Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Palavras para recordar (5)

por Pedro Correia, em 21.11.16

7474569_hFTfC[1].jpg

 

VASCO PULIDO VALENTE

Público, 23 de Fevereiro de 2008

«O destino de Portugal é, como sempre foi, apodrecer ao sol.»

Autoria e outros dados (tags, etc)


18 comentários

Sem imagem de perfil

De Augusto a 21.11.2016 às 13:34

De preferência com uma garrafa de uísque bem cheia...., esqueceu-se de acrescentar.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 21.11.2016 às 13:58

Parece-me líquido.
Sem imagem de perfil

De Costa a 21.11.2016 às 14:37

É a reputação, parece (e é sempre muito tentador, na falta de outros, usar argumentos desse tipo para pretender invalidar liminarmente o mérito de quem não se gosta). Mas venha por favor o mais fervoroso adepto da mais rígida lei seca desmentir a substância da afirmação de VPV.

Costa
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 21.11.2016 às 15:16

Uísque?! Não é uma bebida tradicional portuguesa.
Sem imagem de perfil

De V. a 21.11.2016 às 19:25

Já me arrependi de ter deixado de beber e de fumar. What else is there? Nada. Não se passa puto.
Imagem de perfil

De Pedro a 21.11.2016 às 15:00

Se está mal mude-se. Até pode se da cidade , para o campo. Ou para terras de SAR. Palavras leva-as o vento e lava-as o tempo. A indignação de pouco serve se não for seguida de acção. Ninguém é melhor pela frequência da indignação.Para Pelos ditos prefiro Alexandre Herculano, ou o Brandão
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 21.11.2016 às 16:54

Fixar residência na Irlanda ou na Escócia, por exemplo. Lá não há muitas oportunidades de "apodrecer ao sol".
Imagem de perfil

De Pedro a 21.11.2016 às 17:37

Há uns anos numa entrevista ao Expresso, ou seria o CM(?), dizia, VPV, que o único amigo que tinha era o porteiro do prédio, onde morava, em breve reformado. Ficaria sem ninguém. Deu-me pena, ou comiseração, não sei bem. Lembrei-me do Arauto Luiz Pacheco. Nesta vida temos duas saídas. O azedume, ou a gargalhada. O resultado é igual, mas a segunda melhora o estado de espirito de quem está à nossa volta e por isso parece-me a melhor. Que o nosso epitáfio seja uma gargalhada e não um queixume
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 21.11.2016 às 18:43

Não concebo aliás melhor maneira de morrer do que esta. Morrer a rir.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 21.11.2016 às 15:20

Seria útil que Vasco Pulido Valente (VPV) nos explicasse duas coisas. A primeira, como é que Portugal, estando sempre e constantemente a apodrecer ao sol, apesar de tudo continua a existir (e, ao que parece, até enriquece e progride). A segunda, porque é que VPV, estando no meio de tanta podridão e do crescente mau cheiro por ela causado, não se afasta, não vai, digamos, para outro país qualquer. Suspeito que a resposta a esta segunda questão seja, porque este país que tanto apodrece apesar disso paga a VPV um salário, coisa que nenhum país bem-cheiroso se mostra disponível para fazer.
Sem imagem de perfil

De V. a 21.11.2016 às 19:30

Progrediu o caraças. Em economia, em ortografia, em artes (em artistas a sério, não dos que vivem de apoios estatais e fazem umas coisas para alimentar a sua tribo), por exemplo, regrediu.
Imagem de perfil

De Pedro a 22.11.2016 às 16:55

V, aponte-me em que altura o país esteve bem
Imagem de perfil

De Pedro a 22.11.2016 às 21:12

Leia os Opúsculos de Herculano, as Memórias de Raul Brandão, os escritos do Eça...É longo o nosso calvário. (estou disponível para que me faculte uma lista de bons livros).
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 21.11.2016 às 16:05

Os factos têm desmentido cada vez mais tão pestilenta declaração.
Nenhum turista viria gozar o nosso sol no meio de tanta podridão.
Temos vastos e bastos motivos para nos indignar.
Mas o sol redime-nos.
E seca o bacalhau.
É uma frase, que se pretende solene, mas que resulta muito infeliz.
Pura ficção, completamente desligada da realidade que o fazedor de opinião deveria respeitar mais que ninguém.
Tão desligada, tão desligada, que nem sequer pode ser legendado que qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.
Como é que um comentador destes poderia prever, ou ao menos admitir a possibilidade da eleição de Trump?!
João de Brito
Sem imagem de perfil

De Costa a 21.11.2016 às 22:57

"Pestilenta", então. Porque a realidade cheira mal, muito mal, de facto. Olha-se a nossa história - fique-se pelos últimos cento e cinquenta anos, talvez - e o que temos a não ser elementos que bem fundamentam a ideia de um país que "apodrece ao sol"?

