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Os meios e os fins

por Pedro Correia, em 22.10.20

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O pior da sociedade portuguesa começa a vir à superfície neste oitavo mês de pandemia: refiro-me ao inaceitável clima de delação, a pretexto do combate às infecções, que ameaça deteriorar as relações humanas, enquanto cada qual se encerra no seu casulo, desconfiando de tudo e todos. E nem a malha familiar está livre disto, quando já tivemos o Presidente da República advertindo contra os habituais reencontros natalícios, enquanto milhares de velhos vivem em efectiva reclusão dentro de supostos "lares" que se tornam antecâmaras de morte. Com os entes queridos mantidos à distância, como ontem o JPT nos relatava aqui, em texto de leitura obrigatória.

Inverte-se o ónus da prova, transforma-se em letra morta a garantia constitucional: todos somos culpados até prova em contrário. 

 

O que sucedeu há dias a um professor universitário comprova isto. Este docente da Faculdade de Arquitectura, em Lisboa, foi abordado à saída de uma aula, em pleno estabelecimento de ensino, por agentes da PSP, que lhe impuseram uma coima de cem euros por não ter usado máscara durante parte da sua exposição aos alunos, em que permanecera sentado. Apesar de só haver 20 estudantes na sala, cada um estar separado dos restantes por uma distância mínima de cinco metros e todos se encontrarem afastados do professor. Apesar de este só não ter usado máscara durante a primeira das quatro horas de duração da aula.

Denúncia anónima e cobarde. Incentivo à bufaria, vício de péssima memória na sociedade portuguesa. Inaceitável intromissão da PSP em instalações universitárias para punir comportamentos de professores ou alunos. Tudo isto devia causar indignação. Mas, a pretexto do respeitinho absoluto pelas normas sanitárias, que aliás vão mudando ao sabor das circunstâncias, acabamos por tolerar todas as prepotências, todas as arbitrariedades, toda a desproporção de meios sempre justificados pelos fins.

Começam assim, com casos isolados e em pequena escala. Mas sabemos muito bem onde podem desembocar. 


116 comentários

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De Anonimus a 22.10.2020 às 10:46

Antes de mais, é complicado gerir as diferenças entre a denúncia e a delação. Os visados irão sempre queixar-se de que foram "bufados".
Para lá das questões da vingança pessoal e da inveja, há uma situação premente na nossa sociedade: nós somos obrigados (nem que seja moralmente) a seguir um conjunto de regras, enquanto que outros não as respeitam, e o fazem impunemente. Isso gera uma sensação de injustiça, credível ou não.

PS: a pandemia traz o que de pior há em nós, o tempo das palmas e do kumbaya já passou. Houve um puto suspenso por partilhar(?) um lanche, isto para não falar no egoísmo da corrida aos "mantimentos". E quando chegar a bendita vacina vamos experimentar esse fenómeno a um nível estatal. Quero ver o que dirão os solidários portugueses quando se souber que sacámos uns milhões de doses em detrimento de uns quaisquer africanos ou indianos (isto é uma metáfora, antes de aparecerem os campeões do politicamente correcto literal).
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De Anónimo a 22.10.2020 às 11:24

quando se souber que sacámos uns milhões de doses em detrimento de uns quaisquer africanos ou indianos

Não creio que isso vá acontecer. Há muitas vacinas, de diversas proveniências, em competição. Os países europeus estão a comprar antecipadamente vacinas de grandes farmacêuticas europeias ou americanas, mas há também vacinas russas, chinesas, e outras (não me admirava que os indianos também tivessem algumas em estudo, eles têm uma potente indústria farmacêutica), que chegarão para os outros países.
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De Isabel Paulos a 22.10.2020 às 10:59

Subscrevo em absoluto.
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 17:40

Algum agente da PSP terá multado também o senhor Ferro Rodrigues, que declarou alto e bom som que jamais comemoraria o 25 de Abril "mascarado" e lá compareceu, de facto, sem qualquer protecção facial?
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De Isabel Paulos a 22.10.2020 às 18:42

Não, com toda a certeza. Mas nesse caso eu percebo o agente da PSP, também teria medo de me aproximar.

O facto de se encarar desrespeitadores das distâncias, desmascarados e infectados como ‘criminosos’ – notei desde início um certo ânimo e pezinho a fugir para acusação fácil -, não é só revelador da nossa tendência para a delação, como para a 'pinderiquice'. Mas é natural que tendo um primeiro-ministro a valorizar como oráculo de sabedoria a vizinha, muitos portugueses se achem no direito de fazer da pandemia puro pretexto para condenações sumárias e mesquinhez, ancoradas nas certezas de algibeira.
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De O Inconveniente a 22.10.2020 às 22:28

Esse episódio foi dos maiores atentados ao estado democrático e ninguém se preocupou em discutir o assunto do único ponto de vista possível. O problema não foi ele dizer que não ia mascarado. O problema foi o parlamento aprovar à pressa uma emenda ao decreto lei, de forma a que ele e outros como ele, se pusessem juntar nesse dia e dessa forma.
E tudo isto com a conivência de Rio e companhia. Ou seja, ao abrigo do covid, obriga-se tudo e dá-se a volta a tudo, conforme lhes convém.
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De Anónimo a 23.10.2020 às 20:55

É só para dizer que a Isabel Paulos está falar mal da vizinha....
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De Pedro Correia a 23.10.2020 às 21:23

