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Os rankings

por João André, em 01.12.14

A análise aos rankings das escolas deu o resultado habitual. As escolas privadas estão melhor classificadas. As razões apontadas parecem ser a matéria prima com alunos que à partida poderão ser melhores (mais procura que oferta ajuda à pré-selecção); maior estabilidade do corpo docente; melhores condições nas escolas (com mais dinheiro à partida para investir); uma certa unificação do programa curricular (que vai sendo refinado com o tempo); e a frequente inserção em melhores meios socio-económicos (se bem que não aplicável a todas as privadas). A estes factores acrescentaria outro: tendo mais dinheiro à disposição, as escolas privadas podem atrair os melhores profissionais da área (sejam professores, auxiliares, ou simples técnicos).

 

Isto demonstra que as escolas privadas continuarão a ter melhores resultados independentemente do que se faça às públicas (os vouchers são na minha opinião um disparate ridículo). As famílias com melhores meios socio-económicos dão frequentemente mais aopio aos filhos nos seus estudos, o que se sabe que melhora os resultados globais. A qualidade base dos professores poderá melhorar, mas é quase impossível alterar significativamente o estrato superior de qualidade (uma melhoria geral de qualidade apenas empurra os valores absolutos para cima, mas a distribuição mantém-se relativamente constante). O facto de terem mais dinheiro à disposição permitirá então às escolas privadas manterem esse pessoal de qualidade e ir renovando frequentemente as condições físicas.

 

Os dois únicos aspectos em que a escola pública pode ainda reduzir a diferença é numa unificação e estabilidade dos currículos (dava jeito que não se mudassem programas e livros todos os anos) e fim da dança dos professores (que este ministério veio transformar de farsa em tragédia). No resto teremos aquilo que será sempre de esperar: num mundo onde há ensino público e privado, este último terá tendência para ficar melhor classificado nos rankings. Quaisquer conclusões extra que sejam extraídas destas classificações devem ser feitas no sentido de identificar casos problemáticos e casos exemplares. O resto só alimenta ruído.

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18 comentários

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De lucklucky a 01.12.2014 às 13:38

A Escola Publica - e boa parte das privadas - existe para destruir, travar os alunos com mais capacidades, ricos ou pobres.

A construção da igualdade e a instituição do poder sindical é o seu objectivo.
A mediocridade é o resultado pretendido e conseguido.
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De João André a 01.12.2014 às 15:04

E para os endoutrinar nos males do comunismo e fazer dos alunos autómatos sem qualquer tipo de autodeterminação. A sua exist~encia levará inexoravelmente à destruição do tecido social e humano moderno e fará regredir a humanidade até aos tempos do paleolítico à excepção da classe autoritária dirigente que manterá todos os seus privilégios e esmagará sob o seu punho toda e qualquer dissidência através das três traves mestras: propaganda, escola e polícia. Prevejo muito em breve o momento em que as escolas avancem para o seu passo seguinte de organizar a informação sobre as crianças e assim decidirem quais estão aptos a serem conduzidos aos estágios seguintes de "educação" (sic) e quais serão reencaminhados para centrais de "reeducação" na Sibéria e Patagónia (ou, porque não dizê-lo, Cabeça Gorda), e os que serão dados como inúteis e casos perdidos e colocados sob a alçada da adminstração "Soylent Green". o mundo será brilhante e vermelho (quando não verde).
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De lucklucky a 02.12.2014 às 16:28

Os males do comunismo não, nos males da igualdade que é a força primordial que também construiu o comunismo, a intolerância à diferença.
Mas o Comunismo é só desonestidade intelectual, não são por exemplo nada intolerantes quanto à desigualdade no Poder. Para decidir da vida ou da morte ,para prender alguém, para impedir alguém de se reunir, de escrever.

A Escola Publica é um máquina para impedir as crianças de se desenvolverem ao seu ritmo e nas áreas que têm mais aptidão. Pois a igualdade é o objectivo.

Esse objectivo implica obviamente atrasar a idade adulta. Quando em muitas pessoas as idades mais criativas estão entre os 15 e 25 anos.

Uma década perdida.
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De Carlos Duarte a 01.12.2014 às 13:56

Caro João André,

Muito bem. É isso mesmo. Achar que os resultados escolares melhorariam de forma "mágica" com uma privatização do ensino é confundir de forma grosseira correlacção com causualidade.

