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Para que a terra não esqueça

por Rui Rocha, em 26.03.18

Em Agosto de 2016, em Pedrógão Grande, depois de um incêndio de grandes proporções, Marcelo Rebelo de Sousa afirmava: "Eu próprio acompanharei muito de perto para ter a certeza de que no pino do Inverno ninguém se esquece do que aconteceu no Verão". Apesar desta promessa, em Junho de 2017, Pedrógão Grande chorava a morte de dezenas de pessoas num incêndio trágico. Logo de seguida, em Outubro, e com todos os avisos e alertas, o Estado foi incapaz de proteger mais algumas dezenas de portugueses que encontraram a morte noutros incêndios. Marcelo, pelo meio, desancou António Costa quando este adoptou um comportamento miserável (dirão os mais cépticos que o fez apenas porque intuiu que a desgraça podia afectar a sua própria imagem) e desdobrou-se em manifestações públicas de afecto, mensagens e sublinhados. Entretanto, a acção do Presidente nesta matéria confluiu com a do governo durante o último fim-de-semana, numa operação mediática de sensibilização ou, dirão outros, de propaganda. Agora que os fogos do próximo Verão são ainda uma ameaça que parece longínqua, é importante afirmar isto: em matéria de incêndios, não é só o governo que esgotou o seu crédito; a credibilidade política de Marcelo nesta matéria também chegou ao seu limite.


14 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 26.03.2018 às 14:14

O primeiro-ministro fez o anúncio. A seguir, instalaram-se as dúvidas. Com o ministro da Defesa ao lado, António Costa disse este sábado que a Força Aérea “ficará com a gestão e operação dos meios aéreos de combate aos incêndios florestais”, que vai gerir os “meios do próprio Estado” e que ainda fará a “gestão dos contratos de meios aéreos de combate aos incêndios”. Mas, na prática, como é que a Força Aérea — ainda sem meios próprios para o combate a incêndios florestais — se vai integrar na estrutura da Proteção Civil de combate aos fogos? “Estamos a definir quais as formas de implementação dessas decisões”, diz fonte da Defesa ao Observador. As respostas do lado da Força Aérea não são diferentes. “Tudo tem de ser estudado e pensado”, admite fonte do ramo.

A Força Aérea não participa este ano no combate direto a incêndios, mas sim na "gestão centralizada" e comando e controlo das operações, segundo esclareceu em novembro o secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello.

Resumindo :

0
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De Anónimo a 26.03.2018 às 14:31

ZERO,........e como é de calcular,.............noves fora .........Nada, ZERO.
Mais um virar de página bem conseguido, e certamente com o presidente Marcelo a não tardar um comentário do tipo.....estão a ver, está tudo a ser feito, mas mesmo tudo.
António Cabral
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De Anónimo a 26.03.2018 às 14:48

em 2019 e 2o não vão arder eucaliptos nem pinheiros, demoram 2 anos a se fazerem.

Poupem em aviões e desmatações para daqui a 3 anos.

Estamos a arder hoje porque a gasolina aumentou de novo.
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De Anónimo a 26.03.2018 às 15:44

Há aqui qualquer coisa de estranho. Como é que pode ter havido um incêndio de grandes proporções em Pedrógão Grande em agosto de 2016 e outro incêndio, igualmente de grandes proporções, igualmente em Pedrógão Grande, em junho de 2017? É que no intervalo de oito meses entre agosto de 2016 e junho de 2017 a vegetação não tem tempo suficiente para voltar a crescer... O autor do post tem a certeza de que não se enganou na data ou no local do primeiro incêndio?
(Note-se que "em Pedrógão Grande" quer na verdade dizer "no concelho de Pedrógão Grande". Terão ambos os incêndios sido em locais diferentes do mesmo concelho?)
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De Não ameniza a coisa, mas... a 26.03.2018 às 17:45

... na reportagem, de 2016, falava-se em S. Pedro do Sul e não de Pedrógão.

Dito isto, eu, por mim (e não só por isto), não reconheço credibilidade nenhuma nem a Marcelos, nem a Costas, nem a Coelhos, nem a Cristas, nem a ninguém dessa "gente" que se diz gerir a coisa pública... São demasiados intervenientes, de quadrantes políticos distintos, todos com a mesma "léria" cá para fora enquanto desfazem o país e se vão abotoando a si mesmos por dentro.

Não me recordo quem escreveu, mas cantava o saudoso Pete Seeger:

(...) What did you learn in school today
Dear little boy of mine?
What did you learn in school today
Dear little boy of mine?

