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Os livros que mais nos marcaram

por Pedro Correia, em 07.06.19

Ia escrever um texto sobre os dez melhores romances portugueses publicados no século XX, mas travei a tempo. Consciente de que não li obras suficientes para elaborar uma lista destas com plena justificação.

O que fiz então, de há dois meses para cá? Comecei a ler vários romances que permaneciam em lista de espera, algures aqui por casa. Todos de autores portugueses do século XX. Três, de rajada: gostei muito de todos, hei-de falar deles aqui. Iniciei ontem a leitura do quarto. Mais seis vão seguir-se.

Enquanto não escrevo o tal texto, que aguarda a conclusão desta mais recente ronda de leituras, abro desde já a caixa de comentários aos visitantes do DELITO que queiram partilhar opiniões sobre o tema. Dizendo, desde logo, quais as obras de ficção portuguesa do século passado que mais vos terão marcado.


108 comentários

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De Nuno C. a 07.06.2019 às 10:58

Li recentemente A Casa Grande de Romarigães, de que gostei muito. Não deixe de o considerar para essa sua lista.
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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 11:23

Grato pela recomendação. Aquilino é autor que revisito com gosto literário e pessoal.
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De Há luz da pena a 07.06.2019 às 11:07

Não li, também, muitos livros de autores portugueses para me pôr “a saber falar” deste ou daquele. Há um ano para cá reparei, que a minha pessoa começou a ficar curiosa de ler livros escritos por eles. Não sei o porquê do “apetite”. Talvez fosse por eu achar da indecente pessoa que sou, por até hoje, pesar na balança de ler só de autores estrangeiros? Tinha projetado sim, ir à feira o livro. Tinha escolhido alguns como. Posso cintar: “As três vidas” – João Tordo ou “O pianista do hote” – Rodrigo Guedes de Carvalho. Há um que não me escapará é o livro, “Os maias” – Eça de Queirós. No continente vi que está barato. Hei de estar atenta ao seu blog para saber mais sobre autores só portugueses. Qualquer erro de pontuação, desculpe-me. Boas leituras.
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De Anónimo a 07.06.2019 às 12:28

Tem Os Maias a oito mil réis na Feira do Libro de Lisboa. Isto era no "livro do dia", não sei se ainda estará...
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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 13:04

Basta deambular pela Feira do Livro para descobrirmos boas obras literárias (por vezes até obras-primas) a preços irrisórios. Ainda há dois dias trouxe de lá dois romances de um dos meus autores favoritos, Evelyn Waugh, por quatro euros - dois euros cada.
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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 17:05

Não tem de quê.
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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 12:48

Comece precisamente por aí. Por "Os Maias". O livro dos livros, no romance português.
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De jpt a 07.06.2019 às 11:18

Boa convocatória: assim de rajada, por mera associação de ideias, e sabendo que fizesse a lista daqui a umas horas seria um bocado diferente. Ou seja, sem ordem nem autoridade:
1) Contos Exemplares, Sophia de Mello Breyner Andresen; 2) Sinais de Fogo, Jorge de Sena; 3) A Torre de Barbela, Ruben A.; 4) A Noite e o Riso, Nuno Bragança; 5) Uma Abelha na Chuva, Carlos Oliveira; 6) O que diz Molero, Dinis Machado; 6) Os Cus de Judas, Lobo Antunes (foi o primeiro dele que li, foi o que mais me marcou) [se nao fosse assim se calhar diria As Naus]; 7) Contos da Montanha, Miguel Torga (idem, idem, aspas, aspas); 8) O trio da Geografia de Rebeldes, Maria Gabriela Llansol (aqui é um bocado ao calhas, porque tudo o que a senhora escreveu é superlativo - mas como também a conheci nestas peças de alfarrabista, que a comecei a ler já quase trintão ... fica isto); 9) Walt, de Fernando Assis Pacheco (se calhar porque o li quando saiu, era muito miúdo e nunca reli); 10) O Conquistador, de Almeida Faria; 11) A Selva, Ferreira de Castro (que me encantou - hoje em dia ninguém fala do homem, se calhar com (literária) razão mas marcou-me mesmo);

Pronto, está um onze titular proposto
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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 11:21

"Onze titular" é uma bela designação.
Vários desses títulos constam da minha lista, necessariamente provisória. Todas as listas o são, afinal.
Depois virei a confrontá-la com o chamado "Plano Nacional de Leitura". Só para verificar que obras exemplares tiveram de ser expurgadas deste rol para abrir caminho ao senhor valter hugo mãe.
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De jpt a 07.06.2019 às 11:35