Tal como na saúde, parece-me que o modelo de ensino (sem entrar em especificadades, onde há de facto muito a melhorar) é o correcto: o Estado providencia a melhor educação (em termos médios) possível a um custo comportável, sendo os cidadãos livres de procurar alternativas se tiverem meios para isso (económicos ou geográficos). No entanto, e para o sistema "geral" (público, de acesso universal) contribuem todos.
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De João André a 01.12.2014 às 14:59

Concordo com a sua visão caro Carlos. Talvez eu seja excessivamente restritivo num aspecto: tentaria colocar alguns limites às escolas privadas que poderiam ser mais restritivos que os actuais (e daí talvez não, teria de studar a fundo o assunto, nem sei se o conseguirua quantificar). Isto porque escolas privadas a mais apenas destruiriam o ensino público e baixariam a qualidade da oferta privada.

Há apenas um aspecto extra a adicionar: as escolas privadas não deveriam nunca ter qualquer tipo de apoio do estado. No caso de serem a única alternativa numa determinada região, então o estado deveria assinar um contrato de cooperação apenas e só até haver uma alternativa pública (se há privada numa determinada região é porque há espaço para uma escola pública).
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De Carlos Duarte a 01.12.2014 às 15:04

Muito honestamente não vejo necessidade em limitar o número de escolas privadas. Sendo um mercado "diferente" do público, com objectivos diferentes, apenas compete aos intervenientes ("donos" das escolas e pais) manter as mesmas. No entanto, mantinha a obrigação actual de serem entidades sem fins lucrativos.

Quanto ao financiamento por parte do Estado, concordo até um certo ponto. Em termos de rede de ensino público, deve ser indiferente a gestão da escola (i.e. não tenho nada contra escolas privadas, com contratos de associação, em alternativa a escolas públicas), desde que o financiamento seja igual (per capita ou misto, i.e., um valor base + um valor per capita). A obrigação seria outra: exclusividade. Uma escola privada com contrato de associação apenas poderia estar inserida na rede pública. Caso contrário, o contrato caducaria.
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De Vento a 01.12.2014 às 14:58

João,

vou comentar por parágrafos o seu texto. No primeiro parágrafo aquilo que me apresenta é o facto de o mérito não poder ser atribuído quer às escolas privadas quer aos professores do privado, mas sim à capacidade dos alunos que integram esse sector e à qualidade do acompanhamento que lhes é feito fora das escolas.
Neste sentido, só nos faltam estudos que permitam de uma forma proporcional definir os rankings por população estudantil, sempre na devida proporção, do público e privado; e já não entre escolas. É aqui que reside um estudo preciso que permita aferir a situação.

A questão do ordenamento entre escola pública e privada parece-me ser não só fruto de um falso estatuto de cariz pequeno-burguês (não podemos esquecer também a origem social daqueles que colocam seus filhos no privado, mesmo os muito ricos) como também de uma ineficiência em gerir o ensino - de todo igual à mesma ineficiência da grande maioria das empresas privadas -.
Parece-me que as pessoas que se debruçam sobre a questão de pretender enaltecer e fazer emergir quer o ensino privado quer a privatização de empresas reconhecem a sua própria incapacidade em gerir um sistema público que gere eficiência.
O caso da Finlândia é um protótipo do que pretendo referir. Eles são bons porque geriram bem o ensino público, começando por facultar no público as condições necessárias para que desde crianças até ao ensino superior a população estudantil tivesse as necessárias condições, incluindo alimentação e tempo de lazer. Mais, a opção em Portugal por um ensino privado passa fundamentalmente pelo reconhecimento dos pais nas inconsequentes políticas de ensino do que pela qualidade dos professores no público. E isto responde ao segundo parágrafo.

Não é o estado que gere mal, são os políticos agarrados a preconceitos que desestruturam todo um sistema e tudo fazem para que não só pareça como também aconteça uma má gestão no público.
Necessitamos de uma autêntica reforma de políticos para que se possa implementar boas políticas. Conclui
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De Vento a 01.12.2014 às 15:27

Por favor, inclua no meu comentário esta conferência efectuada por um representante de governo Finlandês:

https://www.youtube.com/watch?v=YoMzsaRTW5U
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De cristof a 01.12.2014 às 16:03

Os motivos podem sempre ajeitar-se agora os resultados não =quando eu estudei na publica que hoje está no 99º todos os colegios privados só começavam a partir do 34º; os meus amigos que estudavam nos colegios privados iam fazer os exames a minha escola e tinham os resultados de chumbos que se calcula, porque a mecanica era inflacionarem as notas para animação dos pais.Um desses colegios está no 12º e pelo que me dizem não foi a qualidade ali que sofreu grande alteração. Sobre as mesinhas muito há publicado para quase todos os gostos, sobre os motivos do descalabro avancem com as explicações , agora a bem da verdade que todos gostamos não alterem os resultados(os numeros não merecem que lhes alterem o valor para concordar com as teses)
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De João André a 01.12.2014 às 21:15