Temos aqui um bufo... Mas pelo menos trouxe máscara.
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De jpt a 22.10.2020 às 11:01

inacreditável?
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 11:43

Vivemos "tempos interessantes", como augurava a milenar maldição chinesa.
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De Anónimo a 22.10.2020 às 14:31

Recuemos à Alemanha de 1939 ?
Se fosse denunciado por ser judeu ?
Certamente que para a propaganda de então, também era um dever moral ?
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 15:42

Já cá faltava um idiota a falar da Alemanha nazi.
Tenho reparado que os idiotas acumulam: além da idiotice, são anónimos.
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De Anónimo a 22.10.2020 às 15:51

Durante 30 anos, fui profissional de topo de segurança e telecomunicações.
Não tenho aplicações bancárias ou outras instaladas no telemóvel, nem qualquer conta pessoal em nenhuma rede social.
É uma escolha fundamentada, cujas razões constituem todo (um outro) mundo de debate.
Mas já que pergunta, o nome é Fernando Silva.
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 17:38

Não perguntei nada.
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De ShakaZoulou a 23.10.2020 às 09:50

Devemos olhar para a historia e nao cometer os mesmos erros. A Alemanha nazi obrigou judeus a usarem braçadeira, nós agora obrigamos a usar máscara, os nazis separaram os judeus em guetos, nós agora tambem separamos a população em guetos (concelho de residencia), tal como acontecia no estado novo pessoas bufavam vizinhos, agora tambem acontece o mesmo. O Canadá já está a construir campos de concentração para os novos leprosos. Pessoalmente ando com uma máscara (amuleto da sorte, para não espalhar virus) no braço como foi obrigada a braçadeira aos judeus, por respeito à memoria a quem foi retirada a liberdade pessoal, "A bem da nação". Quero ver quando for obrigatória a vacina desenvolvida às 3 pancadas
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De Vento a 22.10.2020 às 11:15

Antes de começar a comentar, para informar que a nitazoxamida está em debate no Brasil e com aparente bons resultados no tratamento precoce da covid19. Pesquisar sobre a investigadora brasileira Patrícia Rucco para mais detalhes.

Sobre o tema em questão, usando a eloquente apresentação que como ser divino me obrigo, digo:
acabe-se com a filha da putice de atitudes estalinistas.
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De Anónimo a 22.10.2020 às 21:56

Só cá faltava este com estalinistismos, isto também de 1939.
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De Vento a 23.10.2020 às 09:44

Deixe-se de merdas ou o Costa dá-lhe um abanão. Tome cuidado,olhe que a bufaria não perdoa. Você comenta sem máscara e sujeita-se a que lhe passem uns pirolitos.
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De Anónimo a 22.10.2020 às 11:21

Não se tratou de "bufaria" nem de "denúncia cobarde". As pessoas têm a obrigação de denunciar às autoridades os atropelos à lei. Isso não é "bufaria", isso é espírito cívico. A lei é para se cumprir e as autoridades são aliadas dos cidadãos cívicos quando forçam o seu cumprimento. A denúncia foi, evidentemente, feita por um estudante presente na sala, o qual denunciou de forma anónima porque, caso contrário, poderia ser, e quase certamente seria, alvo de retaliação do professor.

Também não creio que se trate de uma prepotência nem de uma arbitrariedade. Se a PSP interveio e impôs uma multa, certamente que está escudada nalguma norma obrigatória (um decreto-lei) que fixa o valor dessa multa. Não acredito que a PSP intervenha sem ter uma lei que a respalde. Não acredito que o valor da multa seja inventado pelos agentes da PSP.

Finalmente, é claro que a PSP pode intervir dentro da universidade, se os seguranças da universidade não puderem intervir ou não tiverem autoridade para tal. A universidade não é um local onde se possa cometer crimes impunemente. Não é um sítio onde se possa impunemente violar as leis do país.
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 11:41

Denúncia anónima e bufaria, sim. A lembrar o pior de outros tempos.
A seguir vão fazer o quê? Instalar gorilas em cada aula?
Enviar brigadas de costumes para verificar se os estudantes fumam charros, andam na marmelada, faltam às aulas e (horror!) dedicam-se a actividades políticas?

Pensava que em democracia as instalações universitárias estavam de algum modo invioláveis, protegidas de arbitrios policiais. Enganei-me.

E pergunto: a PSP não terá mais nada para fazer do que devassar aulas em etabelecimentos de ensino superior e perseguir os seus docentes?

Aguardo entretanto uma posição da direcção da Faculdade de Arquitectura. Que já tarda.
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De Anónimo a 22.10.2020 às 11:50

A lembrar o pior de outros tempos.

Precisamente, aquilo que lembra o pior de outros tempos é esta atitude, própria de um povo oprimido sob uma ditadura, de que a polícia nunca tem razão quando intervem, e de que os cidadãos que denunciam atropelos da lei à polícia são "bufos".

Num país democrático moderno, um cidadão que denuncia um atropelo da lei é um exemplo de espírito cívico, e a polícia que intervem está a fazer cumprir leis justas e necessárias à convivência social.

