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Os negacionistas bolsonarescos

por Pedro Correia, em 28.01.21

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Faz amanhã um ano: foi a primeira menção ao novo vírus que vinha da China registada no meu diário.

Revisito hoje essas linhas que escrevi em 29 de Janeiro de 2020: 

«Epidemia de gripe, já conhecida como coronavírus, começou na China, onde já provocou dezenas de mortos, e vai alastrando para outro países.

A palavra CORONAVÍRUS, desconhecida até agora, incorpora-se no vocabulário comum.»

 

Tão simples como isto. Cinco linhas escritas num caderno sem imaginar como estava a começar o maior pesadelo da nossa vida colectiva. 

Esse era um tempo em que ainda imperava em Portugal o negacionismo oficial, em que sucessivos responsáveis emitiam declarações boçais negando as evidências, em que abundava por cá o bolsonaresco «é só uma gripezinha». E havia até quem vislumbrasse na desgraça dos chineses uma despudorada oportunidade de negócio para os exportadores nacionais.

 

Foi um tempo em que Graça Freitas - então, como agora, responsável máxima da Direcção-Geral da Saúde - declarava: «A natureza é assim, aparecem novos vírus. (...) Não há grande probabilidade de chegar a Portugal: mesmo na China o surto foi contido.» Enquanto tranquilizava os compatriotas quanto à «fraquíssima possibilidade» de transmissão do vírus de pessoa para pessoa. «Neste momento não há nenhum motivo para alarme nem sequer para alerta», assegurava a directora-geral a 15 de Janeiro.

Foi um tempo em que Maria do Céu Albuquerque - então, como agora, ministra da Agricultura - apareceu com ar jubiloso perante os jornalistas dizendo acreditar que as exportações portuguesas poderiam beneficiar muito com a crise registada na China, numa altura em que o vírus já ali havia provocado pelo menos 500 mortos. O coronavírus «pode ter consequências bastante positivas» para o nosso sector agro-alimentar, declarou a ministra a 5 de Fevereiro.

Foi um tempo em que Jorge Torgal - então, como agora, porta-voz do Conselho Nacional de Saúde Pública e nessa qualidade um dos principais conselheiros da ministra que tutela o sector - declarava sem rodeios que o novo coronavírus era «menos perigoso do que o vírus da gripe». Palavras proferidas numa entrevista ao Jornal de Notícias a 28 de Fevereiro. Quando já havia 2800 mortos e 82 mil pessoas infectadas em mais de 40 países.

Era um tempo em que João Matos Fernandes - então, como agora, ministro do Ambiente - dedicava uma das habituais acções de propaganda do Governo a apregoar as virtudes higiénicas de um produto no metro de Lisboa com a graça e o garbo de um charlatão de feira. «Existe um produto muito eficaz, um produto que mata todos os micro-organismos e, portanto, bactérias e vírus, e que consegue durante um mês essa mesma segurança. Há uma película que é formada em torno das superfícies onde ele for aplicado», declarou o governante a 15 de Março, perante um batalhão de cordatos jornalistas.

Era um tempo em que António Costa - então, como agora, primeiro-ministro - nos tranquilizava garantindo solenemente que «até agora não faltou nada no SNS e não é previsível que venha a faltar nada». Palavras com data de 23 de Março, portanto muito antes da situação actual, em que o Governo já admite enviar doentes portugueses para hospitais estrangeiros.

 

Estas declarações - nuns casos vergonhosas, noutros simplesmente caricatas - foram pouco depois varridas para debaixo do tapete. Como se nunca tivessem existido. Mas existiram - e influenciaram muitos de nós nessas semanas iniciais. Todas procurando desvalorizar a tempestade que aí vinha. Por irresponsabilidade, ignorância ou estupidez.


49 comentários

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De Vento a 28.01.2021 às 13:06

Muito bem. Mas há uma componente celestial que importa ser incluída.