É uma boa iniciativa, esse de comparar com o Plano Nacional de Leitura - ainda que aceite que este tenha funções pedagógicas que não se restrinjam a um "mérito literário" (a uma "equipa de todos nós" literária). Nunca li Valter Hugo Mãe, um dia terei que ir ver - pois tantos o resmungam que até me parece que irei simpatizar ... - mas tu convocaste livros do século XX. E deste novos há dois que gosto muito, Afonso Cruz e Patrícia Portela (esta é familiar, donde podem-me acusar de "amiguismo" que será verdade. Mas gosto muito, independentemente disso). E também convocaste livros que tenham marcado - entendi-o assim, como para além de avaliações de mérito (e os meros leitores têm tanto direito a botarem a sua "meritologia" como os especialistas): por exemplo, nenhum livro de José Cardoso Pires me marcou, ainda que goste muito de alguns dos seus livros. Mas "marcar", deixar marca, constituir? É outra coisa
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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 12:47

Sim, marcar é mesmo para deixar marca - passe o aparente pleonasmo. Não para exibir erudição ou colar rótulos da moda. Aliás, ainda há dois dias, circulando pela Feira do Livro, vi várias obras, à venda por dois patacos, de autores que estiveram na moda noutras épocas, noutras décadas. Um Namora, um Abelaira, um Urbano, etc.
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De JgMenos a 07.06.2019 às 11:30

Recordo 'O Malhadinhas' que traça um tipo de 'português' que ainda conheci em vésperas de ser submergido pelos 'portugueses e portuguesas'.
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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 12:34

E recorda muito bem.
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De Corvo a 07.06.2019 às 11:33

Eça de Queirós, Torga e Ferreira de Castro. Os autores portugueses que destaco.
Talvez incorra numa "blasfémia" contra a erudita literacia, mas Saramago não me diz nada.
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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 12:35

Atenção aos "estereótipos de género". E ao "heteropatriarcado". E à literatura "falocêntrica".
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De Anónimo a 07.06.2019 às 19:55

Mas que belo trio, Corvo!
E só por isso, até lhe "perdoo" não gostar do Saramago :)
Mas leu e não gostou, ou nem sequer leu?

Maria
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De Corvo a 08.06.2019 às 00:48

Olá, Maria; boa noite
Li o memorial do convento, a jangada de pedra e a viagem do elefante, gostei mas não gosto do estilo. Só isso.
Mas li muito mais autores portugueses, Camilo, Júlio Dinis, Eugénio de Andrade, Herculano e outros.
Só falei naqueles três, que depois seriam quatro, para com o sintetismo sobre referências da literatura portuguesa, redimir-me da minha prodigalidade retórica no postal da sublime arte de bem espetar o touro.
E a senhora que pelo que descreveu sobre as suas leituras, - os meus parabéns, - não leu António Campos Júnior, esse prodigioso narrador do romance histórico; a ala dos namorados, guerreiro e monge, pedras que falam, a filha do polaco e muitos mais?
Resto de uma excelente noite.
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De Anónimo a 08.06.2019 às 09:52

Olá Corvo, bom dia.
Não conheço esse autor que refere, mas já fui googlar :)
Sabe, apesar de eu ter lido alguma coisa em português, tenho imensas lacunas, uma vez que a maioria das leituras que fiz ao longo da vida foi de autores estrangeiros (digamos 85%).
Claro que li os chamados clássicos, aqueles que todos dizem que leram (mesmo não tendo lido), mas há uns anos resolvi (re)descobrir a nossa literatura e fiz descobertas muito interessantes, quer entre os antigos, quer entre os mais recentes.
Mas nunca conseguirei ler tudo o que gostaria de ler...
Bom fim-de-semana, Corvo.

Maria
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De Anónimo a 07.06.2019 às 12:13

Missão impossível, Pedro, pelo menos para mim. Sou incapaz de indicar dez livros que me marcaram, quanto muito dez autores.
Aqui vai a lista, pela ordem em que os conheci (se bem me lembro):

- Ferreira de Castro
- Eça de Queiroz
- Miguel Torga
- Vergílio Ferreira
- Saramago
- Agustina

Poetas (e não só):
- Camões
- Pessoa
- Sophia
- Eugénio

Eu sei que faltam aqui muitos (tantos, tantos!),
mas agora fico por aqui.
E de cada um destes dez autores poderia indicar os 2 ou 3 livros mais marcantes, nunca apenas um.

