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Os mete-nojo

por Fernando Sousa, em 08.11.19

Lembram-se do caso dos agentes da PJ acusados de terem torturado Leonor Cipriano no quadro da investigações sobre o desaparecimento da filha? Então também se lembram que o tribunal que os julgou, o de Faro, deu como provada a acusação declarando-se no entanto incapaz de saber quem foi e de o condenar. Pois o corporativismo policial voltou a funcionar: o tribunal de Guimarães absolveu ontem os onze agentes da PSP acusados de agredir um adepto do Boavista, em 2014, deixando-o cego, dando como certa a agressão mas não tendo, também aqui, conseguido saber quem foi, limitando-se por isso a puxar as orelhas a todos. Recado para aquele – ou aqueles – que tiverem as orelhas mais quentes do que os outros: vocês metem nojo.


1 comentário

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De Jameson a 08.11.2019 às 16:32

Às vezes pergunto em que mundo é que esta gente vive. Alguém aqui já pensou que a suposta vítima terá tido atitudes e comportamentos que despoletaram o que aconteceu? Se esse senhor tivesse acatado as ordens legítimas das forças de segurança, nada lhe teria acontecido. Mas não. Resolveu armar-em herói mauzão, secundado por dezenas de amigos com cadastros maiores que uma perna e fez frente a quem lá se encontrava a exercer a autoridade pública. Mais degradante é o tal sujeito ser advogado e mais esclarecido ainda das regras a cumprir... mas claro, como é hábito nos exemplares dessa profissão, salvo exceções, acham-se protegidos pela toga e pensam que são donos da razão e que as regras não são para eles, porque para eles, os polícias são uns analfabetos.
Ora se esse senhor não se comportasse como é apanágio da maior parte do português, teria chegado a casa incólume. Mas neste país vivemos sem rei sem roque, cumprir regras nem pensar, acatar uma ordem de um polícia, que ditadura. Ainda temos todos o fantasma do estado novo, ainda fazemos resistência em aceitar uma ordem, ainda ensinamos os nossos filhos a olhar para o polícia como o homem mau. E alimentamos os comportamentos de afronta às forças de segurança. As quais insultamos, agredimos e menosprezamos... até que um dia precisamos deles.... e aí já são uns heróis... mas na manhã seguinte já esquecemos e voltamos a odiar aqueles homens e mulheres.
Nojo é ver todos os dias agentes policiais agredidos e os agressores virem para casa todos contentes, é ver como ainda ontem, um agente esfaqueado e o agressor ser libertado pelo juiz. É ver um indivíduo levar o filho para um assalto e acabar com 54.000 euros na conta, retirados de um ordenado de polícia que não chega aos 1100 euros.
Isso é nojo. Tal como é nojo um indivíduo matar um polícia, dar um tiro na cabeça de outro e ao fim de um mês usufruir de visitas conjugais na cadeia... isso é nojo.

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