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Em Bruxelas, António Costa garantiu que a TAP voltará para o Estado, ainda que o governo falhe um acordo com os compradores. O tema de saber a quanto poderá ascender a conta de tal decisão, para a empresa e para os contribuintes, não terá sido abordado.


25 comentários

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De lucklucky a 18.12.2015 às 16:16

A primeira violação dos direitos humanos. Outras se seguirão.
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De José António Abreu a 19.12.2015 às 09:23

Para já são apenas palavras. E estamos num país em que elas são frequentemente levadas pelo vento.
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De lucklucky a 19.12.2015 às 17:25

A ameaça, sabendo todos que por detrás está o poder do Estado condiciona o comportamento.

E muitas vezes o processo é a punição.
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De João de Brito a 18.12.2015 às 17:27

Está bem visto... e com ironia.
Mas há outra vista, se rodarmos o olhar.
Vê-se um negócio, decidido à pressa por um governo que já não era, sabendo-se que o governo que iria ser estava contra.
Esta vista suspeita de que o que está a ver seja não um negócio mas uma negociata.
E daí a legitimidade política para a impugnação e a reversão.
Os problemas e os custos associados são de lamentar.
Mas quem é o responsável?!
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De JgMenos a 19.12.2015 às 00:18

Mas tudo seria legítimo e regular se os privados pusessem o seu capital (49%) nas mãos da quadrilha?
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 19.12.2015 às 02:11

Santa ignorância. O negócio foi fechado em Maio e assinado em Junho. O que a Parpublica fez, nem sequer foi o governo, foi homologar o que tinha sido acordado, depois das várias entidades, como as autoridades da concorrência quer de Bruxelas quer a portuguesa se terem pronunciado, no caso favoravelmente, como a lei obriga.
De resto, se fosse o caso, o "governo em gestão" tinha poderes para assinar este tipo de contractos. O governo que ainda não existia é que não tinha poder para o impedir.
Se não sabe fica a saber, que foi um governo socialista em gestão que chamou, negociou e assinou os acordos do PAEF com a troika, que envolvia como sabemos austeridade, privatizações entre as quais a da TAP e um empréstimo de 78000 milhões. O que é a privatização de 61% do capital da TAP comparado com isso?
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De José António Abreu a 19.12.2015 às 08:46

Como foi explicado acima, o processo teve pouquíssimo a ver com um governo em gestão. De resto:
- Vem da década de 1990, tendo o governo socialista de então ido buscar Fernando Pinto para preparar a empresa para a privatização;
- Foi colocado no programa da Troika por um governo do PS;
- Só não ficou fechado mais cedo porque a tentativa de 2012 falhou.
Acessoriamente, a empresa estava numa situação de tesouraria cada vez mais periclitante, necessitando urgentemente de dinheiro.
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De amendes a 18.12.2015 às 18:29

"que o governo que ia ser"...

Ou melhor: A assembleia da República nacionalizou o que devia ser... Um confusão do cara***!

O PCP se perder a TAP é mais um prego no caixão... daí o bluff .
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De José António Abreu a 19.12.2015 às 08:52

Sim, creio haver boas hipóteses de que seja bluff. Adiar, com declarações grandiloquentes, para depois dizer "temos pena mas ficaria muito caro". Logo veremos se entretanto o PCP se habituou ao sabor dos sapos.
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De Anónimo a 18.12.2015 às 21:27

António Costa surpreende sempre pela originalidade.

Costa é original.

Enquanto as originalidades surgirem, tudo vai correr às mil maravilhas.

A maior originalidade de António Costa não são as decisões apenas.

A maior é António Costa não tem nem as qualidades nem os defeitos da maioria dos portugueses.

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De José António Abreu a 19.12.2015 às 08:55

Não tem? Olhe que não sei... E isso é bom ou mau? Talvez seja melhor especificar a que qualidades e defeitos se refere.
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De Anónimo a 19.12.2015 às 10:45

As qualidades e os defeitos do povo português?

As qualidades e os defeitos de António Costa?

Só do Povo

Os portugueses são previsíveis.

Os portugueses coram quando mentem.

Os portugueses são ingénuos (esperteza saloia)

Os portugueses não têm paciência para planear (paciência para as pensar)

Os portugueses vão para a guerra sem abrigos de alternativa

Os portugueses ainda pegam o touro "à unha" como no tempo de Dom Diniz

Os portugueses não sobem muito alto por causa do trambolhão

Os portugueses olham a meios para atingir os fins.
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De José António Abreu a 19.12.2015 às 11:31

"Os portugueses são previsíveis." Sim, razoavelmente.