Maria
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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 12:33

Por isso é que me cingi aos romances do século XX, Maria. Caso contrário espraiamo-nos em direcções muito diversas e fica quase impossível estabelecer critérios valorativos.
Não vou comparar prosadores com poetas nem autores de séculos diferentes. Se o fizesse, Camões, Fernão Lopes, Sá de Miranda, Garrett, Camilo e Eça teriam de figurar obrigatoriamente nessa lista.
No fundo, é uma motivação acrescida para suprir algumas das minhas lacunas enquanto leitor. Como fiz há três anos com os autores galardoados com o Nobel e há dois com os autores de livros adaptados ao cinema (esta originou série aqui no DELITO, aliás ainda em curso).
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De Anónimo a 07.06.2019 às 13:16

Tem razão, escapou-me esse pormenor :)
Assim sendo, saem Camões e Eça e entram:

- Natália Correia
- Maria Judite de Carvalho

Agora só falta escolher o melhor de cada um... vai ser difícil escolher apenas um do Saramago e do Ferreira de Castro.

Maria


PS: Pedro, nunca mais comparámos os Nobel, tenho que actualizar a minha lista.


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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 17:05

Maria, continua decerto a ganhar-me por larga margem. Eu praticamente abandonei essa "prova" e pus-me a ler livros que deram filmes. Assim li umas dezenas - alguns dos quais gostei imenso. Como 'Passagem Para a Índia', de E. M. Forster, 'África Minha', de Karen Blixen, e 'o Doente Inglês', de Michael Ondaatje (prefiro, neste caso, a tradução do título do filme, 'O Paciente Inglês', pela sua óbvia ambiguidade semântica, muito mais rica de conotações e em rigorosa correspondência com o conteúdo do romance).

Agora sinto-me motivado para ler estes romances escritos por autores portugueses de diversas escolas e diversos estilos - todos publicados originalmente no século XX.
Acabo de iniciar o quarto consecutivo.
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De Anónimo a 07.06.2019 às 19:46

Eu também não acrescentei muitos à lista, talvez dois ou três.
Curiosamente, também comprei a Passagem para a Índia e, ainda do mesmo autor, O Quarto com Vista (por 5 euritos).
Voltando ao tema do post, suponho que não podemos considerar Contos ou Diários (estou a pensar no Torga e na Sophia), o que me facilita um pouco a escolha.
Para já, há dois considerados imprescindíveis e que eu nunca li: Sinais de Fogo e Mau Tempo no Canal.
Também não poderei incluir a Lilias Fraser, da Hélia Correia ou a Ernestina, do J. Rentes de Carvalho por já serem deste século.
Mas há muitos e bons, assim eu me lembre deles.

Maria


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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 23:24

Lembrei-me agora de outro livro fabuloso, que originou um filme também muito bom: "A Amante do Tenente Francês", de John Fowles.
Li-o no ano passado - e logo se tornou um dos melhores de sempre na minha lista.
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De Anónimo a 08.06.2019 às 00:13

Pedro, esse é um dos filmes da minha vida: pela história, pelos actores, pela realização, pelas paisagens, porque li o livro logo a seguir (tenho a edição inglesa, nunca encontrei em português) e nem sei quantas vezes já vi o filme.
E porque estamos a falar da extraordinária Meryl Steep, quando soube que ela estava a filmar 'A Escolha de Sofia', comprei e li o 'Sophie's Choice' do William Styron (e chorei a ler o livro). Quando vi o filme sabia ao que ia, mas voltei a comover-me até às lágrimas.
Foi também com esse livro que descobri a poesia da Emily Dickinson.

Maria
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De Pedro Correia a 08.06.2019 às 00:30

Lá está: só cheguei a esse livro belíssimo porque tracei o objectivo para esse ano de ler apenas livros que tivessem sido adaptados ao cinema.
Em boa hora o fiz.

Para 2019 a meta é ler apenas autores portugueses. Romances, especificamente. Todos do século XX. Para colmatar lacunas ainda existentes. Tenho uma lista de 19, especificamente. Desses, faltam-me cinco. Aproveitarei a Feira do Livro para comprá-los.
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De Anónimo a 08.06.2019 às 10:25

E claro que o Pedro não vai divulgar a sua lista, penso eu de que
Mas eu vou divulgar a minha lista, provisória, pois posso sempre lembrar-me de mais algum...
1- Memorial do Convento
2- O Ano da Morte de Ricardo Reis
3- Ensaio sobre a Cegueira
4- A Lã e a Neve
5- Emigrantes
6- Até ao Fim (Vergílio Ferreira)
7- Vale Abraão (Agustina)
8- De Profundis, Valsa Lenta (José Cardoso Pires)
9- A Varanda do Frangipani (Mia Couto)
10- O Tecido do Outono (Alçada Baptista)

Lamento não poder pôr aqui a Sophia, o Pessoa, o Eça, o Torga e muitos outros que tanto admiro, mas que não se enquadram no que o Pedro pede.

