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«Para eles, Trump é um Messias»

por Cristina Torrão, em 28.10.20

Excertos de uma entrevista dada pelo sociólogo norte-americano Philip Gorski, Professor na Universidade de Yale, à edição de 11 de Outubro de 2020 do Jornal Católico da diocese alemã de Hildesheim, em que se analisa o apoio incondicional dado a Trump pelos evangélicos norte-americanos:

Qual a razão de muitos evangélicos serem apoiantes incondicionais de Trump?

Para eles, o essencial é a condenação do aborto e do casamento entre homossexuais. Até podem criticar a política migrante de Trump, ou não aprovar o comportamento pessoal do Presidente - no fim, tudo isto é secundário. Aqueles dois temas estão acima de quaisquer outros.

Porque consideram eles esses temas tão mais importantes do que outros temas cristãos, como a justiça social, o clima, ou a proteção dos refugiados?

Isso explica-se, em parte, do ponto de vista psicológico. Muitos temas políticos permanecem abstractos para certos conservadores norte-americanos, como impostos, alianças internacionais ou protecção do ambiente. Têm dificuldades em estabelecer uma relação com questões desse tipo. Já no que concerne ao aborto ou ao casamento homossexual, estabelecem, de imediato, uma ligação emocional, porque vêem aí uma ameaça aos seus valores familiares tradicionais. O casamento monogâmico e heterossexual é, para eles, muito central - pretendem manter a sociedade limpa de todos os comportamentos que não se coadunem com estes seus valores. Os Republicanos vêm propagando a ameaça a estes valores familiares nos últimos anos, a fim de espetar uma cunha entre os conservadores católicos e o Partido Democrata.

Como se explica que especialmente os evangélicos brancos se sintam ameaçados?

Para eles, os Estados Unidos da América são uma nação branca e cristã, fundada por Protestantes brancos e prósperos. Sentem esta identidade ameaçada pela secularização, pela imigração e pelos não-cristãos. Sentem-se realmente como o grupo mais ameaçado e perseguido dos EUA. E consideram necessitar de um protector forte e impiedoso, que os defenda a todo o custo.

E esse protector é Trump?

Exactamente. Muitos acreditam mesmo que Trump é um enviado de Deus, um instrumento de Deus. Trump é, para eles, um Messias. Comparam-no ao rei Ciro do Velho Testamento, que libertou os israelitas do cativeiro babilónico. Muitos evangélicos leva a Bíblia à letra e estabelecem permanentemente paralelos entre a política actual e o Apocalipse. Consideram estar no meio de uma luta entre o Bem e o Mal. Eles, os evangélicos, estão naturalmente do lado do Bem - os seus opositores políticos e culturais corporizam o Mal.

E Trump fomenta essa sua crença?

Sim, ele vê o mundo tal como eles: divide-o entre amigo e inimigo, Bem e Mal. O seu princípio é olho por olho, dente por dente (…) Ficaria surpreendido se me dissessem que ele, em toda a sua vida, tivesse mais de uma hora de leitura da Bíblia. Mas, como todos os demagogos, ele possui grande capacidade de sentir como o público reage à sua pessoa e de escolher os temas que provocam a reacção mais forte.

Quão importante é para os eleitores cristãos a manutenção da democracia?

Não tão importante como se possa pensar. Sobretudo os brancos evangélicos e muitos católicos conservadores vão tomando uma direcção cada vez mais autoritária. Eles consideram inclusive a democracia ser um obstáculo que os impede de alcançar os seus fins políticos. Muitos dizem abertamente desejarem uma ditadura.


51 comentários

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De Anónimo a 28.10.2020 às 12:42

A primeira pergunta depois desta pérola é: como é que alguém fica satisfeito com a inexistente argumentação e informação que o coloca num blogue?

Mais parece catecismo pateta. Mais um sinal do estado das universidades e o jornalismo se tornaram.


"Sim, ele vê o mundo tal como eles: divide-o entre amigo e inimigo, Bem e Mal."

Como é que o "professor" vê os "evangelicos"?
Como é que o professor vê Trump?

Isto só para começar...


E depois santa ignorância.
Os EUA não são uma Democracia para começar. São uma Republica com elementos democráticos. Os Fundadores fizeram uma boa parte não toda infelizmente - só há um direito muito incipiente objecção de consciência - para limitar o poder da multidão.
A luta que existe nos EUA é da Esquerda para acabar com a Republica, logo acabar com a Constituição e transformar o país numa Democracia controlada.

Ainda não vi nada por aqui e obviamente nada da autora sobre a violência política feita pela Esquerda nos últimos meses.

