Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Os comentários da semana

por Pedro Correia, em 13.11.16

«É cada vez mais difícil no mundo actual, mundo "da informação instantânea", em que o que conta é a espuma dos dias, e em que as massas estão (consentem deixar-se ser e estar) bastante alienadas, "bêbadas" pela torrente de estímulos e de informação.
O que releva ainda mais quem escolhe um caminho contrário, como foi o caso de Cohen e de mais alguns (de repente, estou a lembrar-me do Léo Ferré, e, à nossa dimensão, do Carlos Paredes, a anti-estrela).
Nunca mais me esqueci de uma frase do professor e etologista Luís Sozcka, do início dos anos 80, era eu um jovem estudante universitário, mas ainda muito operativa para estabelecer paralelos, comparar situações e compreender o mundo de hoje: dizia ele que a quantidade de informação disponível era muito superior à capacidade do cérebro humano para a processar.
Dada a situação de hoje, com a galáxia Internet, compreende-se melhor a "tontice" do mundo, das pessoas, perdidas neste mar revolto de bytes e terabytes de informação (não tardando que nos sejam familiares o petabyte, o exabyte, o zettabyte e o yottabyte) .
Portanto, obrigado grande Leonard Cohen, mereces o nosso respeito e gratidão, também por teres remado com sucesso contra a maré dominante.»

 

Do nosso leitor Manuel Silva. A propósito deste meu postal.

 

......................................................................................

 

«Dois mil e dezasseis não tem sido um ano bom.
Ainda ontem estava sozinha no escuro, depois de um dia extenuante no trabalho que terminou noite entrada, sentada no chão, a ouvir Cohen e a chorar.
Pensei em tanta coisa, sobretudo na minha mortalidade, como acontece sempre que experiencio um sentimento de perda.
Leonard foi abençoado com a magia das palavras em pas de deux com compassos sonhadores. Foi daqueles artistas cuja excelência da obra tocou milhões e perdurará ad eternum.
Seria eu uma pessoa feliz se tivesse a capacidade de deixar continuidade de pensamento em meia dúzia de criaturas de Deus.

Não sei se é um adeus ou um até breve, mas o embalo da voz levou-me até de manhã.»

 

Da nossa leitora Maria Dulce Fernandes. A propósito deste meu postal.

Autoria e outros dados (tags, etc)



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D