Primeiramente: Não existe nenhum pesadelo. Não é por acaso que um acontecimento bíblico nos dá conta que por causa de 10 pragas um povo reuniu-se e congregou-se rumo à terra da liberdade.
Nesta travessia, que incluiu em seu itinerário uma vasto deserto (aqui referido simbolicamente), muitos foram tombando e alguns deles mordidos por serpentes venenosas (aqui também expressas simbolicamente). Mas fazendo brotar água de rochas (também simbolicamente expressa) e agradecendo o maná que do chão recolhiam, alguns vislumbraram à distância essa terra para que outros a alcançassem.

Não é por acaso que as parábolas bíblicas, apesar de terem de ser lidas no texto e no contexto, nos apresentam a possibilidade de se aplicarem a múltiplos contextos e desde já empregues neste texto.
Assim, em Mc. 4, 21-25: "Ele disse-lhes: 21"Quem traz uma candeia para ser colocada debaixo de uma vasilha ou de uma cama? Acaso não a coloca num lugar apropriado?
22Porque não há nada oculto, senão para ser revelado, e nada escondido, senão para ser trazido à luz.
23Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça!
24"Considerem atentamente o que vocês estão ouvindo", continuou ele. "Com a medida com que medirem, vocês serão medidos; e ainda mais acrescentarão para vocês.
25A quem tiver, mais lhe será dado; de quem não tiver, até o que tem lhe será tirado".
Obviamente que esta parábola aplica-se, no texto e contexto, à revelação da Luz. Porém também esta Luz revela-se para desmascarar a mentira e colocar em evidência que pecado, isto é, falhar o alvo, é também consentir.

Portanto, assumamos as consequências com verdade e coragem e rumemos à terra da liberdade onde jorra leite e mel, mas não leite condensado.
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De O Inconveniente a 28.01.2021 às 13:27

Ao que sei, Jorge Torgal mantém a mesma linha de pensamento. Não é um negacionista, mas também não é um catastrofista.
De todos, é o único coerente desde o início.
No entanto, foi arrumado para canto.
A política deste governo é o alarmismo e Jorge Torgal é uma pedra no sapato, que continua a tecer críticas sobre a gestão da pandemia, continua a apontar o caminho que se deveria tomar e os erros que sucessivamente se cometem.
Referiu recentemente que incutir o medo não é modelo de gestão nenhuma. Gestão é precisamente reduzir o medo, com medidas específicas, cirúrgicas e eficazes na proteção dos mais frágeis. Algo que nunca foi até aqui tentado.
E não foi por falta de tempo. Foi por falta de competência.
Vejo-me forçado a dar-lhe razão neste aspecto.
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De Susana V a 28.01.2021 às 15:03

Exacto. E contam-se pelos dedos as entrevistas ao Jorge Torgal.
E o que ele diz faz de facto sentido, desde o início.
É sempre conveniente ler o que o Inconveniente escreve. :-)
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De Pedro Correia a 28.01.2021 às 15:16

Já vi que o Torgal tem aqui um pequeno clube de fãs.
Que um negacionista assumido permaneça à frente do Conselho Nacional de Saúde Pública confirma a deriva bolsonaresca do governo Costa.
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De O Inconveniente a 28.01.2021 às 15:47

Como escrevi antes, Jorge Torgal não é um negacionista. Apenas não é um alarmista.
Os resultados actuais provam que a estratégia adoptada é errada. Mais impressionante é o facto de ser repetida, depois de se ter verificado o seu falhanço, nomeadamente na proteção aos mais vulneráveis.
Pelos vistos quem não opta pelo caminho catastrófico, é um negacionista. Pelos vistos os extremismos estão de facto enraizados nas sociedades actuais. Já não há espaço para os moderados.
Ora os moderados são, à partida, os mais ponderados e frios nas análises. Logo, a sua leitura é mais pragmática e menos emocional, ou negligente, consoante a extremidade em que nos encontramos.
Seja como for, os números não enganam. A estratégica desnorteada e até desvairada, dos gestores da pandemia, mostram que o caminho que tem sido feito resultou negativo.
Seria hora de seguir por outra estratégia, que poderia ser na linha dos moderados, pragmáticos, sintéticos, ou o que se queira chamar.
Agora, caracterizar Jorge Torgal de negacionista é profundamente errado.
Se lermos Jorge Torgal de forma pragmática e com distanciamento emocional, ideológico e político, veremos que de negacionista não tem absolutamente nada.
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De Pedro Correia a 28.01.2021 às 17:32