O que diz muito deste texto.

lucklucky
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De Anónimo a 28.10.2020 às 17:46

Então nem uma palavrinha aos maçons fundadores dos USA e nem um marxistinha pra festa
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De Anónimo a 28.10.2020 às 21:16

O fundamento para acabar com a Republica Americana insere-se claro na tradição reaccionária, absolutista do Marxismo contra a modernidade. O objectivo é a destruição do poder do individuo, da pessoa e o retorno ao poder absoluto do grupo.

Note aliás no argumento para jornalistas do jornal católico ele não tem de apresentar exemplos basta só declamar. Os jornalista nada questiona.
Um jornalista para ser jornalista tem de colocar em causa as ideias do entrevistado mesmo que concorde com elas.

lucklucky
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De João André a 28.10.2020 às 19:43

Ainda aqui anda? Ainda não o internaram? E não, não falo do COVID-19, que espero que esteja bem de saúde.

Abraço camarada lucky. Não se deixe deter, continue a lutar pelos amanhãs que cantam. Uma alucinação de cada vez.
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De Anónimo a 29.10.2020 às 11:02

Internamentos de pessoas scom que não concordam é de facto a praxis de Marxistas ao longo da história.

Os resultados civilizacionais do que defende estão à vista de todos. Quer na história quer no presente.
Quase a cada dia os resultados do que defendem ficam à vista de todos.


lucklucky



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De Elvimonte a 28.10.2020 às 21:41

É evidente que as respostas ao seu comentário anteriores à minha são de pessoas que só vão perceber quando uma bota lhes esmagar o rosto. Yuri Bezmenov não dizia rosto, dizia outra coisa semelhante a bolas, talvez de ténis.

Mas pouco importa, como já estão de "cérebro lavado", já nada se pode fazer por eles:

"They are programmed to think and react to certain stimuli in a certain pattern [alluding to Pavlov]. You can not change their mind even if you expose them to authentic information. Even if you prove that white is white and black is black, you still can not change the basic perception and the logic of behavior." (Y. Bezmenov)
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De Cristina Torrão a 29.10.2020 às 09:17

A questão é: quem tem aqui o "cérebro lavado"?
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De Elvimonte a 29.10.2020 às 15:31

Vamos aos factos sobre o presidente dos EUA, se bem que alguns, os do "cérebro lavado", prefiram a crença, que designam por verdade, aos factos.

A propósito da pandemia:

- a 29 de Janeiro impunha travel ban da China, pelo que foi acusado de racista e xenófobo pelos do "cérebro lavado";
- a 15 de fevereiro ficava furioso porque tinham permitido americanos com COVID-19 desembarcar, pelo que o NYT e os do "cérebro lavado" lhe chamaram tudo e mais alguma coisa;
- a 20 de fevereiro dava ordens para se começar a encomendar e armazenar abastecimentos médicos e relacionados;
- a 1 de Março já preparava o Defense Production Act que lhe permitia activar poderes de guerra sobre as empresas americanas;
- a 10 de março impunha travel ban para voos de e para Europa.

A propósito de política externa:

- não iniciou nenhuma guerra, ao contrário de antecessores;
- não invadiu países e semeou o caos noutros, ao contrário de antecessores;
- iniciou o fim de ocupações e concluiu outras;
- evitou guerras com a Coreia do Norte e o Irão, para grande desgosto dos falcões avençados do complexo militar-industrial e do próprio;
- promoveu com sucesso acordos de paz no médio-oriente, tendo obtido nomeações para o Nobel da Paz;

A propósito de política económica:

- promoveu o equilíbrio da balança comercial dos EUA, lutando contra a injustiça fiscal aduaneira de que saiam beneficiados China e Europa, entre outros;
- promoveu a reindustrialização dos EUA, possibilitando o regresso de empresas a laborar nos países asiáticos, nomeadamente na China;
- até ao início da pandemia, conseguiu as mais baixas taxas de desemprego, nomedamente entre negros e hispânicos;
- promoveu a competição leal entre países, desregulamentando actividades económicas nos EUA para que ficassem em pé de igualdade com países entrangeiros, diminuindo a carga fiscal de empresas e cidadãos americanos.

Eu sei a piori que nada posso fazer por si, visto ser vítima do tal condicionamento psicológico a que aludia Yuri Bezmenov há cerca de 40 anos. Sei que a sua posição é irredutível e que todos os factos apontados não alteram a lógica e a percepção que lhe foi incutida. Sei que tudo isto é inútil perante a crença fervorosa que a alimenta. Mesmo assim, por muito retórico que seja, permita-me que lhe pergunte:

Perante estes factos e outros que o comentador "O Inconveniente" cita mais abaixo, será que ainda lhe restam dúvidas sobre «quem tem aqui o "cérebro lavado"»?