"Os portugueses coram quando mentem." Talvez noutros tempos.

"Os portugueses são ingénuos (esperteza saloia)." Sim, mas sempre houve outros portugueses a aproveitarem-se disso. Costa é um desses "outros".

"Os portugueses não têm paciência para planear (paciência para as pensar)." Sim.

"Os portugueses vão para a guerra sem abrigos de alternativa." Poucos portugueses "vão para a guerra"; só ameaçam fazê-lo. E Costa também só avançou pelo seguro - contra Seguro e, julgava-o ele (contando com a previsibilidade e ingenuidade dos portugueses), contra uns desgastados PSD e CDS.

"Os portugueses ainda pegam o touro "à unha" como no tempo de Dom Diniz." Não. Os portugueses não pegam touros; são colhidos por eles.

"Os portugueses não sobem muito alto por causa do trambolhão." Sim.

"Os portugueses olham a meios para atingir os fins." Hmmmm...
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De Anónimo a 18.12.2015 às 22:51

O governo que fez esse negócio e os compradores sabiam que quando assinaram os papéis que esse governo estava em gestão e como tal, os seus poderes eram muito restritos. É preciso pôr tudo claro e dizer-se as coisas como são e não dizermos só aquilo que nos apetece e como nos apetece.
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De José António Abreu a 19.12.2015 às 08:56

Não. Ver resposta ao segundo comentário.
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De Anónimo a 19.12.2015 às 15:19

Não são só palavras. São actos e atitudes reprováveis de vendedores e compradores que sabiam, não estarem em condições de assinarem, nada, uma vez que o governo estava em gestão e que o outro governo era contra tal negociata. Tinham de esperar pela posse do outro governo e nada mais. Se o fizessem tudo isto era escusado.
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De JgMenos a 19.12.2015 às 00:15

Temos caudilho!!!!!!

Já nem o ridículo os pára.
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De José António Abreu a 19.12.2015 às 08:59

É, parece que temos. E logo agora que a espécie passa por dificuldades num dos seus habitats naturais: a América Latina.
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De William Wallace a 19.12.2015 às 00:32

Negócios destes arruinaram Portugal, seria mais uma PPP em que o Estado (todos nós) ficávamos com as dividas e os privados com os lucros enquanto pudessem ser "fabricados" á custa da venda de activos da empresa e depois alegavam que não poderiam continuar o serviço da divida assegurada pelo Estado e entregavam a empresa e iam á vida deles.

Se isto não basta-se ainda temos o pormenor de o sócio português ser um mero testa de ferro do verdadeiro dono, tudo isto para contornar as leis europeias, não que as sejam relevantes para o caso mas mostra bem o que mais estará escondido por entre papeis assinados á porta fechada e com muita pressa.

P.S.- Caro JAA para quando um post sobre a falência da banca e que mesmo assim continua protegida por "todos", a incapacidade dolosa do anterior governo sobre a gestão dos fundos da troika para recapitalizar a banca, a incompetência dolosa do Banco de Portugal que tem um CEO que ganha muito mais que o presidente da FED , ou o banco do fomento esse nado-morto que só serviu para dar guarida a mais uns boys e girls ...
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De José António Abreu a 19.12.2015 às 09:23

A TAP seria um problema muito maior nas mãos do Estado - especialmente para os seus trabalhadores, logo que se desse início à reestruturação exigida pela UE, de modo a poder ser recapitalizada pelos contribuintes.

Um post sobre a falência da banca porquê? Já escrevi muitas vezes que tenho dúvidas quanto à melhor forma de lidar com essas situações. Por um lado, acho que deveriam simplesmente falir, por outro temo, de facto, algumas consequências. Acima de tudo, parece-me ser necessário entender que:
- Eles estão em situação frágil por erros próprios e por políticas centrais que permitiram que "jogassem" com uma percentagem demasiado elevada dos recursos captados;
- Políticos e cidadãos adoraram e incentivaram essa política porque permitiu conceder crédito barato; evidentemente, agora não gostam de receber a factura;
- Os políticos continuam a clamar por crédito barato e os Bancos Centrais a tentar inventá-lo;
- O crescimento da economia permitiria diminuir as perdas decorrentes de crédito mal parado - mas, feito sem sustentação, traria ainda mais problemas a prazo;
- Ou se exige que, independentemente da conjuntura, os bancos subam os rácios e então vão precisar de dinheiro e o crédito à economia vai descer, ou não se exigem rácios mais elevados e aumenta o risco de, a prazo, em mais um solavanco da economia, eles precisarem de ainda muito mais dinheiro;
- Para além do(s) Estado(s), só há outra via de os capitalizar: os depositantes.
Soluções milagrosas? Não as vejo.
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De William Wallace a 19.12.2015 às 13:01