Quem diz: "o covid é menos perigoso do que o vírus da gripe" é um negacionista. E um irresponsável.
Que mantenha aquelas funções um ano depois diz muito sobre este governo e os "conselheiros" que elegeu. Os resultados estão à vista.
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De O Inconveniente a 28.01.2021 às 18:18

Pois essa interpretação não é a minha, nem a de muita gente.
O que Jorge Torgal quis dizer com essas palavras é que a gripe mata determinado número de pessoas. E esse número de pessoas é exacto. Isto é, a causa da morte é de facto a gripe.
Quando a mesma análise se coloca à covid, já não existe exatidão. No caso deste vírus, sabemos quantas pessoas falecem, na situação de contagiadas, mas não as que de facto falecem por influência do vírus.
Jorge Torgal é defensor da exatidão dos números, porque a inexatidão resulta no pânico e no alarmismo. Jorge Torgal é defensor da realização de autópsia a todos os cadáveres contaminados, de forma a apurar se a causa da morte foi o sarscov2, ou se a pessoa, apesar de infetada, falece de outras causas. Por exemplo, e de forma ridícula, de acidente viação. Ora uma infectado que sofra um acidente de viação e morra, conta para a estatística como morte por covid. Nada mais errado e enganador.
O que Torgal defende é rigor. Porque a desregulação dos números, retira discernimento nas medidas de resolução.
É fácil de ver e vale para qualquer assunto. Se estivermos emocionalmente sob tensão, medo, pânico, perdemos a ponderação necessária para chegar a um solução para determinado problema. Temos tendência para o potenciar, para o multiplicar, e todas as nossas decisões serão iracionais.
Graça Freitas admitiu que os números estavam inflacionados, por estratégia do governo e da DGS. Torgal é contra este ponto de vista.
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De Vento a 28.01.2021 às 19:11

Não vou entrar em defesa ou a favor de Torgal. Mas posso falar de números e de saúde pública.
Em matéria de saúde pública existe um número de mortalidade acima do normal que não é explicada. O último estudo aponta para uma taxa de mortalidade não explicada, e não covid, de 85 pessoas/dia.
Se o SNS funcionasse seria possível determinar a causa de morte. Se o governo optasse por incluir como assistente de doentes, subsidiando estes, os médicos que continuam a exercer em clínica e consultório privado, canalizando para estes o que no SNS não se responde, também seria possível determinar e até mesmo evitar.

Em resumo, eu não acredito que exista uma agenda governamental ou presidencial ou partidária. Não acredito porque simplesmente revelam incapacidade para agendar o que quer que seja que não o que os mandam fazer em Bruxelas.
Em conclusão, conseguiu-se produzir um crescimento privado dos serviços de saúde, que aumentará, por inépcia e inexistência de um sistema governamental e presidencial.
Esta situação serviu para se constituírem lóbis cuja missão se traduz na corrida aos subsídios e às benesses de Bruxelas.
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De O Inconveniente a 28.01.2021 às 20:46

Falou em lóbis e falou muito bem. Não sou muito adepto de teorias da conspiração, mas o certo é que o dinheiro move muita gente, compra muita gente e abafa escrúpulos.
Recentemente leio uma notícia que dá conta do número de testes covid realizados por um determinado laboratório. Ora esse laboratório não tem grande expressividade em termos de dimensão. No entanto, desde que a pandemia chegou a Portugal, já ultrapassou o milhão de testes realizados. Segundo os mesmos, cada teste teve um custo ao consumidor que varia de 50 a 100 euros. As contas são fáceis de fazer. Se estimarmos uma média por baixo, de 70 euros cada teste, verificamos que aquela pequena/média corporação já faturou, no mínimo, 70 milhões de euros. Agora pensemos maior. Unilabs. O laboratório líder em testes covid. Os números não são publicados, mas facilmente se chega à conclusão que serão muito superiores aos deste seu concorrente.
A isto soma-se uma empresa de material clínico de Penafiel, nos arredores do Porto, cujo administrador já revelou não ter mãos a medir com as encomendas que lhe são feitas. Chega ao cúmulo de revelar que faz hoje negócio com hospitais que nem sabia existirem.
Isto num país de 10 milhões de habitantes. Agora imagine-se naqueles 20 ou 30 vezes maiores.
É muito dinheiro envolvido. E quando o dinheiro chega a estes valores e o escrutínio é débil, ou até nulo, a possibilidade de corrupção cresce. E com os exemplos recentes que temos no nosso país, a desconfiança é perfeitamente legítima.
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De Pedro Correia a 29.01.2021 às 07:01