PS - Como o presidente dos EUA sobreviveu à mortal COVID-19, ainda para mais com a idade que tem, o que constituirá milagre em mentes de "cérebros lavados", talvez ele seja mesmo um Messias
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De Cristina Torrão a 29.10.2020 às 18:36

Milagres em "cérebros lavados"?
Tem toda a razão!
Vejo que para si foi mesmo um milagre ele ter sobrevivido (se é que esteve realmente doente). É um Messias!

(Só foi pena, no meio de tanto milagre, pôr tudo à batatada, dentro do próprio país; e, se perder as eleições , é mesmo capaz de provocar uma guerra civil).
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De Anónimo a 29.10.2020 às 19:52

A senhora parece-me bastante ingénua e menos informada, mas mais formatada. Não foi ele que pôs aquilo à batatada. É que de todos, ele foi o único a exigir ordem, respeito pela lei e pela propriedade e o cumprimento da normas legais.

Há 4 anos dizia que ele ia começar a terceira guerra mundial. Ainda não se viu nada, quanto mais uma guerra civil.

Conhece ao menos a constituição americana? Se conhecesse não dizia uma barbaridade dessas, porque isso nunca seria possível.

AL
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De Maria Dulce Fernandes a 28.10.2020 às 13:25

Não é compreensível sequer! Um messias deveria ter qualidades, vá lá, messiânicas, certo?
Onde se lê protecção dever-se-á ler armas de fogo? Onde se lê mal dever-se-á ler imigrantes?
Pontos de vista diferentes merecem aceitação, mas fazer o quê com pontos de falta de vista? A resignação do costume?
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De Elvimonte a 29.10.2020 às 21:50

Como o presidente dos EUA sobreviveu à mortal COVID-19, ainda para mais com a idade que tem, o que constituirá milagre em mentes de "cérebros lavados", talvez ele seja mesmo um Messias
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De Marques Aarão a 28.10.2020 às 14:39

TRUMP E NÓS
Como é possível que na nossa desgraçada democracia, o escorraçado André Ventura possa ser o único deputado, salvo uma ou outra raríssima exceção, que não entra em jogos do faz de conta, não sendo figurante em peças indecorosamente teatrais para pacóvio ver, por aqueles que se querem mostrar bem comportados, mas que desde sempre nos tem levado ao insultuoso engano.
Se alguém pretender uma demonstração, com exemplos do que acaba de ser dito, faça o favor de exigir provas com apropriados esclarecimentos.
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De Cristina Torrão a 29.10.2020 às 09:19

André Ventura é o maior especialista em "peças indecorosamente teatrais".
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De Marques Aarão a 29.10.2020 às 18:35

Diga só uma que se compare com as indecorosas dos nossos tradicionais atores, ou nunca reparou?
Apenas como exemplo conhece aquela de o Dr.. António Costa ter insinuado publicamente que quem chamou a Troika foi o Passos Coelho?
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De Anónimo a 30.10.2020 às 20:20

Mas tem muita gente racista praticante independentemente da cor da pele.
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De Elvimonte a 28.10.2020 às 15:29

Ah, esses cristãos evangélicos brancos, os tais dos protestos "esmagadoramente pacíficos" que partem, derrubam, matam e incendeiam tudo à sua frente, embora sob a capa protectora de movimentos como Antifa e BLM.

Esses mesmo que são tão a favor das liberdades de pensamento e de expressão que até as cabeças daqueles que manifestam opinião contrária cortam, num gesto de tolerância assente em sólidos princípios democráticos, muito para além da comezinha lei de talião do "olho por olho, dente por dente".

Muito perigosos esse cristãos evangélicos brancos das armas de fogo com que os negros se matam todos os dias uns aos outros e aos brancos e aos hispânicos e aos asiáticos, em quantidades que nenhum outro grupo étnico mata.

Razão tinha Y. Bezmenov quando afirmava, há cerca de 40 anos, que a "desmoralização", a primeira fase da operação de condicionamento psicológico - lavagem ao cérebro, em linguagem popular - levada a cabo pela KGB no mundo do pós-guerra, já tinha sido concluída nos EUA e em boa parte do ocidente. Uma "desmoralização" cujo objectivo final era a completa confusão e subversão de valores, a ausência de destrinça entre o bem e o mal.

