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Palavras para recordar (10)

por Pedro Correia, em 27.12.16

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CLARA FERREIRA ALVES

Expresso, 30 de Junho de 2007

«A Baixa de Lisboa é, em 2007, um cadáver. E um cadáver que afecta as áreas vizinhas, mesmo as que tentam resistir, como o Chiado e o Príncipe Real. Não é possível num dia de Junho de uma cidade "mediterrânica" como esta, quando se comemora o Santo António, que a data seja entendida não como uma oportunidade de negócio pelos lojistas e donos de restaurantes, e sim como um período de férias. A falta de sentido prático dos portugueses é lendária. Em toda a Baixa não se encontrava, naquele santo dia, mais do que meia dúzia de restaurantes abertos onde turistas melancólicos debicavam grelhados e imperiais. No dia em que a cidade devia estar mais cheia de gente e em festa, o ambiente era de funeral. A Rua Augusta era um estudo sobre a depressão urbana. O Terreiro do Paço parecia, como sempre, um estaleiro.»

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6 comentários

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De Daniel Ferreira a 27.12.2016 às 16:28

O que a Clara Ferreira Alves claramente não sabia é que antes de 2014, o período de funcionamento de um estabelecimento tinha que ser comunicado à autarquia, indicando os horários de abertura e fecho bem como os dias de encerramento, sendo OBRIGADO POR LEI a cumprir. Ou seja, em 2007, mesmo se quisessem, um estabelecimento não podia abrir nos feriados se fosse indicado que fechavam nos feriados.

Depois da polémica abertura aos domingos, que passou a ser permitida em Outubro de 2010, só em 2014 é que os comerciantes portugueses passaram a puder manter as lojas abertas em qualquer horário e dia da semana e deixaram de ter de comunicar às autoridades as horas de abertura ou encerramento
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De V. a 28.12.2016 às 08:24

Consulte, por exemplo, o absurdo decreto-lei ou lá que raio é aquilo que regulamenta os parques de campismo — onde é a autarquia que estabelece os preços do seu negócio (na sequência de um vago interesse público que não faz sentido nenhum, mas é antes uma manobra de má-índole que pretende limitar todos os negócios e a concorrência que, numa situação normal, reduziria os parques chungosos da Federação de Campistas de inspiração comunista a uma solução baratucha de segunda ou terceira linha).
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De Conde de Tomar a 27.12.2016 às 18:07

A Clara Ferreira Alves é outro F. Cunha Leão, especialista no ser português. Alguém lhe diga , que não existe semelhante coisa de "ser tuga" - leiam-se os ensaios sobre o "ser italiano", "irlandês", "alemão", etc...podemos também aí reconhecer esse "ser português", que existe em todos esses "seres" estrangeiros. Geneticamente todos somos iguais, sendo as nossas diferenças resultantes das experiências histórico-culturais. Ou seja se os ingleses nascessem em Portugal e se por cá vivessem seriam "não ingleses", mas portugueses de "gema".

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De T a 27.12.2016 às 22:32

É, só que eles têm economia para ter e conviver bem com as pequenas falhas comuns a todos os povos, nós fazemos por nunca perder essas e as outras todas que nos fazem o que somos, um povo atrasado e com muito para evoluir como sociedade.
Ah, o italiano é uma mito e o alemão também, isto é são criações recentes, já o português é mais ou menos o mesmo de há uns valentes séculos para cá. Quando Antero falava na decadência dos Povos Peninsulares tinha a Itália dos italianos 10 anitos e os alemães também.

Menos Cunha Leão e mais Jorge Dias.
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De Conde de Tomar a 27.12.2016 às 23:07

T, nós, os tugas, estamos precisamente no sitio onde deveríamos estar. Nem um passito mais à frente. Nem um passito mais atrás. Mesmo no sítio.
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De Teresa Ribeiro a 29.12.2016 às 10:58

Há dias passei pela baixa, já tarde, e era uma festa. Não percebo quem se incomoda tanto com esta invasão de turistas. Gosto de ver a minha cidade inundada de gente pasmada com a sua beleza, a fotografar cada esquina. Até há meia dúzia de anos era essa tristeza descrita pela CFA.

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