As últimas décadas da monarquia o que foram que não declínio e falência? E não pela forma monárquica em si, pois seguiu-se-lhe a tenebrosa primeira república (e o que houve nela de significativo além de terror e caos)? O estado novo foi o que foi - e todavia foi durante o estado novo, penoso que seja admiti-lo, que alguma saúde se encontrou nas finanças públicas e foi na década de 1960 que o crescimento do país tomou notável expressão. Sabe-se o reverso dessa moeda. Vejam-se os indicadores económicos desde aí, na nossa experiência democrática presente, e o que temos que desautorize essa visão "pestilenta"?

Sim, bem sei. Muita coisa melhorou. E muito. Desde logo na segurança social, na saúde e na escolaridade. Mas, sem negar valor a quem o mereça, tão baixo era o ponto de partida que era o que faltava que a evolução não fosse a que foi. Com dinheiro a entrar como nunca se imaginou e a até a chegar para isso, depois de tudo o resto.

Parece é que é desgraçadamente duvidosa a sua sustentabilidade, como se vai tornando assustadoramente sabido. No fundo, na base de todas essas "conquistas civilizacionais", desses "direitos adquiridos", está uma economia saudável, robusta. E já agora uma natalidade acima de um mínimo e que chegada à idade do entrar no mercado de trabalho o faça e nele evolua. Ou isso ou muito crédito internacional, muito barato e de credores pouco dados a fazer particulares perguntas antes de emprestar. Da economia, é o que sabe. Da natalidade, idem. O mesmo se diga quanto ao mercado de trabalho e à dignidade que por estes dias merece o "trabalho" que entra no "mercado" (e muito do que já lá estava).

Do crédito, falhada a heróica missão, típica de tão lusitana ousadia, de fazer tremer as pernas aos credores, está tudo dito.

O povo gosta, reconduz efusivamente no poder quem o arruína e arruinou. Ouve o que quer ouvir, satisfaz-se com promessas imediatas sem pensar nos seus efeitos a não mais que médio prazo (se tanto); depende abjectamente do estado - o "estado", precisamente o cume das suas ambições profissionais - e dá-se de forma largamente muito pacífica substancialmente imutável, sempre muito atenta veneradora e obrigada, quando não com o estado, com as elites que os regimes criaram. E aquele saído de 1974, criou uma especialmente venal, insaciável e descarada, impune e imparável e a que este "novo tempo", ou "tempo novo", ou lá o que é, veio acrescentar um nacional-esquerdismo subitamente deslumbrado com o poder.

Perante tudo isto, há um indicador económico que melhora: talvez metade do que se dizia há não muito tempo - e dito pelos mesmos - que ia melhorar; em todo o caso, longe, muito longe de valores que entusiasmem ou tranquilizem, e de repente os amanhãs desataram a cantar em colossal, triunfante e afinadíssimo coro! Não é necessário na verdade anunciar ou esperar o Diabo - ou gracejar que ele afinal não vem e o que há é "azia" -: bastamos nós para o nosso mal.

Se não é isto apodrecer... Nem o sol nos vale, na verdade. Este nosso tão cantado clima começa a tornar-se preocupantemente imprevisível e em todo o caso excessivamente seco. Praias e cidades muito na moda e a transbordar de tuk-tuks, lounges, espaços gourmet de tudo e mais alguma coisa, e vagas de aviões low cost não produzem, sem mais, o que nelas se possa comer...

Costa
Imagem de perfil

De Pedro a 24.11.2016 às 15:09

"E não pela forma monárquica em si (...)E aquele saído de 1974, criou uma especialmente venal, insaciável e descarada, impune e imparável e a que este "novo tempo", ou "tempo novo"

A corrupção, o nepotismo, a impreparação, e a ruina dos país podemos remontá-la pelo menos até às guerras liberais - vejam-se os "devoristas", leia-se em Raul Brandão e Herculano.

"conquistas civilizacionais", desses "direitos adquiridos", está uma economia saudável, robusta"

Os valores morais devem valer por si e não estar cotados em bolsa (muitos desses direitos são direitos humanos -ver Carta dos Diretos humanos.

"Da economia, é o que sabe"
"Já o administrador financeiro da EDP (Nuno Alves) e o presidente executivo da EDP Renováveis (João Manso Neto) passarão a ter uma remuneração fixa anual, em termos brutos, de 560 mil euros cada, sendo que a remuneração máxima total destes dois gestores, incluindo prémios, poderá ascender, no seu conjunto, a 3,6 milhões de euros" - dois indivíduos levam para casa mais de 3 milhões de euros (quanto destes vão em descontos para a Segurança Social.

A SS para além dos descontos "factura" também em bolsa, através da aquisição de títulos bolsistas - uma proposta: crie-se uma taxa de 1 cêntimo , que verta para a SS, em cada refrigerante, bebida alcoólica, litro de gasosa, queques, ou quecas,etc, (o que é preciso é ter imaginação) - e verá que sobra dinheiro
Sem imagem de perfil

De JSP a 21.11.2016 às 23:57

Alguns (poucos,vá lá) dos comentários remetem-nos para uma frase (já) clássica deste (já) clássico : " Bìblicamente estúpidos".
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 22.11.2016 às 17:01

Putativos (outra palavra que lhe é muito associada).

Comentar post



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D