A propósito de uma frase que ficou escrita acima: o que é um "alarmista"?
É alguém escrever dados factuais como este: morrem hoje 12 pessoas por hora em Portugal com Covid-19?
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De O Inconveniente a 29.01.2021 às 09:10

Sim, poderá estar nesse lote. Porque alguém mais responsável, não diz isto. Alguém responsável determina quantos destes infetados morreram de covid e quantos morreram com covid.
Alguém responsável é criterioso e exigente com os números.
Mas não percebo onde está a admiração. A DGS já assumiu que inflaciona os números. Que a contabilidade é exagerada e que isso é estratégia.
Ou seja, andam a fazer dos portugueses de estúpidos e depois não querem que os portugueses os ignorem.
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De Pedro Correia a 29.01.2021 às 12:28

Isso é negacionismo puro e duro. Merece o Prémio Gripezinha, patrocinado pela Fundação Bolsonaro
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De O Inconveniente a 29.01.2021 às 13:03

Bem, se isso é ser negacionista, o que é alguém que não reconhece a pandemia de todo?
Ser negacionista é quem nega a existência de algo.
Exigir rigor, é ser rigoroso.
O português pode ser traiçoeiro, mas neste caso é claro.
Provavelmente o problema é de quem lê e não de quem escreve.
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De Pedro Correia a 29.01.2021 às 14:39

E continua sem explicar o que é o tal "alarmismo".
Quantos dos seus compatriotas precisam de morrer a cada hora para que soem enfim as suas campainhas de alarme? Vinte? Quarenta? Um por minuto?
Choca-me a insensibidade total de certas pessoas perante a desgraça alheia...

ADENDA: Números do dia: + 13.200 novas infecções registadas, + 278 óbitos confirmados.
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De O Inconveniente a 29.01.2021 às 16:51

O Pedro não é nenhum ignorante. Por isso, se não quer perceber o meu ponto de vista, ou pelo menos assumir que o percebe, a culpa já não minha.
Não sei se são tiques de profissão, esta teimosia em retirar frases do contexto e de as ler de uma determinada perspetiva enviesada.
A defesa dos meus argumentos estão perfeitamente explicados e são claramente perceptíveis.
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De Pedro Correia a 29.01.2021 às 17:48

A morte de 12 pessoas por hora deixa-o assim tão indiferente?
Se nos próximos tempos se incluírem pessoas das suas relações mais próximas continuará a pensar e a escrever assim?
Ou é daqueles que só desperta mesmo para a realidade quando a desgraça lhe bate à porta?
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De O Inconveniente a 29.01.2021 às 19:02

