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Os meus problemas com o Facebook

por Teresa Ribeiro, em 17.02.14

Aquilo que faz sentido comentar com os amigos do liceu, não faz sentido comentar com os meus colegas de trabalho. O que faz sentido comentar com os meus colegas de trabalho, não interessa às minhas primas. O que interessa às minhas primas pode não interessar aos meus parceiros de blogue. O que os meus parceiros de blogue gostam de discutir pode não ser assunto para os meus colegas de curso.

Podem argumentar: ah mas para comunicações mais personalizadas pode mandar-se mensagem. Só que para esse efeito, digo eu, tenho o meu email.

Uma solução para este imbróglio comunicacional é procurar um denominador comum entre os vários grupos de "amigos" e só comentar o que possa interessar a todos, como as notícias que circulam no momento e trivialidades do dia-a-dia, ou seja, conversa de café. Só que esse é o tipo de conversa que para ser completa precisa de gestos e inflexões de voz. O LOL não me estimula e o like é um assentimento que pode ter múltiplas leituras. A falta que fazem as inflexões de voz quando se trocam piadas e a prosa corre sanguínea ou ligeira, conforme os humores...

Ná! Por escrito, uma conversa de café não é a mesma coisa.

Há quem diga que se serve do Facebook só para questões de trabalho. Mas nesse caso não faz mais sentido usar as redes de profissionais?

 


23 comentários

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De Blondewithaphd a 17.02.2014 às 12:13

Uma vez, por obrigação e só por isso, criei uma conta de Facebook. Dei-lhe tanto uso que nem sei qual é a password e assim, presumo, haverá uma Eu que tem Facebook algures no hiper-espaço mas que não sou Eu porque eu não tenho Facebook.
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De Teresa Ribeiro a 17.02.2014 às 13:01

Aconteceu-me algo semelhante. Cedi a pressões, lá criei a conta, sei a password mas só lá vou esporadicamente, quando no mail me aparece uma mensagem a avisar-me de algumas movimentações de "amigos". Quando dou por isso tenho lá fotografias que não linkei e uma salada de posts que me levaria horas a ler. De modo que fujo e deixo aquilo no limbo. Até ao dia da conversão ou do corte definitivo.
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De Helena Sacadura Cabral a 17.02.2014 às 22:18

Cara Loira
Pois eu tinha uma conta que alguém abriu por mim - inadmissível, mas verdadeiro - e agora há mais outra em meu nome, além da que a minha editora abriu para publicitar os meus livros e a única que eu consenti.
Temos assim HSC para todos os gostos e idades...e de nenhuma sei a password!
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De IMMC a 17.02.2014 às 12:57

Compreendo-a perfeitamente e revejo-me nesse seu "problema", sendo certo que por vezes me sinto um E.T. quando digo que não tenho facebook... mas nada que me incomode muito!
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De Teresa Ribeiro a 17.02.2014 às 13:10

Também me sinto uma E.T. apesar de ter conta, IMMC. Não ter conta ou não passar cartão à conta que se tem provoca a mesma desconfiança nos outros, idêntica à que os crentes dispensam aos ateus e aos agnósticos :)
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De Pedro Henrique a 17.02.2014 às 14:22

Embora entenda os argumentos expostos penso que se tornou moda ultimamente criticar o Facebook. Um abraço.
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De João André a 17.02.2014 às 15:11

A verdade Teresa, é que não fosse o eu estar for do país e já tinha apagado a minha conta de facebook. Cada vez a actualizo menos, especialmente porque há demasiadas pessoas com quem não falo em pessoa há muito tempo que lá interagem comigo e aqueles com quem falo (por telefone/skype/em pessoa) mais habitualmente ficam frequentemente silenciosos em relação ao que lá partilho.

A certa altura decidi, mais por questões de privacidade que outra coisa, criar vários grupos: amigos chegados, família, colegas de trabalho, colegas de universidade, etc. Quando partilho, escolho os grupos que podem ler (por exemplo: se escrever em português costumo excluir os grupos para estrangeiros, para não lhe contaminar as actualizações). Quem não pertence a nenhum grupo só pode ver alguma da informação disponível (um par de fotografias, uma ou outra actualização esporádica).