Eu nem quis entrar por esse caminho (inflacção de notas) para evitar esse tipo de discussão. Fiquei-me por uma base muito simples de conversa. Mas obviamente que tem razão: as escolas privadas podem dar-se ao luxo de inflaccionar as notas para fazerem autopublicidade.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 01.12.2014 às 16:23

Os media e os comentadores em geral põem a discussão dos rankings das escolas ao nível do publico versus privado, com a respectiva carga ideológica e isso é na minha opinião um tremendo erro que contamina qualquer discussão séria que se queira fazer sobre o assunto.
Tenho seis filhos e todos fizeram o secundário no ensino publico, portanto nada me move contra essa opção. Para mim o problema é outro: enquanto não tirarem a ideologia e a politica de cima do assunto, incluindo Associações de Pais por onde também passei, nunca mais saímos disto, e já lá vão 40 anos e 40 ministros depois da reforma Veiga Simão.
Não gosto da palavra consenso, mas se não se conseguir construir um compromisso à volta desta questão, daqui a 40 anos, pelo menos os que cá andarem, hão-de passar a vida a discutir as coisas nos mesmos termos.
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De Vento a 01.12.2014 às 22:19

Mas o grande problema em Portugal é exactamente o preconceito social e ideológico.
Há uma espécie de classe, que se vê muitos nos rodopios políticos, que só revela traumas e pretende parecer aquilo que nunca foi. É um pouco como os ditos sucedidos empresários que pretendem sustentar um dito sucesso com conversas sobre suas origens humildes. Ora, não foram as suas origens, nem tampouco suas competências que determinaram o dito sucesso, mas as circunstâncias e o facto de quererem aproveitá-las. Fui buscar esta imagem exactamente para revelar que a questão dos políticos em torno desta matéria não é uma política de educação, mas um trauma de formação.

A educação é uma questão nacional e é um bem que a todos deve ser proporcionado com equidade. A equidade significa que não se pode dizer que todos são iguais e, como tal, devem trepar a uma árvore. Acontece que há pessoas sem braços e sem pernas que para poderem subir necessitam de apoios especiais.
Uso esta imagem para dizer que a organização do ensino passa por compreender que não obstante a origem social todos possuem as mesmas possibilidade de DESENVOLVER AS SUAS CAPACIDADES.
Mas o discurso passa somente por definir o que são famílias problemáticas e não resolver os problemas das pessoas que estão no ensino.
É também este fatalismo e determinismo, que se aceita, que condiciona as possibilidades e as potencialidades sociais do individuo, sacrificando também o colectivo.
E aqui entra a questão do ensino privado. Julgam eles que introduzem eficiência procurando rankings para justificar o que não existe. E o que não existe é exactamente uma estrutura mental sólida que permita desenvolver e aplicar tal equidade.
A questão da escola privada não passa de um refúgio para acentuar as diferenças que eles mesmo criam e estabelecem, e não se traduz em eficiências quer para os alunos, quer para os pais, quer para a sociedade. Isto não significa que não haja competência no privado, mas é uma competência limitada a um mundo que não espelha uma realidade e a totalidade.
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De José Catarino a 01.12.2014 às 18:01

Há uma coisa que eu muito gostava de saber: se também nas escolas privadas os inspectores surgem sem pré-aviso e se inspeccionam as condições de realização dos exames sem que os vigilantes estejam já prevenidos; e se fazem essas inspecções com a mesma frequência que no ensino público. Pergunto porque não sei como é no ensino privado. No público, os vigilantes estavam, no meu tempo, sujeitos a exigências extremamente severas. Nos nossos exames, nenhum aluno era "ajudado".
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De João André a 01.12.2014 às 21:16

São espaços privados. O inspector tem provavelmente que fazer algum requerimento por escrito, tem que comparecer a um dia e hora marcados, com vigilância de alguém da escola (não vá esse estatista fazer estragos, etc, etc, etc)...
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De José Catarino a 01.12.2014 às 23:59

No público, as notas também estão inflaccionadas. E muito. Mas os exames decorrem com honestidade exemplar. No privado, e como escrevi, não sei. Acredito que sim. Mas gostava de ter a certeza absoluta de que há equidade nas condições da realização dos exames entre público e privado. Também seria bom que nas estatísticas dos exames do público não fossem contabilizados os alunos autopropostos e os de certas instituições privadas cujos resultados aparecem como sendo de escolas públicas. Em resumo. há demasiados factores a desequilibrar os rankings pelo que sempre os vi como importantes mas relativos.
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De Ana André a 01.12.2014 às 20:55

