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rangel.jpg

As pessoas podem simpatizar ou não com Rui Tavares e/ou com o seu agrupamento político. Independentemente disso - eu, por modesto exemplo, fico sempre com "pele de galinha" diante desse MES new age -, vale ler este seu artigo sobre o can-can de Paulo Rangel,  candidato nº 1 do PSD nas listas para o Parlamento Europeu, como já o fora nas últimas eleições. 

Se houvesse algum tino no prezado eleitorado (uma utopia, a gente sabe), um artigo destes, letal, faria mossa nas aspirações rangelianas e dos da sua igualha, hipócritas que vão. Entenda-se, um pontapé nas eleições. Mas como não há, esse tal utópico tino, lá será ele - e mais alguns da sua inestimável (sim, "inestimável") estirpe - eleitos para o vai-vem Estrasburgo- Bruxelas.

A mim não fará grande mossa: aqui só vejo "casacos azuis" - o inconfundível uniforme dos tugas doutores - no vizinho "Tiago's". E aproveito a desculpa da imperial ali custar o dobro do que custa no meu "Ponto de Encontro" - sítio aprazível que me faz sentir como se em ... Maputo ou nos Olivais - e nunca lá vou. Entenda-se, evito aquilo mesmo por causa dos "casacos azuis", raios partam os Rangéis e companhias ilimitadas.


31 comentários

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De Vorph Valknut a 26.02.2019 às 08:35

Excelente postal. Abraço. Já agora, jpt, sabe alguma coisa do caríssimo Luís Naves?
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De jpt a 26.02.2019 às 14:17

Esse seu comentário é para o Pedro Correia inaugurar uma das séries que tão bem dinamiza: "A Verrina da Semana"
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De Bea a 26.02.2019 às 09:05

Os Rangéis fazem parte da vida, aprendemos a viver com eles. O pior é darmos-lhes poder, aí está a asneira. No resto, podem frequentar todos juntos o mesmo lugar que até dá jeito, estraga-se só uma casa.
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De jpt a 26.02.2019 às 14:18

A casa aludida é simpática, ainda que algo chic em demasia aqui para o morcão. Empregados óptimos, sublinho. O problema, a haver, está no cliente.
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De Justiniano a 26.02.2019 às 10:12

Equivalem-se, o Rangel e o Tavares! Ao indigente artiguito do Rangel responde o Tavares com redobrada indigência!! (Não sei como se pode comparar a Venezuela com a Hungria sem corar! O problema fundamental da Venezuela não é a falta de liberdade ou os derivados metafísicos do socialismo em várias formas. O problema, fundamental, é a miséria material, e as suas consequências morais, a que foi condenado o povo da Venezuela!!)
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De jpt a 26.02.2019 às 14:20

Respondo-lhe em comentário - dado que o seu se aparenta com um outro, responderei a ambos
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De JPT a 26.02.2019 às 10:27

A sério? Comparar Orban com Maduro? Orban criou um segundo parlamento para se manter no poder, depois de perder eleições? Há opositores de Orban detidos nas cadeias por delitos políticos, ou a "suicidar-se" no intervalo de interrogatórios? Orban gaba-se de armar milícias de apoiantes para atacar os opositores? Orban motivou a emigração de 15% da população do país? Falta de facto "tino" neste caso, mas não é ao eleitorado, é ao Tavares.
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De jpt a 26.02.2019 às 14:20

Respondo-lhe em comentário - dado que o seu se aparenta com um outro, responderei a ambos
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De Anónimo a 26.02.2019 às 22:28

Orban emendou a constituição húngara para poder manter uma maioria de 2/3 sem sequer ter 50% dos votos. O governo de Orban propaga teorias da conspiração anti-semitas.
E a Hungria é tão "boa" que nem os húngaros lá querem viver, usufruindo assim da livre circulação de pessoas garantida pela União Europeia. A mesma União Europeia da qual Orban tanto se queixa mas não sai.
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De Daniel Marques a 27.02.2019 às 04:08

De 2010 a 2017 emigraram no total 173.000 hungaros. O numero anual de emigrantes tem vindo a baixar desde 2015 e desde 2014 que o numero de emigrantes que voltam tem aumentado. Em Portugal desde 2011 saimos uma media de 100.000 Portugueses ano! Nos ultimos 2 anos que tenho dados, 2016-17, em plena geringonca sairam mais portugueses de Portugal que hungaros da Hungria nos 7 anos de Orban.
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De Luís Lavoura a 26.02.2019 às 12:11

Eu se vivesse em Bruxelas, como o estimado JPT, não poria os pés nem no Tiago's nem no Ponto de Encontro.
Tendo já vivido no estrangeiro, aproveitei o ensejo para ver o menos portugueses possível.
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De jpt a 26.02.2019 às 14:19

Lavoura tenho o tempo suficiente de vivência no estrangeiro para não ter que evitar os sítios dos portugueses. Os quais são exactamente a mesma merda do que os outros, diga-se.
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De sampy a 26.02.2019 às 13:21