Nao, não deixa. E não compreendo como é que o Pedro interpreta o meu ponto de vista, como se eu me estivesse a borrifar para as mortes.
O que eu gostaria é de saber quantas destas mortes foram provocadas pela covid e quantas foram provocadas por outras causas, apesar das pessoas se encontrarem infetadas.
Já me faleceu uma pessoa próxima infetada, de facto. Mas não faleceu de covid. Era assintomática e deu entrada no hospital com uma falência dos rins. Como tinha vindo a dar uma ou duas vezes por ano, desde há 4 anos, porque tinha 94 anos de idade e as mazelas próprias. Mas o certo é que contou para esta estatística. Não teve nenhum problema respiratório, ou pulmonar. Mas ficou infetada num lar de idosos, juntamente com mais duas dezenas. Um surto que surgiu por intermédio de uma profissional de saúde que desempenha funções naquele lar e num hospital da rede de saúde pública e onde nesse hospital partilha o refeitório com outros colegas, onde, muito provavelmente, se contagiou.
Por isso, vamos canalizar atenções para a gestão, ou falta dela e não para os números pouco precisos, apesar de preocupantes. Ao não o fazermos estamos a morder o isco que os inoperantes nos lançam.
Enfim, entenda como quiser, o certo é que a minha filha de 14 anos, que não domina o português plenamente, chegou lá, se o Pedro não chega, é porque não quer chegar.
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De Anónimo a 28.01.2021 às 19:45

Nem mais!
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De Anónimo a 28.01.2021 às 17:21

Quantos doutorados em saúde pública existem em Portugal, quais as qualificações dos restantes membros do Conselho
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De Pedro Correia a 28.01.2021 às 17:34

Pois, é sobre isso que me interrogo também. Daí ter escrito o que ontem escrevi sobre a ética da responsabilidade, à qual esta gente que nos desgoverna foge como o diabo da cruz.
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De balio a 28.01.2021 às 15:50

A política deste governo é o alarmismo

Eu diria que essa é mais a política dos jornalistas. O governo vai por arrasto, porque em Portugal os governos são fracos e têm imenso medo da imprensa.
Isto viu-se de forma muito clara recentemente com o episódio do fecho das escolas. O governo não as queria fechar, mas a imprensa insistiu em que era preciso fechá-las e o governo acabou por ceder.
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De Pedro Correia a 29.01.2021 às 07:04

Frase absurda, "a política deste governo é o alarmismo".

A "politica" deste governo é o facilitismo, é o deixa-andar, é empurrar com a barriga.
No fundo, é não ter política nenhuma. Mera rolha flutuando em mar revolto.

As consequências estão à vista.
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De O Inconveniente a 29.01.2021 às 09:40

E tem todo o direito de a achar absurda.
No entanto, o facilitismo e o alarmismo andam de mãos dadas. Quando o desnorte toma conta do governo, a resposta deste é alarmar para provocar choque, para encapotar a sua incompetência e a inoperância.
Aconselho-o a ler e a ver Nuno Rogeiro, talvez desse modo consiga perceber melhor o meu ponto de vista.
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De Pedro Correia a 29.01.2021 às 17:50

Leio e vejo o Nuno Rogeiro, que aliás já adoeceu com Covid, e nunca o vi defender teses negacionistas.
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De Carlos Sousa a 28.01.2021 às 14:10

Sou um negacionista bolsonaresco, assumo. Não gosto de máscaras, fico com falta de ar, ao fim de pouco tempo dói-me a cabeça, para não falar da quantidade de vírus, bactérias e fungos que a máscara acumula ao fim de umas horas de uso.
Sou um negacionista bolsonaresco porque acredito que esta pandemia está a ser utilizada para fins políticos.
Sou um negacionista bolsonaresco porque estão a morrer mais de 800 pessoas por dia e não só duzentas e tal de covid, como querem fazer crer.
Sou um negacionista bolsonaresco porque só 20% das ambulâncias paradas nas urgências dos hospitais, é que são casos realmente urgentes.
Sou um negacionista bolsonaresco porque não aceito que um país entre em estado de emergência sanitária sem haver uma requisição civil aos hospitais privados.
Sou um negacionista bolsonaresco porque me recuso a entrar nesta espiral de pânico cujo objectivo é gerar o caos, instituir o medo e espalhar a miséria para poder reinar com absoluta tranquilidade.
Não, não contem comigo para esta farsa, sou e afirmo, um negacionista bolsonaresco de gema.
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De Pedro Correia a 28.01.2021 às 15:17

Você com esse extenso currículo pode candidatar-se a adjunto do Torgal no Conselho Nacional de Saúde Pública.
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De Carlos Sousa a 28.01.2021 às 16:21