De tempos a tempos faço a lide da casa e "desamigo" as pessoas com quem não tenho contacto habitual. Torna-se para mim um motivo de orgulho ver reduzir-se o número de "amigos" sabendo que é gente com quem não tenho contacto há anos.

Coisas de trabalho ficam para e-mail e LinkedIn (e Xing). O Facebook não é sítio para isso.
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De João Campos a 17.02.2014 às 18:34

Sigo mais ou menos essas tuas normas, João (e utilizo o facebook diariamente para manter contacto e discussões com um grupo de amigos e conhecidos sobre gostos comuns - leia-se ficção científica e coisas do género). Tenho mais duas regras que raramente quebro: não adiciono pessoas que não conheça pessoalmente, mesmo que interaja com elas em alguns grupos de discussão (a excepção são os parceiros de jogos online de toda a Europa que, em bom rigor, foram quem me levou a fazer conta na rede social em 2008; e acabei por conhecê-los quase todos em pessoa, de qualquer forma); e em circunstância alguma adiciono colegas de trabalho, por melhor que seja a nossa relação (mantenho o contacto de ex-colegas, mas só os adicionei ao facebook quando um de nós deixou o trabalho comum). Felizmente, os meus pais não utilizam coisas destas - não preciso de me preocupar com questões familiares.

E ainda utilizo um nome falso, perfeitamente plausível, que contorna as normas do facebook para essas questões.

No resto, tenho todas as definições de privacidade activadas. A experiência é tão fechada quanto possível naquele meio.
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De João André a 18.02.2014 às 07:54

No FB tenho por exemplo um novo grupo para os nossos colegas de blogue :). Mas uso sempre o meu nome real (essencialmente porque estou fora, lá está) mas já comecei a considerar mudar um pouco as regras do jogo para evitar ter novas pessoas com quem não quero contacto a descobrir-me com a nova funcionalidade de procura do Facebook. No dia em que removerem a possibilidade de bloquear as buscas através de motores de pesquisa externos (i.e., quando eu puder passar a ser encontrado pelo Google), abandono o Facebook.
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De Teresa Ribeiro a 17.02.2014 às 22:28

Criar vários grupos, aí está. Nem me ocorreu. Há-de ser um procedimento fácil, mas não faço ideia de como se faz. Sou uma inFBoexcluída, essa é que é essa :)
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De João André a 18.02.2014 às 07:51

Não é muito complicado Teresa, se precisares de ajuda a fazê-lo é só dizeres. O mais chato (porque demora algum tempo) é alterar as definições de privacidade para cada grupo e adicionar pessoas específicas aos grupos.
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De Teresa Ribeiro a 18.02.2014 às 09:56

Obrigada, João. Se eu estivesse longe, como tu, não pensava duas vezes. Assim, não sei se quero dar-me ao trabalho. Para além do problema da gestão da informação que se produz que eu foquei no post ainda há a questão do tempo que se perde a olhar para o ecrã do computador. Para mim o computador é essencialmente um instrumento de trabalho. Já passo tantas horas a olhar para ele que não me apetece ficar ainda mais dependente. Como trabalho por conta própria faço os meus horários, portanto nem sequer tenho "tempos mortos" para preencher durante o expediente, que é o que explica a disponibilidade da maioria dos utilizadores das redes sociais.
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De Ana Vidal a 17.02.2014 às 20:11

O facebook e a bimby são dois amores/ódios de estimação dos portugueses. Tudo porque lhes atribuimos sentimentos ou porque temos sentimentos por eles, quando são, simplesmente, agradáveis e úteis ferramentas. Uso ambos com regularidade, mas confesso desde já que nunca fui para a cama com nenhum deles... ;-)
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De Teresa Ribeiro a 17.02.2014 às 22:25

Para a cama nunca ouvi, mas sei de alguns que quase não vão à cama para ficarem pendurados no fb...
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De Ana Vidal a 17.02.2014 às 23:50

Lá isso é verdade, mas vê a coisa pelo lado positivo: para os noctívagos sempre é melhor do que ficar pendurado na televisão a ver as televendas... :-)
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De Helena Sacadura Cabral a 17.02.2014 às 22:26