A dar razão a Bezmenov no que respeita à "desmoralização" consubstanciada na completa confusão e subversão de valores, aqui fica uma colectânea de previsões que remontam a 2016/17 e de crenças populares oriundas daqueles sectores cuja lavagem cerebral já foi efectuada com sucesso.

http://prntscr.com/v663sm
http://prntscr.com/v66b3n

Tal como Yuri Bezmenov afirmava:

"They are programmed to think and react to certain stimuli in a certain pattern [alluding to Pavlov]. You can not change their mind even if you expose them to authentic information. Even if you prove that white is white and black is black, you still can not change the basic perception and the logic of behavior."

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De O Inconveniente a 28.10.2020 às 16:36

A expressão de que Trump é para eles um messias é absolutamente exagerada e até ofensiva.
Aquele grupo social americano tem as suas crenças e prioridades e tem todo o direito que priorizar determinadas matérias em função de outras.
Tal como os militares privilegiam a defesa, os médicos a saúde, os religiosos privilegiam os princípios que a sua religião defende.

Hoje li um artigo sobre quais os sectores que apoiam Biden e porquê. Com a curiosidade de verificar que alguns não apoiavam antes e passaram a apoiar depois do covid. Inclusive fizeram doações para a campanha de Trump e mais recentemente fizeram a Biden, pois os seus interesses mudaram.

Indústria do armamento. A sério? Então o homem que ia começar a 3a guerra mundial não é apoiado por este sector? Pelos vistos não e a resposta é simples. Trump não iniciou nenhum conflito, diminuiu alguns e evitou outros. Já Biden tem uma rica história neste campo, acompanhado pelo seu ídolo Obama. Foi nos mandatos de Obama que a indústria do armamento mais rendeu.

Cannabis. Vários estados têm visto esta indústria crescer e até a desenvolve com a descriminalização estadual, mas as leis federais não ajudam ao crescimento. Com Biden iria mudar. Há quem ache bem, há quem ache mal.

Empresas do sector dos seguros de saúde. Com Obama ganharam muito dinheiro. O Obamacare foi uma fonte inesgotável, fruto das comparticipações do estado. Com Biden vai ser ainda maior, pois a sua visão do Bidencare é ainda mais pesado para o erário público. Trump alterou algumas premissas do Obamacare, nomeadamente nas regras de comparticipação e de quem tem direito a comparticipação e principalmente, reforçou o investimento em hospitais públicos, ou non-profit, o que desagradou à fortíssima indústria privada da saúde.

Energias renováveis. Obviamente apoia Biden, pois Biden aceita de bom tom que os concorrentes industriais, desrespeitem os acordos ambientais, sobrepondo-se às indústrias americanas, que com isto aumentam os custos de produção. Concorrência desleal que Biden aceita, mesmo à custa de milhares de empregos.

Telecomunicações. Já apoiou Trump, pois estava bastante agradado com os limites impostos à China, agora apoia Biden. Este sector ganhou e ganha muito dinheiro com a pandemia. Obtém lucros enormes com os confinamentos. Ora Biden é a favor dos confinamentos, Trump é contra. É fácil de fazer as contas.

Por fim, outro alerta que me faz questionar o escuteiro mirim Biden e o belzebu Trump.
Os milionários com fortuna superior a mil milhões de dólares apoiam e financiam Biden. Quase o dobro dos que financiam Trump.
Outra coisa que me fez pensar. Então o capitalista, que protege os milionários não é o preferido dos próprios milionários?

Foram só algumas considerações sobre o outro lado, que tanto se tenta esconder.
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De Marta a 28.10.2020 às 19:49

"Escuteiro mirim Biden", que visão do inferno!!! 😅😅😅
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De Anónimo a 28.10.2020 às 18:03

A "América" vista por europeus...
Nada de muito original, e muito menos perspicaz, convenhamos...