Maria

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De Pedro Correia a 30.06.2019 às 07:35

Vergílio, Saramago, Cardoso Pires e Ferreira de Castro farão parte seguramente da minha lista, Maria. A divulgar antes do fim do ano.
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De Corvo a 07.06.2019 às 12:29

E Afonso Cruz. Era crime não o referir, mas a referência a ele pelo jpt lembrou-me a tempo de evitar a consumação do crime.
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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 12:50

Afonso Cruz até merece a primeira menção. Numa lista ordenada por ordem alfabética.
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De Anónimo a 07.06.2019 às 19:59

Outra vez em sintonia, Corvo.
Gostei um imenso (esta é da Bea) do último livro que li do Afonso Cruz: O Princípio de Karenina.

Maria
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De Filipe Arede Nunes a 07.06.2019 às 12:45

Conhecerei muito menos do que o Pedro ( e do que o JPT) e, por esse motivo, nem vou arriscar dez mas apenas seis (para não repetir nomes):

A criação do mundo, de Miguel Torga,
O conhecimento do inferno, de António Lobo Antunes,
O banqueiro anarquista, de Fernando Pessoa,
Sinais de fogo, de Jorge de Sena,
A confissão de Lúcio, de Mário de Sá-Carneiro,
Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago.



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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 12:51

Ora viva, Filipe.
Pelo menos dois desses títulos constarão da minha lista final dos dez melhores romances do século XX.

Saudações Leoninas
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De Cristina Filipe Nogueira a 07.06.2019 às 12:48

Os esteiros, Soeiro Pereira Gomes;
O Cavaleiro da Dinamarca; Sophia de Mello Breyner Andresen;
O livro do desassossego, Fernando Pessoa;
Contos da montanha, Miguel Torga;
Para sempre, Virgílio Ferreira;
Só, António Nobre;
Os cús de Judas, Ant. Lobo Antunes;
O erro de Descartes, António Damásio;
Mau tempo no canal, Vitorino Nemésio;
A causa das coisas (porque o Como é bela a puta da vida já é do sec. XXI); Miguel Esteves Cardoso.

Falta a Agustina, o Eugénio de Andrade. Faltam tantos...

Belo desfio!
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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 12:58

É mesmo um desafio, Cristina. Três desses que menciona parecem-me obrigatórios na lista que farei.
Apenas com romances. Se fôssemos para a poesia teria de incluir a "Clepsidra", de Pessanha, a "Mensagem", de Pessoa, o "Livro Sexto", de Sofia, os "Poemas Ibéricos", de Torga, "As Mãos e os Frutos", de Eugénio, "Homem de Palavra(s)", de Ruy Belo, etc, etc.
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De Cristina Filipe Nogueira a 07.06.2019 às 13:02

Fica o repto, para post idêntico, sobre poesia... ;)
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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 13:05

Sim. Será mais fácil, creio.
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De João André a 07.06.2019 às 12:53

Os livros que me marcaram será um exercício talvez mais fácil que os livros que mais gostei ou que considero os melhores, porque marcando ficarão mais facilmente na memória. Ficam assim de forma rápida:

1. Barranco de Cegos, de Alves Redol
2. Engrenagem, de Soeiro Pereira Gomes (marcou-me mais que o Esteiros, de que gosto mais).
3. Contos da Montanha de Miguel Torga
4. A Criação do Mundo, dias I e II especialmente.
5. As Aventuras de João Sem Medo de José Gomes Ferreira (falta-nos um mundo de fantasia mágica como este na literatura portuguesa)
6. Manhã Submersa e Aparição, de Virgílio Ferreira (impossível falar deles separadamente)
7. Um deus passeando pela brisa da tarde, de Mário de Carvalho

e basta para já. Poderia ter adicionado outros (como Fogo na Noite Escura, que me marcou muito na geografia mental) mas em alguns casos estico-me demais para isso. Isto não reflecte obras que considero melhores que algumas acima, mas que não ressonaram em mim da mesma forma. A única coisa que acrescentaria na poesia (que não aprecio tanto, é esquisitice minha) seria Máriode Sá Carneiro, que sempre ressoou em mim. Nem sei bem porquê.
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De Pedro Correia a 07.06.2019 às 13:00

Alguns dos livros que mencionas também me marcaram muito. E, sim, marcar parece-me um verbo-chave nestas listas que nos ajudam a arrumar ideias e a estabelecer critérios valorativos para além daquilo que o cânone determina.

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