Ui, quando o Arroja filho encontrar o Rangelito... vai ser bonito.
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De Luís Lavoura a 26.02.2019 às 14:16

Acha que vai encontrar? Eu lamento, mas parece-me que as probabilidades são escassas.
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De jpt a 26.02.2019 às 14:19

essa ultrapassa-me
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De jpt a 26.02.2019 às 14:25

Justiniano, JPT (maiúsculo) aqui lhes faço um desenho para responder aos vossos comentários -
como refiro no postal não tenho simpatia nem pelo colunista referido (e ligado) no postal nem pela sua organização de manpower, "Livre Ltd". Ainda permito-me interpretar o texto dele (o único texto do mesmo autor de que me lembro é de quando, na condição de eurodeputado, mas não tendo abandonado o estatuto de historiador, informava o Irão de que Portugal tinha o primeiro povo a abandonar a pena de morte, para respeitabilidade está tudo dito): o tipo não está, e é óbvio, a comparar Maduro com Organ, a Venezuela com a Hungria. Está a comparar o Rangel diante da Venezuela e o Rangel diante da Hungria. São coisas completamente diferentes. E enquanto as pessoas não perceberem essa óbvia, evidente e gigantesca diferença continuarão a votar nestes atrevidos e estes continuarão a ter os estrados para todos estes dislates
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De Justiniano a 26.02.2019 às 15:16

Sobre os mitos à volta da Hungria e não concedendo à censura política que tem sido exercida sobre a Hungria. (no PE pelo Tavares, Ana Gomes, Matias...) É óbvio e evidente que o Tavares não visa unicamente apontar qualquer duplicidade a Rangel. O que Tavares pretende é manter o estigma sobre a Hungria e, consequentemente, sobre o PPE. Pretende que Rangel se defenda defendendo Orban. Contudo sabemos que a tibieza dos Rangeis é já proverbial. Ainda não percebi qual o constrangimento de Rangel face à Hungria sendo Rangel um reputado jurista e percebendo Rangel a construção constitucional da Hungria comparando-a com a nossa Constituição. Porque se cala Rangel e não explica. Ou melhor, porque não denuncia os ataques à Hungria como o que são, ataques políticos? Porque Rangel veste-se agora de político e vence táctica. (por vezes má táctica, como no caso, em que se deixa encurralar na aparente duplicidade) E a táctica não quer o PSD colado ao lado político a que preguiçosamente se convencionou designar de Fascista, ou extremista, ou Xenófobo.
Caso contrário teríamos de censurar Portugal, e já agora a Alemanha, e outros porventura!
Em Portugal temos um Tribunal Constitucional cujos membros são politicamente designados pela AR. Temos um Supremo Tribunal Administrativo com jurisdição última sobre a apreciação da legalidade dos actos da Administração Pública. Temos um Conselho Superior da Magistratura com a maioria dos seus membros politicamente designados. Temos um tipo de ilícito criminal que prevê a crimininalização do auxilio à imigração ilegal. Em breve teremos a proibição do crowdfunding, e a alteração à designação da composição do Conselho Superior do MP.
(A grande diferença é que a maioria de Orban no Parlamento Hungaro quase o dispensa de qualquer compromisso com outras forças políticas. Mas estou em crer que as eleições na Hungria foram livres, transparentes e justas.)
Mas, afinal, qual foi o grande pecado que cometeu a Hungria e Orban!? O que faz perigar, por ali, a subsistência do Estado de Direito Democrático!!??
Porque é que o PPE, cobardemente, se deixa refém de estribilhos estafados!?
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De JPT a 26.02.2019 às 16:53

Não li este comentário, que está, obviamente, muito melhor que o meu. Só faltou acrescentar que, tal como a Hungria, também, por exemplo, a Itália e a Grécia têm sistemas que bonificam com maiorias absolutas partidos com maiorias relativas, postergando o princípio da proporcionalidade, princípio que ainda é mais postergado por sistemas com círculos uninominais, como o Reino Unido ou a França (recordo que, depois da reforma eleitoral francesa, a "Front National", com os mesmos 10/15% dos votos, passou de 35 deputados para 1, sem qualquer alarido). Certo é que, em todos esses países, quem ganha as eleições governa (já noutros...). O problema é que, na Hungria, quem ganha eleições é o Sr. Orban.
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De Daniel Marques a 26.02.2019 às 17:57

Chamar "historiador" a quem divulga fake news como a dos 60.000 Ucranianos naturalizados Hungaros à pressa para manipular eleicoes e que viviam no mesmo edificio - Na realidade 60-200 e muito mais provavelmente relacionados com a mafia de venda de passaporte schegen.

O Fidesz ganhou com 2.9M de votos contra 1M do segundo classificado. Calem-se la com essa porcaria dos facismos e das eleicoes manipuladas.