Mas foste para a cozinha!
Ora na minha cozinha tenho tudo menos...a Bimby. Há robots, há varinhas, há 123, há copo para liquefazer, tudo e tudo, menos essa senhora mal afamada que se impõe como a rainha do meu reino.
Face autorizado, só o da editora. Mas tenho uns clones da HSC que não sei quem abriu, nem quando. E para todas as idades...
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De Ana Vidal a 17.02.2014 às 23:54

Guilty as charged, my dear. Mas, lá está, é uma máquina como as outras, só faz o que eu a mando fazer... na minha cozinha a única rainha sou eu! :-)
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De M.L. a 17.02.2014 às 20:13

Gostei do seu post.
Não tenho, nem pretendo quaisquer Facebooks da nossa praça, provavelmente devem ter o seu "quê" de interessante para a disseminação ser alucinante, mas e como dizia o outro: - prefiro ter uma dúzia de amigos a cinco mil ... Mania? talvez.
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De Manuel a 17.02.2014 às 22:16

A Google desenvolveu uma maquineta qualquer com um pequeno ecrã transparente, que se aplica nos óculos normais. Com essa maquineta parecemos um "robô-cop", mas olhamos para uma pessoa e automaticamente é-nos apresentada toda a informação disponível do sujeito. Toda essa informação é recolhida das redes sociais. Só olhando. E esta, ehm?
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De Ana Vidal a 18.02.2014 às 01:35

Teresa, lembraram-me disto que eu própria escrevi há quase 2 anos.
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/4284704.html

Mas se não se cair nestes extremos, não vejo grande mal nas redes sociais. :-)
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De Teresa Ribeiro a 18.02.2014 às 10:35

Ana, eu não critico quem lá vai e apesar de eu quase nunca frequentar a minha página, se a mantenho é porque já me serviu, por exemplo, para reencontrar amigos que de outra forma dificilmente voltaria a contactar. Essa é uma das coisas boas do Facebook.
Os efeitos perversos como os que descreveste no post que linkaste são apenas um sintoma. Não é o facebook que produz indivíduos associais, os indivíduos associais é que se enterram no facebook. Mal comparado é como a eterna discussão que se faz em torno da televisão e das criancinhas. A televisão não as torna violentas, só estimula a agressividade que já manifestam.
Dito isto, o FB não me atrai como meio de convívio pelas limitações que descrevi no post. Sou muito analógica. Gosto de olhos, de vozes e de mãos quando estou na palheta. A escrita para mim tem outra função. Serve para o debate de ideias (o modelo das redes sociais é minimal, por isso prefiro os blogs) ou então, num registo mais intimista, para encher diários, namorar (por sms) ou escrever cartas aos amigos (por email).
A devassa, de que nem sequer falei neste post, também me incomoda. Sabe-se que mesmo gerindo bem a informação há dados que acabam por ficar por aí. Chateia-me. Acho que é isso que compromete de vez a minha boa relação com a coisa.
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De jpt a 22.02.2014 às 22:54

Vim, e tardiamente, comentar. Mas o João André já avançou o que eu quis dizer. Tenho milhares de ligações no fb, devido ao bloguismo. O fb serve-me para ir divulgando uma cada vez menor actividade bloguística. Nesse contexto tenho tudo arrumado em grupos, o que me permite controlar o que quero divulgar (na prática não divulgo nada de pessoal mas isso é mera opção) mas também o que quero ver. Como o joão André diz tenho grupos [bloguistas, amigos, família, etc] Vejo o que quero, partilho com quem quero, apenas com o custo de um clic. A "coisa" bloguística partilho com todos, automaticamente (há aplicações para isso).

Entretanto cada vez tenho menos emails. E parece-me que a discussão sobre o fb perde razão, é como se estivessemos a discutir a pertinência do email, hoje.

Quanto a redes sociais permito-me referir: há profissionais que gostam da linkedin, mas para o meu percurso não é relevante. Mas é a academia.edu, um manancial de informação espantoso. E a pinterest é uma absoluta delícia.

Digo-o pois parece-me que será tempo de nos deixarmos de discutir as malevolências e as inutilidades das redes sociais. Eu também resisti ao telemóvel. Mas já tenho (e há bem mais do que uma década)

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