Só não me candidato porque não gosto de ostentar a minha parvoíce.
Eu não digo que isto seja uma gripezinha mas também não é uma gripezona como alguns querem fazer crer. E a gestão das medidas de protecção é feita da mesma maneira que a gestão do papel higiénico; quanto mais melhor.
Estamos a imitar o pior do que se faz no mundo, inclusive de países ditatoriais, e aceitamos cada vez com maior naturalidade as medidas mais repressivas.
Como na China já estão a fazer análises rectais para detectar o vírus eu proponho que o Costa atribua desde já a manufactura de cotonetes a uma qualquer fábrica das Caldas.
Era também uma forma de dizermos à Europa que aqui em Portugal metemos os cotonetes no cu.
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De balio a 28.01.2021 às 15:43

esta pandemia está a ser utilizada para fins políticos

Não é para mim claro que esteja a ser utilizada para fins políticos, mas é evidente que está a ser utilizada para fins económicos. Em especial, para subsidiar maciçamente com dinheiros públicos a indústria farmacêutica (somente as farmacêuticas ocidentais, bem entendido) e para dar um valente apoio às indústrias de computadores e telecomunicações.
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De Pedro Correia a 29.01.2021 às 17:51

Você deve ser dos tais que acreditam que as vacinas nascem nas árvores e basta estender um bracinho para as colher.
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De Anónimo a 28.01.2021 às 17:14

Ó Carlos Sousa, até parecia um poema.
'Sou bolsonaresco de gema'
Talvez com bolsonero (em vez de Roma foi a Amazónia) a métrica seja mais fácil.
Sou bolsonero de gema.
Que pena não ser em Roma
Esta Amazónia medonha
Seria mais proveitosa.


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De Carlos Sousa a 28.01.2021 às 18:19

Eu dou-lhe uma ajuda para a métrica.

Sou um bolsonaresco de gema
Ou aquilo que me apetecer
Não tenho qualquer problema
Em falar contra um sistema
Que me quer ensandecer
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De Anonimus a 28.01.2021 às 14:15

Longe de mim defender o barrigudo (e que jeito dá aquela pança para empurrar os problemas) Costa e sua famiglia, mas esta ânsia de ter respostas prontas tem muito de político, mas também é potenciado pela sociedade da "informação", que julga ter resposta para tudo na ponta do dedo.
Quando o Corona começou a ser notícia, a reacção natural e séria seria dizer que tudo era uma incerteza, e que ninguém fazia a mínima ideia de como e por onde o vírus se iria propagar. Só que a assumpção da ignorância não é vista como uma virtude, mas como um defeito. O pessoal prefere uma bojarda mandada à toa, desde que com cara séria e pose de Estado, do que assumir que não se sabe algo. Acaba por ser o "m'engana qu'eu gosto", se o Costa dissesse o só sei que nada sei, haveria logo uma onda a pedir o seu despedimento e a substituição por alguém que tivesse respostas.
Depois entra a bazófia e as larachas de quem se acha protegido pela Nossa Senhora, e aí sim algumas figurinhas deste Governo e do PS são exímias. Consequência de anos a dizer e fazer **** sem que nada lhes aconteça.
E claro, a mentirinha continuada. Como aquela de que não devíamos usar máscara porque dava uma falsa sensação de segurança, quando a razão era não haver suficientes. Mas isso é porque a estratégia é manter o povinho ignorante feliz e despreocupado, a filosofia da infantilização.
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De Pedro Correia a 28.01.2021 às 17:56

Quando aquela senhora que se mantém em funções um ano depois dizia uma vez e outra que não devíamos usar máscara assumia-se como negacionista.
Da estirpe bolsonaresca.
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De Anónimo a 28.01.2021 às 14:28

O caro amigo também postava informações sobre a pandemia no mundo, com números e contabilidades e também deixou de o fazer.
Falta de tempo, falta de fontes, ou falta de interesse, agora que mais interessante seria ver a realidade nacional em relação ao resto do planeta?
É que fala nos bolsonaros da nossa praça, mas o certo é que estamos muito pior que o Brasil.
Por isso os números que aqui publicava seriam bastante úteis para ver as diferenças entre os milagreiros portugueses e os atrasados mentais dos brasileiros.... ou ao contrário... depende da leitura dos números.
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De Anónimo a 28.01.2021 às 15:33