Eu, vivia la, acompanhei as eleicoes. Houve golpadas populistas do Orban? Certamente. Como houve anteriormente dos socialistas, que estiveram 8 anos no governo e anteriormente do Orban quando la esteve. Ninguem se lembra do aumento aos funcionarios do Socrates? As pessoas votam no Orban porque ha pleno emprego, a economia esta a funcionar e sobretudo porque o Orban tirou a Hungria da crise repartindo sacrificios entre a populacao e os Bancos e as grandes empresas ao contrario de Portugal que nacionalizou divida privada e depois esmifrou os cidadaos para a pagar.

Na Hungria o povo votou nos socialistas no boom anterior à crise porque tinha dinheiro no bolso enquanto o governo vendia e colapsava o pais. Quando rebente este ciclo, lá virá a esquerda outra vez. E o Orban pode agarrar-se à imigracao, ao Soros e ao perigo de Bruxelas mas vai de patins como ja o foi em 2002.
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De Anónimo a 27.02.2019 às 20:27

Desemprego de 3.7% não é pleno emprego... É uma taxa de desemprego semelhante à do Reino Unido ou à dos EUA.
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De Daniel Marques a 28.02.2019 às 07:17

Pleno emprego nao é desemprego 0. A ideia geral é que quem quer trabalhar consegue arranjar emprego com um salario proximo do desejado com alguma facilidade . O desemprego na Hungria é o mais baixo em democracia (desde 1991) e os salarios aumentaram em media 11% em 2018 (inflaccao à volta dos 3%). Estes dois indicadores parecem indicar que a Hungria esta em pleno emprego ou proximo dele. No Reino Unido os salarios estao estagnados apesar dos niveis de desemprego baixos. O emprego é inseguro com a consequente dimininuicao da capacidade negocial dos trabalhadores. A razao? Imigracao.
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De Justiniano a 26.02.2019 às 15:27

jpt "o tipo não está, e é óbvio, a comparar Maduro com Organ, a Venezuela com a Hungria." Não será assim tão óbvio, nem confiaria assim tanto no bom senso do escriba, porquanto, dizia ele, por exemplo:
"Já Paulo Rangel faz exatamente o contrário: usa as críticas justificáveis aos regimes de adversários que violam direitos humanos para relativizar comportamentos iguais de seus aliados" frise-se o "iguais".
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De Anónimo a 26.02.2019 às 22:30

Se o Justiniano gosta da Hungria, porque não emigra para lá? Pode ser que fique a saber o que os húngaros pensam de "mouros" como você.
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De Daniel Marques a 27.02.2019 às 03:05

Antes de escrever tonterias o anonimo devia visitar a Hungria. Na impossibilidade tente descubrir um dos muitos turistas hungaros que visita ou vive em Portugal ou algum portugues que ja esteve na Hungria e informar-se.
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De Camarada a 27.02.2019 às 04:22

És muito mentiroso que vem para a Hungria para trabalhar é bem vindo.
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De Anónimo a 27.02.2019 às 20:28

É bem vindo, é... Um país cujo governo fomenta teorias da conspiração anti-semitas em pleno século XXI? Não obrigado.
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De JPT a 26.02.2019 às 16:32

A comparação de uma ditadura com uma democracia cujos resultados eleitorais (e medidas governamentais) nos desagradam não é justificada. Noto que a Venezuela já foi uma democracia cujos resultados eleitorais (e medidas governamentais) desagradavam a muita gente (não a mim, curiosamente), mas, ao menos desde que se inventou uma assembleia não eleita para substituir aquela que ficou com uma maioria da oposição, passou a ser uma ditadura. Ou seja, não há qualquer duplicidade do Sr. Rangel no tratamento do Sr. Maduro e do Sr. Orban, porque eles não representam coisas parecidas, quanto mais comparáveis, salvo para criaturas como o Sr. Tavares que acham que manter na nossa Constituição que estamos "a caminho do socialismo" está lindamente, mas condenar, na Constituição húngara, o comunismo está muito mal, ou que um Tribunal Constitucional não eleito deve poder revogar as decisões de um parlamento eleito, com base na interpretação ideológica de princípios gerais de Direito. Se o que se pretende é uma grave incoerência do Sr. Rangel (de toda a UE, aliás), é entre o tratamento que dão ao Sr. Maduro e ao Sr. El-Sisi, do Egipto, um ditador militar que derrubou uma democracia eleita (cujos resultados eleitorais e medidas governamentais desagradavam a muita gente) e se dedica a uma sanguinária política de repressão. Mas esse, curiosamente, foi o anfitrião da cimeira UE-Liga Árabe, que teve lugar há meia-dúzia de dias, e onde esteve aquele grande amigo do Sr. Tavares que calha ser nosso primeiro-ministro.
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De jpt a 27.02.2019 às 11:54

Isso exige como resposta um comentário autónomo, conjugando respostas a outros comentários aqui deixados. Voltarei à noite para isso, obrigado
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De Pedro Correia a 26.02.2019 às 18:27

Hum... Ponto de Encontro? Temos aqui um sério candidato para um Delito à Mesa.
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De jpt a 27.02.2019 às 01:45

vamos a ver ... eu é que sou um rapaz frugal, pouco dado assim a narrar repastos ...

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