Não devemos confundir o Portugal atual, democrático, com o Portugal de há 80 anos, ditatorial e opressivo.
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 11:56

Não deixa de ter graça. Um anónimo, com máscara dos cabelos aos tornozelos, aparece aqui a pretender dar lições de cidadania e "espírito cívico".
Farinha do mesmo saco: é contra gente desta que escrevi (e assinei) este texto. Gente que atira a pedra e esconde a mão.
Não quero viver numa sociedades de bufos e opiniões emitidas sob anonimato.
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De Robinson Kanes a 22.10.2020 às 13:45

Eu não sou anónimo (quer dizer... :-)))) ) e também não concordo com o epíteto de "bufaria" sobretudo quando remete para um regime salazarista e marcellista, são esses os tempos que deduzo que o Pedro esteja a falar, pelo que, chamemos os bois pelos nomes. Acho exagerado. É por causa do trauma do "bufo" que muitos têm passado impunes neste país e embora até possa nem ser o mais correcto, a verdade é que se alguém der a cara não fica bem na fotografia e sofre as consequências nefastas do regime dos tempos modernos: a ostracização e punição por ter falado. Uns arriscam e fazem-no bem e sofrem o peso de tudo isso, outros não dão a cara (se deviam? Claro! Mas funcione também a Democracia).

Se me perguntar se, contudo, existiu um exagero na situação que aponta: claro que sim, é um enorme excesso de zelo. Claro que sim e o acto em si nem é tão diferente de um outro que aconteceu em Paris, só que no último o extremismo foi à séria e não foi de sofá. Se a culpa também é da má comunicação e do agora é isto e depois já não é... Também, não tenha dúvidas. Enquanto uns não se organizam e até culpam os cidadãos pelo aumento dos casos, os outros vão fazendo pela vida e então nas Universidades... O cerne do conhecimento, o local por onde deveria emanar a inovação, sobretudo em termos de valores, tem sido dos primeiros a encher-se de mofo e até a adoptar certos comportamentos que deixariam uma qualquer universidade em Pyongyang a pensar se não estaria a ser demasiado branda.


Finalmente, todos sabemos como isto funciona, ninguém descobriu a pólvora, a solidariedade é muito interessante quando tudo está bem, mas quando a coisa aperta é cada um por si, sobretudo em sociedades descaracterizadas e que perderam o sentido comunitário - Portugal não é excepção. Basta ver que para manter certos "status" qualquer cidadão não hesita em prejudicar o próximo, e não é preciso uma pandemia.

P.S.: também não sou o mair simpatizante dos bufos, mas que também a sociedade, no seu comportamento, é responsável pelo incentivo a isso, não tenha dúvidas.
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 15:48

A questão, neste caso, é a da absoluta desproporção entre meios e fins. Como a dos miúdos suspensos por estarem a partilhar um lanche numa escola do concelho de Sintra.
Nada disto é aceitável, nada disto é tolerável. Estamos a desembocar numa atmosfera de paranóia colectiva que não pode terminar bem. E quanto mais cedo debatermos isto, melhor. Sem tabus nem guerrilhas ideológicas. Porque não estamos perante tricas partidárias - são sérias questões de cidadania.
Toda a desproporção de meios coercivos para aplicação de normas, sejam "sanitárias" ou outras, é sempre condenável. Porque pode gerar uma espiral de atropelos aos direitos, liberdades e garantias.
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De Robinson Kanes a 22.10.2020 às 16:03

A dos lanches é de bradar aos céus...

Na essência estamos de acordo. Até porque também já levei com um fedelho aos gritos na varanda (para vizinho e pais verem) a mandar-me para casa enquanto passeava o cão. Escusado será dizer como decorreu o resto do filme...


E sim, andamos a esticar demasiado a corda... Demasiado... Na Nigéria (e não só) já se mata quem diz não... E por cá também, não se utilizam armas brancas ou de fogo, mas também :-)

Abraço,
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De V. a 22.10.2020 às 17:56

Qual é a diferença entre "enorme excesso de zelo" e a delação? Nenhuma. É um eufemismo, daqueles eufemismos que os Lavouras deste mundo utilizam para defender tudo o que está errado.
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De Robinson Kanes a 22.10.2020 às 18:02

Delacção: acusação feita em segredo, revelação de crime ou de falta cometida por outrem, geralmente feita com o fim de tirar proveitos dessa denúncia, revelação de algo secreto, ignorado ou oculto.

Excesso de Zelo: comportamento ou atitude que revela cuidado desnecessário ou que prejudica em vez de ser útil.

Se precisar de mais alguma coisa, estou disponível para o clarificar. Não vale tudo para defender o que queremos que seja errado.

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De V. a 23.10.2020 às 23:25

Não vale tudo para defender o que queremos que seja errado.

Pois não. Por isso é que você não devia ter ido ao dicionário tentar resolver a questão com definições gerais dadas sem ser em relação à "substância".

Se eu numa frase digo "isto não é delação é excesso de zelo" estou a comparar a mesma coisa, e não duas frases em si.

O gesto em análise é o mesmo (um cabrão fez queixinhas à bófia). Alguém diz, ah não foi delaçao foi excesso de zelo. O gesto inicial não se modifica. Permanece na sua "substância". O que é que permanece na sua substância? O facto de o gajo ter sido cabrão e ido fazer queixinhas.

E então isto (dizer que não foi isto foi aquilo para atenuar uma coisa que não se modificou) é o quê? Olha, é um eufemismo.
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De Robinson Kanes a 24.10.2020 às 09:17

Ir ao dicionário ainda é um direito, espero que me permita. Não mudo a minha opinião.

Em relação ao resto, não vou alinhar no discurso pejorativo.