Virou, negacionista assumido!
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De Anónimo a 28.01.2021 às 17:30

Comparar o nosso SNS e o que se passa no Brasil com ou sem covid é não saber bem o que dizer.
Há quatro anos atrás, devido ao meu problema de doença crónica, fui fazer uns exames de rotina no HFF (Hospital Amadora-Sintra). Estava numa sala à espera de ser chamado apenas com outro paciente que estava a chorar. Precisa de ajuda, perguntei-lhe. Não, obrigado, respondeu-me com sotaque brasileiro, e acrescentou: estou chorando de ..alegria, por estar a ser tão bem tratado, tudo tão asseado e estar aqui só consigo sem ser assaltado, no Brasil só clinica privada é assim.
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De Anónimo a 28.01.2021 às 21:05

Sim. Também vivi uma situação assim. Mas era um português a chorar num hospital alemão.
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De Anónimo a 28.01.2021 às 21:08

essa é boa para o carnaval. O brasileiro estava na amadora e ainda não tinha sido assaltado?
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De Anónimo a 29.01.2021 às 02:57

Pois na Amadora, fora do Hospital, já não teria a mesma exclamação e assim até dá vontade de rir.
Depois ele contou-me que no Brasil os Hospitais têm portões com gradeamentos para evitar assaltos, havendo muitas vezes assaltos de uns doentes a outros dentro do Hospital.
Percebeu.

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De Anónimo a 28.01.2021 às 17:25

O Bolsonaro faz falta como primeiro ministro em Portugal.
https://www.youtube.com/watch?v=THfFc3PATI0
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De Manuel Gonçalves Pereira Barros a 28.01.2021 às 19:11

Grande Delito: só tu acertaste ! Venha daí um abraço ! E mais nada! És o maior a falar do que não conheces !
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De Anónimo a 28.01.2021 às 20:05

Em complementaridade ao tema, seja-me permitido fazer "publicidade à concorrência", blog "Impertinências", onde se dá conta da forma como a comunicação social lusa tratou a falta de oxigénio no Hospital Amadora Sintra e a falta de oxigénio no Hospital de...Manaus.
Instrutivo e muito revelador .
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De Pedro Correia a 29.01.2021 às 07:06

Se a duplicidade e a hipocrisia pagassem imposto alguns já estariam na falência.
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De João Sousa a 28.01.2021 às 20:17

O mais revelador é Costa ter dito isso no dia 23 de Março e, no dia seguinte, dizer "não digo que não tenha faltado algum bem no SNS". Literalmente no dia seguinte - e com a mesmíssima cara-de-pau.
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De Pedro Correia a 28.01.2021 às 20:23

Diz tudo e o seu contrário. A entrevista de ontem à TVI, com o principal guru de Rio a fazer-lhe vénias, é bem exemplo disso.
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De Pedro Nogueira a 28.01.2021 às 20:44

Costa não passa de um crápula, assim como a sua restante camarilha. Marcelo Caetano foi cercado e rendeu-se, este tiranete de pacotilha só sai de onde está quando alguém o for lá agarrar à mão e o puser no olho da rua. É um Trump lusitano. Um cara de pau que sabe que mente com todos os dentes que tem naquela cloaca fétida, mas sabe ainda melhor que os rednecks cá do burgo que o apoiam, nunca o irão questionar. É um nababo nas sete quintas. Ainda ontem, na condição de utilizador-pagador, à custa dos 3,3 milhões com que besuntou as mãos à Media Capital, lá foi à TVI, em amena cavaqueira entre amigos, contar mais umas patranhas do seu infindável rol.
Um povo maioritariamente néscio, iletrado e principalmente masoquista que gosta de ser apascentado com vara curta e que só tem o que merece.
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De Anónimo a 29.01.2021 às 03:00

Então acabam as eleições democráticas!

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