JSP


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De Anónimo a 28.10.2020 às 19:42

Mais por europeias..., mas enfim.
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De Bernardo Hourmat a 28.10.2020 às 21:30

Os excertos são de uma entrevista feita a um professor americano...
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De Cristina Torrão a 29.10.2020 às 09:21

Exactamente, Bernardo Hourmat.
Limitei-me a traduzir.
Mas fazer o quê?
(E ainda dizem que são os outros que têm o "cérebro lavado").
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De Anónimo a 28.10.2020 às 19:47

Santa ingenuidade.
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De Cristina Torrão a 29.10.2020 às 09:41

Ingénuo é quem acredita em Trump. O homem mente a torto e a direito.
Trump só está interessado nele próprio, em mais ninguém.
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De O Inconveniente a 29.10.2020 às 16:02

Esse comentário é extremamente redutor e de uma sobranceria atroz.
Apelidar de ingénuos milhões de americanos, como se fossem todos analfabetos, não é correto, apesar de ser a arma preferida da esquerda demagoga.
Mas entre a demagogia e a hipocrisia, a linha é muito ténue.
E no fim, a mentira encapotada desta esquerda é travestida e omitida por tantos canais, cuja responsabilidade e isenção se deveria exigir.
Para a esquerda só uma coisa interessa. Poder. Claro que esta ganância por poder é disfarçada com aquele discurso politicamente correto, de tentar convencer que os objetivos são nobres. Mas não são.
O esquerdista é capaz de vender a própria mãe se isso lhe trouxer votos, pois votos é que o levarão ao poder. Vende-se por meia dúzia de votos e o que está a acontecer nos EUA são o melhor exemplo disso. Um candidato tão ávido pelo poder, que vende a alma ao diabo, que tira fotos e se faz acompanhar de BLM's e Antifas, não porque se preocupa com eles, como a História tão bem desmascara, mas porque sabe que dali pode retirar votos, que eventualmente lhe trarão poder.
Com a comunidade muçulmana é igual. Sabendo que a grande maioria dos muçulmanos seguem Imans mais fundamentalistas e que preferem interpretar o Islão do ponto de vista mais ortodoxo, é com eles que faz a campanha de charme. Renegando os muçulmanos moderados e pacifistas, que são a minoria.
Aconselho a ler o livro do Iman Tawhidi, The tragedy of islam. Um livro que abre os olhos sobre o porquê dos fundamentalistas preferirem os esquerdistas. Como a esquerda fomenta e alimenta o fundamentalismo.
Uma obra interessantíssima de um homem nascido no Iraque, submetido ao fundamentlismo e que depois se tornou um reformista do Islão, com a cabeça a prémio.
Na sua obra é possível perceber a hipocrisia da esquerda, a ânsia do poder e como para o alcançar vale tudo.
Portanto, mentiras? Meu deus, é só querer sair do casulo e ver para além do que nos é dado a comer.
E só para deixar aqui um dado curioso, sobre o artigo original. No estado de Nova York, governado por um democrata com pinta de artista de cinema, a legalização do aborto resultou em números assustadores, até para mim, que sou a favor da despenalização, mediante certos critérios.
Na comunidade negra do estado, verificaram-se mais abortos que nascimentos em 2019. São efetuados, em média, 900 abortos por dia.
São efetuados abortos com 8 semanas de gestação. Se isto não é preocupante até para um ateu, então é mesmo verdade, para a esquerda vale tudo.
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De Cristina Torrão a 29.10.2020 às 18:43

1. Trump é um mentiroso compulsivo, como o são todos os narcisistas.
2. Já aqui o disse e repito: não sou de esquerda! Nem sequer almejo poder! Poder de quê e para quê?
3. «Apelidar de ingénuos milhões de americanos, como se fossem todos analfabetos, não é correto» - oh desculpe, não sabia que era adepto do politicamente correcto. Tome um cházinho, que isso passa!


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De O Inconveniente a 29.10.2020 às 19:34

O mais triste de toda a discussão é que a Cristina não argumenta. A Cristina criou a ideia, fundada, ou infundada, não interessa, de que o homem é mentiroso e que todos os que o preferem ao outro, são atrasados mentais, ingénuos, analfabetos, uma série de coisas.
Mas o problema é que não apresenta um argumento que fundamente a sua opinião.
Posta aqui uma frase feita que ouviu na CNN durante 4 anos e pronto, já está, verdade absoluta.
Já reparou que em todas as resposta que dá a quem se deu ao trabalho de vir comentar o seu post, a Cristina não consegue refutar um único argumento, uma ideia, uma informação. É que nem sequer tenta. Vá-se lá saber porquê.
Acaba por apenas responder a mesma coisa repetitivamente e ainda fica melindrada porque nem toda a gente vem dizer: sim sim, tem razão grande mentiroso. E ficavamos assim, 78 comentários a dizer a mesma coisa, mas sem qualquer argumentação. Só isto: Mentiroso, grande mentiroso. Muita razão tem a Cristina. Muito bem. Nunca tínhamos pensado assim.

Mas a mim não me surpreende, penso que a muitos dos participantes também não.
Acho que é uma atitude vazia, nada enriquecedora para o debate e esclarecimento e bastante medíocre a vários níveis.