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De Anónimo a 22.10.2020 às 14:37

Se não gosta de opiniões emitidas sob anonimato, então não as publique.
Mas se o fizer tenha também cuidado de exigir prova de identidade a todos aqueles que assinam com um pseudónimo.
E exija também prova de identidade a todos aqueles que assinam com nomes anódinos e extremamente comuns como "Pedro Correia" ou "Teresa Ribeiro".
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 15:15

Você é um imbecil, além de cobarde.
Não exige coisa nenhuma.
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De Anónimo a 22.10.2020 às 15:52

"As pessoas têm a obrigação de denunciar às autoridades os atropelos à lei."

Devia ter vergonha ... Já devia ter a consciência que o Estado Moderno obriga a que a maior parte das pessoas viole uma (ou mais) qualquer lei todos os dias.

E quando passar fome, não tiver estradas e combustível e o lixo não for recolhido porque se respeitou a lei das máscaras quero ver como responde.

Julga que é sempre possível cumprir a lei das máscaras em todos as actividades humanas?

Segundo ponto. Este civilizacional. Só a possibilidade histórica de violar a lei nos permite ter Liberdade.

lucklucky

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De O Inconveniente a 22.10.2020 às 12:05

Concordo em absoluto com o seu post.... até chegar a esta resposta, mais precisamente ao segundo e terceiro parágrafos.
A polícia tem toda a legitimidade para intervir em qualquer espaço público, ou aberto ao público, no exercício das suas funções. Até no espaço privado, mediante certas condições, que com este decreto são mais vastas. E a intervenção nesta matéria está legitimidada no tal decreto regulamentar, que para além de legitimar, obriga a polícia a intervir nesta matéria. Mais ainda, o próprio decreto reveste-se a si próprio de poderes de cominação. Ou seja, a partir do momento em que é publicado, a polícia nem sequer tem a necessidade de cominar a infração à primeira, passando de imediato à sanção. É ditatorial? É de facto. Mas é o que temos.
As universidades não estão revestidas de nenhuma imunidade, talvez por muita gente pensar que estão é que temos tanto universitário a fazer as figuras que todos vimos nas manifestações recentes.
De facto a polícia tem muito mais que fazer. O problema é que tem a obrigação de intervir, mediante uma denúncia, sob pena de incorrer em abandono de serviço. Se os policiais pudessem ajuizar por si, se calhar nem davam importância, mas não. Têm de seguir as normas e os procedimentos. E os procedimentos são claros. Responder a todas as ocorrências, mesmo aquelas mais absurdas.
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De Anónimo a 22.10.2020 às 15:24

com este decreto são mais vastas. E a intervenção nesta matéria está legitimidada no tal decreto regulamentar

Pode por favor esclarecer-me explicitamente a que decreto e a que decreto regulamentar se refere? Se me puder dar linques para os ditos, ainda melhor.
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 15:41

Se a polícia começar a acorrer todas as denúncias anónimas dos queixinhas que acusam X ou Y de não usar máscara, não fará mais nada. E nem que tripliquem o recrutamento de efectivos chegará para as encomendas.
Começando nas escolas de ensino básico e terminando nas universidades. Só no sistema de ensino. Porque se formos às empresas (pequenas, médias ou grandes), passando pela administração pública, sem esquecer as autarquias locais, não faltará motivo para a caça à multa por ausência de máscara.

Irão inspeccionar também as condições higiénicas de cada máscara?
Se um fulano, por exemplo, anda há cinco ou seis meses com a mesma, sem nunca a mudar, só para fazer de conta que se protege e que protege os outros, isso não viola também as normas sanitárias em vigor?
Merece multa ou basta ter o focinho tapado para ficar isento de chatices?

Seria bom que a polícia fiscalizasse as "festas privadas" que juntam centenas de pessoas e são convocadas nas redes sociais, de norte a sul do país, ou as centenas de "lares" ilegais (alguns situados a escassa distância dos paços do concelho) em quase todos os municípios deste país.
Só aí já teria muito que fazer. E salvaria vidas, seguramente, em vez de andar a enfiar o nariz nas aulas dos estabelecimentos públicos de ensino superior, numa triste reedição dos "gorilas" do antigamente.
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De Pedro S a 22.10.2020 às 16:19

Concordo
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De O Inconveniente a 22.10.2020 às 17:09

Caro Pedro, já pensou que essas fiscalizações não acontecem porque simplesmente não há denúncia?
Pelas respostas que aqui leio, chego à conclusão que, apesar de tantas opiniões, juízos de valor e ideias pré-concebidas, ninguém se deu ao trabalho de ler o fabuloso decreto lei 20-A/2020 e toda a legislação subsequente, desde 17 de março até agora.
Como toda a legislação em Portugal, esta não foge à regra. É uma quantidade absurda de diplomas, uns a dizer a mesma coisa, outros a anularem o que se publicou... enfim... welcome to Portugal.
O Pedro fala em caça à multa. Mas não existe caça à multa nenhuma, porque os polícias têm noção do ridículo de muitas medidas, da impossibilidade de levar a cabo a missão que o legislador lhe dá e por isso, sempre que pode, finge que não vê.
Mas quando as coisas são denunciadas, o polícia não pode fingir que não vê. Existe um registo da denúncia. Ou o Pedro acha que quando liga para uma esquadra ninguém regista o seu telefonema? E havendo um registo, tem necessariamente de existir uma ação. Nem que seja uma mísera folha a dizer " não se verificou ".
O trabalho do polícia é escrutinado. Pela própria polícia, bem como por qualquer cidadão, que tem legitimidade para questionar qual a ação que foi tomada em determinada situação. E se não não foi tomada nenhuma ação e o cidadão informa a hierarquia, esse polícia está lixado.
Por isso, antes de inventar situações hipotéticas, como essa da máscara com 6 meses, aconselho-o a ler a legislação, para perceber até onde o polícia pode ir, o que pode fiscalizar e em que circunstâncias. Acredite meu caro, nenhum polícia vai a uma ocorrência no âmbito do covid porque gosta. Vai porque tem de ir. Se pudesse não ir, não ia.
Se o polícia gostasse, a sua, a minha e a indignação de muita gente, estava a rebentar a escala.
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 17:45