Alegar uma dificuldade para sustentar um erro ainda maior não me parece boa estratégia de gestão dos negócios do Estado.
Querer esconder que a TAP será desmantelada no médio prazo com este negócio não é correcto, poderia eventualmente acontecer o mesmo com uma reestruturação feita pelo Estado mas o que aconteceu foi que a administração actual com todos os méritos que tem (e tem-nos) seguiu uma politica de terra queimada (apoiada pelo governo PAF ) pondo a TAP a jeito para este tipo de situação, recorde-se que a empresa não recebe um tostão do Estado desde o ano 2000 e sobreviveu ás crises de 2001 e 2008.
Foi instrumentalizada pelo governo PS de Sócrates quando adquiriu a Portugália que estava falida ao grupo BES (por 140 milhões de euros) e a VEM no Brasil que foi outro negócio de muito duvidoso (no minimo ) interesse.
Obviamente os negócios do Estado têm sido geridos com base nos interesses dos sucessivos gangues que controlam a governação.

Em relação ao capital estrangeiro não tenho qualquer objecção (nem o PC terá), o que tenho é contra negócios ruinosos que prejudicam os contribuintes e a economia (a sua competitividade) como se pode ler nas sentenças do Tribunal de Contas, repare que a TAP em 15 dias aumentou os preços de forma abrupta ou por exemplo a ANA já aumentou as tarifas 5 VEZES desde que foi concessionada há menos de 2 anos, estas atitudes prejudicam gravemente a competitividade da economia Portuguesa porque se trata de empresas com monopólios naturais (ANA) ou da MAIOR exportadora de Portugal e que promove Portugal fora do mesmo sem que isso custe um cêntimo aos contribuintes.

P.S. - Também defendo a falência dos bancos e na minha modesta opinião só vejo efeitos positivos nisso, caso as falências fossem "puras" e salvaguardassem somente os verdadeiros depósitos e permitissem que quem tem dividas a esses bancos se visse livre das mesmas.
Caso saiba gostava que me indica-se um caso em que os "verdadeiros" depósitos bancários dos depositantes foram integralmente pagos após falência de um banco e se tal não aconteceu é porque a garantia até 100 mil euros é virtual e mais um meio de suster artificialmente um sistema baseado em expectativas e não em suportes tangíveis devidamente escorados.
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De José António Abreu a 21.12.2015 às 08:46

Claro as garantias são virtuais. E, em grande medida, só podem sê-lo: nenhum sistema bancário tem capacidade para criar um fundo para suportar todos os depósitos até 100 mil euros. A garantia é, portanto, dos contribuintes e é por isso que tenho dúvidas: deixar falir não é muito diferente de "salvar", desde que os accionistas paguem parte da conta. Pode até ser pior, se existir efeito "bola de neve". Outra hipótese é esquecer-se a garantia dos depósitos e limpar-se mesmo o sistema, doa a quem doer.
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De Anónimo a 19.12.2015 às 20:41

Já pensou deixar a TAP no seu lugar que sempre deu lucros e falar da empresa feita no Brasil e da venda dessa? É que essa é que sempre deu prejuízos e tem rebentado com a TAP. Fale dessa e diga, venda-se essa. Já agora o senhor Fernando Pinto fez essa brutal asneira e no fim ainda continua no bem bom. Afinal esse senhor não é avaliado como todos os outros... Foi e é, tudo muito estranho, mas é tudo tão claro, aos olhos de quem pensa e sabe ver.
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De am a 19.12.2015 às 13:18

Quem disse que ele não cora?

Já viu escurinho corá?

Anonimo par o ´manicómio!
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De Anónimo a 19.12.2015 às 21:40

Ó am, topas-te o trocada-lho meu malandro

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