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Palavras para recordar (41)

por Pedro Correia, em 11.10.18

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CAVACO SILVA

RTP, 29 de Dezembro de 2010

«O Governo [de José Sócrates] está a tomar medidas [contra a crise]. A prova disso é que aprovou um Orçamento do Estado que prevê a redução do défice para 4,6% e está a colocar as finanças públicas numa situação sustentada.»

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15 comentários

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De jj.amarante a 11.10.2018 às 15:02

Afinal, também tu Cavaco...
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De Pedro Correia a 11.10.2018 às 15:22

Com todas as letras. Quatro meses antes do pedido urgente de intervenção externa nas finanças públicas nacionais.
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De Anónimo a 11.10.2018 às 17:45

Caro Pedro:
Frase visionária, ao nível qualitativo da decisão de censurar a candidatura do livro do Saramago, através do moço de recados Sousa Lara.
Um favor feito ao júri, que não teve o trabalho de recusar-lhe o prémio.
Teve ainda mais duas frases lapidares: aquela em que elogia o Programa (socratino) de Obras da Parque Escolar, pois estimulava o tecido empresarial interno (e a corrupção em larga escala, como se viu).
E a terceira, quando afirmou, sem pestanejar (fazendo tandem com outro visionário, o Governador do BdP, Carlos Costa) que o então BES estava de boa saúde, tranquilizando, assim, os Portugueses, para nele depositarem as suas economias (em produtos BES, garantidos pelo património «indestrutível» do Grupo BES, como papagueavam os funcionários do banco aos clientes).
Estas três frases visionárias talvez ajudem a explicar a situação que vivemos, de recente bancarrota (e a actual de pré-bancarrota, só falta a Itália ter um forte espirro, quanto mais uma constipação).
Com estadistas assim, irás longe, Portugal.
----------
P. S. Para não falar da criação, em 1989, do NRRFP (Novo Regime Retributivo da Função Pública), a que Miguel Beleza chamou Novo Regime Ruinoso da Função Pública.
A luta dos professores, e suas consequências financeiras, confirma-o.
Abaixo o Kavako, abaixo, Pim!, diria o Almada Negreiros.
(Manuel Silva)
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De Pedro Correia a 11.10.2018 às 20:36

Esta frase, para mim, é das mais reveladoras do que foi o mandato presidencial de Cavaco.
Com a agravante de tratar-se de um professor de Finanças Públicas. Tinha, portanto, responsabilidades acrescidas quando se pronunciava sobre esta matéria.
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De Sarin a 11.10.2018 às 18:07

Apenas mais um exemplo da sua capacidade de avaliação.

Por muito marteladas que as contas fossem (e se foram!), economia era a especialidade do então PR. (Ênfase no artigo definido)

Por aqui também se consegue perceber um pouco como podem ser diferentes academia e mundo.
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De Pedro Correia a 11.10.2018 às 20:37

Dava-lhe jeito fazer de conta que não se apercebia de nada.
Esta é, para mim, a hipótese mais benigna.
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De Sarin a 11.10.2018 às 20:48

Não tenho benignidade para tal governante.

Nem malignidade, a bem dizer... é a assim a modos que uma frieza de faixa por faixa, e só lhe salvo as cagarras.
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De Pedro Correia a 11.10.2018 às 20:54

Eu avalio-o pelo que (não) fez e pelo que deixou fazer.
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De Anónimo a 11.10.2018 às 18:07

Por acaso José Sócrates não estava a encobrir a verdadeira situação financeira do país? Ao que ouvi ao ministro Teixeira dos Santos a coisa estava preta em termos de money!
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De Pedro Correia a 11.10.2018 às 20:38

Se Cavaco Silva, especialista em finanças e supostamente a pessoa mais bem informada do País, não se apercebia de nada a quatro meses da vinda da 'troika', resta a alternativa de ser incompetente.
Não vou por aí.
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De lucklucky a 11.10.2018 às 22:37

Usou uma frase para fazer sentir bem ou foi incompetente.

Para começar 4.6% de défice não são sustentáveis - note-se que o défice não foi 4.6% mas mais do dobro.

Bastava olhar para as publicações mensais do IGCP e a evolução da dívida.para perceber que anos antes o caminho era insustentável.
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De Pedro Correia a 11.10.2018 às 23:47

Não subscrevo, de forma alguma, a tese da incompetência.
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De Sarin a 12.10.2018 às 04:02

Ah, esse coração de manteiga...
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De Robinson Kanes a 11.10.2018 às 23:36

Se um Ministro da Defesa "não faz ideia" do que se passa no seu gabinete, isto nem me admira...
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De Pedro Correia a 11.10.2018 às 23:47

Acontece a quem dormita em excesso nos gabinetes oficiais.

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