Não estou a inventar situação nenhuma. Não falta por aí gente que anda o tempo todo com a mesma máscara (semanas, meses) e até se gaba disso. Inclusive nas redes sociais.

Se a polícia andar a vasculhar estabelecimentos de ensino, desde o básico até às universidades, porque uns bufos delatam (talvez para se vingarem de alguns professores), desvirtua por completo a sua missão e só se desprestigia.
Se os agentes têm tempo e vagar para andarem de aula em aula a espreitar quem usa máscara, é sinal que lhes sobra imenso tempo. Não se queixem, pois, de falta de meios nem de excesso de trabalho.
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De O Inconveniente a 22.10.2020 às 19:06

Já vi que não vale a pena discutir consigo, quando o Pedro não quer perceber que a polícia não anda a vasculhar de aula em aula, de escola em escola. O polícia vasculha a aula X ou a escola Y, se houver denúncia de algum incumprimento. Seja covid, seja outra coisa qualquer. Mas o certo é que a polícia tem de averiguar, identificar e levar a cabo o procedimento. Se me disser que o polícia individualmente, deveria ter a liberdade e o poder de decidir e ajuizar, a que situações deve ocorrer, já é outra coisa.
Mas as coisas não são assim. O polícia individualmente não tem poder discricionário. Tem a obrigação de agir em todas as situações. Mas será tão difícil entender isto? Não confundamos o polícia, com A Policia. A Polícia determina regras e procedimentos e o polícia cumpre, sob pena de represálias.
E os bufos não existem só agora com o covid. Sempre existiram. Ora são os vizinhos que ligam à polícia porque o meu filho faz anos e estou a festejar o aniversário e faz-se barulho. É o dono do café que liga para a polícia porque o seu concorrente deveria fechar às 22 e são 23 e ainda está aberto. E agora pegue nestes dois exemplos, multiplique por 10 idênticos e agora multiplique esse número por 400 ou 500, que é a quantidade de vezes que isto se repete diariamente no país todo.
Acho que está tudo muito indignado porque aconteceu numa universidade. Pois eu pergunto, so what?
Não concordo com estas medidas, estou indignado como quase toda a gente. Mas matar o mensageiro não é solução. E é isto que tentei corrigir, pois entendi que se estava a bater em quem não tem culpa nenhuma.
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De Costa a 22.10.2020 às 16:13

Usando as suas próprias palavras, caro Inconveniente, a polícia tem de facto muito mais que fazer. E, tenho eu a ousadia de o dizer, muitas vezes não o faz.

Não o faz por não ter meios, por não ter homens (ou recursos humanos, ou homens e mulheres, ou mulheres e homens, ou o quer seja que seja por estes dias apropriado dizer), por - mesmo tendo-os - nada poder fazer dada a moldura legal em que opera.

Não o faz, mesmo, por desistência. Quero chamar desistência à resposta de um agente ao protesto e pedido de actuação de um cidadão que mal conseguia manobrar para retirar o seu carro de um acesso legalmente protegido, dado o parqueamento irregular de outros carros: "que quer que façamos? Não há estacionamento que chegue..." (e não há, de facto, mais uma consequência do caos urbanístico de há muito por cá cultivado; mas há limites a uma tolerância realística, humana e aceitável).

Ou seja "abandono de serviço" não é nem coisa nova, nem rara. Desde logo na básica tarefa de proteger a integridade física e bens do cidadão. E com isto não questiono nem por um instante a boa-fé e profissionalismo das forças de segurança, aliás por regra prontamente achincalhadas ou pior sempre, ou quase, que têm o atrevimento de agir com alguma (necessária) firmeza.

Claro que há alvos e alvos da actuação policial. Da mesma forma que é muito mais fácil punir o cidadão obediente que, numa longa recta sem trânsito e com bom tempo, excedeu o limite de velocidade sendo "apanhado" pelo diligente ou mesmo heróico radar montado na berma, ou num carro convenientemente descaracterizado, pagando submissamente a multa, dando razão aos srs. agentes ou guardas e rezando para que não venha aí a "sanção acessória" (mais fácil, por exemplo, do que perseguir, com riscos, o assaltante violento que foge a alta velocidade, ou o imbecil que num carro ilegalmente modificado faz competições nas cidades e seus acessos, ou o grupo de jovens em algazarra e desordem pelas ruas de um bairro, ou manter um patrulhamento minimamente frequente das ruas), também não exigirá particular dedicação e sentido de dever, arrisco dizer, aguardar pacientemente o final de uma aula para disciplinar o docente, muito justa e patrioticamente - do que por aqui se vai lendo - denunciado na prática de um novo e absolutamente intolerável ilícito (independentemente das concretas circunstâncias em que tenha sido praticado)

Superiores instruções, critérios e incentivos à actuação e sua diligência, enfim. E parece que com larga adesão do Soberano. Está, então, tudo bem.

