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Os mete-nojo

por Fernando Sousa, em 08.11.19

Lembram-se do caso dos agentes da PJ acusados de terem torturado Leonor Cipriano no quadro da investigações sobre o desaparecimento da filha? Então também se lembram que o tribunal que os julgou, o de Faro, deu como provada a acusação declarando-se no entanto incapaz de saber quem foi e de o condenar. Pois o corporativismo policial voltou a funcionar: o tribunal de Guimarães absolveu ontem os onze agentes da PSP acusados de agredir um adepto do Boavista, em 2014, deixando-o cego, dando como certa a agressão mas não tendo, também aqui, conseguido saber quem foi, limitando-se por isso a puxar as orelhas a todos. Recado para aquele – ou aqueles – que tiverem as orelhas mais quentes do que os outros: vocês metem nojo.


2 comentários

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De Manecas a 08.11.2019 às 18:07

"Se esse senhor tivesse acatado as ordens legítimas das forças de segurança, nada lhe teria acontecido. Mas não. Resolveu armar-em herói mauzão, "
Pelo que leio, o Senhor leu os autos ou presenciou os factos. Eu não pelo que não sei. Mas acho muito mal que uma pessoa fique sem um olho mesmo que tenha sido malcriado.
Quanto ao outro caso também acho muito mal que uma pessoa seja morta mesmo que tenha acompanhado o pai em qualquer actividade ilegítima. Neste caso é que parece não haver dúvidas: quem matou sem ser em legítima defesa foi castigado (com uma pena leve, diga-se).
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De Jameson a 08.11.2019 às 22:58

Exatamente... o senhor não leu os autos, nem presenciou , mas acha-se no direito de linchar na praça pública aqueles que garantem a sua segurança... e a sua liberdade.
Por isso o informo, nada teve a haver com falta de educação, com impropérios ou insultos. Teve a haver com atos que colocaram em causa a integridade física de pessoas inocentes. E esses atos foram continuados após um sem número de avisos. Até que chegou ao ponto que chegou. Claro que se lamenta a perda de um olho, mas por outro lado, se os atos que esse cavalheiro protagonizava resultassem na perda do olho de um inocente, que apenas foi ver a bola com os netos, estaria o senhor aqui a chamar de nojo os mesmos polícias, por não o terem evitado. Infelizmente os polícias ainda não conseguem prever o futuro... e como os juízes e procuradores também não.... acontece isto.
Quanto ao outro caso, não me referia à culpabilidade, referia-me ao facto de aquele pai, que pouco queria saber do seu próprio filho, acabar com a conta bem recheada e, imagine-se... com uma pena suspensa. Que balança mais esquisita. É óbvio que esse polícia se excedeu, mas todos se excederam, tanto ele, como o pai, como o juíz. Cada um na sua quota parte. Agora fique a pensar nesta: o polícia que Pedro Dias tentou matar, não recebeu, bem irá receber sequer, uma indemnização próxima daquela que aquele pai recebeu. Mas vai viver o resto da vida com uma munição alojada no crânio... pode morrer hoje, amanhã ou daqui a 20 anos.... nunca irá saber. Imagine se fosse consigo.

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