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Os comentários da semana

por Pedro Correia, em 03.11.18

«Só um pequeno desabafo em relação às redes sociais. Quem viu nascer a internet decerto se lembra do espirito de comunidade e entreajuda dos primeiros tempos. Prometia ser uma coisa boa. Tornou-se basicamente uma lixeira coberta de publicidade. É triste.»

Do nosso leitor António. A propósito deste texto do Alexandre Guerra.

 

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«Primeiro sozinhos. Depois a família. Depois a tribo e o clã. Finalmente a cidade. Depois o Reino. Posteriormente a Nação. A seguir o Império. O mercantilismo. Depois o mercado livre. Surgem os movimentos emancipatórios, como reconhecimento de uma identidade comum. De uma dignidade humana comum. Vêm então as instituições supranacionais que visam mitigar os desarranjos arcaicos de fronteira - os ódios primatas de bando.
O sentido histórico, o progresso histórico, têm reforçado o aumento das fronteiras do grupo a que pertencemos. Cada vez são mais os outros que reconhecemos como iguais - todos sonham, todos sofrem. E oxalá um dia ninguém fique de fora por ser diferente. 
Quando saio para fora da nação histórica sinto-me em casa. Pois a minha nação é o horizonte. É aquilo que vejo quando olho para cima. Para um mar comum, ou um bosque virgem. Na bandeira vejo um trapo. Mas é de noite, que sei onde fico.»

 

Do nosso leitor Pedro. A propósito deste meu texto.


6 comentários

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De Bea a 03.11.2018 às 18:08

Em meu entendimento a bandeira não é um trapo. É um símbolo do ser português; logo, sinto por ela respeito e orgulho e não a incluo na indiferenciação da trapagem. Se pensar assim for entendido por nacionalismo e falta de espírito ecuménico e globalizante, paciência. Para mim, não o é.
Olhando para cima não vejo o horizonte, mas o azul da atmosfera, quiçá altas construções ou até arvores e montanhas; mas pode ser erro meu ter o horizonte ao nivel do olhar. Saindo da nação histórica sinto-me menos em casa que nela. Ainda que haja lugares onde provavelmente, noutra vida, já vivi, tal a sensação de pertença. Mas não posso dizer que são o mesmo que a terra a que pertenço inteira, alma e corpo.
Diluir fronteiras não implica ser menos português.
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De Vorph Valknut a 03.11.2018 às 23:47

Pertenço onde me sinto bem. Pelas bandeiras legitimam-se barbaridades e banalidades . Quanto ao céu não ser horizonte tudo depende do tamanho das pernas, mas não só.
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De Bea a 04.11.2018 às 08:39

Também pertenço onde me sinto bem; no caso, é o meu país dado que só em férias experimentei outros.
O facto de pela bandeira se legitimarem barbaridades e banalidades não é panaceia para a desrespeitar. Uma coisa é o símbolo e outra o que os homens escolhem fazer em seu nome.
Há quem sonhe em ponto pequeno. Tem razão, os motivos são outros.
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De Vorph Valknut a 04.11.2018 às 17:14

São os Homens que fazem os símbolos e não os símbolos os Homens.
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De Justiniano a 05.11.2018 às 10:50

Cuidado, meu caro Pedro.
Olhe que os símbolos fazem homens. Ou, também de símbolos se fazem homens!! E, por vezes, parecem cravados nos genes dos homens, os símbolos!!
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De Vorph Valknut a 05.11.2018 às 12:21

Os genes comandam-nos, se julgarmos serem eles os únicos que mandam - e os pais, os amigos, o amor?. Assim também são os símbolos. Eles são impotentes perante aquela rara glândula que nos dá um sono descansado. A boa consciência.

Abraço

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