Costa
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De O Inconveniente a 22.10.2020 às 19:30

Exatamente caro Costa. Mas o problema é que a tutela, que é o governo, na pessoa do MAI, exige que as situações sobre covid tenham resposta imediata, firme e prioritária. E quem manda nas polícias tem de dar indicações para se cumprir com estes devaneios dos governantes. E no fim da linha está o bófia, que não tem outro remédio senão cumprir, sob pena de ação disciplinar, que lhe pode tirar o pão da boca ao fim do mês. Que a polícia podia fazer uma espécie de greve de zelo? Podia. Mas com iniciativa do comando, não do zé polícia. Porque o zé polícia não se pode arriscar a ficar suspenso, perder rendimento, e permanecer congelado até alguém tomar uma decisão.
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De JPT a 22.10.2020 às 16:22

É preciso não perceber um cu de Direito para se defender que um decreto regulamentar pode derrogar leis da República (mas não se preocupe, homem, não está sozinho!)
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De O Inconveniente a 22.10.2020 às 19:33

Meu caro, eu percebo. O problema não está aí. O problema é que quem manda não percebe. Mas acha que pode. Claro que depois em tribunal é uma desgraça. Mas até lá o mal está feito, com o patrocínio no nosso pm e do nosso mai.
Caso para dizer, quem pode manda, quem não pode obedece.
Agora questiono é onde estão os constitucionalistas do tribunal constitucional, que nem abrem a boca, nem ousam questionar estas medidas, estas regras e estes decretos.
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De Tiro ao Alvo a 22.10.2020 às 21:33

E onde está a oposição?
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 22:23

Em Alcácer Quibir.
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De Costa a 22.10.2020 às 23:23

"É preciso não perceber um cu de Direito...". E é assim, afastando-me completamente do tema (ou afinal, tudo visto, talvez não), que em Portugal se fez o que se fez com a ortografia: bastaram resoluções do governo e da AR.

Ora, desde quando uma resolução derroga ou revoga um decreto-lei? Desde que o poder de turno queira. E com a tranquilamente antecipada e convenientíssima apatia do Soberano.

"Abandonai toda a esperança..."

Costa
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De V. a 22.10.2020 às 16:39

Aquele anónimo acha que tudo o que sai de um parlamento composto de alianças não representativas da sociedade portuguesa é democrático. Vá-se lá saber porquê.

Quer dizer, eu sei.
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De Anónimo a 22.10.2020 às 21:14

A minha vizinha costuma andar nua na varanda e eu já a denunciei varias vezes mas a PSP diz que não pode ir.
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 22:24

Vá lá você. Mas leve máscara, senão ela queixa-se.
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De Anónimo a 22.10.2020 às 14:28

Não se encontrando em vigor o estado de emergência,o referido professor pode contestar e ganhar em tribunal.
Não é nenhum decreto nem parecer da DGS que se sobrepõe à Constituição da nação.
Sem espinhas.
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De Anónimo a 22.10.2020 às 15:26

Não sei se a Constitutição da República proíbe as autoridades de imporem a utilização de máscara ou de outro adereço qualquer.

De resto você tem razão, há muitas medidas que andam por aí a ser implementadas que são anticonstitucionais.
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De ShakaZoulou a 23.10.2020 às 09:56

Na Alemanha nazi foi feita lei de se usar a saudação nazi, quem bufava de quem mantinha o braço em baixo tambem só estava a fazer cumprir a lei.
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De V. a 22.10.2020 às 11:36

Estou farto de dizer: socialistas, bloquistas, comunistas (estes menos, mesmo com zonas cinzentas) são FASCISTAS — e trabalham para construir uma sociedade totalitária em que nem sequer pensar seja livre. O intuito deles é destruir a imaginação, que é a maior ameaça ao funcionalismo estatal.

Leiam o texto do Tunhas no Observador para perceberem como é que isto se faz, e de onde vem. Eu assisti à construção destes fascismos informais no sistema escolar português, crivado de gente estúpida, ignorante e zelota que não consegue medir a extensão dos seus actos.

Não digam que não foram avisados e fiquei cientes de que quando votam nesta gente estão a colaborar com eles — tornam-se parte do monstro.
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 15:33

Você está a politizar isto, mas não faz qualquer sentido politizar ou partidarizar esta questão de cidadania. Que é muito mais abrangente do que esse funil em que tenta encaixá-la.
Recuso a utilização sistemática desses rótulos simplistas (socialista, marxista, fascista...) que trava à partida qualquer debate e apenas serve para cavar trincheiras. Que nada mais são do que buracos fundos onde cada qual se mete e do qual muitas vezes já não consegue sair.
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De V. a 22.10.2020 às 15:50

Eu só uso esses rótulos porque é do seio dessa politização, que tomou conta das escolas e das universidades e colonizou todos os tipos de conhecimento, que estas ideias provêm. Eu de resto não tenho nenhum prazer em usá-las nem sou adepto de teorias da conspiração.