Para terminar, pense nesta perspectiva. Trump pode não ser brilhante, que não é. Mas saiu por cima em muitas matérias, que são prioritárias para os americanos. E muitos dos que o defendem, não o fazem por ser magnífico, fazem-no porque a alternativa é por demais miserável.

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De Cristina Torrão a 30.10.2020 às 12:31

Nunca vejo a CNN.
Medíocre é a sua tia!
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De Antonio Vaz a 28.10.2020 às 20:58

Cristina Torrão, permita-me a liberdade de julgar que até nem será assim tão nova, para não compreender que o Trump é apenas o culminar daquela rota traçada pelos Republicanos, a partir do momento em que o Lyndon Johnson (Nov. 63-Jan. 69), um democrata representante dos estados (e da ala dos Democratas) mais conservadores dos EUA que, sabe-se lá porquê, mesmo até contra a sua própria consciência, cedeu à pressão (para muitos ultrajante e, por isso, definitiva) dos negros que exigiam ser considerados como seres humanos; Logo a seguir ao Johnson, surgiu o republicano Nixon. E nessa lista, o próximo presidente republicano foi o Ronald Reagan, a quem se lhe seguiu, logo de seguida, o amorfo Bush pai que acabou por preparar o caminho ao seu filho mais parecido com um brinco…
Dir-me-á que nenhum deles se equipara ao abominável Trump e eu até nem lhe pretendo negar isso… para mim, na verdade, nenhum teve necessidade de até ter ir tão longe mas do que estou a falar é da mensagem que essa linha natural de progressão dos candidatos republicanos vitoriosos, desses que, de vigaristas, a gentinha sem escrúpulos morais e éticos, passando pelos filhinhos do papá, etc, até transmite: apareceu de tudo do pior que se pode descobrir em políticos e, evidentemente, perante esse panorama, a “novidade” até só poderia vir de um personagem como o Trump: é que ele não só consegue resumir, num só pacote, todos os outros personagens como lhes acrescenta até aquela pitada qb que os outros não tiveram necessidade de aperfeiçoar.
Claro, admito que até nem se surpreendeu mesmo nada com o facto de que, a maioria dos comentários que o seu “post”, até agora, recebeu, foram o que aqui é normal: poxa, estamos no DO! O blogue dos “democratas” que acham que a Democracia foi longe demais, que ela deveria ter parado na suposta Primavera Marcelista, mas claro, continuam a reclamar-se de democratas.
Cristina Torrão, o “problema” nas eleições nos EUA, não são os evangélicos mas sim os chamados “indecisos”… recomendo-lhe, caso ainda não o tenha feito, que até leia a última crónica do Ferreira Fernandes, no Público, com o título de “Votava neste homem?”
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De Cristina Torrão a 29.10.2020 às 09:29

Sim, mas eu quis dar um exemplo de como Trump manipula certos grupos. É que se for eu a dizer, ninguém acredita. Por isso, traduzi as palavras de um sociólogo norte-americano. Não que tenha adiantado alguma coisa... No fundo, é interessante ver as voltas que certos comentadores dão.
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De Francisco Almeida a 29.10.2020 às 15:49

Se bem li, e acredito que sim, Trup não manipula nada. A acção política de Trump - segundo o entrevistado dividir entre amigo e inimigo e Bem e Mal - corresponde à visão do mundo desse grupo.

Entre gente séria, para uns Trump e esse grupo são ambos bons, para outros são ambos maus.
Mas para quem selecciona de uma peça mais vasta - seja uma entrevista ou uma encíclica - Trump manipula.

Seria esclarecedor explicar a entrevista de um jornal católico de Hildesheim a um professor de Yale. Saber a circunstância - o redactor deslocou-se aos EUA ou o professor visitou a Alemanha, foi planeado ou aconteceu - e sobretudo o contexto pois não será coincidência o dirigente luterano-evangélico da zona ter desafiado o bispo católico de Hildesheim para acções ecuménicas comuns o que, conhecendo algo da história religiosa alemã, seria certamente controverso (pessoas a favor, outras contra).

Não que tenha adiantado alguma coisa... No fundo é interessante ver as selecções que certas bloggers fazem.
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De Cristina Torrão a 29.10.2020 às 18:45

Também é muito interessante ver o género de comentários que este tipo de post suscita em certos homens.
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De Anónimo a 29.10.2020 às 22:26

Oh não. Já não chegavam os belicistas, os racistas, agora são os machistas.

AL
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De Elvimonte a 29.10.2020 às 22:28

"certos homens"?

