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As pessoas podem simpatizar ou não com Rui Tavares e/ou com o seu agrupamento político. Independentemente disso - eu, por modesto exemplo, fico sempre com "pele de galinha" diante desse MES new age -, vale ler este seu artigo sobre o can-can de Paulo Rangel,  candidato nº 1 do PSD nas listas para o Parlamento Europeu, como já o fora nas últimas eleições. 

Se houvesse algum tino no prezado eleitorado (uma utopia, a gente sabe), um artigo destes, letal, faria mossa nas aspirações rangelianas e dos da sua igualha, hipócritas que vão. Entenda-se, um pontapé nas eleições. Mas como não há, esse tal utópico tino, lá será ele - e mais alguns da sua inestimável (sim, "inestimável") estirpe - eleitos para o vai-vem Estrasburgo- Bruxelas.

A mim não fará grande mossa: aqui só vejo "casacos azuis" - o inconfundível uniforme dos tugas doutores - no vizinho "Tiago's". E aproveito a desculpa da imperial ali custar o dobro do que custa no meu "Ponto de Encontro" - sítio aprazível que me faz sentir como se em ... Maputo ou nos Olivais - e nunca lá vou. Entenda-se, evito aquilo mesmo por causa dos "casacos azuis", raios partam os Rangéis e companhias ilimitadas.


2 comentários

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De jpt a 26.02.2019 às 14:25

Justiniano, JPT (maiúsculo) aqui lhes faço um desenho para responder aos vossos comentários -
como refiro no postal não tenho simpatia nem pelo colunista referido (e ligado) no postal nem pela sua organização de manpower, "Livre Ltd". Ainda permito-me interpretar o texto dele (o único texto do mesmo autor de que me lembro é de quando, na condição de eurodeputado, mas não tendo abandonado o estatuto de historiador, informava o Irão de que Portugal tinha o primeiro povo a abandonar a pena de morte, para respeitabilidade está tudo dito): o tipo não está, e é óbvio, a comparar Maduro com Organ, a Venezuela com a Hungria. Está a comparar o Rangel diante da Venezuela e o Rangel diante da Hungria. São coisas completamente diferentes. E enquanto as pessoas não perceberem essa óbvia, evidente e gigantesca diferença continuarão a votar nestes atrevidos e estes continuarão a ter os estrados para todos estes dislates
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De Justiniano a 26.02.2019 às 15:16

Sobre os mitos à volta da Hungria e não concedendo à censura política que tem sido exercida sobre a Hungria. (no PE pelo Tavares, Ana Gomes, Matias...) É óbvio e evidente que o Tavares não visa unicamente apontar qualquer duplicidade a Rangel. O que Tavares pretende é manter o estigma sobre a Hungria e, consequentemente, sobre o PPE. Pretende que Rangel se defenda defendendo Orban. Contudo sabemos que a tibieza dos Rangeis é já proverbial. Ainda não percebi qual o constrangimento de Rangel face à Hungria sendo Rangel um reputado jurista e percebendo Rangel a construção constitucional da Hungria comparando-a com a nossa Constituição. Porque se cala Rangel e não explica. Ou melhor, porque não denuncia os ataques à Hungria como o que são, ataques políticos? Porque Rangel veste-se agora de político e vence táctica. (por vezes má táctica, como no caso, em que se deixa encurralar na aparente duplicidade) E a táctica não quer o PSD colado ao lado político a que preguiçosamente se convencionou designar de Fascista, ou extremista, ou Xenófobo.
Caso contrário teríamos de censurar Portugal, e já agora a Alemanha, e outros porventura!
Em Portugal temos um Tribunal Constitucional cujos membros são politicamente designados pela AR. Temos um Supremo Tribunal Administrativo com jurisdição última sobre a apreciação da legalidade dos actos da Administração Pública. Temos um Conselho Superior da Magistratura com a maioria dos seus membros politicamente designados. Temos um tipo de ilícito criminal que prevê a crimininalização do auxilio à imigração ilegal. Em breve teremos a proibição do crowdfunding, e a alteração à designação da composição do Conselho Superior do MP.
(A grande diferença é que a maioria de Orban no Parlamento Hungaro quase o dispensa de qualquer compromisso com outras forças políticas. Mas estou em crer que as eleições na Hungria foram livres, transparentes e justas.)
Mas, afinal, qual foi o grande pecado que cometeu a Hungria e Orban!? O que faz perigar, por ali, a subsistência do Estado de Direito Democrático!!??
Porque é que o PPE, cobardemente, se deixa refém de estribilhos estafados!?

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