Usá-las como epíteto e insulto já acho conveniente porque é para ver se as pessoas sentem vergonha. O tempo da imparcialidade (que esses clubes nunca tiveram) acabou. Agora é guerra.
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De Anónimo a 22.10.2020 às 22:23

Ó V, você não tem a noção do ridículo.
Então você vai na conversa do Tunhas e do Observador que nem sabem escrever português e inventam notícias que não lembram ao diabo, ou melhor só lembram ao diabo.
Você sabe o que é ser FASCISTA? Você sabe o que é construir uma sociedade totalitária?
Então você não está neste momento a pensar livremente? E até está a ter imaginação para escrever livremente as parvoíces que acaba de escrever.
Não me diga que está a ficar assim ridículo por, agora, observar esta maioria na AR? Ai queles não nos deixam pensar livremente, e a maioria da AR da Madeira não o incomoda o que só eles fazem há mais de quarenta anos. Ah! sempre foram, assim, eleitos, e os de cá foram quê?
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De Anónimo a 23.10.2020 às 03:05

"Você sabe o que é ser FASCISTA? Você sabe o que é construir uma sociedade totalitária?"

Você é que parece que não sabe. Vá a uma Universidade e veja se pode pensar e dizer qualquer coisa fora da norma neo-marxista.
E sim os rótulos quando bem aplicados e sabemos o que significam são fundamentais.


lucklucky
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De Anónimo a 23.10.2020 às 22:03

O texto do Tunhas comparado com as cigarrilhas do Gudunha ?
Estas-te a passar ou quê....
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De Susana V a 22.10.2020 às 11:41

Tem toda razão. Estamos a viver tempos assustadores.
Não por causa da Covid propriamente dita, mas pelo clima de medo e suspeição que se instalou...
Ontem, li um artigo no Observador em que o jornalista parecia congratular-se com o processo queixa contra os Medicos pela Verdade que se atreveram a expressar uma opinião contra-corrente.
O JMT no Governo Sombra a defendia que deveriam ser os médicos a introduzir os códigos na app à revelia dos doentes.
A forma como está a ser gerida a questão dos lares, mas também dos doentes nos hospitais (sobretudo dos doentes terminais) é totalmente desumana.
Parece uma distopia.
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De Anónimo a 22.10.2020 às 15:30

Tal como Galileu, Kepler encontrava Deus nos números. Os números não são ambíguos, só os humanos os distorcem e os manipulam em função dos seus desígnios.
Aqui lhe digo o que é que a minha opinião >pessoal< baseada nos números, documentos oficiais e senso comum, me diz:
a) Fomos atingidos por uma variante da gripe, que em Março-Abril se caracterizava por maior severidade que uma gripe normal e que agora já sofreu várias mutações, designadamente benignas, e com um menor indice de mortalidade;
b) Nunca se atingiram os números de mortalidade apocalípticos que nos venderam, na verdade, sendo superior, é na mesma ordem de grandeza de uma gripe sazonal; e tendencia a diminuir;
c) Em resposta, promoveu-se e promove-se a destruição do tecido económico, e desemprego, muito para além da justificável/necessária fase de avaliação de impacto;
d) A propaganda é incessante. Mistificam-se as estatisticas de "casos positivos", que tem um significado clinico diferente de "infectados", por sua vez diferente de "portador/foco de contágio", por sua vez diferente de "doente". Há diferenças objectivas entre estes estados. Cria-se uma narrativa de "doentes assintomáticos";
e) Preocupa-me a tentativa de supressão e eliminação de interpretações de profissionais médicos "desobedientes" à narrativa. Isto para mim normalmente significa fundamentalismo e/ou falta de argumentação contrária.
f) Parece óbvia a incapacidade do SNS lidar com a situação, que já terá produzido mortalidade em excesso de outras causas não-COVID muito acima do habitual, e do próprio COVID, por falta de assistência. Veja-se o recente Eurostat.
g) Não é solução contratar mais médicos ou assistentes quando por um teste positivo se envia uma equipa médica inteira para quarentena, privando o SNS e os utentes.
h) Não se inventou em 2019/20 que pessoas de idade avançada e/ou com condições graves podem falecer, quando agravadas por outras condições, tal como a gripe - ou outras;
i) Vem à luz que os lares mais não são mais que geralmente, antecâmaras de um fim esperado, sociedade que não protege eficazmente os idosos; já assim era;
j) Se só tivermos 100 unidade de cuidados intensivos e descarrilar um comboio temos uma imediata crise nacional do SNS e "SNS sobrelotado". Novamente, os números em falta.
j) À luz do exposto, as restrições parecem-me mais ter a ver com a protecção das insuficiências do SNS, que da saúde pública.
Esta, é uma opinião >pessoal<.
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 15:30

Estamos a chegar a um tempo em que qualquer tese contraditória é silenciada ou alvo de apedrejamento imediato, logo ao nível das redes sociais.
Se alguém se atrever, por exemplo, a questionar o uso permanente da máscara a todo o momento e em todos os locais, começa de imediato a ser encarado como perigoso delinquente.

Há que pôr cobro a isto.
Já temos tanta gente doente, não queiramos que a democracia adoeça também.
Nem confundamos máscara com mordaça.
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De Maria Araújo a 22.10.2020 às 13:19


Cobardia de quem denunciou, mas o professor teria algo a dizer como, pedir desculpa aos alunos e dizer que por alguns minutos não usaria a máscara.
Eu faria isso.
Quanto à intervenção da PSP, acho que a Faculdade deveria ter intervido.
Seja como for, estamos, sim, a mostrar o nosso lado pior de socialização
Mundo estúpido.
Faltam os valores.
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 15:27