Mas isso é sexismo! Vou já apresentar queixa à "Comichão para a Igualdade do Género Alimentício".
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De Cristina Torrão a 30.10.2020 às 12:33

A primeira a apresentar queixa sou eu, já que o Francisco Almeida fez questão de frisar "certas bloggers".

Tem comichão? Coce-se!
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De V. a 29.10.2020 às 15:00

recomendo-lhe, caso ainda não o tenha feito, que até leia a última crónica do Ferreira Fernandes, no Público

Fdx... mais valia partir uma perna a ler alguma coisa desse retornado manhoso.
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De V. a 28.10.2020 às 21:56

Todas as lutas são sobre a supremacia dos europeus (incluem-se aqui os europeus do Novo Mundo) no Ocidente — e enquanto ela existir o mundo progride e é melhorado porque é no seio da cultura ocidental que reside o instinto do conhecimento sem interferência das superstições e dos códigos sociais, e se pratica (já cada vez menos, por causa dos socialistas) a igualdade de todas as pessoas perante a Lei — uma invenção Romana. Esse é o perigo do esquerdismo, porque faz exactamente o mesmo: deturpa o conhecimento e infecta de facciosismo os procedimentos da Justiça, tendo em conta um objectivo derradeiro — cujos resultados miseráveis já são amplamente conhecidos.

Quando/se a supremacia europeia no Ocidente acabar o mundo vai transformar-se numa favela gigantesca e cai tudo de novo na noite escura do poder casuístico dos chefes das tribos. A meu ver, Trump ainda está do lado do Ocidente, mas Biden e a outra tipa que está a fazer de "preta" estão do lado dos que querem destruir o Ocidente. Isto é simples, e não vale a pena fazer nenhum esforço de imaginação.
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De Cristina Torrão a 29.10.2020 às 09:33

Trump está do lado do Ocidente?!
Biden e a outra tipa querem destruir o Ocidente?!

Meu amigo, Trump quer dar cabo da supremacia europeia, quer dar cabo da Europa, essa mesma que o V. tanto elogia. Se for reeleito, Trump vai prejudicar muito mais a Europa do que a China. Ele odeia a China, mas odeia ainda mais a Europa, com a Alemanha à cabeça. Há quem diga que os chineses torcem por Trump.
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De Anónimo a 29.10.2020 às 11:17

"odeia ainda mais a Europa, com a Alemanha à cabeça."

É só olhar e ver que é Alemanha que odeia a Europa, veja-se na defesa.
Os Americanos contribuem muito mais para defesa Europeia que a Alemanha.

Alemanha em que os orçamentos da defesa mal geridos e compras desastradas de armas e corrupção política - veja-se a F125 mandadas de volta para o estaleiros, ou a HK416...ou misseis a explodir...

E agora que os Americanos transferem tropas para Polónia os Alemães choram baba e ranho ao mesmo tempo que boa parte da população disse mal de quem os defendeu durante mais de 50 anos e agora se escudam por trás do esforço Polaco.

É este o agradecimento que os Americanos - e os Polacos- levam por defenderem a Alemanha.

lucklucky


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De Cristina Torrão a 29.10.2020 às 18:46

«os Alemães choram baba e ranho»???

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De Anónimo a 29.10.2020 às 19:02

Sim, as queixinhas da Alemanha por os Americanos tirarem as suas tropas. Isto ao mesmo tempo que ridicularizam os Americanos.


lucklucky
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De V. a 29.10.2020 às 11:25

Isso é o que dizem nas televisões, para enganar as pessoas. As guerras de Trump são de negócios, não são culturais. Trump não interessa para nada no big scheme of things. Passará como passaram outros, e não quer dizer nada sobre a América, tal como nada no jornalismo, que tem tanto de superficialidade como de activismo, diz alguma coisa sobre o que quer que seja. E resulta: há milhares de pessoas que vociferam contra Trump porque leram umas tretas nos jornais e viram o Costa Ribas em Washington a reproduzir as suas teses do costume. Até cá, onde nem sequer temos nada a ver com o assunto.
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De Francisco Almeida a 29.10.2020 às 12:07

Sempre que me falam de um sociólogo norte-americano, lembro-me logo do Boaventura Sousa Santos que por lá andou.
“Há quem diga que os chineses torcem por Trump”. Salta-me a cabeça!