I learned our country must be strong
It's always right and never wrong
𝐎𝐮𝐫 𝐥𝐞𝐚𝐝𝐞𝐫𝐬 𝐚𝐫𝐞 𝐭𝐡𝐞 𝐟𝐢𝐧𝐞𝐬𝐭 𝐦𝐞𝐧
𝐀𝐧𝐝 𝐰𝐞 𝐞𝐥𝐞𝐜𝐭 𝐭𝐡𝐞𝐦 𝐚𝐠𝐚𝐢𝐧 𝐚𝐧𝐝 𝐚𝐠𝐚𝐢𝐧

And that's what I learned in school today
That's what I learned in school (...)
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De Lucklucky a 26.03.2018 às 22:07

Pete Seeger um dos Comunistas que defendeu Hitler e os Nazis?

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De Caro Mais Rápido Que A Própria Sombra a 27.03.2018 às 15:27

Antes de mais, queria dizer-lhe, por subjacência, o seguinte:
https://i.pinimg.com/originals/97/1c/9f/971c9fe72384e2ecc55a645799c5d73a.jpg

Posto isto, e nas palavras de Jack, o Estripador (não se confunda com Vlad, o Emborcador), “vamos por partes”:
Se por "Comunista" entende o Pete Seeger que, tendo que se defender de assim ser catalogado perante o House Un-American Activities Committee, disse isto http://www.phawker.com/wp-content/uploads/2014/01/Pete-Seeger-Quote-copy.jpg , então deve ser o mesmo de que eu falei.

Se por isso é Comunista, não sei (“a beleza está nos olhos do observador”) mas é, nesse caso, o mesmo Pete Seeger que anos mais tarde veio a dizer "“I’m still a communist in the sense that I don’t believe the world will survive with the rich getting richer and the poor getting poorer – I think that the pressures will get so tremendous that the social contract will just come apart."

Só por estas razões me parece ser o mesmo. Porque depois fala de coisas que nunca relacionei com ele e que assim sem fontes nem contexto soam até muito contrárias a muito (se não a tudo) do muitíssimo que o homem cantou por este planeta a dentro e pela sua (longa) vida a fora.

https://www.youtube.com/watch?v=1y2SIIeqy34
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De Anónimo a 26.03.2018 às 16:12

Quando era miúdo atribuía-se a responsabilidades dos incêndios às locomotivas a carvão, agora até aos raios! É uma matéria onde não pode, nem deve, haver aproveitamento político, o drama tem atravessado vários governos de vários partidos. Começou agora, como habitualmente, depois da porta arrombada, a fazer-se qualquer coisa. Esperemos...o próximo verão, pelo menos nas areas ardidas, não vai haver problemas, um eucalipto leva em média 4/5 anos a desenvolver-se , um pinheiro, uma vida.
Mas 2017 não foi um ano de sonho. Não foi não!
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De JSP a 26.03.2018 às 16:35

Gente menor, irremediavelmente menor - e de uma menoridade criminosa.
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De Rão Arques a 26.03.2018 às 18:34

Marcelo continua em roda livre sem travões
Tencionava ser presidente de plástico colorido.
Combatente de rapidinhas sem resguardo.
Os da monda a lavar a cara de mãos nos bolsos.
Ninguém lhe faz engolir atoardas instrumentais.
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De Vlad, o Emborcador a 26.03.2018 às 19:46

Para as rapidinhas valha-nos as cabras sapadoras...e os cabrões sapadores, a bem das quotas.
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De Anónimo a 26.03.2018 às 19:10

Muita prevenção, mas não se fala dos incendiários os principais responsáveis e autores da maioria dos incêndios. Como prevenir? Eles andam aí.
DNO
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De Lucklucky a 26.03.2018 às 22:21

Entretanto o Regime Socialista do 25 de Abril destrói a Liberdade de Associação impondo quotas Marxo-Fascistas instituindo o Corporativismo Sexual erforçando ainda mais no País uma cultura ainda mais acentuada de mais corporações.
Em vez de sermos valorizados/desvalorizados por nós somos valorizados/desvalorizados por pertencermos a um grupo.

Quando existirem pogroms seja a que grupo for lembrem-se, começou aqui.

Isto faz o Regime Socialista do 25 de Abril que dizem lutou contra o "Fascismo".

O Presidente Marcelo que deve velar pelo respeito da Constituição nada diz.

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