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Delito de Opinião

Pátria

Maria Dulce Fernandes, 09.11.20

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Baseada num livro de Fernando Aramburu (cuja leitura é fundamental antes de ver a série) a acção de Pátria inicia-se nos anos setenta e conta a história de duas famílias bascas e da sua relação com a ETA e com o conflito armado, da sua amizade, dos seus amores, ódios viscerais e hipocrisias, e termina em 2011 com a proclamação do cessamento da luta armada pela organização separatista basca. O autor explicou que só adquirindo o distanciamento necessário em tempo e espaço pôde ganhar o olhar isento necessário para escrever sobre as passagens ficcionadas da sua juventude em San Sebastián e isso é visível em toda a obra.

Há memórias que retemos mesmo involuntariamente. Uma que me chegou nítida, ao começar a ler Pátria, foi a de um cartoon de 1975 que fez capa num jornal dos vários que o meu pai comprava e que retratava um general Franco decrépito numa cadeira de rodas, a girar o garrote ao qual Espanha condenou à morte Garmendia e Otaegui, dois membros do braço armado da ETA. Apesar de em Espanha, em Portugal e em muitos outros países se manifestarem em favor da comutação da pena de morte, um dos etarras, Otaegui, foi executado pelo regime.

O livro é bom e a série recomendo vivamente.

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