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O PCP numa encruzilhada

por Pedro Correia, em 25.01.16

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O PCP é suplantado no segundo sufrágio consecutivo (o primeiro foi a 4 de Outubro) pelo Bloco de Esquerda.
Mais ainda do que há três meses, saiu ontem fortemente penalizado - obtendo os piores resultados de sempre para a sua área política, sem atingir a fasquia dos 200 mil votos.

Pelos seguintes motivos:
1. Pelo candidato que escolheu. Edgar Silva foi um fraquíssimo representante nesta campanha, como o seu desempenho nos debates a dois logo demonstrou. Grau zero de carisma, incapacidade total de comunicação. Se a ideia era lançá-lo numa espécie de tirocínio como sucessor de Jerónimo de Sousa no próximo congresso, esse plano falhou.
2. Pelas opções que assumiu. O PCP tem como base identitária e força motriz ser um partido de protesto. Ao assinar o pacto com António Costa assumiu-se como parte integrante de uma maioria governativa a que dá o seu aval. Descaracterizou-se fatalmente, perdendo utilidade eleitoral.
3. Pela linguagem que teima em adoptar. Ao refugiar-se num jargão que só os militantes comunistas utilizam, e em slogans com mais de 40 anos oriundos de um mundo cheio de etiquetas tornadas obsoletas, o PCP assume uma estratégia de bunker, datada, sem se abrir à sociedade e aos tempos actuais. Ao contrário do que soube fazer o Bloco de Esquerda, capaz de se reinventar no plano táctico para melhor servir o seu desígnio estratégico.


26 comentários

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De V. a 25.01.2016 às 12:30

Ainda assim a conversa boa e autorizada nos meios de comunicação social e no colóquio quotidiano é sempre de esquerda: quando Paulo Portas diz que espera que não haja 2ª volta isto configura uma violação da ridícula lei eleitoral e proíbem as TVs de reproduzir essas declarações — quando o tal padre candidato do PC diz que espera "que triunfem os valores de Abril" e não-sei-quê, já ninguém se mexe no lugar. O próprio representante da CNE qualifica as supostas reclamações que receberam: "tivémos muitas reclamações" em vez de dizer quantas foram. Este tipo não tem de dizer se são muitas ou poucas porque como é que estabelece o que são muitas ou poucas reclamações a não ser pela ideia de que são muitas quando são contra aquilo que eu acho?

Esta gente é toda fraquinha.
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De Pedro Correia a 25.01.2016 às 16:10

Um disparate, esse alegado boicote às declarações de Portas. Para serem equitativos haveriam de ter proibido também as homilias das missas de ontem que com base nas leituras do Evangelho aludiam ao "tempo novo" reivindicado por Sampaio da Nóvoa.

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