João,
Os rankings valem o que valem, isto é, são feitos através da soma das notas dos exames dividindo pelo número de alunos. Logo aqui podes concluir que escolas com mais alunos, maioria de escolas públicas, terá uma variação maior nos resultados das notas dos exames e dividindo a soma destas pelo número de alunos obviamente terá uma média mais baixa. Assim podes concluir que é falso que as escolas privadas tenham melhores resultados do que as escolas públicas porque simplesmente são números incomparaveis.
Os alunos das escolas privadas são maioritariamente filhos de pessoas com maior capacidade financeira, portanto também têm capacidade financeira para apoiar os seus filhos fora das aulas, ou seja, explicadores privados. Não foi rara a vez que conheci pessoas que frequentaram escolas privadas que me falaram em ter vários explicadores a todas as disciplinas. Estes alunos provavelmente não vão dormir com o pesadelo do desemprego dos pais ou com frio porque não há dinheiro para pagar o aquecimento em casa.
Ainda nas escolas privadas, é falso que tenham acesso a melhores professores e mais bem pagos, os professores são pior pagos nas escolas privadas e muitos estão lá apenas porque na escola pública estariam a contrato e a saltar de escola em escola sem estabilidade. Se perguntares aos professores do privado se gostariam de dar aulas no ensino público terias grande maioria a dizerem-te que sim.
A escola pública é boa, tem bons professores e agora a herege dentro do coro, graças ao investimento no ensino durante a governação socrátes conseguiu-se equipar e remodelar muitas escolas por este país fora. Aconselho-te uma visita à tua antiga escola secundária, provavelmente vais ficar surpreendido.
Os alunos da escola pública são completamente heterogeneos: meios sociais variados, muitos interesses diferentes, bons e maus alunos. Mas é por isto que a escola pública é boa, porque forma um individuo não só para os rankings mas para ser um cidadão.
Andei sempre em escolas públicas e nunca senti que necessitava de estar no ensino privado para ser melhor aluna ou para me sentir mais integrada. A única coisa de que me queixo foi sempre da quantidade de alunos que tive nas minhas turmas, coisa impensavel no privado. Estive integrada em turmas que oscilavam entre os 28 alunos e os 35 alunos. Ao longo dos anos sei que houve uma tentativa de redução do número de alunos nas turmas, porém este governo fez questão de voltar a aumentar esse número.
Por fim, considero que o ensino privado não é necessário em nenhum país e que devem é dar condições às escolas públicas para funcionarem sem problemas de colocações de professores, sem circulares a sairem à sexta e na segunda já são diferentes e com um programa com pés e cabeça, que forme os alunos em todas as suas competencias, e não só em matemática ou português.
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De João André a 01.12.2014 às 21:22

Em relação aos salários escrevi sem saber: assumi simplesmente que as escolas privadas poderiam pagar mais.

A questão dos explicadores é mais uma a adicionar ao rol.

Os números contribuem, mas não só em si mesmos, também pelo tipo de selecção que permitem por parte das privadas. Se um aluno não se der bem provavelmente a escola privada arranja forma de o chutar para fora. Os números funcionam também como escreveste no fim: as escolas privadas têm muito menos alunos por turma, o que só pode ser benéfico para eles.

Há ainda mais um que eu nem quis referir no post (não me apetecia escrever demasiado): as escolas privadas podem inflaccionar as notas e assim autopromover-se, coisa essencialmente impossível nas públicas.

Sim, Sócrates modernizou muitas escolas e nunca disse o contrário. Por fora vejo a diferença entre a escola onde estudei e aquela que agora existe no mesmo local. Partilham o local e o nome, mas não me parece que partilhem muito mais.

Quanto à necessidade das privadas, eu não vejo nenhuma, mas se quiserem existir estejam à vontade: desde que não recebam um cêntimo dos cofres do estado, o qual tem que continuar a ter de oferecer um ensino público universal. Quem quiser esbanjar o seu dinheiro que o faça. Uma vez nas universidades normalmente não se vê muita diferença.
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De Anónimo a 01.12.2014 às 21:58

Os melhores colégios privados, terão sempre hipótese, de alcançar melhores resultados porque eles mesmos, fazem uma selecção rigorosa, dos alunos que lá entram. Os alunos que entram nestes colégios, são submetidos a provas, para ver as capacidades, dos mesmos. Se os resultados, forem compatíveis com os objectivos, os alunos entram, se não forem não têm vaga. Nestes colégios, só entram alunos, de extractos sociais elevados, enquanto na pública entram todos, sem excepção. Também não deixa de ser relevante que os professores que leccionam com alunos destes colégios, jamais terão o trabalho e o stress dos professores do ensino público que têm pela frente, bons, menos bons, medíocres, maus, rebeldes e perturbadores, coisa que no ensino privado de excelência não acontece. Perante isto, estes rankings, não tem razão de ser porque o que mostram, são dois mundos, completamente opostos.

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