonimus a 29.10.2020 às 12:14

O mesmo Governo que durante meses só se preocupou com corredores aéreos, agora quer impedir a circulação entre localidades.
O Governo que durante meses teceu loas ao teletrabalho, depois instigou (e obrigou) o regresso dos trabalhadores à rua, e agora volta a remetê-los a casa.
(coincidência ou não, voltei a ver nas tevês reportagens sobre o impacto positivo da recolha à residência sobre o meio ambiente)
Entretanto, e desde Março, as escolas estão na mesma, os transportes estão na mesma.
As recomendações só são obrigações quando não se trata de política ou dinheiro.
Abanões e abanicos.
Não sabem mais.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 16:54


O mesmo governo que impede a circulação entre concelhos durante os próximos quatro dias mantém abertas as fronteiras terrestres, aéreas, fluviais e marítimas com Espanha, de onde desembarcarão milhares de pessoas no mesmo período.


O governo que agora proíbe idas aos concelhos vizinhos foi o mesmo que há menos de uma semana autorizou dezenas de milhares de pessoas a rumar ao Algarve para ver uns bólides a acelerar na pista do autódromo.

O governo que proíbe cinco pessoas de jantar num local público é o mesmo que nada fez para impedir hoje a concentração de largas centenas de pessoas, incluindo muitos estrangeiros, para ver umas ondas na Nazaré.
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De Carlos Sousa a 29.10.2020 às 14:43

Será que o vírus vai obedecer quando decretarem o recolher obrigatório?
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 15:58

Obedecerá, seguramente. A menos que seja um vírus reaccionário.
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De Anonimus a 29.10.2020 às 17:08

O vírus não se verga perante este Governo anti-patriota que pretende limitar as liberdades e garantias dos cidadãos e que está sob ordem das multinacionais e do grande capital.
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De Anonimus a 29.10.2020 às 22:18

É o remake do é ilegal mas pode fazer-se.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 23:28

Está-se tudo borrifando para as "medidas" do governo. Como bem se viu há dias em Arruda dos Vinhos.
https://www.publico.pt/2020/10/24/sociedade/noticia/casamento-200-pessoas-autorizado-arruda-vinhos-camara-municipal-contesta-1936564
E hoje na Nazaré:
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/multidao-para-ver-grandes-ondas-na-nazare-capitania-diz-que-e-impossivel-controlar

A falta de autoridade política de Costa, neste seu mês "horribilis" é cada vez mais evidente.
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De Marques Aarão a 29.10.2020 às 17:31

PECADOS MAIORES
-Quando a Sra. Diretora Geral de Saúde nos vem dizer que a modificação de medidas anunciadas resultam do conhecimento que fomos adquirindo, fica escancarada uma adulteração inqualificável a propósito de uma situação de preocupante. gravidade
Nem bom senso, nem competência, mas ainda pior, desprezo ou ignorância por uma cautelosa ação preventiva de antecipação.
Quando se salta sem nexo de um estado falacioso de negação para uma adoçada situação de aflição, falharam todos os pressupostos de uma avaliação no mínimo consciente, ficando patente que tal atitude não se afigura merecedora de respeito.
-Quando autoridades em exercício vem culpar e condenar a aglomeração de pessoa em incumprimento dos mais elementares cuidados individuais, é de perguntar como foi possível que o evento das ondas da Nazaré não tivesse sido objeto de avaliação prévia, sem prejuízo de competente fiscalização ou mesmo de absoluta proibição.
-Como não podia deixar de ser Sua Excelência o Presidente da Republica entra em mais uma peça, não na qualidade de influente magistrado da nação, mas para anunciar uma solene palestra em momento posterior à reunião extraordinária do governo sobre medidas para combater a pandemia.
Fica-se com a impressão que o atual ocupante de Belém em vez de comandar anda a reboque de palpites e acontecimentos.
Até pode parecer que aguarda ordens ou recomendações do Dr. Costa para poder botar palavra..
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De Marques Aarão a 29.10.2020 às 17:41

Do despistado Dr. Costa, queria eu dizer.
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De Pedro Correia a 29.10.2020 às 21:41

Outubro (que ainda não chegou ao fim) foi um mês "horribilis" para António Costa.

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