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Os mete-nojo

por Fernando Sousa, em 08.11.19

Lembram-se do caso dos agentes da PJ acusados de terem torturado Leonor Cipriano no quadro da investigações sobre o desaparecimento da filha? Então também se lembram que o tribunal que os julgou, o de Faro, deu como provada a acusação declarando-se no entanto incapaz de saber quem foi e de o condenar. Pois o corporativismo policial voltou a funcionar: o tribunal de Guimarães absolveu ontem os onze agentes da PSP acusados de agredir um adepto do Boavista, em 2014, deixando-o cego, dando como certa a agressão mas não tendo, também aqui, conseguido saber quem foi, limitando-se por isso a puxar as orelhas a todos. Recado para aquele – ou aqueles – que tiverem as orelhas mais quentes do que os outros: vocês metem nojo.


16 comentários

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De Luís Lavoura a 08.11.2019 às 15:17

Excelente post. Muito bem!

Entretanto, o juiz fez uma sugestão útil, que os agentes policiais tivessem nem que fosse um número identificativo visível na farda. Seria útil que a direção da corporação acedesse.
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De Fernando Sousa a 08.11.2019 às 15:26

Ajudaria, sem dúvida. Mas o corporativismo mexer-se-ia sempre. Enfim.
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De Jameson a 08.11.2019 às 16:35

Corporativismo? Receio que tenha de se esclarecer. O ministério público e os juízes são os maiores perseguidores de polícias e quem mais os menospreza. Acredite, se não foram condenados é porque não deu mesmo. Porque se houvesse a mais ínfima possibilidade, a máquina da justiça não teria contemplações.
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De Fernando Sousa a 08.11.2019 às 17:12

Não me ocorre como lhe responder.
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De Anonimus a 08.11.2019 às 16:18

Mais vale um culpado sair em liberdade que um inocente ir preso, é o que dizem.
Aqui só a delação funcionaria. Denúncia. Ou bufaria. Chibanço.
Cada um usava palavra favorita, conforme.
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De Fernando Sousa a 08.11.2019 às 17:13

Não gosto da solução que propõe. Mas compreendo-o.
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De Jameson a 08.11.2019 às 16:32

Às vezes pergunto em que mundo é que esta gente vive. Alguém aqui já pensou que a suposta vítima terá tido atitudes e comportamentos que despoletaram o que aconteceu? Se esse senhor tivesse acatado as ordens legítimas das forças de segurança, nada lhe teria acontecido. Mas não. Resolveu armar-em herói mauzão, secundado por dezenas de amigos com cadastros maiores que uma perna e fez frente a quem lá se encontrava a exercer a autoridade pública. Mais degradante é o tal sujeito ser advogado e mais esclarecido ainda das regras a cumprir... mas claro, como é hábito nos exemplares dessa profissão, salvo exceções, acham-se protegidos pela toga e pensam que são donos da razão e que as regras não são para eles, porque para eles, os polícias são uns analfabetos.
Ora se esse senhor não se comportasse como é apanágio da maior parte do português, teria chegado a casa incólume. Mas neste país vivemos sem rei sem roque, cumprir regras nem pensar, acatar uma ordem de um polícia, que ditadura. Ainda temos todos o fantasma do estado novo, ainda fazemos resistência em aceitar uma ordem, ainda ensinamos os nossos filhos a olhar para o polícia como o homem mau. E alimentamos os comportamentos de afronta às forças de segurança. As quais insultamos, agredimos e menosprezamos... até que um dia precisamos deles.... e aí já são uns heróis... mas na manhã seguinte já esquecemos e voltamos a odiar aqueles homens e mulheres.
Nojo é ver todos os dias agentes policiais agredidos e os agressores virem para casa todos contentes, é ver como ainda ontem, um agente esfaqueado e o agressor ser libertado pelo juiz. É ver um indivíduo levar o filho para um assalto e acabar com 54.000 euros na conta, retirados de um ordenado de polícia que não chega aos 1100 euros.
Isso é nojo. Tal como é nojo um indivíduo matar um polícia, dar um tiro na cabeça de outro e ao fim de um mês usufruir de visitas conjugais na cadeia... isso é nojo.
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De Anónimo a 08.11.2019 às 20:36

Não escreva essas coisas, nem diga isso alto, ainda o apelidam de fascista.