Quando já chegamos ao ponto de ver a PSP invadir instituições académicas à cata de gente sem máscara (como se os agentes não tivessem nada mais a fazer), começamos a perceber que a pretexto da pandemia está em curso uma inaceitável deriva autoritária a que devemos fazer frente.
Inaceitável também, neste caso, é o silêncio da Direcção da faculdade. Neste caso não convém lavar as mãos: por mais desinfectadas que estejam, não deixa de ser o gesto de Pilatos.
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De Anónimo a 22.10.2020 às 21:32

Depois da "Idade do Átomo" o género humano evoluiu para a "Idade da Chibaria"
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De Carlos Sousa a 22.10.2020 às 13:37

O que fizeram na segunda guerra mundial com os judeus foi precisamente isto. Agora está muito mais sofisticado. E á medida que o tempo passa mais me convenço que esta pseudo pandemia é uma experiência para controlar os povos para formação de um governo único.
Ainda não atingimos o número de mortos da gripe do ano passado, em 2018 houve um dia em que morreram 500 pessoas só de gripe pelo vírus A(H3).
Será que isto só acaba quando entrarmos em guerra civil?
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 15:24

Lá vem você com a treta da gripe. Que paranóia, caramba. Não escreve um comentário sem a ladainha da gripe.
E a alusão aos judeus confirma que consigo não há possibilidade de debater seja o que for.
Fica já traçada a linha de fronteira, pela parte que me toca.
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De V. a 22.10.2020 às 15:51

É uma teoria da constipação!
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De Anónimo a 24.10.2020 às 00:36

Para quando a capação!
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De Carlos Sousa a 22.10.2020 às 17:49

Então olhe lá, vou comparar com o quê?
O sarscov já existe desde 2003, os vírus são mutantes e sazonais, temos também os influenza.
Uma das principais causas de morte em Portugal tem a ver com doenças respiratórias.
Este alarido todo só tem um objectivo, que é meter medo ao povo para o calar e desviar as atenções.
Se não denunciar mos estes abusos fazendo comparações com factos reais, de forma a levar as pessoas a reagir, como é que você quer acabar com esta parvoíce?
Você reagiu a um dos comentários dizendo que estava a politizar a questão, mas já reparou que enquanto as pessoas estiveram entretidas a discutir a app e as máscaras a discussão do orçamento foi ignorada?
Neste momento acho que todos os argumentos são válidos para desmistificar esta paranóia e evitar o previsível desfecho que é a falência do sistema.
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De Carlos Sousa a 22.10.2020 às 20:48

Estou a ver na televisão a notícia sobre Paços de Ferreira e o "dever de permanência na habitação" e a tentar perceber a diferença entre prisão domiciliária em democracia e confinamento em ditadura.
Quando se confunde casos positivos com doentes infectados, quando o número de "infectados" duplica mas o número de mortes diminui, é caso para perguntar, a quem interessa este alarmismo social?
Até quando iremos alimentar e suportar esta histeria colectiva?
Será que esta peregrina ideia de "dever de permanência na habitação " é o que vai fazer de teste para a quadra do Natal?
Que raio de medidas são estas para bem do povo, se para minimizar uma doença provocam e condenam à miséria todo um país?
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De Carlos Sousa a 23.10.2020 às 16:28

Felizmente não sou só eu, consegui encontrar outro maluco que pensa como eu, mas este é especialista, ou melhor, é imunologista, é o Paul Lehner.
Veja lá se o que eu ando há tanto tempo a dizer não faz sentido?
expresso.pt/coronavirus/2020-10-22-corona-parties-podem-vir-a-ser-o-novo-normal-defende-imunologista-de-cambridge
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De Anónimo a 22.10.2020 às 15:40

Caro Carlos Sousa, há um plano (conhecimento público) e um calendário (menos público).
"World Economic Forum.Event 201"
https://www.centerforhealthsecurity.org/event201/
"World Economic Forum.The Great Reset"
https://www.weforum.org/great-reset/

É só questão de apropriadamente dosear a quantidade de testes efectuados e a escolha das populações-alvo para justificar a narrativa.
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De Antonio Maria Lamas a 22.10.2020 às 13:42

A COVIDE-DGS é bem pior que PIDE-DGS.
Antes tínhamos uns desgraçados de uns bufos, que por meia dúzia de escudos informavam de quem era "contra o regime".
Agora, e de borla, aos bufos zelotas do regime, nada escapa.
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De Pedro Correia a 22.10.2020 às 15:23

Desculpe lá mas o seu comentário não faz qualquer sentido. É indecoroso trazer para aqui a PIDE.
Estou a falar numa questão séria, não estou a brincar.
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De Antonio Maria Lamas a 22.10.2020 às 18:03

OK.
Fica só a DGS.
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De Anónimo a 22.10.2020 às 15:56

"Agora, e de borla, aos bufos zelotas do regime, nada escapa."

precisamente António Maria Lamas.

“Of all tyrannies, a tyranny sincerely exercised for the good of its victims may be the most oppressive. It would be better to live under robber barons than under omnipotent moral busybodies. The robber baron's cruelty may sometimes sleep, his cupidity may at some point be satiated; but those who torment us for our own good will torment us without end for they do so with the approval of their own conscience.”

C.S. Lewis

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De singularis alentejanus a 22.10.2020 às 17:14

Desculpa sou alentejano e por muito esforço que faça não te consigo entender. Ou também és apologista que o nome da conecção via internet para o covid 19, também conhecido por vírus da China, tenha o nome inglês?
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De Anónimo a 23.10.2020 às 03:20

"Agora, e de borla, aos bufos zelotas do regime, nada escapa."

lucklucky

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