Uma vez necessitei de um furo artesiano com determinado débito e, tendo urgência, contratei um empresário de um lugar próximo que estava disponível. Era uma pessoa educada de trato respeitoso e que se vestia bem, lembrando um certo estilo rural inglês. A minha Mulher achou-o óptimo.
Passado um tempo, disse-me que estava a 80 metros não tinha o caudal necessário e, só então me disse que a máquina não tinha capacidade para continuar. Depois vim a descobrir que, para tentar obter o caudal pedido, tinha perfurado em todas as profundidades que encontrara água (o que é um crime porque água das camadas superiores contém nitratos, pesticidas e e-coli de origem animal e assim contaminam-se os aquíferos mais profundos).
Fiquei com um furo que não tem aproveitamento agrícola por falta de caudal suficiente e que nem tem aproveitamento habitacional porque durante os primeiros 40 minutos de bombagem a água vem com lamas.
Depois contratei um empresário local, que se vestia e falava como tal - dizia “vocês” e não “os senhores” - com a agravante de ser gago. Fez-me um furo a 150 metros que continua a funcionar mais de 30 anos depois. A minha mulher detestou-o e, apesar de ser um autodidata extraordinário como canalizador e instalador de regas, acabei por deixar de o chamar para evitar comentários desagradáveis.

Com Trump é exactamente a mesma coisa. É claro que não é possível gostar da pessoa Donald Trump mas também não me é possível argumentar que - sobretudo na política externa que é o que me interessa e pode afectar - Obama-Biden (e, especialmene, Hillary Clinton como secretária de Estado) foram muito piores que Trump-Pence, sem ouvir despautérios.

“Os homens são de Marte e as mulheres são de Vénus” livro incontornável de John Gray; eles usam o hemisfério esquerdo, elas o direito. Não há nada a fazer.
No meu já longínquo tempo, dizia-se que se as mulheres governassem, teríamos sinaleiros fardados como no final da ópera Siegfried e ruas perfumadas com Chanel nº 5. Esses tempos e essa mentalidade estão ultrapassados mais ainda restam os comentários de blogues enfeitados com florzinhas
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De Francisco Almeida a 29.10.2020 às 16:00

Sempre que me falam de um sociólogo norte-americano, lembro-me logo do Boaventura de Sousa Santos que por lá andou e nunca deixa de me fazer azia.

“Há quem diga que os chineses torcem por Trump”. Salta-me a cabeça!

Uma vez necessitei de um furo artesiano com determinado débito e, tendo urgência, contratei um empresário de lugar próximo que era então o único com disponibilidade imediata. Era uma pessoa educada de trato respeitoso e que se vestia bem, lembrando um certo estilo rural inglês. A minha Mulher achou-o óptimo.
Passado um tempo, comunicou-me que a 80 metros ainda não tinha o caudal necessário e só então me disse que a sua máquina não tinha capacidade para continuar. Depois vim a descobrir que, para tentar obter o caudal pedido, tinha aproveitado todas as camadas em que encontrara água, o que é um crime porque a água das camadas superiores contém nitratos, pesticidas e e-coli de origem animal e assim contaminam-se os aquíferos mais profundos.
Fiquei com um furo que não tem aproveitamento agrícola por falta de caudal suficiente e que também não tem aproveitamento habitacional porque durante os primeiros 40 minutos de bombagem a água vem com lamas.
Depois contratei um empresário local, que se vestia e falava como tal - dizia “vocês” e não “os senhores” - com a agravante de ser gago. Fez-me um furo a 150 metros que continua a funcionar mais de 30 anos depois. A minha mulher detestou-o e, apesar de ser um autodidata extraordinário como canalizador e instalador de regas, acabei por deixar de o chamar para evitar comentários desagradáveis.

Com Trump é exactamente a mesma coisa. É claro que não é possível gostar da pessoa Donald Trump mas também não me é possível argumentar que - sobretudo na política externa que é o que me interessa e pode afectar - Obama-Biden (e, especialmente, Hillary Clinton como secretária de Estado) foram muito piores que Trump-Pence, sem ter de ouvir despautérios em casa... ou ler aqui insanidades.

“Os homens são de Marte e as mulheres são de Vénus” livro incontornável de John Gray; eles usam o hemisfério esquerdo, elas o direito. Não há nada a fazer.
No meu já longínquo tempo dizia-se que, se as mulheres governassem, teríamos sinaleiros fardados como finais da ópera Siegfried e ruas perfumadas com Chanel nº 5. Essa mentalidade está ultrapassada mas, como resquícios, ficaram os comentários em blogues enfeitados com florzinhas.
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De Anónimo a 29.10.2020 às 19:08

Se o Trump vencer vou rir imenso, se o Biden ganhar vou rir ainda mais.

WW

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