WW
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De Fernando J. L. Oliveira a 08.11.2019 às 21:40

Completamente de acordo.
Fernando de Oliveira
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De Anónimo a 09.11.2019 às 02:55

Mas no estado novo viravam-se aos policias!!!!! Coitado de quem apenas abrisse a boca uuuuuh.
O problema da policia, nesta caso a de choque, é não estar treinada para não agredir de 'qualquer maneira' e como são grandes valentões depois acobardam-se para admitir 'sim fui eu a cumprir o meu dever', isto nunca acontece. Evidentemente que os valentões gostam de bater nos refilões bem vestidos, mas nos rufiões e afins encolhem-se.
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De Fernando Sousa a 09.11.2019 às 19:50

Não respondo a anónimos, desculpe. Ainda que possa estar de acordo com alguma coisa que digam.
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De Teresa Ribeiro a 08.11.2019 às 16:45

Muito bem lembrado! A memória é uma coisa lixada... por isso partilhá-la é fazer serviço público :)
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De Luís Lavoura a 08.11.2019 às 17:09

A Teresa Ribeiro ainda por aqui anda? Há muito tempo que não posta!

No outro dia, estava eu numa praia no centro de Cascais e lembrei-me da Teresa quando vi umas mulheres indianas, que estavam acompanhadas por uns homens indianos, a entrarem dentro de água e tomarem banho totalmente vestidas, isto é, com a roupa de andar na rua. Lembrei-me dos diatribes da Teresa contra as muçulmanas que usam véu e contra os homens tirânicos que as obrigam a fazê-lo, e pensei se a Teresa não teria similares objeções contra as indianas que tomam banho vestidas e contra os tirânicos indianos que as obrigam a tal. Tirânicos indianos que, diga-se, também estavam a tomar banho - mas somente com uns normais calções de banho vestidos.
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De Fernando Sousa a 10.11.2019 às 21:44

Ao contrário da sua nota anterior, esta sai um pouco do alinhamento. O meu post era sobre outra coisa. Porém as suas saudades da Teresa comoveram-me e estou certo que ela lhe responderá assim que o sentir por perto.
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De Manecas a 08.11.2019 às 18:07

"Se esse senhor tivesse acatado as ordens legítimas das forças de segurança, nada lhe teria acontecido. Mas não. Resolveu armar-em herói mauzão, "
Pelo que leio, o Senhor leu os autos ou presenciou os factos. Eu não pelo que não sei. Mas acho muito mal que uma pessoa fique sem um olho mesmo que tenha sido malcriado.
Quanto ao outro caso também acho muito mal que uma pessoa seja morta mesmo que tenha acompanhado o pai em qualquer actividade ilegítima. Neste caso é que parece não haver dúvidas: quem matou sem ser em legítima defesa foi castigado (com uma pena leve, diga-se).
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De Jameson a 08.11.2019 às 22:58

Exatamente... o senhor não leu os autos, nem presenciou , mas acha-se no direito de linchar na praça pública aqueles que garantem a sua segurança... e a sua liberdade.
Por isso o informo, nada teve a haver com falta de educação, com impropérios ou insultos. Teve a haver com atos que colocaram em causa a integridade física de pessoas inocentes. E esses atos foram continuados após um sem número de avisos. Até que chegou ao ponto que chegou. Claro que se lamenta a perda de um olho, mas por outro lado, se os atos que esse cavalheiro protagonizava resultassem na perda do olho de um inocente, que apenas foi ver a bola com os netos, estaria o senhor aqui a chamar de nojo os mesmos polícias, por não o terem evitado. Infelizmente os polícias ainda não conseguem prever o futuro... e como os juízes e procuradores também não.... acontece isto.
Quanto ao outro caso, não me referia à culpabilidade, referia-me ao facto de aquele pai, que pouco queria saber do seu próprio filho, acabar com a conta bem recheada e, imagine-se... com uma pena suspensa. Que balança mais esquisita. É óbvio que esse polícia se excedeu, mas todos se excederam, tanto ele, como o pai, como o juíz. Cada um na sua quota parte. Agora fique a pensar nesta: o polícia que Pedro Dias tentou matar, não recebeu, bem irá receber sequer, uma indemnização próxima daquela que aquele pai recebeu. Mas vai viver o resto da vida com uma munição alojada no crânio... pode morrer hoje, amanhã ou daqui a 20 anos.... nunca irá saber. Imagine se fosse consigo.

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